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30/04/2011

Londres 2012: ciclismo paraolímpico brasileiro vai brigar por medalhas

 Por Wilson Teixeira Soares

        Quando os Jogos Olímpicos de 2012 encerrarem-se, no dia 12 de agosto, o interesse do mundo, em matéria de esporte, se voltará para os Jogos Paraolímpicos, que terão início no dia 29 de agosto, em Londres, até nove de setembro.

        Em pleno verão no hemisfério Norte, marcas antes tidas como inatingíveis pertencerão à história; recordes terão sido estabelecidos e novos heróis das pistas, quadras e piscinas terão suas imagens disseminadas pelos meios de comunicação.

        Faltando pouco mais de um ano para o começo das competições que envolverão milhares de portadores de deficiência, Romolo Lazzaretti, técnico da equipe paraolímpica brasileira de ciclismo, cultiva uma visão realista em relação ao desempenho dos atletas brasileiros de todas as modalidades que competirão em Londres.

        Para Lazzaretti, consagrado ex-campeão europeu de ciclismo em corridas disputadas em velódromos, o Brasil paraolímpico é, hoje, um competidor de peso, uma efetiva potência no cenário esportivo mundial.

        “O paraolimpismo no Brasil evoluiu extraordinariamente em termos de planejamento, de estratégia.  As ações concebidas e realizadas pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro apresentaram resultados positivos. Foram grandes conquistas em campeonatos mundiais e Jogos Paraolímpicos”, afirma Lazzaretti, para quem, em virtude do sucesso alcançado, o atleta paraolímpico descobriu a importância de ter visibilidade nas grandes competições do calendário internacional.

        Com as vitórias, as medalhas e as conquistas aconteceu, afinal, a virada econômica do paraolímpismo brasileiro. Em virtude desse fato, segundo o técnico da equipe paraolímpica de ciclismo, o Brasil está credenciado a fechar os Jogos de 2012 em sétimo lugar no quadro geral de medalhas. “Existe até mesmo a possibilidade de se comemorar o sexto lugar”, admite, ainda que com reservas, Lazzaretti.

        Medalhas à farta para o Brasil paraolímpico serão conquistadas, certamente, nas diversas provas de atletismo e de natação. Mas Romolo tem a convicção de que gratas surpresas serão oferecidas pelos atletas paraolímpicos de remo, de bocha, de hipismo, de vela, de arco e flecha, de vôlei sentado e de futebol de 7. Sem falar no ciclismo.

        “A equipe paraolímpica brasileira de ciclismo deverá ter quatro representantes” – que Romolo não revela ainda os nomes - “nos Jogos de Londres, mas o sucesso que esses atletas estão credenciados a obter não representa mais uma surpresa para o paraolimpismo mundial”, reconhece.

        Em Londres, prevê  Lazzaretti, o Brasil vai brigar por duas medalhas em três modalidades. Para alcançar esse objetivo, os ciclistas brasileiros contam, já, com um calendário de competições definido.

        A preparação inclui duas competições em Copas do Mundo, no Canadá e na Espanha, em junho e julho próximos. Depois vem o Campeonato Mundial, na Dinamarca, seguido dos Jogos Panamericanos de 2011, em Guadalajara, no México.

        Acredita Lazzaretti que ao fim e ao cabo da participação dos brasileiros nessas etapas do calendário mundial, o Brasil, que tem hoje duas vagas garantidas nos Jogos de Londres, conseguirá as outras desejadas três vagas.

        Independentemente do número de atletas com que o Brasil disputará as provas de ciclismo em Londres, Lazzaretti tem certeza de que os atletas que se encontram sob sua orientação técnica vão brigar por medalhas nas provas de estrada, no contra-relógio e nas disputas do quilômetro e da perseguição no velódromo. E exista ainda a perspectiva de os ciclistas brasileiros Brasil terem uma participação significativa na prova do terceto. 

        Para alcançar essa meta, o Comitê Paraolímpico Brasileiro definiu um calendário estratégico para 2012. Que terá início com uma reunião de cúpula envolvendo os técnicos de base dos atletas, que não participarão do encontro, que disputarão os Jogos de Londres. “A finalidade desse summit é estabelecer as exigências a serem cumpridas em datas pré-fixadas, com foco no único objetivo do calendário esportivos de 2012: os Jogos Paraolímpicos”, assegura Lazzaretti.

        O período que irá de janeiro a maio do ano que vem será dedicado ao trabalho de base. Cumprida a fase ascencional, os ciclistas experimentarão, entre junho e julho, um natural período descendente, que garantirá inclusive descanso psicológico, para o estágio de alto nível, a seguir.

        “Vamos subir a ladeira a partir de agosto. Quando setembro chegar, e com ele as provas de ciclismo dos Jogos Paraolímpicos, os nossos atletas estarão na ponta dos cascos”, garante  Lazzaretti.

        O trabalho, que prevê o monitoramento em laboratório dos ciclistas paraolímpicos brasileiros até o embarque para a Inglaterra, deverá possibilitar ao Brasil encerrar as competições de ciclismo entre  o décimo quinto e o vigésimo lugar, na previsão realista de Lazzaretti. O que, para ele, configurará o sucesso do trabalho realizado pela equipe de ciclismo do Comitê Parolímpico Brasileiro, com o apoio financeiro da Caixa Econômica Federal. 

        “Em um país como o Brasil, que ainda não dispõe de condições econômico-financeiras para  garantir aos seus ciclistas condições de competir na maioria das provas do calendário internacional para acumular pontos que garantam mais vagas nos Jogos, terminar a competição entre os vinte melhores é atestado de competência”, alerta Romolo Lazzaretti.

        A advertência tem por base a lição dada ao mundo pela Inglaterra. “Os súditos da Rainha vão ganhar tudo em matéria de ciclismo nos Jogos de 2012, a exemplo do que fizeram na China, em 2008. Apesar de os ingleses não terem a mesma tradição ciclística dos belgas, italianos, espanhóis e franceses, ele realizaram investimentos maciços na modalidade. Implantaram cinco centros de treinamento e dispõem de dois laboratórios. Por isso, nos Jogos de Pequim conquistaram 14 medalhas das 54 disputadas em nove modalidades ciclísticas, superando com folga a França, a Espanha e os Estados Unidos, que ganharam, respectivamente, seis, quatro e cinco medalhas na modalidade. No ano que vem, não será surpresa para quem entende de ciclismo se eles embolsarem metade das medalhas que o esporte disputará em Londres”, prevê o técnico da equipe paraolímpica brasileira de ciclismo. 

Wilson Teixeira é jornalista, ciclista, membro do grupo Coroas do Cerrado, ex-conselheiro da ONG Rodas da Paz

Por José da Cruz às 16h15

29/04/2011

Copa 2014: Fifa fecha acordo com o governo para votar projeto de seu interesse

Está no site do Ministério do Esporte.

        “O ministro do Esporte, Orlando Silva, anunciou hoje (29) um acordo com a FIFA em torno da Lei Geral da Copa, que será enviada pelo governo ao Congresso Nacional, na forma de um projeto de lei, até 15 de maio. A proposta tem 42 artigos sobre as regras do Mundial da FIFA de 2014 no Brasil, como concessão de vistos a estrangeiros, proteção de marcas de produtos que serão licenciados para a Copa, comércio irregular de ingressos e distribuição de imagens por emissoras de televisão.”

        “Depois de uma reunião com o secretário-geral da FIFA, Jêróme Valcke, e o presidente do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, o ministro afirmou que não espera resistência do Congresso à Lei Geral da Copa. Ainda assim, firmou o compromisso com a FIFA para que a lei já esteja em vigor até 30 de julho, quando haverá o sorteio das chaves para as eliminatórias do Mundial de 2014.”

        Duas questões:

        Em julho do ano passado, o ministro Orlando Silva já noticiava a elaboração do projeto de lei sobre o assunto. Agora, nove meses depois, o documento não está concluído e o ministro quer vê-lo aprovado, sancionado e em vigor até 30 de julho?

        Diante dos compromissos do Congresso Nacional e da morosidade para um projeto de lei tramitar nas duas casas, Câmara e Senado, o tempo é curtíssimo para que os parlamentares examinem, apresentem emendas e votem.

        Mas é isso mesmo: o Executivo esgota os prazos justamente para evitar a discussão e, assim, aprovar a sua proposta sem interferência de deputados ou senadores.

        É a ditadura da democracia.

        Em segundo lugar: uma autoridade da Fifa veio ao Brasil para examinar um projeto de lei elaborado pelo Executivo e saiu daqui com “um acordo” em torno de uma lei que os beneficiará?

        Sabemos todos que o Governo Federal terá que cumprir exigências da Fifa para receber a Copa. Quando o país se candidatou à sede do Mundial de 2014 já sabia que teria que fazer concessões extremas.

        Mas é vexatória a forma como o assunto é conduzido pelo ministro do Esporte. Ele faz um acordo internacional e antecipa que o Congresso não vai contrariar o que acertou? Além do mais, coloca pressão sobre o Legislativo para que vote o assunto sem discutir? É isso? E tudo com o aval do Senhor Ricardo Teixeira?

       Pois o ministro Orlando Silva divulga tal acordo, expondo um comportamento subalterno a uma instituição menor e, por isso, humilhante à nossa soberania.  

        Recentemente o Congresso votou, sem discutir, a lei de isenções fiscais para os vários negócios da Copa 2014. Agora, mais um constrangimento?

        Impressionante como nossas autoridades se vergam às exigências externas em nome do jogo da bola, num comportamento que nos envergonha.

        Há outras formas de tratar deste assunto sem tanta humilhação.   

Por José da Cruz às 18h49

Rio 2007: o Pan ainda não acabou

        Sete anos depois do início das obras da Vila Pan-Americana, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o Tribunal de Contas da União está perto de encerrar mais um nebuloso caso que envolve muito dinheiro.

        Para construir os edifícios da Vila – 17 torres de 10 andares – que hospedou os atletas do Pan 2007, no Rio, a empresa Agenco precisava financiar R$ 189 milhões junto à Caixa Econômica. Porém, deveria apresentar garantias de R$ 31 milhões, correspondente a 15% do valor do empreendimento.

        Era o ano de 2004, e o então generoso ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, autorizou o pagamento antecipado do aluguel de 1.480 apartamentos da Vila. Valor do repasse ao Comitê Organizador do Pan 2007: R$ 25 milhões.

        Agnelo, hoje governador do Distrito Federal, atropelou a legislação. No bom português, deu uma banana para a lei 4.320/1964, que determina que só se paga depois dos serviços prestados. Mas, na certeza de que ficaria impune, ele mandou pagar assim mesmo, três anos antes... 

        Porém, as suspeitas de técnicos do Tribunal de Contas da União são de que houve uma triangulação com dinheiro público para financiar a iniciativa privada.

        Em resumo: o Ministério antecipou o pagamento dos alugueis e os R$ 25 milhões recebidos pelo Comitê Organizador acabaram sendo a garantia que faltava a Agenco obter o financiamento da Caixa. A suspeita em análise está chegando ao fim mas, claro, não dará em nada.

        Porque o argumento deverá ser o mesmo que pautou decisões do TCU em outros processos do PAN. Algo assim: “a irregularidade existiu, mas era necessária para que se tivesse a obra pronta a tempo e não se expusesse o Rio de Janeiro e o Brasil ao vexame...”

        Enquanto isso...

        O Tribunal de Contas da União determinou que esse processo avance para uma Tomada de Contas Especial. Isto é: exame mais rigoroso, detalhado, minucioso para que não fiquem dúvidas sobre a realidade dos fatos e responsabilidades.

        Antecipadamente, porém, o TCU já concluiu que os R$ 25 milhões pagos pelo aluguel dos apartamentos foi demais. Na conta dos técnicos deveriam ser R$ 20 milhões.

        Por isso, pediu a devolução de R$ 5,5 milhões ou que os envolvidos apresentem explicações.

        São eles: André Arantes, que à época era o secretário de Esporte de  Alto Rendimento, o vice-presidente do Comitê Organizador do Pan, André Gustavo Richer, e o próprio Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio-2007.

        É claro que Arantes, do segundo escalão ministerial, não tinha competência para autorizar uma liberação de R$ 25 milhões do orçamento público. Dependia de ordem superior, Agnelo ministro, no caso. Além disso, Arantes não era “ordenador de despesa”, ou seja, o funcionário credenciado para a palavra final, “pague-se”! Mas ele está citado no processo e terá que apresentar explicações.

        Também o Comitê Organizador do Pan se manifestará, explicando sua participação no episódio.

        Vamos aguardar, porque na festa das contas públicas o Pan ainda não acabou.

        Ah, sim,  Agnelo, hoje, é governador do Distrito Federal e constroi um estádio de futebol para 75 mil pessoas ao custo de R$ 650 milhões.

        Mas, na planilha desse valor milionário, ainda faltam os preços do gramado, da iluminação, de todas as cadeiras, da cobertura do gigante e por ai vai..

        Baita empreendedor esse Agnelo!

Para saber mais

        Em seu livro de memórias – “Vaudeville” – o ex-jornalista e empresário da noite Ricardo Amaral, conta como organizou o marketing para vender os apartamentos da Vila Pan-Americana.

        Transcrevo um parágrafo:

        “... No primeiro momento, (Sérgio) Goldberg (da Construtora Agenco) foi procurado pela Caixa, que, através de seu atual superintendente no Rio, José Domingos Vagas, interessou-se em financiar (a construção da Vila)...”

        Continua Ricardo Amaral:

        “A obtenção desse empréstimo, cerca de R$ 200 milhões, foi bastante complexa, já que não havia garantias suficientes. E mais: o terreno pertencia a uma empresa do Grupo Opportunity, de Daniel Dantas. Contudo, depois de muitas idas e vindas, negócio fechado”.

        Rio 2016, a próxima etapa.   

Por José da Cruz às 08h09

28/04/2011

Copa 2014: estádios consumirão mais recursos públicos que aeroportos

        Tema que lidera os debates sobre a Copa do Mundo de Futebol, no Brasil, principalmente depois do anúncio de que o Governo Federal buscará parcerias com a iniciativa privada, as obras de reforma e ampliação dos aeroportos são o terceiro item na pauta de investimentos federais para o megaevento de 2014, de acordo com informações do Tribunal de Contas da União (TCU). Com previsão de gastos de R$ 5,1 bilhões, a infraestrutura aeroportuária fica atrás das despesas previstas para os 12 estádios nas cidades sedes, que deverão consumir R$ 5,7 bilhões, e obras de mobilidade urbana, a líder, com R$ 11,7 bilhões.

        A reportagem completa está aqui

Por José da Cruz às 20h31

Depois do Esporte, Turismo...

           Nota no Panorama Político de O Globo, hoje, dá o que pensar. Diz assim:

        Turista acidental

        “O governo ofereceu ao PCdoB a presidência da Embratur. O nome sugerido pelo Palácio do Planalto é o do ex-deputado Flávio Dino (PCdoB MA). O atual presidente da da autarquia, Mário Moysés (PT), vai para a Autoridade Pública Olímpica.”

        Imagino que o PCdoB não rejeitará a doação. Mas é estranho que a valiosa oferta ocorra num momento em que dezenas de pretendentes de partido maiores estão brigando por cargos nos segundo e terceiro escalões dos órgãos governamentais.

        E se tudo sair conforme o combinado, o PCdoB ficará também com o Ministério do Esporte? Não estará o Palácio querendo compensar o Partido Comunista, já pensando numa possível troca de comando na pasta esportiva?

        Se não for por aí, é porque o Planalto está satisfeito com a gestão de Orlando Silva e quer que o seu partido faça o mesmo na Embratur. Será?

Por José da Cruz às 17h37

O abandono do esporte

        Carlos leitores, leiam a seguinte notícia:

        “Fornecer infra-estrutura compatível com o potencial esportivo nacional em diversas modalidades olímpicas e paraolímpicas. Essa é principal missão do Centro de Treinamento de Esportes de Alto Rendimento que será construído em Campos do Jordão, por meio de convênio com o Ministério do Esporte. Na última sexta-feira, o ministro Orlando Silva Jr. esteve na cidade para a apresentação do projeto, que deve ficar pronto no final de 2007.

        O Centro de Treinamento será implantado em um terreno na estrada do Capivari, no bairro Manancial, e deve ocupar uma área de aproximadamente 100 mil m². Serão construídas duas quadras poliesportivas, ginásio de esportes coberto, pistas de bicicross e mountain bike, centro de atletismo, campos de futebol society, alojamento para 80 atletas, além de restaurante e área administrativa. O CT conta com a parceria acadêmica e científica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).”

        Entenderam? A notícia é de 2006, e está no site do Ministério do Esporte, aqui        

        E o que tem no tal Centro de Treinamento, hoje?

        Apenas isto

        Pois o ministro que fez tal promessa, há cinco anos, é o mesmo que está à frente dos projetos da Copa 2014.

        Agora vai?

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Por José da Cruz às 23h47

27/04/2011

Copas 2014: de quem é o comando?

Depois da reunião do ministro Orlando Silva com a presidente Dilma Rousseff, na segunda-feira, bateu o pavor na turma do Ministério do Esporte.

        O dia de ontem foi de reuniões da cúpula do gabinete ministerial. Portas fechadas, cochichos, cabeças baixas, olhares tristes, semblantes preocupadíssimos.

        Já não há dúvidas de que o Palácio do Planalto chegou ao limite de suportar a imobilidade geral. O anúncio da privatização dos aeroportos, contrariando a ideologia pestista, é a demonstração de que o governo, no desespero, começou a reagir.

        Evento bilionário desejado por vários países, a Copa do Mundo no Brasil transformou-se, prioritariamente, num fato político. Pior: numa disputa política.

        O Brasil conquistou a Copa 2014 no dia 30 de outubro de 2007. Orlando Silva riu e aplaudiu. Mas que equipe ele montou para cuidar do assunto há quatro anos? 

        Sejamos sinceros: quem são os principais nomes do Ministério do Esporte na área técnica para cuidar do assunto Copa do Mundo? Não temos isso. Quando se aperta, o ministro manda contratar uma “consultoria”, pois ocupou os seus principais cargos com apadrinhados políticos.

        E no Governo central, que  estrutura o Presidente Lula deixou para o governo que assumiu em janeiro último?

O ministro Orlando mostrou-se impotente para enfrentar prefeitos e governadores no diálogo que envolve disputas partidárias, acordos de bancadas, conchavos que beneficiam amigos, interesses com empreiteiras.

Esta é a situação, falta liderança no comando das questões da Copa.  Até aqui, o jogo da bola perde de goleada para a imprevidência política.

Por José da Cruz às 13h36

CBF x Clube dos 13 x TV Globo

A transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol está sendo debatida neste momento na Comissão de Educação do Senado Federal.

A reunião é presidida pelo senador Roberto Requião, o "amigo" dos jornalistas.

Deputado Romário está presente e trouxe "perguntas casca grossa". Vamos ver.

O blogueiro Ricardo Perrone e o repórter Gustavo Franceschini, do UOL Esporte, estão aqui. Vou acompanhar a audiência pela cobertura da competente dupla.

Por José da Cruz às 10h58

Dinheiro público paga juros de empréstimos bancários da Confederação de Basquete

        A Confederação Brasileira de Basquete divulgou o seu balanço financeiro de 2010. O documento na íntegra, com análise e questionamentos, está no “Bala na Cesta”, blog dirigido pelo companheiro Fábio Balassiano.

        Lendo o balanço ficam, de fato, muitas dúvidas. Por exemplo, empréstimos bancários de R$ 3,5 milhões, enquanto os gastos com funcionários cresceram 55%?

        A exemplo de todas as demais confederações esportivas, a de Basquete é altamente subsidiada pelos cofres públicos: tem patrocínio da estatal Eletrobras, recebe das loterias federais, da Lei de Incentivo.

        Logo, é o dinheiro público que está pagando os juros dos empréstimos bancários, cujo montante não se sabe em que foi aplicado. Que gestão esportiva é essa?

        Não fica claro no balanço quem ganha o quê. Tenho informação, por exemplo, de que o empresário José Carlos Brunoro foi contratado para ser o gestor da Confederação de Basquete. É fato? Quanto custa esse serviço? Neste caso, para que serve a diretoria da CBB?  

        Talvez essas denúncias justifiquem o silêncio de Carlos Boaventura Correa Nunes, o Carlinhos, no comando da CBB desde 2009, quando não atendeu mais à imprensa.

        Há muito o que indagar lendo a análise de Fábio Balassiano. E surgem bons motivos para que o Tribunal de Contas da União faça uma daquelas rigorosas auditorias, a fim de se saber se a gestão do dinheiro público está sendo eficiente ou tratada de forma relaxada e, por isso, deficitária.

Por José da Cruz às 00h42

26/04/2011

Senado debaterá transmissões de futebol

        Se não houver desistências, será uma grande audiência pública. O poderoso chefão da CBF, Ricardo Teixeira, debaterá com o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, nesta quarta-feira, às 10h, na Comissão de Educação do Senado Federal.

        Ordem do dia: a briga entre as TVS, CBF e Clube dos 13 pela transmissão do Campeonato Brasileiro.

        Completando a mesa de debates, representantes da Record, Globo, Band e Rede TV. Todos os convidados confirmaram presença.

        Vou tentar acompanhar a reunião. E, nas entrevistas, prometo não fazer perguntas ao senador Roberto Requião.

Por José da Cruz às 22h13

Copa 2014: estudo do Ipea sobre aeroportos tem aval do Sindicato das Empresas Aeroviárias

         O técnico do Ipea, Carlos Álvares da Silva, confirmou hoje, em debate no Senado Federal, o estudo que elaborou sobre os aeroportos brasileiros, constatando a precariedade do setor nas capitais-sedes da Copa do Mundo de 2014.

        Campos Neto disse que não é preciso esperar 2014 para que os problemas dos aeroportos apareçam. As deficiências já seriam perceptíveis hoje. Ele observou que, após a queda do avião da GOL, não houve um esforço significativo para saná-las.

        Já o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), José Márcio Monsão Mollo, apresentou um estudo feito pela entidade que chegou à mesma conclusão da do Ipea.

        As informações são da Agência Senado e estão aqui, na íntegra.

Por José da Cruz às 19h44

Copa 2014: Presidente Dilma começou a gritar. Adianta?

        É da repórter Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo, a informação de que a presidente Dilma ficou muito preocupada e irritada com os atrasos gerais nas obras para a Copa 2014.

        E anunciou que quer a remodelação dos aeroportos pronta em 2013 e não mais em 2014.

        Na sexta-feira, ela voltará a se reunir com assessores para tratar deste assunto.

        As reuniões de ontem sobre o balanço das obras foram “tensas e longas”.

        A reunião com prefeitos e governadores das cidades-estados-sedes, que seria ainda mês foi adiada para o final de maio. Mais um mês sem decisões...

Em resumo:

        O Brasil esportivo é uma coisa. Preparar o país para uma Copa do Mundo ou Olimpíada é outra.

        Londres acaba de dar exemplo ao mundo sobre um trabalho planejado e com metas bem definidas. O cronograma foi cumprido um ano anos dos Jogos de 2012.

        E aqui? Quem é o gerente do grandioso projeto? Quem tem o comando da situação para negociar com prefeitos, governadores, presidentes de clubes, empresários etc? O ministro do Esporte, de cores partidárias que colocam suspeição no seu diálogo? O governador do PMDB, do PSDB, do PT, enfim, seguirão as orientações de Orlando Silva?

        Se a situação tornou-se política falta força a esse ministro para estar à frente de um projeto gigantesco que envolve obras em várias frentes.

        Falta ao Brasil um Gabinete para a Copa 2014, que seja, antes, apartidário. O que temos até agora são pessoas empenhadas em dar explicações à inoperância geral.

O tempo passa e as explicações são as mesmas. Mas, agora, com uma diferença: a presidente Dilma começou a gritar.

Agora vai?

Por José da Cruz às 11h15

Copa 2014: silêncio dos poderosos

        A agenda do ministro do Esporte, Orlando Silva, previa dois encontros importantes, ontem: com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com a presidente Dilma Rousseff. Assunto: Copa do Mundo

        Até agora, o site do Ministério não informa nada sobre as reuniões.

        Ou o ministro não foi atendido -- o que é improvável -- ou seu relatório sobre a Copa 2014 foi reprovado pela Presidente da República.

        Diante do silêncio ministerial fico na dúvida, mas vou ao Congresso Nacional, onde os políticos sempre têm informações de bastidores. 

        Mas se bem conheço Brasília, tem gato na tuba nesse diálogo de podersos.

Por José da Cruz às 10h34

Itaquera: o enredo da obra

Por Jorge Hori

Consultor empresarial e do Sinaenco

         As obras da arena multiuso do Corinthians em Itaquera não começam porque não têm a necessária licença, mais conhecida como o “alvará de construção”.

        São calculados os dias necessários para que a Prefeitura Municipal analise as plantas e emita a licença, passando – pelo menos – por três setores: o da aprovação da construção, o ambiental, pela análise dos impactos sobre a vizinhança, e o de trânsito, por se tratar de um Polo Gerador de Tráfego.

        Presume-se que com a boa vontade do Prefeito e da burocracia municipal essa aprovação ocorra em menos de trinta dias.

        O problema ainda está no ponto de partida que seria o projeto de engenharia. O projeto para 45 mil lugares teria sido bancado pela Odebrecht, interessada na construção, antes mesmo da designação da arena de Itaquera como a representante de São Paulo para a Copa 2014.
        O projeto de Anibal Coutinho substituia o anterior elaborado por Eduardo Castro Mello e superava os dois outros projetos – um do Banif e outro de Quiroz – propostos para efetivar o tão sonhado estádio do Coringão.

        Apresentado em agosto do ano passado, já decorreu tempo suficiente para que o projetista preparasse as plantas essenciais para pedir a licença de construção. O que ainda não teria sido feito.

        E por que?

        Porque não há ainda uma decisão definitiva sobre qual o projeto a ser apresentado: o original para 45 mil lugares ou o expandido para 65 mil (números aproximados).

        E por que?
        Porque até agora não foi fechado o contrato entre o clube e a Constutora Odebrecth. O caderno de economia do Estado de São Paulo de 21 de abril de 2011 traz a notícia de “Odebrecht registra lucro de R$ 1,5 bi e investirá até R$ 15 bi este ano”.

        Ou seja, se ela estivesse a fim de bancar a construção da arena do Corinthians, conforme anunciado ano passado, teria recursos próprios suficientes para isso.

        Teria assumido a responsabilidade pela construção, apresentando em seu nome o pedido de licença à Prefeitura Municipal.

        Mas parece que ela não estaria disposta a bancar a construção com recursos próprios, tampouco tomar financiamentos, dando como garantia seu patrimônio.

        Quer preliminarmente acertar as condições pelas quais o clube irá assumir o empreendimento e lhe pagar. A Odebrecht não está fazendo um favor, quer fazer um bom negócio.

        Segundo informações difundidas pela mídia, a construtora teria assumido um compromisso com o então Presidente Lula de investir até R$ 350 milhões, levantando parte dos recursos com o BNDES. Pressupôs-se que para esse valor ela apresentaria garantias próprias, mas calçada na cessão pelo Corinthians de negociar o “naming right” da nova arena.
        Na prática a solicitação ou exigência como contrapartida do seu investimento seria ter o direito do “naming right” que repassaria a terceiros. O que o Corinthians não teria aceito, pois quer ele negociar o “namimig right”.

        Por outro lado, ampliando a capacidade do estádio para 65 mil lugares e aumentando o investimento necessário para pelo menos R$ 650 milhões, o clube ainda teria que levantar entre 250 a 300 milhões de reais adicionais. Sem a equação econômico-financeira fechada a construtora não assinaria as plantas, e não daria início às obras.

        Portanto, para que as ações não fiquem em promessas é preciso fechar o contrato, com ampla divulgação pública e ingressar com o pedido na Prefeitura Municipal.

É o primeiro passo, mas ainda não suficiente. Há vários percalços ainda a serem vencidos: a liberação do terreno, sob pendência para o qual é preciso firmar um Termo de Ajuste de Conduta. Por que está demorando tanto se – segundo se informa – está tudo acertado?

        Junto com as plantas é preciso apresentar o Relatório de Impacto sobre a Vizinhaça e o estudo do Polo Gerado de Tráfego, apresentando – no caso – as contrapartidas que o empreendedor ira realizar na infraestrutura do entorno. Terá que assumir parte dos investimentos anunciados pelo Governo do Estado. Ou seja, o valor do empreendimento será muito maior que os R$ 650 milhões. E a Prefeitura Municipal não poderá abrir mão dessas contrapartidas, a não ser com uma lei específica, excepcionando o clube. Fora disso terá que enfrentar contestações do Ministério Público Estadual.

        O cronograma está ficando cada vez mais apertado. 

Por José da Cruz às 00h22

O autoritarismo "democrático" das excelências

       Abro espaço no debate esportivo para registrar protesto e indignação com mais uma truculência política.

       Na semana passada, o senador Aécio Neves foi flagrado dirigindo sem carteira. Pior: fugiu do teste de bafômetro.

       Hoje, irritado com a pergunta de um jornalista da Rádio Bandeirantes sobre sua aposentadoria, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) arrancou o gravador das mãos do profissional e apagou o conteúdo.

       Conforme matéria do UOL, Requião se irritou quando o jornalista Victor Boyadjian perguntou se o senador abriria mão de sua aposentadoria como ex-governador do Paraná. Foi o suficiente para o democrata mostrar o lado censor.

       Tanto Aécio quanto Requião são ex-governadores e suas atitudes de agora contribuem para desacreditar ainda mais a classe política.

       Essas truculências eram comuns nos anos de ditadura. Certa vez, o general Newton Cruz, do Comando Militar do Planalto, torceu o braço de um jornalista até que ele se ajoelhasse e pedisse desculpa pela pergunta que fez.

       À época, o general estava com a farda em desalinho e espumava pelo canto da boca.

       O senador Requião, hoje, de terno e gravata, não torceu o braço do repórter, mas cometeu agressão gravíssima atingindo ao profissional e à instituição Imprensa.

       Mas a excelência se diz defensora das liberdades democráticas.

       A notícia completa do UOL está aqui.

Por José da Cruz às 23h54

25/04/2011

Pan 2007 nem acabou e já vamos conhecer os legados de 2016

            “Legado de Megaeventos Esportivos para a Juventude Brasileira” é o projeto que custará R$ 400 mil aos cofres do Ministério do Esporte.

            Não tenho dúvidas: se os executores do projeto – Centro de Estudos e Memória da Juventude –  visitassem os  centros de esporte do Pan 2007 ou, no mínimo, lessem os relatórios do Tribunal de Contas da União, mudariam o roteiro do trabalho.

            Poderiam identificar, por exemplo, quais os grandes eventos realizados nas arenas do Pan nos últimos quatro anos.

            Ou, mais próximo da “juventude” – como sugere a ONG escolhida –, quantos jovens usaram os privilegiados espaços construídos em 2007, para treinos ou competições?

            Que projeto esportivo, enfim, a Prefeitura do Rio de Janeiro desenvolveu com as escolas do município que revelasse o real “legado” do Pan?

            Nada disso será feito, claro. O negócio é a futurologia, 2016...

            Na falta do que fazer, os assessores políticos do Ministério do Esporte deveriam ser proibidos de pensar, pois até com bobagens conseguem gastar dinheiro público.

Por José da Cruz às 20h27

Cartola é preso por corrupção, na Índia

Da BBC Brasil

        As autoridades indianas prenderam e indiciaram por corrupção o ex-presidente do comitê organizador dos tumultuados Jogos da Comunidade Britânicas (ou Jogos Britânicos) realizados em Nova Déli no ano passado.

        Suresh Kalmadi, que havia sido demitido da função em janeiro deste ano, foi acusado de fraude nos contratos relativos ao evento, cujo orçamento chegou a US$ 6 bilhões.

        De acordo com as autoridades indianas de combate à corrupção, até US$ 1,8 bilhão deste total pode ter sido desviado.

        Kalmadi terá de explicar diversas acusações, entre elas a de favorecer uma companhia suíça na compra de um sistema de cronometragem e contagem de pontos para os Jogos.

        O ex-presidente do comitê organizador deve comparecer diante da Justiça na terça-feira. Se for considerado culpado, pode ser condenado à prisão.

Desorganização

        Analistas em todo o mundo avaliaram que a desorganização, demora e as falhas do evento realizado em outubro do ano passado representaram uma vergonha para a Índia, que pretendia usar os Jogos Britânicos como vitrine de seu avanço como potência econômica na cena mundial.

        Às vésperas da abertura dos Jogos, parte do forro do principal estádio da competição desabou.

Choveram críticas à falta de infraestrutura da vila olímpica e dos locais de competição. Autoridades australianas chegaram a questionar a capacidade da capital indiana de sediar o evento.

        Os problemas levaram alguns atletas a desistir de participar dos Jogos.

        Além de Kalmadi, outras ex-autoridades responsáveis pela conturbada competição também foram presas e indiciadas em fevereiro. Entre elas estão o ex-secretário geral e o diretor-geral do comitê, Lalit Bhanot e V.K. Verma.

Por José da Cruz às 16h10

Vento contra

Na Folha de S.Paulo, ontem

        Excelente reportagem de Rodrigo Mattos, mostrando que o Brasil olímpico, apesar de contar com várias e fartas fontes de recursos, ainda carece de gestão.

Sob intervenção desde 2007, vela vê rarear investimento na base, e, sem apoio, novos talentos deixam o esporte

Por RODRIGO MATTOS 

        Segundo velejadores e cartolas, esse abandono do período de formação dos jovens se acentuou nos últimos quatro anos, desde que a Confederação de Vela a Motor está sob intervenção do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

        A interferência se deu em 2007, quando a confederação ficou sem comando e falida – com mais de R$ 100 milhões em dívidas fiscais. A partir daí, um interventor indicado pelo comitê passou a gerir a confederação, e é o COB quem distribui as verbas. A base é ignorada.

        “Só se consegue tirar dinheiro do COB para as classes olímpicas”, diz Adélvio Leão, presidente da Associação Brasileira da Optimist, classe voltada a iniciantes. “Até 2016 [Olimpíada do Rio], ou antes disso, já vai se sentir esse efeito”, completa.

        Às categorias de base, o COB só paga viagens internacionais de porte -crescem as barreiras aos ascendentes. “É difícil para quem está começando. Vejo pela parte jovem da equipe, que tem muita dificuldade para competir”, conta o bicampeão olímpico Torben Grael.

        Na optimist, há ainda um número alto de atletas, pois os custos são mais baixos. Depois, em geral, os jovens escolhem entre a laser radial (individual) ou a 420 (em dupla). Entre os homens, essas são versões menores dos barcos das classes laser e 470, que são olímpicas. Aí as despesas sobem. Importado, um barco de laser radial custa R$ 20 mil. A vela sai por R$ 1.800. Ainda há pagamento a técnicos e viagens.

        “Basicamente, o pai é quem banca”, afirma Ricardo Paranhos, 17, campeão brasileiro da classe 420. Ele mora em Brasília e viaja para São Paulo para fazer treinos com o seu parceiro. Para a competição deste final de semana, por exemplo, a casa de Elstrodt transformou-se em uma república.

Olímpicos também penam sem receber ajuda da confederação

        Se afeta de forma mais dura a base, a paralisação da confederação de vela também prejudica os olímpicos. O bicampeão Torben Grael, por exemplo, está sem patrocínio pessoal para treinar e competir. Ele banca viagens com recursos próprios e ajuda de custo da entidade, que é insuficiente. Concorre com Robert Scheidt por vaga na star na Olimpíada-12.

        “Lógico que afeta [a paralisação da confederação]. Você ter uma boa administração vai ajudar todos os atletas do esporte. Você ter um pessoal encastelado no poder e manipulando tudo não é legal”, reclama Torben.

        Seu irmão Lars fechou patrocínio próprio por meio da lei de incentivo. Com isso, banca a maior parte de suas despesas na star. Seu custo chega a R$ 270 mil por ano. “Mas não faço uma campanha profissional. Não consigo ir a todos os eventos.”

        O COB também usou a lei de incentivo para levantar até agora R$ 900 mil para a vela. O valor do projeto é de R$ 4,2 milhões para preparação para Londres-12. (RM)

Interventor diz que já queria ter passado cargo

        Responsável pela intervenção do COB na confederação de vela, Carlos Luiz Martins diz que gostaria de já ter repassado a gestão da entidade a um eleito. Mas ressalta que não houve candidatos.

        “Dou parcialmente atenção à confederação. Até porque a atividade é muito mais de assessoramento técnico e de preparação técnica da equipe. E eu não estou vislumbrando solução”, admite ele, que é um dos diretores do Comitê Organizador da Olimpíada Rio-2016.
        O cartola disse ter tentado fazer eleição no final de 2010, mas não houve interesse de candidatos.

        A confederação tem dívidas fiscais anteriores à gestão do COB. A Receita Federal entende que não foram pagos impostos relativos à parceria feita com o Bingo Augusta. Estima-se que os valores ultrapassem R$ 100 milhões, já cobrados na Justiça Federal. A Folha identificou duas execuções judiciais que somam R$ 26,6 milhões.

        Para Martins, os débitos são fruto de interpretação jurídica equivocada da Receita. Diz ter tentado acabar com eles, sem sucesso. O dirigente admite prejuízo para o esporte. Já houve patrocinadores interessados na confederação, mas não puderam investir por causa do bloqueio de bens e rendas. As despesas são pagas pelo COB, sem passar pelos cofres da entidade.

        “A intervenção foi fundamental, mas tivemos perda muito grande”, conta Lars Grael, ex-presidente da confederação, que renunciou em 2007. Há planos de dirigentes para retomar a CBVM. Ainda não há nomes. (RM)

Por José da Cruz às 11h42

24/04/2011

Prefeito Kassab entregará Secretaria da Copa em São Paulo ao PCdoB, nesta segunda-feira

            O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, empossará nesta segunda-feira o “Secretário Especial de Articulação para a Copa do Mundo 2014".

        E quem será o secretário diante do caos da Copa na capital paulista? Um ex-craque do futebol? Um empresário do setor de esportes? um especialista em gestão pública? quem sabe, um talento do Partido Social Democrático, o PSD, recém criado por Kassab?

        Nada disso, o secretário será o agrônomo Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, indicado pelo PCdoB e amigo do ministro do Esporte, Orlando Silva.

       Tadeu Ribeiro é secretário de Organização do Diretório Estadual do PCdoB e assessor do vereador Netinho de Paula, na primeira-secretaria da Câmara Municipal de São Paulo. Tadeu também coordenou a fracassada campanha de Gustavo Petta a deputado federal, em 2010. Gustavo Petta é cunhado de Orlando Silva. Tudo em casa.

        E daí?

        Daí que o acordo político de PCdoB com o PSD fortalecerá Orlando Silva diante da ameaça constante de perder o cargo de ministro, já que é indesejado no gabinete da presidente Dilma Rousseff.

        Agora, com a adesão do PCdoB, Orlando terá o reforço de Kassab para apoiá-lo junto à Presidência da República, pois o PSD aproxima-se do governo federal para se aliar à base parlamentar no Congresso Nacional.

        Porém, políticos da área conservadora do PCdoB referem-se a Tadeu Ribeiro como “um bandidão”.

        Foi de Tadeu, me contaram, a idéia de tirar o partido de sua tradicional linha de luta ideológica para abrir espaço a candidatos sem história política, como Netinho, Protógenes Queiroz entre outros.

        Assim, as constantes denúncias de corrupção no Ministério do Esporte, que já desagradavam os históricos do PCdoB, ganham a partir desta segunda um aliado para dividir mais o partido, que está entre Orlando Silva – com apoio da UNE – e os tradicionais comunistas, como o deputado e ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo.

        É nesse panorama de troca-troca partidário que o deputado federal Edson Pimenta deixou o PCdoB, semana passada, anunciando que assinará com o partido de Kassab.  

        Copa do Mundo e politicos, agora vai.

Para saber mais: http://vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=152130

Por José da Cruz às 19h17

O calote do ministro

        Os companheiros do UOL, em Belo Horizonte, informam que o ministro do Esporte, Orlando Silva, vai liberar R$ 13,6 milhões para as confederações, de olho na preparação das equipes para 2016.

        O dinheiro, na verdade, é um calote do ministro, aplicado desde 2009.

Histórico

        Em novembro de 2009, Orlando Silva pediu às confederações que apresentassem projetos de longo prazo, pois tinha dinheiro para distribuir. Em apenas uma semana as confederações atenderam ao pedido do governo. Mas estão até hoje esperando a liberação da grana.

        No ano passado, saíram uns trocados para ações menores das confederações de  Basquete, Tiro Esportivo, Pentatlo, Hóquei sobre Grama e Tênis de Mesa.

Para os amigos...

        Pois no mesmo ano de 2010 o Ministério do Esporte entregou R$ 11 milhões às Confederações de Desporto Escolar e Universitário: R$ 6,3 milhões à CBDU e R$ 5 milhões à CBDE.

        A propósito: CBDU e CBDE são redutos do PCdoB, o partido do ministro. Entenderam?

Perda de tempo

        Os projetos que as confederações entregaram em 2009 terão que ser refeitos. Estão desatualizados. O cronograma para aplicar a grana está superado. O planejamento das confederações para seus atletas e equipes foi para o espaço. A perda de tempo – e de confiança na palavra ministerial – é enorme. E quem me informa isso são alguns presidentes de confederações.

Desempenho

        Os números do Orçamento de 2010 que publico a seguir são oficiais, estão na contabilidade do governo e demonstram a realidade da falta de condução naquele ministério:

________________________________________

        Orçamento de 2010    R$ 2.182.469.691,00

        Valor pago                R$     351.338.360,20

        Restos a pagar pagos  R$   451.154.863,00*

        Total pago                 R$     802.493.000,00

________________________________________

        *Valores devidos de anos anteriores. De 2010, inclusive, pagos até 19 de abril de 2011.

        Na ponta do lápis – pois são números oficiais – eis a falta de gestão no Ministério do Esporte, que seguidamente critico. Execução orçamentária em torno de 40%, isto é, nem 50% do valor disponível. E com a agravante de que no total pago estão débitos de anos anteriores, 2009, inclusive.

         Portanto, a notícia do ministro, em Belo Horizonte, é a promessa requentada do que não aconteceu.

          Feliz Páscoa!

 

Por José da Cruz às 12h26

23/04/2011

Esporte, o valorizado cabideiro da Esplanada dos Ministérios

        O empreguismo no Ministério do Esporte a partir de 2003 é um dos temas que tenho insistido neste espaço, pois coloca o órgão dependente da contratação de especialistas para desenvolver seus principais projetos.

        Porém, estamos falando de Brasil. E, seguindo o roteiro dos demais partidos políticos, o PCdoB entrou no esquema: usa a estrutura do governo como cabide de empregos em detrimento de técnicos. Resultado: o desmando na pasta de Orlando Silva – o carrapato símbolo do Executivo – é evidente.

        O gigantesco problema dos aeroportos e a desmoralizada queda nos serviços dos Correios são exemplos de gestões de burocratas de ocasião, apadrinhados partidários sem competência, em detrimento de trabalho técnico responsável que o o nível Brasil há muito exige.

Da crítica para a prática

        Em O Globo de hoje, a repórter Regina Alvarez publica um balanço sobre a distribuição de cargos de confiança no Governo Federal.

        Mesmo sendo o segundo ministério com o menor orçamento nos últimos anos, o Esporte é o quarto, proporcionalmente, em empreguismo, com 223 cargos comissionados.

        O líder do ranking é a Presidência da República, com 3.127 cargos de confiança em 3.656 disponíveis.

        É importante dizer que a Presidência não possui quadro próprio de servidores, que é formado por comissionados ou cedidos de outros órgãos. Os ministérios do Desenvolvimento Social e Minas Energia ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Esporte

        “No Ministério do Esporte, para um quadro de 348 funcionários, 223 são comissionados (64%), sendo que 195 têm DAS, o equivalente a 87% dos cargos de confiança. No Ministério do Planejamento a proporção é de 50%.

        Na linguagem do Executivo, “DAS” são cargos de confiança, disputadíssimos, pois o salário varia de R$ 2.115,00 a R$ 11.179,00. Fica muito claro o motivo da voracidade comunista-esportiva.

        Com isso, entende-se os motivos de o Ministério do Esporte realizar tantos “convênios” com vários órgãos, a Fundação Getúlio Vargas, entre eles, onerando significativamente o cofre público. Sem equipe, os contratos são inevitáveis.  

        Os cargos que deveriam ser ocupados por técnicos são destinados aos amigos, aos correligionários, assessores de coisa nenhuma, mas que usam a máquina para promover campanhas políticas dos camaradas.

        Assim, com a perspectiva de movimentar bilhões de reais nos próximos anos, devido à preparação da Copa e Olimpíada, o Ministério do Esporte torna-se o cabideiro mais valorizado da Esplanada dos Ministérios.

        Agora vai.

Por José da Cruz às 12h20

22/04/2011

Futebol brasileiro melhora gestão, mas ainda depende de recursos públicos

        Fanático ex-torcedor de arquibancada – a partir de 2003 tonou-se VIP em qualquer estádio do mundo – e abnegado peladeiro de fins de semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viu no futebol um excelente produto de marketing institucional de seu governo, encerrado em 2010. De tal forma que tomou decisões importantes para tornar a União fiel parceira dos investimentos profissionais no setor.

        O restante dessa análise está publicada no portal Contas Abertas

Por José da Cruz às 16h42

21/04/2011

Copa 2014 para fazer caixa de campanha?

Na Folha de S.Paulo desta quinta-feira

Onde passa boi, passa boiada

ELIANE CANTANHÊDE
         BRASÍLIA - Há algo de realmente preocupante na articulação do governo para a Copa de 2014, quando o Ipea diz, por exemplo, que, ao mesmo tempo, a Infraero não conseguiu gastar 44% do orçamento previsto para as obras nos aeroportos e não conseguiu cumprir o cronograma. Se havia dinheiro e onde gastar, por que não foi gasto?
        Há também algo estranho quando a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anuncia a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2012 e ali não há nadica de nada para agilizar as obras e garantir que a Copa saia a contento. Aliás, nem a Copa nem a Olimpíada.

        A oposição suspeita que tudo isso embuta uma grande jogada, não no campo do futebol, mas em outros campos bem mais pantanosos. Seria um chute na Lei das Licitações, que chateia e atrasa, mas é um freio para ambições descabidas e roubalheiras em geral.

        O pretexto seria, ou será, que é preciso tirar burocracia e adicionar agilidade para reformar ou construir aeroportos, estradas, metrôs. Mas é aí que mora o perigo. Você flexibiliza o processo e acaba afrouxando os mecanismos de controle. Onde passa boi, passa boiada.

        A oposição também teme que, além de jogar a Lei das Licitações para o alto, governistas estejam maquinando algo muito pior: usar a Copa para fazer caixa de campanha para o PT e os partidos aliados.

        Longe da gente pensar uma coisa assim, não é mesmo? Mas, por via das dúvidas, é bom lembrar que o detalhe mais atordoante de todo esse campeonato é que 2014 não é só ano da Copa, mas também ano das eleições gerais. O que estará em jogo será um novo mandato para Dilma (ou Lula), além de todos os governos estaduais, Câmara e boa parte do Senado.

        Dilma deve ter o máximo de cuidado. Não apenas para se prevenir contra escândalos, mas também para evitar suspeitas, porque elas são como coceira: quando começam, não passam. Já está coçando.

Por José da Cruz às 22h45

Ministério do Esporte não libera verba e prejudica programação dos Jogos Mundiais Militares

        O excelente Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, não receberá mais os torneios de judô e futebol feminino dos Jogos Mundiais Militares, de 16 a 24 de julho.

     Complexo Miécimo da Silva

        A notícia é do companheiro Claudio Nogueira na edição de Esportes de O Globo, hoje.

        A 86 dias da abertura do evento, com a participação de atletas de mais de 150 países, o secretário especial para a Copa do Mundo e Olimpíada, Ruy Cezar, explica os motivos da decisão:

        “Como não houve a cessão da verba de R$ 2 milhões por parte do governo federal, não poderá ser cumprido no Miécimo da Silva o cronograma de obras”.

        O investimento no local seria de R$ 4,7 milhões, com parte do dinheiro vindo da Prefeitura do Rio. “Como o governo federal não vai liberar sua parte, a Prefeitura não vai pôr o dinheiro dela para fazer obras pela metade”, afirmou Ruy Cezar.

Barbaridade

        Tal declaração é de uma AUTORIDADE política da cidade que receberá a Olimpíada. 

        Reparem que Ruy Cezar se manifesta assim, de forma simplista, sem qualquer temor à medida extrema,  como se um Mundial de Militares fosse torneio de futebol de rua que se transfere para o quarteirão seguinte. Como se os militares não fossem rigorosos na programação de evento tão grandioso.

        Isso é IRRESPONSABILIDADE do ministro Orlando Silva ou abuso da autoridade carioca, que age como se os governos de seu estado e a prefeitura não respondessem pelo patrimônio público da cidade?

        Ou é INCOMPETÊNCIA de ambos?

        E nada acontece com essa gente, que são os mesmos protagonistas-gestores do Pan-Americano de 2007!

        Há quatro anos, foi exatamente isso. Irresponsabilidade, incompetência, prepotência, falta de diálogo, abuso de poder político, jogo de empurra e, ao final, TODOS foram absolvidos pelas bênçãos dos senhores ministros do Tribunal de Contas da União.

Enquanto isso...

        Fiz um passeio pelas contas do Ministério do Esporte e constatei que este ano a pasta do Ministro Orlando Silva já gastou R$ 2,6 milhões só em publicidade. Quem se beneficiou da grana foi a empresa Fields Comunicação Limitada.

        Ou seja, faltou dinheiro para investir na recuperação de um ginásio programado para um evento internacional, mas sobrou grana para aplicar em “publicidade”...

        Pior: 10% do prometido ao governo do Rio para recuperar o Miécimo da Silva, o Ministério do Esporte gastou em carros alugados. Isso mesmo: este ano, Orlando Silva autorizou pagar R$ 278,9 mil – entre janeiro de março – para a empresa Unique Rent Car. Gastos apenas no Rio de Janeiro!

        E fico imaginando que critérios os burocratas de ocasião do Ministério do Esporte usam para aplicar os recursos públicos do orçamento federal.

        Por exemplo: enquanto não liberava os R$ 2 milhões para as obras do complexo de Campo Grande, o Ministério do Esporte pagou, no dia 7 de junho de 2010, R$ 2,5 milhões para a “Confederação de Inspetoras das Filhas de Maria Auxiliadora”.

        Nada contra as religiosas! E incentivo, até, que façam lá seus jogos internos, se é que para isso foi liberado o dinheiro, porque não há explicações sobre tal destinação.

        Mais: outros R$ 5 milhões foram liberados entre 2008 e 2010 para a Associação dos Mutuários e Moradores do Conjunto Santa Etelvina, em São Paulo. Tanta grana deve ser para o Segundo Tempo, imagino. Mas é o dobro do que o Miécimo precisava para estar pronto ao Mundial Militar...

        Fica evidente que Orlando Silva, do PCdoB, não tem diálogo à altura com os governos de outros partidos. Repete-se o Pan 2007. Com prejuízos para o esporte e para o patrimônio público. 

Por José da Cruz às 12h31

20/04/2011

Copa 2014: DF será primeira cidade a receber escritório de fiscalização

       O companheiro Rafael Moura detalha na edição de Esportes do jornal O Estado de S.Paulo a notícia que antecipei na semana passada: “Técnicos da Fundação Getúlio Vargas vão monitorar as obras da Copa 2014”.

        Quando publiquei a notícia informei, inclusive, que o Ministério do Esporte abriria escritórios nas 12 capitais-sedes. Agora, confirma-se: Brasília será a primeira a receber o tal escritório, no início de maio. Antecipa-se que até oito técnicos vão coletar informações sobre o andamento das obras, cumprimento de cronogramas etc.

        Para tanto, o Ministério já firmou um contrato com a FGV e todos os escritórios serão implantados até junho.

Congestionamento fiscalizador 

        Há poucos dias comentei sobre a quantidade de instituições que estão fiscalizando tais obras. Agora, mais uma, contratada por bom dinheiro, é claro, se une ao trabalho.

        Nove dos 12 estádios, todas as obras viárias, de infraestrutura, etc são de iniciativas de prefeituras, governos dos estados e governo federal. Essas instituições não estão fiscalizando? Não têm funcionários que possam prestar essas informações? O Ministério não confia nos dados que está recebendo? É preciso contratar uma instituição para tanto?

        Adiante: Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e Congresso Nacional também são órgãos de fiscalização. Ontem mesmo retornou de Fortaleza uma delegação de deputados federais que vistoriou as obras que por lá se realizam. E visitarão as outras 11 sedes. Recife é a próxima cidade do roteiro.

        Insisto: mesmo assim é preciso contratar a Fundação Getúlio Vargas?  

        Finalmente: Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União estão fazendo visitas mensais, produzindo detalhados relatórios. Não é suficiente para o Ministério do Esporte? Precisamos de escritórios para a mesmice?

        Isso comprova a desarticulação do ministro Orlando Silva com todos os órgãos envolvidos no processo e a necessidade de se dar novo rumo ao comando da preparação do evento.

        E ainda faltam três anos para 2014...

Por José da Cruz às 12h15

19/04/2011

Nova sugestão para que Presidente Dilma assuma comando da Copa 2014

            Depois do alerta dos técnicos do IPEA sobre os atrasos nas obras dos aeroportos e da bandeira amarela do TCU para os apertados cronogramas dos estádios da Copa 2014, agora é a Câmara dos Deputados que se apercebe do “risco Brasil” frente aos megaeventos programados para os próximos anos, a partir de 2013 com a Copa das Confederações.

        Na reunião da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, parlamentares – da oposição, principalmente – criticam a falta de comando central do Governo nas ações que envolvem obras e verbas públicas. E insistiram para que a Presidente Dilma Rousseff assuma o comando do gabinete da Copa, atualmente com o ministro 

        Diante da realidade dos atrasos das obras, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) reagiu à decisão do governo de editar Medida Provisória para facilitar a contratação de serviços, sem projeto básico, inclusive, a fim de tentar recuperar o tempo perdido.

“O governo fez das medidas provisórias um samba do crioulo doido e, com isso, o Parlamento fica cada vez mais desmoralizado”, criticou.

Em meio às discussões sobre projetos, planejamento e obras, a deputada Dorinha Seabra (DEM/TO), deu novo tom ao discurso parlamentar.

“Temos que parar de pensar só em Copa do Mundo e Olimpíada e pensar no país. Fala-se muito em estruturas de concreto. Construir é fácil. Mas, e a estrutura humana, que envolve a educação? quem se preocupa com ela?

Planejamento e projetos

        Com informações técnicas atualizadas, o presidente do Sindicato da Indústria e Engenharia Construtiva, João Alberto Viol, convidado para uma exposição na Comissão de Esporte, sugeriu que “o Brasil pare de olhar pelo retrovisor e olhe em frente”.

Ou seja, não adianta analisar os problemas até aqui, mas tentar avançar nestes 38 meses que faltam para o evento mundial, que será disputado em 12 capitais.

        “Já se passaram 41 semanas desde que o Brasil foi indicado para receber a Copa do Mundo. Nesse tempo faltou planejamento”, criticou.

E agora?

“Agora a Presidente Dilma Rousseff precisa assumir a responsabilidade, centralizar as ações e ser a coordenadora firme que dialogue com todos os setores políticos envolvidos neste processo”, sugeriu João Alberto.

        Para os especialistas  em relações da construção civil com governos, a presidente Dilma herdou de Lula “um compromisso internacional”, mas ainda sem uma coordenação capaz de dialogar com todos o segmentos, como prefeituras e governos estaduais.

        Na prática, o Brasil caminhou no sentido contrário de Londres, que em 2005 foi eleita cidade-sede às Olimpíadas de 2012. Agora, um ano antes, está com toda a estrutura construída e já começará os eventos-testes.

        Qual a diferença entre Brasil e Inglaterra?

        “É que antes de uma boa obra deve vir um bom planejamento e um grande projeto”, respondeu José Roberto Bernasconi, da regional São Paulo da Sinaenco. “Promover licitações sem projeto básico é um risco, um problema sério para o governo”, alertou.

        A dimensão de “planejamento” Bernasconi dá ao citar o Parque Olímpico de Londres, que conheceu recentemente. “Eles vão receber 800 mil pessoas no dia da abertura dos Jogos” - 27 de junho de 2012. “Mas tudo foi planejado para receber este público. Transporte e segurança, principalmente”.

        O Brasil não teve um grande projeto para as obras da Copa?

        “Projeto não é planta da construção, desenho simples de uma obra. É um conjunto de informações, compromissos que incluam segurança e economicidade”, respondeu Bernasconi.

        E os atrasos verificados ocorrem porque, na avaliação dos diretores do Sinaenco, o governo tem, historicamente, dificuldade gerenciais na área pública.

“Falta pessoal técnico especializado. Estamos no segundo tempo deste jogo, que começou em 30 de outubro de 2007 (quando o Brasil foi eleito sede do Mundial de Futebol). O governo federal tem que entrar logo em campo”.

Há tempo?

        O deputado Romário, que conhece tudo sobre Copa do Mundo, mas dentro das quatro linhas, mesmo se dizendo otimista está preocupado com os rumos do evento no Brasil.

        E se a iniciativa privada tomasse conta das obras, conseguiria terminar tudo em três anos? – quis saber o Baixinho.

        “Com certeza”, respondeu João Alberto Viol.

        Mas há uma espetacular diferença, que o engenheiro explicou:

“A área privada pode realizar tudo que não for proibido. Mas o agente público só pode realizar o que está na lei”.

- Paizinho complicado com a burocracia. Lá no meu estado (SC)  a medição de uma obra para liberar o pagamento passa por 50 pessoas”, resmungou Edinho Bez, deputado federal desde 1995.

Com licença

Com o devido respeito, Excelência, mas o desmonte da burocracia passa, obrigatoriamente, pela sua bancada ou a de seus pares. E o Senhor está há 16 anos na Câmara dos Deputados. Logo...   

Por José da Cruz às 20h05

Ministério do Esporte já tem candidato a prefeito de Juiz de Fora, em 2012

           Depois do comentário que publiquei nesta segunda-feira, sobre como o ministro do Esporte, Orlando Silva, articular sua manutenção no cargo, revelo como a máquina do Ministério do Esporte coloca-se a serviço do PCdoB para a eleição municipal de 2012.

            Numa afronta à legislação eleitoral, o recém-nomeado secretário de Esporte Educacional do Ministério do Esporte , Wadson Ribeiro, visitou sua cidade natal, Juiz de Fora (MG) distribuindo kits com material esportivo, inclusive. (Leia aqui)

            Independentemente da origem desse material, Wadson já está vinculando sua imagem de “homem de governo” e de “doador” junto aos pais de alunos  para que, mais tarde, como eleitores, melhor identifiquem o “candidato”. Entenderam a malandragem?

            Sem qualquer constrangimento ou receio de divulgar campanha fora de época, o portal “Vermelho”, do PCdoB, revela que Wadson – ex-secretário da UNE – é nome forte do partido para a eleição municipal de Juiz de Fora, em 2012.

            Em 2010, Wadson era secretário-executivo do Ministério do Esporte, o segundo cargo na hierarquia, de onde se afastou para concorrer a deputado federal por Minas Gerais. Não levou. Com 54.495 votos ficou na 12ª suplência.

            Porém, antes de sair do cargo Wadson destinou R$ 4 milhões para projetos em Juiz de Fora, justamente a cidade onde ele disputaria eleição para deputado federal.

            Agora, o candidato reativa as visitas a Juiz de Fora, quem sabe viajando e recebendo diárias do Ministério do Esporte, num conflito com a legislação eleitoral que poderá lhe custar, inclusive, a candidatura a prefeito.

            Enfim, eis o Ministério do Esporte do Brasil... envolvido com Copa do Mundo e Olimpíada e, claro, eleições para prefeitos em 2012.

            Agora vai.

Por José da Cruz às 23h58

18/04/2011

Copa livre

Por Sérgio Siqueira

Cada vez fica mais evidente que o Brasil é mesmo o País do Futebol. Nem o Garrincha, nos bons tempos de General Severiano, nem o Neymar agora lá na Vila Belmiro, seriam capazes de dar um drible tão objetivo quanto esse time de governantes e cartolas acaba de aplicar nas licitações para as "obras" do Mundial em 2014. 

Nenhum árbitro, de Armando Marques para cá, faria vistas grossas tão perfeitas quanto esses manipuladores do dinheiro público farão até o pontapé inaugural da Copa.

O governo que, sob a palavra de honra de Lulas e tapiocas, não entraria com um centavo nesse jogo de cartas marcadas, acaba de abrir a copa.

Do pescoço pra baixo, tudo é canela.

Por José da Cruz às 15h01

Doping no triathlon

Por Julio Alfaya
Presidente da Federação de Triathlon do Estado do Rio de Janeiro

Em outubro do ano passado, o triatleta Raphael Menezes participou de uma prova internacional no México, na cidade de Huatulco.

Na ocasião, ele foi escolhido para exame anti-doping. Ao chegar ao local do exame, o responsável pelo mesmo ofereceu-lhe um frasco para coleta e o atleta questionou que o fato fugia ao procedimento normal em que deveriam ser oferecidos três frascos para que ele escolhesse um deles. O responsável insistiu que a coisa era assim mesmo e sentindo-se pressionado e sem a presença do representante da Confederação Brasileira de Triathlon (que se negou em acompanhá-lo), ele fez a coleta.

Meses depois, saiu o resultado do exame, dando positivo para a substância Clenbuterol. A quantidade encontrada era tão pequena, que apenas um laboratório no mundo, que fica no Canadá, tinha condições de detectá-lo. Essa quantidade, segundo especialistas, era insuficiente para trazer qualquer benefício para o atleta, podendo, até mesmo, prejudicá-lo em sua performance.

Raphael, desde o primeiro momento, declarou-se inocente e, a exemplo do ciclista espanhol Alberto Contador (pego com a mesma substância no Tour de France, e recentemente absolvido), alegou que a contaminação poderia ter sido na ingestão de comida naquele país, pois se lembrava de que havia comido um frango, que mais parecia um "avestruz" nas próprias palavras do atleta.

A Confederação, por sua vez, abandonou-o à própria sorte e, curiosamente, não divulgou este fato, até que o COB confirmasse o aumento no valor do repasse dos recursos da Lei Piva.

Recentemente tomamos conhecimento de um comunicado da agencia alemã de controle anti-doping, alertando os atletas de futebol que participarão do mundial sub-17 no México, quanto ao perigo de ingestão de alimentos contaminados com esta substância.

Ao que tudo indica, tendo em vista o perfil do atleta, totalmente avesso ao uso de substâncias dopantes, trata-se de ingestão involuntária. Mas o agravante é que a Confederação não expediu nenhum alerta quanto à isso, não acompanhou o atleta no exame, e abandonou-o (como já disse) à própria sorte.

Raphael ficou sabendo do resultado no dia de seu casamento. Em seguida perdeu o emprego no SESI, desmotivou-se para continuar treinando, apesar de ter vencido uma das mais tradicionais competições de Triathlon no Brasil, o Troféu Brasil na cidade de Santos/SP e encontra-se em grande depressão psicológica.

O atleta está custeando todas as despesas com advogado para sua defesa que acontecerá na Suíça, com honorários, passagens (dele e do advogado), etc.

Recentemente a CBTri respondeu aos meus questionamentos informando que todo atleta deve ser preocupar com a sua alimentação, e que dispõe de médico para orientação. Niguém sabia da existência deste médico, e até agora, não me forneceram o nome do mesmo nem as formas de contato com ele, pois quero fazer algumas perguntas diretamente a ele.

Concordo que todo atleta deve ser responsável pelo que ingere, mas a omissão da Confederação, tanto em caráter preventivo quanto de acompanhamento do caso, é flagrante e abominável.

        Os atletas, assim como os presidentes de federações como eu, são meros figurantes para esta grande peça de teatro chamada esporte no Brasil, onde a preocupação maior é com a bilheteria.

Por José da Cruz às 14h55

O jogo político da Copa e a omissão presidencial

Na sexta-feira, os companheiros Gustavo Franceschini e Ricardo Perrone informaram no UOL Esporte que o Ministério do Esporte abrirá escritórios nas capitais para “monitorar ações da Copa 2014”.

        Os estados e capitais que receberão os jogos do Mundial de Futebol têm seus tribunais de contas, Promotorias de Defesa do Patrimônio Público, prefeituras, câmara de vereadores e assembléias legislativas. Não lhes compete tal “monitoramento”?

        O TCU a Controladoria Geral da União também acompanham os gastos com a Copa, mas se mostram impotentes para fazer cumprir a legislação.

        De Brasília, parlamentares da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados viajarão às capitais para “acompanhar a evolução das obras...”  Repetirão os deslocamentos, com despesas altíssimas, que a mesma comissão – com outros parlamentares – fez no ano passado. Para nada.

        Enfim, não faltam estruturas em todos os poderes da República para que se tenha uma Copa do Mundo à altura do prometido no dossiê de candidatura. O que não se tem é um trabalho integrado entre tais organismos e o governo federal, via Ministério do Esporte.

        Passou o tempo; os prazos se esgotaram e, agora, as medidas de exceção serão inevitáveis, como abrir mão das licitações para as obras com verbas públicas, o que incentivará os atos de corrupção. E o ministro Orlando Silva tenta esconder a realidade nomeando “monitores”...

        O projeto integrado – União, estados e municípios –, que deveria ter comando técnico  tornou-se político, como se previa.   Mas, afinal, qual a força do PCdoB e do próprio ministro sobre os governos estaduais e municipais de vários partidos? Sejamos sinceros, nenhuma autoridade.

Mesmo porque, é o ministério de Orlando Silva que mais contribui para o noticiário policial devido às dezenas denúncias de corrupção que ali ocorrem. Assim, falta-lhe reconhecimento político e institucional para se impor como autoridade da Copa. E isso evidencia, já na cúpula, a fragilidade do Gabinete para os assuntos do Mundial de Futebol. Repete-se o Pan 2007, e com os mesmos gestores públicos.

Eleições

        Pior: 2012 é ano de eleição para as prefeituras e câmaras de vereadores. Portanto, o anúncio de que o PCdoB nomeará funcionários para “monitorar ações” da Copa é sinônimo de cabide de empregos para muitos. Na prática, os beneficiados fortalecerão o partido de Orlando, rumo às campanhas municipais, a exemplo do que ocorre no Ministério do Esporte, desde 2003. Está na cara.

Esperto

        Em breve, a cúpula do PCdoB oferecerá apoio ao PSD, novo partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. E daí? Daí que, enquanto a gestão da Copa afunda, o ministro Orlando Silva costura o fortalecimento político que lhe falta.

O ministro é espertíssimo. Sabe que Kassab anunciará adesão do PSD à base de apoio ao Palácio do Planalto. E Orlando Silva depende dessa parceria do PCdoB com o PSD para tentar se segurar no cargo. Ele sabe que está na frigideira palaciana.

O jogo da Copa é político partidário antes de tudo. Não havia dúvidas sobre isso. Agora, confirma-se o escrito.

        Diante disso, não é mais possível conviver com a irresponsabilidade evidente que indica, inclusive, prejuízos financeiros aos cofres públicos.

Ou a presidente Dilma Rousseff reage enérgica e imediatamente formando um gabinete consistente, responsável e com autoridade para tomar decisões urgentes – como fez com os Jogos Rio 2016 – ou vai expor o seu governo ao vexame internacional como incapaz de organizar a Copa, pela qual seus antecessores tanto lutaram – e até choraram...

Por José da Cruz às 11h10

17/04/2011

Copa 2014: a corrupção anunciada

Na Folha de S.Paulo, hoje

Governo cria atalho para verba de obras 
Caixa e BNDES não seguem regras rígidas para assinar contratos de financiamento para Mundial
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA 
        O atraso nas obras para a Copa de 2014 está levando órgãos de financiamento a fazer vistas grossas para os procedimentos normalmente adotados para empréstimos a outros tipos de obras.
        O acordo era que a Caixa Econômica Federal financiaria obras de transporte, e o BNDES, obras de estádios.
        Ambas seriam feitas por Estados e municípios e tinham previsão de R$ 11,5 bilhões e R$ 5,7 bilhões, respectivamente. As obras de aeroportos e portos são feitas com recursos federais.
        Esses financiamentos dependem da apresentação de documentos pelos governos, e os bancos têm regras rígidas para assinar os contratos e liberar os recursos.
        Mas, no caso da Caixa, os contratos para obras de transporte em Porto Alegre, Cuiabá e Belo Horizonte – os primeiros a serem assinados, no segundo semestre de 2010 - não tiveram nem sequer análise de engenharia.
        Os engenheiros do banco disseram que não havia informações suficientes para dar parecer sobre a viabilidade e a correção dos projetos.
        Segundo documento do TCU (Tribunal de Contas da União), também não existiam nesses financiamentos estudos de impacto ambiental e de vizinhança. Em Cuiabá, o órgão ambiental liberou sete obras da obrigatória apresentação de relatório e estudo de impacto.
        Para técnicos do TCU, a falta das análises é irregularidade e pode levar a aumento dos custos e prejuízo ao erário. Os ministros, porém, entenderam que a prática é regular por ser o momento da assinatura. Os contratos foram assinados pela Caixa.
        Segundo disseram funcionários do banco ao TCU, no caso da Copa, "foi adotado o procedimento [contratação antes da análise] com vistas a evitar atrasos na realização das obras, dada a relevância do cumprimento de prazos".
        "Quanto mais próximo chega do evento, mais aumentam a tendência e a pretensão de que se deixem de lado estas questões [técnicas e jurídicas]. Estamos trabalhando para que isso não aconteça", disse o procurador Paulo Roberto Galvão de Carvalho, do grupo de acompanhamento da Copa-14 da Procuradoria da República.
        Segundo Carvalho, hoje praticamente todas as obras estão atrasadas. Para ele, o cumprimento das regras trará benefícios de não haver paralisação por estouro de orçamento ou por erro de projeto, por exemplo.
        No caso do BNDES, que financia até R$ 400 milhões para os estádios, os cinco contratos assinados não tinham projetos detalhados.
        Foi imposta a condição de liberar até 20% dos recursos até análise dos projetos pelo TCU. E o tribunal está encontrando problemas em praticamente todas as arenas.
        O caso emblemático é o do Maracanã, onde a obra, após detalhamento, já subiu 30%.
        Já no caso dos contratos da Caixa, a solução foi permitir ao banco que só libere recursos à medida que Estados e municípios apliquem recursos próprios na obra (contrapartida). Isso evitaria a liberação de todo o dinheiro sem o projeto concluído.

OUTRO LADO
Órgãos dizem que dinheiro só sai com garantias
        O BNDES diz que assinou contratos para cinco das 12 arenas, mas que a liberação de recursos só ocorreu para que Manaus faça projetos definitivos.

        O Maracanã está aprovado, mas não assinado. E o Mineirão está sob análise.
        "Para que parcela superior a 20% do crédito seja liberada, o demandante deverá apresentar o projeto executivo aprovado pela Fifa, descrição dos projetos básicos e contratação das obras de intervenção no entorno, além de comprovar que o projeto é objeto de análise por entidade certificadora de qualidade ambiental", disse por e-mail.
        O ministro Valmir Campello, do TCU, disse que os três primeiros processos da Caixa analisados estão corretos e que o banco já adota a liberação de assinatura em casos de obras públicas de saneamento. Mas a liberação da verba é condicionada à apresentação da documentação.
        Campello ressalta a importância de os contratos da Caixa terem projetos básicos e orçamentos lastreados e que a não adoção aumenta riscos. Para a Copa, determina aos bancos que façam salvaguardas quando não há projetos.
        A Caixa só informou os projetos aprovados e os em análise. Não respondeu quais contratos tiveram verba liberada nem sobre problemas vistos pelo TCU. (Dimmi Amora)

Por José da Cruz às 10h48

16/04/2011

O espetáculo da gastança irresponsável

        Na coluna do jornalista Augusto Nunes, em Veja, leio excelente e esclarecedora reportagem de  Bruno Abbud e Felipe Moraes, sobre os desmandos financeiros da Copa 2014. Começa assim:

        “Faço questão absoluta de garantir que a Copa de 2014 será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas”, prometeu em outubro de 2007 o supercartola Ricardo Teixeira, presidente da CBF e monarca do País do Futebol.

        A promessa já foi sepultada por obras em curso nos estádios de várias capitais. “Tudo será bancado pela iniciativa privada”, recitou o presidente Lula até o começo de 2010, quando o país ficou sabendo que, como de praxe, os pagadores de impostos teriam de bancar outro evento bilionário.

        No dia 13 de janeiro, ao lado de Lula, o ministro do Esporte, Orlando Silva, informou que o governo federal  “investiria” R$ 23,3 bilhões na Copa do Brasil. Pelo andar da carruagem, a conta será muito mais salgada. A reforma do Mineirão, por exemplo, originalmente orçada em R$ 426,1 milhões, subiu já na licitação vencida pelo consórcio formado por três empreiteiras ─ Egesa, Hap e Construcap. A trinca vai embolsar R$ 743,4 milhões pela obra, mais de R$ 300 milhões acima do previsto. Por enquanto."

        A reportagem completa está aqui

Por José da Cruz às 11h42

15/04/2011

CPB Postal, mais um lançamento do Comitê Paraolímpico

        O movimento paraolímpico brasileiro ganha neste sábado mais um livro para a sua ainda recente coletânea. Na Reatech - X Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, em São Paulo, o fotógrafo Mike Ronchi e o jornalista Sérgio Siqueira lançam o “CPB Postal”, em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro.

        A dupla Mike e Sérgio já produziu outras publicações, mas está é especial: uma coletânea de textos e imagens sobre as modalidades paraolímpicas.

        Cada página é editada em dobro, permitindo que uma das fotos seja destacada e enviada como cartão postal, sem prejuízo do conjunto da publicação.

        Esta é a quarta obra editada por Sérgio e Mike. A primeira foi "Paraolímpicos, os Deuses de Atenas" - sobre a participação do Brasil nos Jogos de 2004, na Grécia; a segunda, "Dinastia Paraolímpica - Pequim 2008", tratou da Paraolimpíada da China; a terceira foi "Brasíl Postal - Vi Vendo Brasília com Bons Olhos" - projeto da Editora Senac-DF em homenagem ao cinquentenário de Brasília.

        Este lançamento agora, "CPB Postal" integra-se ao programa de marketing do Comitê, elaborado sob a coordenação de Fred Motta com vistas a Londres 2012 e aos Jogos de 2016, aqui no Brasil.

        O lançamento de CPB Postal, com a presença dos autores e direção do Comitê Paraolímpico, será às 17h, no stand do CPB, na Reatech, instalada no km 1,5 da Rodovia dos Imigrantes, São Paulo. 

Por José da Cruz às 22h49

Os desmandos da Copa e a vergonhosa lição do Pan 2007

        Há alguns meses, o advogado Tunha Bezerra me alertou sobre “o perigoso uso de informações isoladas”. Referia-se aos dados de relatórios do Tribunal de Contas da União que constam dos 37 processos do Pan 2007.

        Disse mais: “É perigoso afirmar de que o TCU tem julgado contra os elementos dos autos, isto coloca em risco o importante trabalho desenvolvido por esta instituição, seja no âmbito de atuação dos seus técnicos, seja no âmbito do Pleno.”

Confiança

        Com o devido respeito aos Senhores Ministros do TCU, que ocupam cargos por indicações políticas, manifesto, antes, minha confiança nos relatórios dos técnicos e auditores. E que relatórios!

        Especificamente sobre o Pan 2007, esses auditores do TCU foram minuciosos em seus trabalhos; mediram materiais adquiridos, contaram cadeiras, mesas, equipamentos, aparelhos de ar condicionado; visitaram instalações para ver se a segurança funcionava, calcularam valores do aluguel da Vila Pan-Americana em comparação com as diárias dos hotéis do Rio de Janeiro, vasculharam planilhas, conferiram notas fiscais, questionaram concorrências, enfim.

        A maioria dos relatos apresentados mostrou a dimensão da incapacidade e despreparo dos gestores, assim como o desleixo na condução de alguns itens e desrespeito no uso do dinheiro público.

        Mas, a partir daí, o ministro relator tem seus critérios para avaliar os relatórios, e abre espaço para os envolvidos se defenderem.

Realidade

        Faço esse comentário para que não sejamos atropelados pelos escândalos da Copa 2014, nos esquecendo que temos uma vergonha ainda embaixo do tapete: o Pan 2007, de R$ 3,4 bilhões de gastos NUNCA fez uma prestação de contas pública.

        Transcrevo  alguns dos mais importantes alertas feitos pelo ex-relator dos processos do Pan, o agora ministro aposentado, Marcos Vilaça. São frases que podem ser tiradas do contexto do processo e lidas isoladamente sem perder o sentido da realidade e escancarando o tamanho do escândalo. Os grifos são meus:

1.   “Desta forma, como já apontado diversas vezes nos relatórios de acompanhamento, a obra do Complexo de Deodoro, por mais de seis meses, foi executada livremente, sem a apreciação de uma fiscalização eficaz”.

 

2.   “Em visitas aos depósitos do COB foi verificado que alguns materiais não foram utilizados nos Jogos, como é o caso de 31 dardos e 90 varas e o material de proteção para o taekwondo porque chegaram quando as competições já tinham iniciado”.

3.   “Outro aspecto digno de nota foi a pouca colaboração observada entre as três esferas de governo envolvidas, por vezes em de em decorrência de divergências partidárias”.     

4.   “A atuação do Comitê Organizador Rio 2007 também deve ser objeto de ressalvas. A entidade, de caráter privado, teve dificuldade em gerir de forma adequada os recursos públicos recebidos por meio de convênio, e em adequar-se às exigências e prazos da Lei de Licitações.”       

E o mais importante:

5.   Neste ponto sou categórico”, escreveu o ministro Marcos Vinícius: “O Ministério do Esporte, a quem cumpria o papel de principal ator governamental na gestão dos jogos, foi o maior responsável pelo planejamento precário que permeou o evento. O Estado, o Município e o Co-Rio também são responsáveis”.

        Que tal?

Colaboração    

        Está claro que, ao apresentar as justificativas e defesas, Co-Rio e Ministério do Esporte tiveram a compreensão dos senhores ministros e, assim, não foram rigorosos na aplicação das penas a que os faltosos estavam sujeitos.

        Para tanto, houve manifestações de que a inexperiência do Brasil em realização de grandes eventos com o Pan e Parapan-Americanos levaram os gestores a não respeitar a legislação, prazos etc, e isso deveria ser entendido como indispensável para não prejudicar o nome do país diante do esporte mundial.

        Tudo isso, caro advogado Bezerra, está no relatório de Marcos Vinicius Vilaça. Portanto, não estou afirmando em vão que ”o TCU está julgando contra os elementos dos autos”.

        Mas, por questões políticas envolvendo os três níveis de governo, o Tribunal foi obrigado a ignorar os abusos, por inexperiência dos gestores, e a natural falta de rigor no uso dos recursos públicos.

         E qual o motivo?

        Imagine a repercussão se o TCU aplicasse o rigor na lei nos vários problemas identificados?

        Seria um estrago internacional para um país que vai receber cinco grandes eventos, a partir dos Jogos Mundiais Militares, Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olmpíada e Paraolimpíada.

        Além disso, os gestores públicos punidos seriam justamente os que hoje estão envolvidos com a organização da Olimpíada 2016, o próprio ministro do Esporte, Orlando Silva, e secretário de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser Gonçalves.

        Ou seja, o Pan 2007 não nos serviu de nada. Fomos vergonhosamente reprovados na lição elementar: transparência e prestações de contas. Mas os mesmos gestores de ontem estão com a mão na massa para os megaeventos de amanhã.

        Agora vai.

Por José da Cruz às 10h22

A gestão política do esporte

            A convite do professor Roberto Lemos, voltei ontem à área acadêmica e me encontrei com alunos do curso de Comunicação do UniCeub, tradicional universidade aqui de Brasília.

            Num misto de palestra, conversa com os alunos, um deles perguntou sobre o motivo de minhas investigações e denúncia das centenas de irregularidades no uso com dinheiro público, do esporte, em particular.

            Em primeiro lugar, as falcatruas do governo, de ontem e de hoje, são sempre  notícias. Neste caso, estou agindo como profissional. E, em seguida, passo a reagir como cidadão, indignando-me com a gestão fraudulenta e corrupta do dinheiro público.

            Estamos na capital da República, a poucos metros do Poder central, onde todas as decisões são articuladas e votadas: Executivo, Legislativo e Judiciário. Mais: temos os órgãos de fiscalização, as promotorias, a Controladoria da União e o Tribunal de Contas. São preciosas fontes de informações que merecem cobertura sistemática.

           Este comentário vem a propósito do anterior, em que me referi aos anos FHC, que não colocou a atividade esportiva entre as suas metas. Não que o Estado tenha que ser o provedor do esporte de rendimento, como faz exageradamente desde 2003. Mas que se volte, prioritariamente, para o desporto escolar e comunitário, que são direitos da população previstos na Constituição Federal.

            No governo de Fernando Henrique Cardoso, não havia ministério. Era o Indesp – Instituto Nacional de Desenvolvimento do Esporte, ocupado por um dos principais talentos esportivos do país, Lars Grael.

            Pois mesmo tendo um atleta reconhecido internacionalmente no comando do esporte – ainda hoje com ampla e séria visão da gestão do setor –, FHC nunca privilegiou o orçamento dos projetos do Indesp.

           Há oito anos temos um ministério e orçamento anual de quase R$ 3 bilhões. Mas não temos comando. A gestão do PCdoB à frente do Ministério do Esporte é um desastre. O órgão tornou-se reduto de partidários, prejudicando o andamento técnico de projetos importantes que têm.

            Em resumo, não adiantou o governo do PT ter aberto as torneiras, para compensar os anos de seca da era FHC.

            A questão é essa: gestão. E ter políticos descompromissados com os setores afins no comando de verbas públicas é uma temeridade. Os escândalos que lotam as prateleiras de processos estão aí para comprovar. E é nesse contexto que estamos preparando o país para receber a Copa do Mundo e Olimpíada.

Por José da Cruz às 08h38

PSDB não tem autoridade para criticar atraso em obras

         Ouvi há pouco, numa rádio, aquelas propagandas partidárias gratuitas, coisa chata e sem qualquer utilidade. Hoje é dia do PSDB, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

         Na falta do que dizer – porque esse partido é muito ruim de oposição – , o anúncio oficial critica o governo petista pelos atrasos nas obras para a Copa 2014.

         Para azar do PT, justamente hoje foi divulgado relatório oficial sobre a falta de ação para os aeroportos. O cronograma está um caos. Prato feito que a tucanada aproveitou para explorar. Oportunistas, os políticos, de todas as penas e cores, não perdem tempo.

         Mas se há um partido que não tem autoridade para fazer críticas ao esporte é o PSDB. Busquei nos meu baú de reportagens uma que escrevi há 12 anos.

         Em “discurso e realidade”, que publiquei no Correio Braziliense, em 12 de agosto de 1999 , mostrava como o então presidente FHC recebeu os atletas que foram aos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá).

         Em resumo,  na mesma época o governo fez um ousado corte de 70% no orçamento do esporte, prejudicando preparação de boa parte da equipe aos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.

         Foi um período em que o governo esteve de costas para o esporte em todas suas manifestações, do escolar ao de rendimento. Acadêmico e letrado, a atividade não condizia com o perfil de Fernando Henrique Cardoso, que sempre fez discurso protocolar para atletas ou cartolas.

         Portanto, a crítica na propaganda gratuita de agora, sobre o real atraso em obras, é oportunista.

         Além disso, a manifestação nos remete aos tempos em que o PSDB era dono do Poder. Ali, a tucanada foi omissa, no Congresso Nacional, inclusive. Nem tanto com as obras, pois sempre gostaram disso, também. Mas com um patrimônio maior e indispensável à promoção e valorização do esporte: o atleta.

Por José da Cruz às 23h30

14/04/2011

Copa 2014: aeroportos, o caos bate à porta

Aeroportos no Brasil: investimentos recentes, perpectivas e preocupações

       A seguir, algumas conclusões dos técnicos do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), órgão do Governo Federal, sobre a situação dos principais aeroportos diante da realização da Copa 2014.

Por Carlos Alvares da Silva Campos Neto e Frederico Hartmann de Souza 

Do IPEA

1- As obras nos terminais dos aeroportos de Manaus-AM, Fortaleza-CE, Brasília-DF, Guarulhos-SP, Salvador-BA, Campinas-SP e Cuiabá-MT, por estarem na etapa de elaboração de projeto, deverão levar em torno 92 meses, ou mais de sete anos e meio para suas conclusões. Logo, não estariam prontas até a Copa de 2014;

 

2- As obras nos terminais de passageiros dos aeroportos de Confins-MG e Porto Alegre-RS como já estão com projeto pronto, deverão levar aproximadamente 80 meses, ou mais de seis anos e meio. Logo, não deverão ficar prontas até a Copa de 2014;

 

3- As obras em Curitiba-PR estão em licitação, o que deve demandar algo em torno de 42 meses, ou três anos e meio. Logo, apresentam condições de estarem prontas em junho de 2014, se tudo der certo e as obras começarem em janeiro de 2011;

 

4- O aeroporto do Galeão-RJ já está em obras e ele está numa situação operacional adequada, conforme a tabela 5;

 

5- As obras do novo aeroporto de Natal-RN não têm previsão de conclusão, conforme dados da Infraero. De qualquer forma, um novo aeroporto em Natal não ficaria pronto antes da Copa de 2014;

 

6- As obras no aeroporto de Recife-PE se referem apenas à construção de uma torre de controle. Constata-se uma situação preocupante, uma vez que os prazos estimados pela Infraero dificilmente serão cumpridos.

Dos 13 aeroportos com obras para a Copa de 2014, conclui-se que nove não terão condições de finalizar seus empreendimentos a tempo de receber o evento.

Além disso, o aeroporto de Curitiba só estará apto a tempo de atender à Copa do Mundo se não houver qualquer atraso no cronograma previsto.

Deve-se ressaltar que este estudo considera que as obras em pistas, pátios e módulos provisórios nos aeroportos têm, ainda, tempo hábil para serem concluídas até o evento de 2014.

O relatório completo do Ipea está aqui.

Por José da Cruz às 11h42

Nove de 13 aeroportos não ficarão prontos até 2014

        Assim como nos estádios de futebol, as obras nos aeroportos das cidades-sedes da Copa 2014 têm um perfil crítico. Nove dos 13 aeroportos (são dois em São Paulo, Guarulhos e Viracopos) não ficarão prontos para receber os 600 mil turistas previstos para visitarem o Brasil durante o Mundial de Futebol.

        Os dados, oficiais, estão sendo divulgados neste momento pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea – órgão do governo federal.

        Ontem à noite, o jornalista Fernando Rodrigues (http://uolpolitica.blog.uol.com.br ) antecipou parte do relatório que está sendo divulgado. “As conclusões são alarmantes”, diz o artigo do próprio Ipea, citando como exemplo o aeroporto de Manaus. “Se tudo ocorrer dento dos prazos médios observados no Brasil, as obras só ficarão prontas daqui a sete anos, em 2017, depois da Copa”.

        Fortaleza, Brasília, Guarulhos, Salvador, Viracopos, em Campinas (SP), Cuiabá, Confis (MG) e Porto Alegre estão no mesmo nível de Manaus, ou seja, não devem ficar prontos até 2014.

        Voltarei ao assunto assim que o relatório for liberado.

Por José da Cruz às 10h35

Atraso nas obras dos aeroportos

Acompanhe ao vivo:

            www.ipea.gov.br

            O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), órgão do governo federal, está divulgando neste momento o primeiro relatório sobre as obras nos aeroportos das cidades que receberão jogos da Copa 2014.

Por José da Cruz às 10h17

13/04/2011

Marcas: a falta de criatividade e o abuso escancarado

      A síndrome dos bonequinhos dançantes 

       Quatro meses depois de o Comitê Organizador Rio 2016 ter lançado a sua marca, provocando espetacular polêmica pela semelhança com outras, agora é a vez do Governo do Distrito Federal se "inspirar" na mesma idéia.

        A "evolução da  espécie” não pára e, além da falta de criatividade, evidencia-se um abuso sem igual.

                                                         

Por José da Cruz às 22h51

Copa 2014: audiência privada da Bancada de Mato Grosso

Por Walter Guimarães 

        A pauta da 3ª reunião da Subcomissão da Copa 2014 e das Olimpíadas 2016 do Senado Federal, nesta quarta-feira, indicava a realização de uma audiência pública para coletar informações do andamento das obras em Cuiabá-MT.

        Os convidados para atualizar os dados da sede pantaneira foram o presidente da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal (AGECOPA), Yênes Magalhães, e o diretor interinstitucional da mesma autarquia, Agripino Bonilha Filho.

        Mas nenhum debate aconteceu, pois, além de o presidente da subcomissão, o senador, ex-governador do MT e principal responsável por Cuiabá ser sede, Blairo Maggi, apenas o senador Pedro Taques (PDT/MT) estava presente como titular do grupo.

        Fora esses, lá estavam os “reservas”, deputados federais Valtenir Pereira (PSB/MT) e Ságuas Moraes (PT/MT), e quase no encerramento da audiência, o senador Jayme Campos (DEM/MT), suplente da subcomissão. Mas saiu como entrou, sem fazer questionamentos. E na única vez que falou foi para opinar sobre a importância do Mato Grosso ser um dos estados sede.

        Cá entre nós, como todos os senadores e deputados têm o costume de retornar aos seus estados, às quintas-feiras, tal reunião poderia ter sido feita em Cuiabá. Era só pedir para alguém registrar e depois a TV Senado poderia veicular na grade de programação.

        Interessante é que a audiência pública programada pela mesma subcomissão para ontem foi cancelada. Foram convidados o secretário da Casa Civil do DF, Cláudio Monteiro; o secretário municipal e da Copa 2014 de Natal-RN, Rodrigo Cintra; e o presidente do comitê local da Copa em Belo Horizonte-MG, Tiago Nascimento de Lacerda. Mas nenhum deles compareceu. No dia seguinte, com Blairo Maggi na presidência, os matogrossenses vieram voando.

 

Preciosidades

        Algumas das frases que me chamaram a aenção nesta “reunião entre amigos”: 

Yênes Magalhães - presidente da AGECOPA

“A Arena Pantanal é considerada a melhor arena do mundo, em relação ao projeto. Agora só precisamos executá-lo”

“A Arena poderá ser reduzida de 42 mil lugares para 26 mil depois da Copa, caso seja interessante”

“Em duas semanas todas as estacas de sustentação estarão prontas e já temos 90% da terraplanagem feita. É o estádio mais avançado de todas as sedes”

“Houve um atraso, mas foi do Governo Federal que demorou dois anos para decidir se iria financiar a Arena”

“Com a iniciativa do ex-governador Blairo Maggi de conseguir doações dos projetos da Arena e da mobilidade urbana pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Associação dos Criadores (Aclimat) e Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), pudemos antecipar etapas. Se fosse licitar, não teria sido feito até hoje”

“Auditoria e controle precisam ser feitos, mas temos que lembrar que uma Copa tem prazo. Se fosse uma escola ou uma obra viária poderia atrasar, mas uma Copa não dá”

“Não consigo licitar. Não sou contra, mas temos prazos para cumprir…”

“Organizadores de Fortaleza, Manaus e Natal foram até Cuiabá para saber como a agência trabalha”

“Não vamos fazer a mais cara, nem a maior, mas vamos fazer a melhor Copa”

 Agripino Bonilha Filho

  “O futebol no MT é um ponto fraco. Está sendo feito um diagnóstico para se saber por que isso ocorre e vamos trabalhar para mudar isso”

“Os apectos retardativos na África do Sul foram causados por disputas políticas. A AGECOPA-MT trabalha em total harmonia com a prefeitura de Cuiabá”

“Um estudo mostra que com quatro jogos teremos um total de 3.400 horas de divulgação nos meios de comunicação do mundo todo. É a grande oportunidade para abrir as portas para a economia do MT”

        Com tudo isso só posso recomendar que russos e catarianos (ou catarenses, como queiram) corram para aprender como se faz uma Copa do Mundo.

Por José da Cruz às 19h01

Copa 2014: vem aí o relaxamento das licitações

Na Folha de S.Paulo, hoje

Texto do governo cria mecanismos para acelerar obras
Por Catia Seabra e Filipe Coutinho 
        O governo fechou o texto da proposta para flexibilizar as licitações dos aeroportos da Copa-2014 e de todos os projetos da Olimpíada Rio-2016, com brechas que permitem estouro do orçamento inicial e obras sem licitação.

        Na prática, o governo quer inverter a ordem de análise dos projetos, no chamado "regime diferenciado de contratações". A ideia é primeiro avaliar os preços e, depois, a documentação necessária. Assim, a Infraero e a Autoridade Pública Olímpica poderão se concentrar só na proposta com o melhor preço.

        Segundo o texto, não serão feitas licitações quando "for necessária a preservação da segurança da sociedade e do Estado".

        O documento, porém, não dá detalhes de como isso deverá ser feito -prevendo só justificativas de responsáveis pelo projeto.

        Um dos artigos contraria a lei de licitações. Hoje, os projetos que precisam ser alterados durante a obra podem custar até 50% acima do valor inicial, sem a necessidade de uma nova licitação.

        Para a Olimpíada e aeroportos da Copa, no entanto, não haverá qualquer limitação. Esses casos serão permitidos, de acordo com o texto, quando as entidades internacionais responsáveis por um determinado esporte pedirem alterações nas obras, em comum acordo com o Comitê Olímpico Internacional.

        Outro ponto permite que uma obra seja "parcelada" para que mais de um serviço seja feito simultaneamente.

        Há também a previsão, quando o governo achar conveniente, de obras no modelo "porteira fechada". Ou seja, após o preço final ser estabelecido, a construtora terá de arcar com os custos de qualquer alteração na obra.

        Em todos os casos, o modelo escolhido deverá ser justificado, levando-se em conta a "eficiência" da licitação. O texto já foi distribuído às lideranças partidárias e passou por análises de TCU (Tribunal de Contas da União), Receita Federal e AGU (Advocacia-Geral da União).

        O governo avalia se o texto vai ser incorporado em uma medida provisória que já tramita ou se será feita uma nova MP, o que precisaria da assinatura da presidente Dilma Rousseff para ter validade.

        A responsável por essa discussão é a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ), aliada do ministro do Esporte, Orlando Silva, principal nome do PC do B no governo Dilma.

        Um dos pontos a ser definido é se é viável, devido ao prazo, incluir a proposta numa MP em discussão na Câmara dos Deputados. Nesse caso, entretanto, a oposição pode tentar obstruir a pauta para adiar a votação e fazer com que a MP caduque.

        Por outro lado, na hipótese de a presidente Dilma assinar uma nova MP, a regra começa a valer imediatamente. Apesar disso, deverá passar pelo crivo do Congresso.

Meu comentário

        Como era previsto, as empreiteiras, os políticos e cartolas em geral venceram. Levaram os prazos das obras ao extremo e acuaram o governo. Que, sem saída, liberou geral.

        A legislação – a Lei 8.666, das Licitações, principalmente – está  sendo atropelada, trucidada, escancaradamente desmoralizada.

        Insisto: com o aval do governo que, com a medida, legalizará as fraudes.

        Agora, ficou como o diabo gosta...

Por José da Cruz às 12h44

12/04/2011

Com verbas federais, COB fecha 2010 com superávit de R$ 5,5 milhões

        “COB registra superavit de R$ 5,5 milhões – Comitê Olímpico havia tido déficit de R$ 22,2 milhões, em 2009.” É a reportagem de Eduardo Ohata, na Folha de S.Paulo.

        Os dados estão no balanço do COB, que serão apresentados à assembleia geral da entidade nesta quarta-feira, no Rio.

        O resultado, altamente positivo, se deve aos recursos repassados pelo governo federal;

        De tal forma “positivo” que, em fins de 2009, o COB tinha R$ 30,8 milhões em aplicações bancárias, segundo a reportagem.

        Como não conheço o balanço – que será publicado, até fins de abril – não sei se foram considerados os repasses das loterias federais (R$ 143,5 milhões).

        Além disso, o Comitê Olímpico levantou em 2010 mais R$ 900 mil via Lei de Incentivo ao Esporte (para Vela).

Confirmado

        Com essa revelação confirma-se o que tenho escrito: o governo federal é o principal financiador do esporte de rendimento - de atletas e bancário.  Porém, sem participar da gestão dos recursos, pois o Ministério do Esporte é um órgão predominantemente político e sem técnicos competentes para um diálogo com os olímpicos.

        Assim, trava-se uma disputa financeira silenciosa, com duas frentes – Ministério e COB – usando recursos da mesma fonte, a União, e disputando espaços sem objetivos comuns.

        Esta realidade é de uma estupidez olímpica sem igual, e se cotada em Lisboa muito português vai morrer de rir...

Confederações

        Além do COB, também as confederações faturam alto com verbas públicas, numa duplicidade de fontes que se repete anualmente e que é reforçada pelo dinheiro que vem do patrocínio das estatais.

        Um levantamento que realizei mostra que cinco confederações – Basquete, Desportos Aquáticos, Judô, Hipismo e Vela – foram beneficiadas por R$ 12 milhões da Lei de Incentivo, em 2010.

        Dessas, a de Desportos Aquáticos foi a que mais captou: R$ 4,3 milhões, seguida da Confederação de Judô – R$ 3,7 milhões.

        Mesmos sem conhecer detalhes do balanço, confirmo minhas previsões: nosso esporte olímpico vai muito bem, mas os atletas, na base, muito mal.

        Algo que já ocorre no futebol, com a CBF nadando em dinheiro. Os clubes do interior, porém, participam de campeonatos miseráveis e com jogadores de salário mínimo.

        E pensar que temos um ministério do Esporte e um ministro... bem, deixa pra lá...

Por José da Cruz às 22h32

Promotor de Justiça quer informações detalhadas sobre Estádio Mané Garrincha

A construção do novo estádio Mané Garrincha, em Brasília, poderá entrar para os grandes casos de corrupção das obras da Copa do Mundo 2014.

Para evitar esta mazela, o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do Distrito Federal, Ivaldo Lemos Júnior,  requereu várias informações ao GDF. A situação é tão grave que até hoje não há um Comitê Organizador legalmente instalado.

Observem a riqueza de detalhes solicitadas. As informações têm que ser prestadas em 30 dia. Mas, duvido que haja respostas a todos os itens, o que provará a irresponsabilidade dos gestores, que poderão responder judicialmente pelas ações ilegais que promovem.

 

1 – cópia integral dos processos e produtos do Contrato nº 505/2007-NOVACAP/CASTRO MELLO relativo à elaboração de diretrizes e estudos preliminares para revitalização e viabilidade técnico-legal arquitetônica do Estádio Mané Garrincha, inclusive termos aditivos e pagamentos;

 

2 – estudos e/ou dados objetivos que possam afirmar, garantir ou estimar qual será a utilização do Estádio Nacional após a Copa e as possíveis receitas a serem geradas pelo empreendimento;

 

3 – estudos e/ou dados sobre os custos de manutenção;

 

4 – documentos e/ou informações detalhadas sobre a opção original de celebração de parceria público privada para construção do estádio e as razões dessa iniciativa ter sido abandonada;

 

5 – cópias de todos os instrumentos contratuais firmados com o escritório de arquitetura Castro Mello, inclusive termos aditivos e processos de pagamentos;

 

6 – justificativas para a contratação direta,por inexigibilidade, dos escritórios CASTRO MELLO Arquitetos Ltda. e Luiz Pitta Engenheiros Associados;

 

7 – razões para que não haja orçamento estimativo e, por vezes, projeto, para os itens descritos no Caderno de Práticas Gerais, folha 02, observação. Essa questão deverá ser respondida à luz do disposto no art. 6º. IX, da Lei Federal nº. 8.666/93, de preferência com auxílio de profissional da área jurídica;

 

8 – informar o andamento dos projetos da cobertura e da passarela subterrânea, encaminhar cópia dos produtos no estágio em que se encontrarem e dos respectivos processos, inclusive pagamentos;

 

9 – cópia integral dos processos relativos à contratação das empresas STEER DAVIES & GLEAVE e COMPERIO RESEARCH, inclusive termos aditivos e processos de pagamentos;

 

10 – sabendo-se que o contrato de análise de fluxo de multidões e revisão dos acessos e circulação poderia resultar em revisão do projeto de arquitetura, informar o motivo para que tal contrato tenha sido assinado posteriormente ao fim da vigência do contrato de elaboração do projeto de arquitetura e à assinatura do contrato de execução da obra;

 

11 – esclarecer quais os itens necessários à completa execução do complexo do Estádio Nacional, incluídos os pontuados na questão anterior e outros, em termos de obras, projetos, consultorias, compras ou quaisquer outros serviços; contratados a título direto ou em decorrência de licitação. Enviar todas as informações relacionadas;

 

12 – custo estimado total para as obras do complexo do Estádio Nacional;

 

13 – esclarecer se o projeto estrutural do estádio contempla as cargas provenientes da cobertura retrátil. Em caso positivo, esclarecer tecnicamente os dados que basearam o cálculo e em caso negativo, se há previsão de contratação para reforço estrutural.

 

14 – cópia integral do processo nº 112.002.292/2009 e todas as demais informações que embasaram o Termo de Aditamento ao Contrato nº 523/2010–NOVACAP, que introduziu alterações propostas pelos autores dos projetos e reduziu o valor do contrato. Encaminhar arquivos eletrônicos dos projetos e planilhas orçamentárias;

 

15 – razões para que o serviço de demolição da arquibancada existente não tenha sido inserido no orçamento antes da licitação da obra, visto que tal alteração se deu anteriormente à assinatura do termo contratual;

 

16 – esclarecer qual(is) empresa(s) recolheu(eram) o material demolido na obra e os instrumentos contratuais utilizados. Encaminhar cópia de toda a documentação respectiva. Informar se foi procedida compensação no orçamento da obra;

 

17 – cópia integral dos processos de pagamento do Contrato nº 523/2010–NOVACAP, a partir da quinta medição. Justificar a existência de medições pendentes de pagamento,se houver;

 

18 – considerando-se que os últimos pagamentos foram feitos com recursos de créditos suplementares, informar a origem dos recursos devidos ao ano em curso;

 

19 – considerando-se que as folhas de pagamento de pessoal estão em nome do Consórcio Brasília 2014, informar as razões pelas quais os pagamentos estão sendo feitos em nome das empresas VIA ENGENHARIA e ANDRADE GUTIERREZ;

 

20 - esclarecer se o DETRAN elaborou estudo sobre os impactos do empreendimento no trânsito. Informar sobre estudos e manifestações das Concessionárias a respeito da viabilidade de implantação do empreendimento e seus impactos nos sistemas respectivos;

 

21 – cópia do cronograma físico-financeiro e da planilha de custos unitários, em mídia impressa e eletrônica, consideradas as alterações advindas dos aditivos;

 

22 – composição do Comitê Organizador Local (COL), bem como cópia da Portaria que o instituiu.

Por José da Cruz às 18h21

Bem-vindo à comunidade do esporte o mais novo portal

http://www.memoriaolimpica.com/

 

Por José da Cruz às 13h40

Doping genético

        O canal SporTV anuncia para hoje, às 18h, reprise da reportagem sobre “doping genético”.

        Quem já viu os depoimentos de especialistas garante que é programa imperdível. 

        Há suspeitas de que os chineses tenham participado dos Jogos de Pequim com um atleta geneticamente modificado.

        Para os pesquisadores, os Jogos de Londres serão o grande laboratóri; e na Olimpíada Rio 2016 o doping genético deverá bombar.

        E ainda não se sabe como detectar se um atleta foi geneticamente modificado.

        O técnico Nilson Duarte, informa que falta testar o sistema para detectar. Leia mais aqui

        O futuro chegou. Vencerá quem tiver os melhores cientistas...

Por José da Cruz às 13h18

Contagem regressiva

Agradecimentos neste grande momento:

Por Fabiana Bentes

1) Meu marido - que financiou, colaborou, acreditou e amou o sonho de todos aqui

2) Frioninastudios.com- Sempre ao meu lado nos projetos, um trabalho lindo que você vai ver logo logo(ela está lá na Argentina e é colombiana!)

3) Alex Navar - melhor designer e gaitero não conheço, criador do logo e dos banners até o momento

4) Fernando Popovictch - Companheiro no bate porta das empresas para patrocinio e parcerias - boas risadas!

5) Thyago Mathias - AMIGO e  Grande editor do portal

6) Julia Silveira - Grande coordenadora de Jornalismo

7) Daniella Machado - AMIGA e Nossa mais nova Coordenadora de mídias sociais

8) João Gabriel Silva - Grande repórter

9) Ronaldo Lapa - AMIGO e Grande editor colaborador

10) Ana Miragaya - Espetacular acadêmica que elabora e revisa os textos

11) Luiz Rolim- Excelente acadêmico que elabora e revisa os textos

12) Dra. Ana Celi - Nossa alimentação nas mãos dela!

13) Dr. Mario Sergio - Medico respeitado que vai abordar o perigo do Doping

14) Dr. Rogerio Shigueo Morihisa - Medico importantíssimo que vai abordar o tema das drogas para os nossos jovens

15) Andre Ramos - AMIGO - O chamo de Santo Andre, o maior motivador deste portal nas esferas da prefeitura 

16) Claudia Costin -  Secretaria de Educação do Rio, obrigada por acreditar no nosso projeto!

17) Heloisa Aguiar - Chefona da Rio Inclui - Muito obrigada por acreditar na gente!

18) Katia Rubio - Apoio fundamental na parte de educação

19) Patricia Osandon - Apoio fundamental na parte de educação

20) Alberto Murray - encorajador 

21) Juca Kfouri - encorajador

22) José Cruz - encorajador

23) Torben Grael - Idéias sensacionais para o portal

24) SPORTV - claro! olha a chancela!

25) Getty Images - claro! olha a chancela!

26) Dannemman - Meu suporte jurídico e de terapia praticamente! 

(Dr. Attilio, Dra Anna Claudia e Vanessa!)

27) Minha comadre Graziela, que me chamou atenção para muita coisa!

28) Nana Garavaglia! Grande assessora de Imprensa do Flamengo e encorajadora e facilitadora de entrevistas!

28) COB/CPB/CBDN e CBDG - Obrigada pelo suporte de material

29) ATLETAS E  SEGUIDORES DO FACEBOOK! Sem vocês não estaríamos aqui!

30) Thiago Lima! Nosso repórter que já não está conosco mas é um grande amigo!

30) Minha mãe Lygia, meus filhos e minha família.

Que Deus nos proteja e que o MEMORIAOLIMPICA.COM melhore a cada dia. Mesmo lançado, ainda há muita coisa para fazer. ( Todas as pessoas que estão coordenando ou já fizeram parte do portal estarão em MO Equipe) 

Por José da Cruz às 11h36

Copa 2014: projeto do Estádio Mané Garrincha não teve licitação

       Um detalhado parecer técnico do promotor Ivaldo Lemos, da 5ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF revela a dimensão do improviso e a irresponsabilidade governamentais na reconstrução do Estádio Mané Garrincha.

        O primeiro grosseiro erro ocorreu na elaboração do projeto arquitetônico, contratado “sem licitação” junto ao escritório Castro Mello Arquitetura, pelo então governador José Roberto Arruda. Custo: R$ 1,9 milhão. 

        Arruda, é aquele ex-governador do Distrifo Federal, expulso do cargo em março de 2010 por denúncias de corrupção, é até foi preso durante um mês pela Polícia Federal.

 Trambique

         O substituto de Arruda, Agnelo Queiroz, também trata  de forma ilegal e irresponsável a construção de um monstro de 70 mil lugares, usando dinheiro público que nem sequer ainda está garantido no orçamento. Algo que se encaminha para um espetacular trambique oficial, pois o projeto geral está inacabado; faltam informações e nem sequer o estudo de viabilidade econômico-financeira do empreendimento foi elaborado. “E, tampouco, foi feito um planejamento eficiente para execução dos serviços e orçamento necessários à implementação do complexo do Estádio Nacional”, escreveu o promotor.

Custos

Orçado em R$ 671,1 milhões, a previsão de gastos do “Estádio Nacional” para o primeiro semestre de 2011 é de R$ 56,7 milhões. Mas não há cobertura orçamentária. Ou seja, não se sabe de onde sairá o dinheiro.  E isso acontece com o governo do Distrito Federal, da capital do país!!!

É aquela história que começa a se tornar realidade: os erros sugerem ser propositais, pois quanto menor ficar o prazo mais se fugirá das exigências da lei, configurando-se o "trambique oficial”, o superfaturamento.

Previsão

Segundo o promotor Ivaldo, o valor do contrato com a empresa construtora, Consórcio Brasília 2014 – integrado pela Via Engenharia e Andrade Gutierrez –, o orçamento de R$ 671,1 milhões para a obra não contempla todos os serviços previstos no projeto de arquitetura, conforme divulguei, na semana passada.

Entre outras obras, faltam a projeção para o sistema de cobertura retrátil, projetores para iluminação do campo e arquibancada,  Com isso, o valor final do estádio deverá passar de R$ 1 bilhão, devido ausência de projetos e execução das seguintes obra: placares eletrônicos e telões;gramado do campo,assentos para público e autoridades nas arquibancadas e tribunas; sistema viário etc.

“Ou seja, não se sabe o preço estimado total para o complexo do Estádio Nacional, considerando não apenas a reforma da edificação em si, mas todas as obras complementares”, afirmou o promotor Ivaldo Lemos.

Conclusão

    Para esclarecer sobre todos esses pontos, o promotor pediu informações a Novacap, empresa responsável pelo Mané Garrincha.

    Estamos, assim, diante de um fato nebuloso e extremamente grave, que indica o caminho de um espetacular rombo nos cofres públicos do Distrito Federal.

    E o governador Agnelo sabe muito bem sobre tais ricos, mas não teme.

    E ousa fugir à legalidade da Lei 8.666, das Licitações, porque também sabe que este é um país de políticos impunes diante da corrupção.

Por José da Cruz às 08h25

11/04/2011

www.memoriaolímpica.com estará no ar a partir de amanhã

André Brasil e Clodoaldo Silva, da natação paraolípica, os campões olímpicos Cesar Cielo e Joaquim Cruz, e Leandro Ribela, do esqui cross country, são alguns dos entrevistados que inauguram o portal www.memoriaolimpica.com, no ar a partir de amanhã cedo.

        Depois de dois anos de pesquisa nasce o portal idealizado pela jornalista e ex-atleta Fabiana Bentes. Mais: é o primeiro portal educativo com informações sobre todas as edições e modalidades olímpicas e paraolímpicas dos Jogos de Verão e de Inverno, num esmo canal de comunicação.

        Por ser um site com princípios educacionais e para garantir a qualidade do conteúdo, todos os textos foram revisados por acadêmicos especializados no assunto, Ana Miragaya, vice-líder do grupo em Estudos Olímpicos da Universidade Gama Filho, e Luiz Henrique Rolim, diretor de Pesquisas do Museu Olímpico & Esportivo do Catar.

        “Além de prover o conhecimento histórico do esporte para adaptar as aulas de educação física, o projeto também vai adaptar os textos publicados no portal às matérias curriculares”, antecipou a jornalista.

        As informações estarão disponíveis, também, em inglês e espanho, e com um diferencial: linguagem em HTML adaptada para deficientes visuais em parceria com a Obra Social da Cidade do Rio de Janeiro – Rioinclui – voltada para pessoas com deficiência.

        Nos próximos seis anos, a cobertura de competições como os Jogos da Juventude de Inverno e de Verão – inclusive o evento marcado para o Rio de Janeiro, em 2016, farão com que o portal MemoriaOlimpica.com seja uma referência completa da história e, também, da atualidade do esporte nacional em todas as suas dimensões e versões – Olímpica e paraolímpica.

Doping

        O coordenador do Núcleo de Doping do portal é Mário Sérgio Rossi Veira, médico especialista em fisiatria e medicina esportiva e mestre em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Por José da Cruz às 18h31

No esporte.terra.com: Tiago Camilo critica pouco incentivo aos atletas olímpicos

Campeão mundial, medalhista de prata na Olimpíada de Sidney 2000 e bronze em Pequim 2008, o judoca Tiago Camilo foi na contramão de atletas de outras modalidades que vêem elogiando o incentivo financeiro dado de olho nos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

Em entrevista ao Terra, nesta segunda-feira, o atleta acredita que ainda é impossível ter um grande desempenho em uma competição do porte da Olimpíada se o investimento necessário no atleta não é feito.

"Por enquanto está se vendo muito pouco, não só em termos de estrutura, mas o Brasil deixa tudo para a última hora. O atleta não é feito em um ano. O esporte não acontece desse jeito, não é igual à construção que você acelera e faz", afirmou o bicampeão pan-americano (Santo Domingo 2003 e Rio de Janeiro 2007).

        A entrevista completa está no seguinte endereço:  http://esportes.terra.com.br/rumo-a-2012/noticias/0,,OI5069790-EI17322,00-Na+contramao+Camilo+critica+incentivo+brasileiro+a+atletas+olimpicos.html

Por José da Cruz às 15h34

Rio 2016 – Bolsa de empregos

             A Organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 está selecionando profissionais para atuação em 10 áreas específicas, entre elas: assistente executivo, gerente de RH, gerente de tradução, segurança da informação, analista de relações com a imprensa.

            Os interessados encontrarão informações complementares no seguinte endereço:

            http://www.rio2016.com/quem-faz/oportunidades-rio-2016

Por José da Cruz às 11h16

Duração do mandato de cartolas volta à pauta no Senado

      O senador paulista Alfredo Cotait Neto teve passagem relâmpago pelo Senado Federal. Com a morte do senador Romeu Tuma, ele assumiu, como suplente, em novembro de 2010, mas encerrou o mandato do parlamentar paulista em dezembro. 

     Mesmo assim, com apenas dois meses de atuação, Cotait Neto (DEM-SP) deixou um projeto de lei que poderá significar muito para o esporte brasileiro.

   Invocando o princípio republicano, ele voltou a um assunto polêmico: a duração de mandatos dos dirigentes de entidades esportivas.

     O projeto de lei, que está na Comissão de Educação, Cultura e Desporto do Senado, limita em quatro anos a duração do mandato dos presidentes de clubes, federações, confederações e outras associações esportivas contempladas com verbas federais. E permite apenas uma reeleição. 

     Ou seja, os mandatos terão prazo máximo de oito anos, como ocorre com cargos de prefeito, governador e presidente da República.

     "São conhecidos os casos de dirigentes esportivos que se perpetuam nos seus cargos, para tanto recorrendo a artimanhas de todo o tipo, inclusive com evidências de uso das mesmas entidades em proveito pessoal, o que tem causado indignação por parte da opinião pública", argumentou o senador, em seu projeto.

     Vou acompanhar a tramitação do projeto, que deverá ser longa, claro, pois trata-se de decisão do Legislativo federal. Além disso, os lobistas da cartolagem nacional se encarregarão de acionar os amigos parlamentares para que retardem a tramitação do projeto. Mas vamos em frente, pois pior será se acomodar diante de propostas para moralizar a gestão do nosso esporte, como a que nos deixou o senador Alfredo Cotait.

Por José da Cruz às 10h50

09/04/2011

Senado debaterá sobre transmissão do futebol pela TV. Ricardo Teixeira estará presente

       Dependente do apoio de deputados e senadores para evitar a criação da CPI da CBF, o presidente Ricardo Teixeira é obediente e gentil. Temeroso de estragos na campanha da Copa 2014, o também poderoso chefão do futebol confirmou participação na audiência pública que no Senado Federal, terça-feira próxima.

       Ordem do dia: debater sobre a disputa entre  emissoras de TV pelos direitos de imagem do Campeonato Brasileiro de Futebol.

       Fernando de Magalhães Furlan, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também participará, mas o presidente do Clube dos Treze, Fábio Koff, não havia confirmado presença, até sexta-feira.

       Representantes da TV Globo, Record e Rede TV também estarão no debate, promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto, a pedido das senadores Lídice da Mata e Ana Amélia Lemos.

       Na segunda audiência pública, em 26 de abril, estarão alguns dos pesos-pesados da cartolagem nacional: Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, Andrés Sanchez, do Corinthians, Juvenal Juvêncio, do São Paulo FC, e o presidente do Grêmio, Paulo Odone.

"Jogo Sujo"

       A presença de Ricardo Teixeira no Senado Federal ocorrerá um dia depois do lançamento do livro “Jogo Sujo, o Mundo Secreto da Fifa”, que ocorre amanhã, em São Paulo. O livro, com 350 páginas, são reportagens investigativas do jornalista inglês Andrew Jennings, repórter da BBC.

       Claro que os senadores não terão tempo de ler o livro para melhor questionar o cartola maior do futebol nacional. Mas sabem, com certeza, que estarão diante de um personagem que lidera o seleto grupo de dirigentes do obscuro mundo do futebol. Um dirigente que tem sob o seu comando uma das atividades esportivas que explora a emoção, a partir dos gramados, para esconder negociatas de poderosos, mundo afora.

       Jennings, que em julho estará no Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, é autor de três livros sobre os olímpicos, resultado de sua investidas nos bastidores dos esportes.

       Em “Os Senhores dos Aneis” – referência aos aros olímpicos – aqui lançado em 1992, ele resumiu um submundo de “poder, dinheiro e drogas nas olimpíadas modernas”, com base no que observou nos Jogos de Seul, 1988.

       Em “Os novos senhores dos anéis”, o autor inglês incluiu a etapa dos Jogos de Barcelona; e encerrou a séria com “A grande maracutaia olímpica”, lançado em 2000, por ocasião dos Jogos de Sydney.

Por José da Cruz às 22h04

Fora das quatro linhas

         A matéria abaixo não tem nada a ver com esporte, mas sugeres comparações inevitáveis. A reportagem está na edição da Folha de S.Paulo, hoje, e, de acordo com análise do jornalista Walter Guimarães, pode-se ler da seguinte forma:

1.  A corrupção, como se sabe, é generalizada e duradoura, de tucanos a petistas com passagem por comunistas;

2.  Se as obras da Copa 2014 ficarem prontas com muita antecedência, corre-se o risco de os monumentos apresentarem defeitos antes de a bola rolar. O escândalo seria inevitável e internacional.

3.  Finalmente: obras mal-feitas, com material de segunda qualidade são formas de fraudar a fiscalização e ganhar mais dinheiro no contrato seguinte, para corrigir defeitos no que acabou de ser inaugurado.

 

Sede bilionária do governo de MG faz 1 ano já em reforma 
Principal obra da gestão de Aécio tem rachaduras em pisos e é alvo de 4 investigações do Ministério Público

RAPHAEL VELEDA
DE BELO HORIZONTE 
RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO
       A Cidade Administrativa, nova sede do governo de Minas Gerais, completou um ano no mês passado já submetida a reformas.
       O conjunto de prédios, que foi projetado por Oscar Niemeyer e custou mais de R$ 1 bilhão, é a principal obra do governo do hoje senador Aécio Neves (PSDB).
       Foi inaugurado pelo tucano em 4 de março de 2010, menos de um mês antes de ele deixar o cargo para disputar o Senado. O local recebe o nome de Tancredo Neves (1910-1985), avô de Aécio.
       Os 13.500 servidores que trabalham no complexo ainda convivem com os operários e com máquinas pesadas que continuam no local.
       O piso do prédio onde despacha o governador Antonio Anastasia (PSDB) tem rachaduras e passa por reforma, obrigando quem circula por lá a desviar pela grama.
       Nos outros prédios, o piso também apresenta defeitos. Há ainda várias interrupções nas calçadas do complexo devido a obras. Entulhos e pilhas de materiais de construção estão por todo lado.
       As rachaduras são foco de uma das quatro investigações do Ministério Público sobre a Cidade Administrativa. A Promotoria apura se foi usado material de qualidade inferior ao previsto.
       Outra investigação apura se os preços pagos na obra foram superiores aos do mercado, indicando superfaturamento. O inquérito aponta supostas irregularidades no edital, como restrições excessivas que reduziriam a concorrência.
       A Promotoria também investiga a denúncia de um empresário que foi inabilitado após vencer uma licitação de restaurante no complexo.
       Ele diz que a empresa que ficou com a concessão tinha acerto com outra para lotear espaços do governo mineiro. A investigação apura se houve participação do Estado no eventual esquema.
       Uma quarta investigação analisa, entre outras supostas irregularidades, a compra de móveis idênticos com preços diferentes.
       O governo nega irregularidades nas licitações e minimizou as rachaduras, afirmando que são apenas no acabamento e não afetam a estrutura dos prédios.
Há atraso na transferência dos servidores dos antigos locais de trabalho para o complexo. A previsão era ter 16.500 pessoas no local até outubro de 2010, mas o governo agora só promete atingir esse total em junho.
       Com isso, o governo prorrogou até o fim deste semestre a redução de jornada de trabalho para seis horas por dia, criada para facilitar a adaptação ao local, que fica a 20 km do centro de BH. 

Por José da Cruz às 16h00

08/04/2011

Dinheiro do esporte pode ter abastecido “mensalão” do PT

Na Folha de S.Paulo, hoje  

        “A Polícia Federal suspeita de irregularidade em repasses do Banco do Brasil para eventos esportivos, entre eles 20 competições com o nome de Gustavo Kuerten, o maior tenista da história do país.

        É assim que começa a reportagem de Fernanda Odila eAndreza Matais, na Folha de S.Paulo, hoje.

        “Em relatório sobre a origem do dinheiro do mensalão, a PF sugere à Procuradoria-Geral da República que sejam realizadas diligências para investigar pagamentos à agência de marketing esportivo Koch Tavares, feitos entre 2001 e 2005. A empresa, entretanto, considera infundadas as suspeitas de que foi favorecida”.

        Estão em jogo mais de R$ 20 milhões (valores da época), que teriam sido repassados pelo Banco do Brasil para a Koch Tavares para ações de publicidade e patrocínio de vôlei e tênis.O dinheiro era obtido diretamente junto ao BB ou por meio do Fundo Visanet.

        Guga informou que desconhece ter participado de eventos patrocinados pelo Banco do Brasil que exibiram publicidade da Visanet.

Mensalão

        Ainda segundo os repórteres da Folha, alguns contratos foram intermediados pela DNA Propaganda, agência de Marcos Valério, acusado de ser o mentor e grande operador do mensalão.

        Relembrando, “mensalão” é como ficou conhecido o esquema de corrupção que desviava dinheiro público, disfarçado de projetos de publicidade, para abastecer campanhas políticas e compra de apoio de parlamentares a projetos do PT.

Polícia Federal

        Na varredura feita pela Polícia Federal, 107 competições de vôlei, tênis e vôlei de praia são suspeitas, inclusive R$ 1,6 milhão aplicados em eventos que têm o nome de Guga.

        “O documento da PF é um dos primeiros a revelar e detalhar contratos publicitários de uma estatal. Atualmente, as empresas públicas são as mais importantes fontes de recursos do esporte de alto rendimento no Brasil. Mas não são obrigadas por lei a divulgar suas despesas com patrocínio”, diz a reportagem da Folha, que teve a colaboração dos repórteres Filipe Coutinho e Rubens Valente.

Minha análise

        Atualmente, oito grandes estatais financiam o esporte de rendimento. Além do Banco do Brasil, o mais antigo, Correios, Petrobras, Infraero, Eletrobrás, Casa da Moeda, Caixa e BNDES.

        Duvido que Guga tenha se prestado para falcatruas com dinheiro público. Tricampeão de Roland Garros, seu caráter e comportamento como atleta não sugerem que emprestasse seu nome para trambiques políticos.

        Na prática, o esquema do mensalão era abastecido com dinheiro que saía dos orçamentos de ministérios para agências de publicidade, como constam nos processos que estão no Supremo Tribunal Federal, para julgamento. Neles, 38 políticos são citados. José Dirceu e José Genoíno, inclusive.

        Independentemente da isenção de Guga nesse esquema, as investigações da Polícia Federal sugerem que o esporte é uma atividade com potencial para lavar dinheiro, pois as emoções que provoca são tão fortes que colocam o torcedor alheio ao uso da verba pública.

Por isso, torna-se cada vez mais oportuna a realização de uma CPI do Esporte, com foco na fortíssima participação financeira estatal no alto rendimento, a partir de 2003, comparativamente aos resultados alcançados por nossas equipes nessa ação.

Por José da Cruz às 17h46

Havelange quer anistia para dívida dos clubes: R$ 3 bilhões

           Assusta a velocidade dos escândalos no Brasil, reforçados por denúncias de corrupção no esporte.

Não se consegue degustar uma pizza e já tem outra notícia batendo à porta, produção em série, como se tivéssemos uma fila em que os repórteres se revezam anunciando: “agora é a sua vez”.

Depois do empacotamento dos processos do Pan 2007, o Globo, hoje, contribui para o noticiário macabro.

Anistia

        Em reportagem de Fábio Juppa, o ex-presidente da FIFA, João Havelange, pede que o governo perdoe as dívidas fiscais, que zere os débitos em níveis federal, estadual e municipal.

        Trágico, Havelange afirmou: 

“O dia que o governo quiser acabar com os clubes é só começar a cobras as dívidas. A situação é delicada”, afirmou o veterano cartola, de 95 anos. As dívidas fiscais e trabalhistas dos principais clubes são de R$ 3,1 bilhões, segundo a reportagem.

Benefícios

        Seria oportuno que, do alto de sua autoridade, Havelange pedisse para investigar onde foram parar os recursos que os clubes descontaram de seus empregados e jogadores, por longos anos, e não repassaram ao fisco, provocando essa dívida bilionária.

Poder público

        Não podemos ignorar que o futebol profissional é, na era PT, uma das instituições que mais recebe do poder público.

        O governo criou a Timemania, loteria que ajuda a pagar o rombo de R$ 3,1 bilhões. Essa dívida, a propósito, está parcelada em 120 meses – 10 anos.

Além disso, há repasses da Lei de Incentivo ao Esporte, para clubes profissionais, que formam e vendam jogadores, enriquecendo seus patrimônios, às custas de dinheiro público, desviado de outras áreas, como segurança, educação e saúde.

Vergonha

        A mais recente vergonha de apoio estatal vem do Ministério do Esporte, onde está sendo criada uma Diretoria de Futebol Profissional.

        Mas por que o governo federal, o Estado, em si, tem que se envolver com uma atividade particular que é altamente rentável?

        Ocorre que a tal secretaria, além de abrir novos empregos para filiados do PCdoB, buscará vincular a sigla a marcas de clubes famosos. Visibilidade política.

Mas o principal é o projeto do Ministério, que comprará por R$ 50 milhões o sistema de monitoramento de torcidas, que será instalado nos estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas.

        Ora, isso é obrigação dos clubes. Está previsto no Estatuto do Torcedor. Mas como os cartolas, espertos, não cumpriram a lei, o Ministério, bonzinho e benemérito, fará o trabalho, jogando a conta – R$ 50 milhões, repito – no colo do povão pagador de impostos.

        Mais: além de comprar, o Ministério do Esporte vai instalar e dar manutenção ao sistema!

Fico na dúvida se o equipamento será adquirido da mesma forma que o sistema de segurança para o Pan-2007, porque trapalhada bem feita foi essa...

PRINCIPAIS DEVEDORES
CLUBESEm R$ milhões
Fluminense329,2
Vasco327,4
Botafogo317,4
Flamengo308,3
Atlético-MG285,8
Santos181,0
Inter-RS147,5
Grêmio137,3
Palmeiras117,0
Corinthians99,8
Cruzeiro97,7
Saõ Paulo66,2
Fonte: BDO/RCS - valores de 2009

Por José da Cruz às 11h22

07/04/2011

Pan 2007: quatro anos depois a pizza saiu do forno

       

        Terminou um dos mais nebulosos e suspeitos processos dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, que tratava do contrato entre o Ministério do Esporte e a Atos Origin Serviços de Tecnologia da Informação do Brasil Ltda, de espetaculares R$ 140 milhões. Mas, com o aval do soberano Tribunal de Contas da União, está tudo legal, apesar das ilegalidades constatadas.

Detalhes

        O processo nº TC 022.752/2007-9, julgado ontem pelo TCU, teve o ministro Walton Alencar Rodrigues, como relator. Ele acolheu os argumentos dos acusado, entre eles o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, e Ricardo Leyser Gonçalves, secretário de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, para isentá-los de responsabilidade sobre os danos causados aos cofres públicos. E isso ocorreu depois de o TCU ter constatado que o planejamento do sistema de segurança do Pan foi “errado ou inexistente”.

        A confusão – ou trapalhada – refere-se à implantação do sistema de controle de acesso às instalações do Pan (credenciais), com uso da tecnologia Radio Frequencie Identification (RFID), em substituição ao sistema de código de barra.        O contrato original foi de R$ 112.998.002,00, com um termo aditivo de R$ 28.246.573,00:

        A trapalhada ocorreu porque a Agência  Brasileira de Inteligência e a Polícia Federal não participaram das decisões preliminares sobre a segurança do Pan 2007. Assim, quando essas instituições chegaram ao Rio para planejar suas tarefas, constataram que o sistema era frágil e inseguro. Pior: o novo sistema contratado não funcionou e a identificação do portador do crachá foi feita visualmente.

Atenção

        Leiam o que disseram os fiscais desse contrato, confirmado pelo ministro auditor:

        “Desde o início do acompanhamento das ações na área de tecnologia pelo TCU, em fevereiro de 2007, era evidente a fragilidade da coordenação das atividades dos Jogos como um todo, cujo sintoma mais preocupante eram os atrasos das obras das instalações esportivas, com inevitáveis implicações na implantação da infra-estrutura de tecnologia. O relatório de fiscalização referente ao primeiro trimestre de 2007 atestou:

        “Durante as visitas (até a primeira semana de abril), foi possível constatar que realmente não existe planejamento preliminar, ou, na melhor das hipóteses, os agentes envolvidos, no caso, os executores ou fiscais das obras, não têm conhecimento dele (...).”

        “Especificamente na área de tecnologia, em que foi celebrado o aludido contrato ME n.º 016/2006, era nítida a falta de definição das atribuições dos envolvidos no evento. A equipe de auditoria relatou conflito de competências envolvendo a Secretaria Executiva do Pan 2007– Sepan/ME e o Comitê Organizador-Rio:

A trapalhada

        “Depois de contratados os serviços, o Comitê Organizador dos Jogos identificou a inadequações dos sistemas de credenciamento. Como já mencionado no relatório do mês de fevereiro, a impressão causada durante o acompanhamento é que estaria havendo pouca participação do CO-RIO, sobretudo no processo de aceitação dos sistemas desenvolvidos pela Atos Origin, o que poderia ter sido sanado a partir de entrevistas com os usuários finais dos sistemas.”

Jogo de empurra

        “Entretanto, quando a Equipe tentou agendar reunião com representantes dos usuários de tecnologia do CO-RIO, a primeira resposta foi que o contato deveria ser feito com o Governo Federal, responsável pela área. Após alguma insistência, a reunião foi agendada. O conflito detectado entre os setores governamentais e o CO-RIO ficou explícito em 18/4/2007, na reunião da Comissão de Tecnologia - Cotec, como se vê no relatório de fiscalização:

        “A constatação da Comissão de Tecnologia é que o planejamento do Pan foi “errado ou inexistente‟, com dificuldades de operacionalização das ações porque o “modelo é fragmentado, não há um gestor‟.

        A deficiência de planejamento vem sendo utilizada como justificativa para inclusão ou alteração de numerosas demandas, cada vez mais emergenciais e, portanto, com menos tempo para análise (...).” (grifo meu, pois é o que já ocorre com as obras da Copa do Mundo)

        “Portanto, o quadro era de deficiência de coordenação das atividades e atrasos na entrega da infra-estrutura necessária à implantação dos serviços de tecnologia.”

        “Não obstante o quadro descrito, em dezembro de 2006, a pouco mais de seis meses da abertura dos jogos, a Comissão de Tecnologia, em decisão unânime, deliberou a profunda alteração do sistema de controle de acesso às instalações, para que fosse utilizada nas credenciais, em substituição à tecnologia de código de barras prevista no contrato ME n.º 016/2006, etiqueta de rádio freqüência (RFID), contendo informações criptografadas do portador.”

        Apesar de seu elevado custo, o sistema de acesso baseado na tecnologia RFID não atingiu o nível de segurança pretendido, principalmente nos primeiros dias do evento, em que se verificou controle de acesso mediante a simples inspeção visual de crachás. (grifo meu). Vejam bem nas mãos de quem estava o planejamento dos Jogos.

Isentos

        “Entretanto, a não utilização exclusiva do dispendioso sistema contratado não pode ser imputada aos responsáveis arrolados nestes autos. O funcionamento do novo sistema foi comprometido, essencialmente, pela exiguidade de tempo para sua implantação, teste e operação. O sistema de credenciamento e acesso às instalações físicas dos Jogos por código de barras foi definido e contratado antes da indicação do órgão responsável pela segurança pública do evento, impossibilitando, assim, uma análise adequada, à época do contrato original, das exigências de controle de acesso às instalações.”

        “A decisão de utilizar um sistema de controle de acesso baseado na tecnologia RFID foi tomada a partir da intervenção da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Abin e Polícia Federal, que não integravam originalmente o Comitê de Gestão. Ao serem incluídos no projeto, concluíram pela necessidade de adotar requisitos mais rígidos de segurança para as áreas de acesso restrito, de sorte a reduzir riscos de falsificação, roubo e clonagem de credenciais de acesso.”

Argumentos

        “Não se pode desconsiderar que muitas foram as dificuldades e desafios enfrentados pelos gestores em face do ineditismo dos Jogos Pan-americanos e da anormalidade de suas demandas. Mais que um simples complicador para a organização do evento, o ineditismo configura fator que, somado às demais razões deste Voto, motiva o acolhimento das justificativas dos gestores.”

        “Assim, apesar de o procedimento adotado pela Sepan não ter sido regular, as circunstâncias que o cercaram reduzem a gravidade do fato, destacando-se, entre elas, o ineditismo da solução contratada, a dificuldade de obter preços que pudessem servir de parâmetro, a premência da

contratação, a cautela do gestor em requerer e examinar a pesquisa de preço da contratada, a negociação com a contratada para a glosa do débito apurado pela Sefti e a ausência de indícios de máfé.”

        O processo foi arquivado e não se fala mais nisso.

Por José da Cruz às 17h51

Indignar ou informar?

Por Walter Guimarães

            É difícil fazer as perguntas sugeridas pelo Juca para nós mesmos, que sempre buscamos a informação como você disse, Cruz. É preciso achar as respostas e repassá-las, justamente para o cidadão poder entender todo o processo.

         Os dirigentes esportivos e políticos usam informações de impacto nos seus discursos, sendo que muitas delas são mentiras. Mas ninguém consegue ir atrás do contraditório, pois nos dias atuais não se faz mais perguntas para esses “ícones do poder”. São as assessorias de comunicação que respondem, com notas generalizadas

Mas isso não é uma questão cultural nossa. Os jornalistas Andrew Jennings e Vyv Simson já descreviam essa forma de manipular sem qualquer questionamento no livro “Os Senhores dos Anéis: poder, dinheiro e drogas nas Olimpíadas Modernas”, escrito no já longínquo ano de 1992. A fórmula desses “senhores” perduram e perdurarão por muito tempo.

Legado

         Sei que agora é fácil falar, mas lembro quase ter sido “linchado” em outubro de 2008, no auditório da Imprensa Nacional aqui em Brasília. Fui convidado para participar de uma mesa de debates sobre a Imprensa Esportiva. Quase a totalidade da platéia achou um absurdo a minha opinião contrária de se fazer a Copa do Mundo no Brasil, e principalmente em Brasília.

        Vale lembrar que naqueles dias estava sendo disputada a Copa do Mundo de Futsal, também organizada pela FIFA. As sedes eram Brasília e Rio de Janeiro, duas cidades com pouca tradição na modalidade. Também lembro ter sido criticado por não concordar na escolha dessas sedes.

        As desculpas dos dirigentes do DF para trazer o evento eram as mesmas. As embaixadas estarem aqui, facilidade com a rede hoteleira etc e tal. Na verdade quem estava aqui eram as diretorias do Banco do Brasil e Correios, então patrocinadores da modalidade. 

        O público presente no Mundial foi ridículo, e para não ficar feio nas transmissões, encheram o ginásio com alunos das escolas públicas. Socialmente uma atitude louvável, comercialmente um fracasso. Sempre defendi como sedes Jaraguá do Sul em Santa Catarina, e Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul.

        Qual legado tal competição trouxe para as cidades?? O Maracanãzinho havia sido reformado para o Pan-2007 e ainda assim precisará de reformas para a Rio-2016. Em Brasília o ginásio Nilson Nélson recebeu "porta-nádegas" na arquibancada, já que não se pode chamar de cadeiras, além de um belo banho de tinta. Lembro bem que essas reformas ficaram prontas a poucas horas do início da competição.

 

Somente agora em 2011, quase três anos depois, o DF tem um time na Liga de Futsal. Foram 11 anos sem uma agremiação na principal competição da modalidade. 

        Para quem defende que a Copa do Mundo em cidades como Cuiabá, Manaus e mesmo Brasília, poderá ajudar a ressurgir uma cultura futebolística, informo que o time de futsal daqui, o Peixe, joga no acanhado ginásio de Sobradinho e não no Nilson Nélson, onde se disputou o Mundial. Detalhe, na primeira partida em casa, contra o Anápolis, o ginásio teve queda de energia por duas vezes no final do primeiro tempo e por mais de 30 minutos no intervalo.

        Legado? Por enquanto fico com essa pergunta.

Por José da Cruz às 15h20

Sugestões para não perder a capacidade de se indignar

Com licença, Juca Kfouri, mas tenho a obrigação de ajudar a divulgar o texto que assinas hoje, na Folha de S.Paulo

Perguntas indiscretas?

Juca Kfouri

       PERGUNTAS QUE você precisa fazer para você mesmo para não perder a capacidade de se indignar, por mais que sejam repetitivas, e as respostas, insatisfatórias, escandalosas mesmo.
       Por que o presidente do Comitê Organizador de Londres-2012 é Sebastian Coe, dos maiores atletas da história da Inglaterra, e, aqui, é Carlos Nuzman, que também preside o Comitê Olímpico Brasileiro, algo inédito na história olímpica, o mesmo cartola comandar os dois órgãos?
       Por que, aqui, o presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo é Ricardo Teixeira, o presidente também da CBF, se na França o presidente foi Michel Platini, que não era o presidente da FFF, a Federação Francesa de Futebol?
       Por que, aqui, o presidente do COL é quem é, se na Alemanha foi Franz Beckenbauer, que também não era o presidente da federação local?
       Por que o conjunto aquático Maria Lenk não será aproveitado para as provas de natação na Olimpíada-2016, se, quando construído para o Pan-2007, foi apresentado como trunfo para a candidatura do Rio de Janeiro?
       Por que o Morumbi, há 50 anos servindo o futebol mundial, palco de jogos das eliminatórias de diversas Copas do Mundo, de várias decisões da Libertadores, do Mundial de Clubes da Fifa, não serve para a Copa-2014, um evento que dura um mês, com, no máximo, seis jogos por estádio?
       Por que não há, nos dois comitês nacionais, nenhum, rigorosamente nenhum brasileiro que o país admire, alguém que tenha fé pública, credibilidade tal que ninguém o imagine fazendo coisas erradas com dinheiro público? Nenhum!
       Por que a OAB não tem um representante? A ABI? As centrais sindicais? O IAB? A UNE, o Corpo de Bombeiros, o raio que os parta?!
       Cadê os Ermírio de Moraes, os Gerdau, os Moreira Salles? O capital e o trabalho? Cadê?
       E note que não se reclama aqui da ausência de ninguém dos poderes Legislativo e Judiciário, embora seja um absurdo que não haja, também, ninguém do Executivo, noves fora Henrique Meirelles, a APO, Autoridade Pública Olímpica, mas que, lembremos, é indicação do governo federal, não faz parte do comitê organizador da Olimpíada.
       Está mais do que na hora de não engolir tanto escárnio, porque quem pagará a conta de um novo estádio em São Paulo, de novos equipamentos no Rio, de tudo, é você, sou eu, somos nós.

Por José da Cruz às 08h29

Reprise de janeiro de 2011. Para que não fiquem dúvidas

        O Companheiro Walter Guimarães, jornalista dos bons, colaborador assíduo deste blog, indagou, surpreso, sobre repasses do Ministério do Esporte para a União Nacional dos Estudantes, a histórica UNE, conforme notícia que publiquei abaixo.

        Prometi procurar o assunto amanhã, mas não resisti. E, mesmo na madrugada, repriso a nota que publiquei em 6 de janeiro deste ano. Assim como Walter, talvez muitos leitores não tenham lido esta preciosidade, a UNE realizando Jogos de Verão. Alguém sabe algo sobre isso? Vejam aí:

 

"Jogos de Verão UNE" têm verba de R$ 400 mil do Ministério do Esporte

        O Diário Oficial da União desta quinta-feira (6 de janeiro de 2011) publicou portaria destinando R$ 400 mil para os “Jogos de Verão UNE”.

        A Universidade Federal do Rio de Janeiro será a gestora dos recursos.

        Estranho I

        A portaria não dá detalhes sobre o contrato. Fico na dúvida: trata-se da União Nacional dos Estudantes, a histórica UNE, que realizará um evento esportivo?

        Em caso positivo, qual o motivo de a UFRJ ser a gestora dos recursos? 

        A UNE está inadimplente? Está devendo prestação de contas? Não gastou outros valores recebidos conforme o plano de aplicação apresentado?

        O Ministério do Esporte poderia se manifestar a respeito ou continuará em silêncio como nos quatro anos passados?

        Estranho II

        Os sites da UNE e da UFRJ não fazem qualquer referência aos Jogos de Verão.

        Aliás, ali não há nenhuma manifestação ao assunto “esporte”.

        Estranho III

        A UNE realizando evento esportivo?

        Para que servem as Confederações de Desporto Escolar e a de Desporto Universitário? Não é da competência delas realizar competições esportivas?

        A propósito, o COB não realiza os Jogos Escolares e os Jogos Universitários Brasileiros? Agora a UNE entra na parada?

        Estranho IV

        Qual o motivo de o Ministério do Esporte classificar Jogos de Verão da UNE na categoria “Esporte de Alto Rendimento”?

        São atletas de nível olímpico que vão participar?

        Sinceramente, muito estranha essa programação.

        Fico impressionado com a facilidade que o governo libera dinheiro (quase meio milhão de reais) para eventos que não servem para nada. O desperdício é evidente.

        Está aí um projeto que merece muita atenção da Controladoria Geral da União e do TCU. 

Por José da Cruz às 01h21

TCU procura dirigente que não presta contas desde 2003

        Oito anos depois de ter recebido dinheiro do Ministério do Esporte para realizar um evento universitário, Tarso Ricardo Silva Olinto foi intimado a devolver R$ 34.790,00 aos cofres da União, além de pagar multa de R$ 10 mil, em 15 dias.

        A decisão foi do Tribunal de Contas da União, ao constatar que Silva Olinto, da Associação Paulista de Esportes Universitários (APEU), não prestou contas corretamente da verba recebida, para realizar o Campeonato Beach Games Universitário Brasileiro, em São Sebastião, São Paulo.

        Em 2008, as autoridades do Ministério do Esporte até que tentaram acertar as contas, mas o distinto senhor está em “lugar incerto e não sabido”, como chegou a ser publicado. O silêncio continuou e, assim, foi instaurada Tomada de Contas Especiais, remetida, em seguida ao TCU.

Utilidade pública

        Quem conhecer Tarso Ricardo Silva Olinto ou souber sobre o seu paradeiro favor avisá-lo para sair da toca e vir se explicar.

Atraso

        Entenderam o caso? O dinheiro saiu em 2003, o Ministério do Esporte esperneou em 2008 - cinco anos depois - e o TCU se manifestou em 2011... Que tal?

        Ocorre que a estrutura de controle dos gastos públicos e o pouco número de funcionários capacitados para analisar prestação de contas contribuem para que ocorram situações como a de Silva Olinto.

        E isso acaba incentivando os caloteiros, pois sabem que não serão incomodados nos próximos 10 anos, quem sabe nunca mais. 

        A propósito, o Ministério do Esporte poderia informar sobre as prestações de contas dos recursos repassdos à UNE? Está tudo legal, tudo em ordem, em dia? Nenhuma pendência?

Por José da Cruz às 00h40

06/04/2011

Os clubes, os atletas e as verbas olímpicas

Marcelo Romano publica em seu blog, Brasil Olímpico, entrevista com Joana Maranhão, nadadora de águas abertas. O texto, na íntegra, pode ser conferido aqui.

Mas, observem a última pergunta e a resposta da nadadora:

Desde que o Rio de Janeiro foi escolhido como sede olímpica, mudou algo para a sua carreira. Melhores condições de treinamento, mais apoio ou parece que a Olimpíada de 2016 será em Marte?

Joana – O clube que represento já tinha um projeto olímpico mesmo antes do Rio ser escolhido como sede. A grande estrutura que o Minas Tênis Clube me proporciona não tem absolutamente nada a ver com o Brasil ser sede dos jogos. Esse projeto é fruto do trabalho duro da comissão técnica do Minas. É  a eles que devo toda minha preparação física e mental.

Análise

        Imagino que os demais nadadores da elite nacional, os que têm marcas para entrar na equipe olímpica, recebam as mesmas condições de treinamentos em seus clubes, como o Pinheiros, o Grêmio Náutico União, em Porto Alegre, São Paulo etc.

        Principalmente, porque, esses clubes são subsidiados com recursos públicos, via Lei de Incentivo ao Esporte, que é, também, destinado a esse tipo de projeto.

        Diante disso, fico na dúvida: onde a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos aplica os recursos que recebe do patrocinador, Correios, e das loterias federais, através do Comitê Olímpico?

        Calma!

        É apenas uma pergunta! Porque, com os clubes preparando os atletas, como revela Joana Maranhão, é preciso saber como são usados as demais verbas públicas.          Insisto, públicas! Logo, merecemos esclarecimentos, pois um dos problemas graves do esporte, em geral, é a falta de investimento na base, na iniciação, no atleta que está despontando.

        Portanto, fica muito claro o que tenho colocado há bom tempo: há muitas fontes de recursos concentradas na elite. E nem todos o dinheiro é aplicado em apenas um projeto.

Assim, seria muito oportuno que a CBDA mostrasse seus planos de aplicação para que não fiquem dúvidas sobre o bom uso da verba pública.

Enquanto isso, continuamos aguardando o relatório do Comitê Olímpico Brasileiro sobre a aplicação dos recursos das loterias, em 2010, que tradicionalmente é apresentado, desde 2002. Aí, teremos um panorama de todas as modalidades.

Por José da Cruz às 17h44

Segundo Tempo: Polícia Federal entrará no caso de Americana

        A procuradora federal, Heloísa Maria Fontes Barreto, confirmou que a Polícia Federal investigará a convênio entre o Ministério do Esporte e a Federação Paulista de Xadrez para desenvolver projetos do Segundo Tempo em Americana, interior de São Paulo.

       Heloisa Barreto está concluindo o segundo relatório sobre o assunto para encaminhar à Polícia, até o final desta semana, segundo informações do jornal O Liberal, de Americana, edição de hoje.

       Publico esta informação para atualizar os dados dessa investigação que envolve o uso de mais de R$ 5 milhões do Ministério do Esporte, num projeto suspeito de irregularidades e fraudes, que envolve, também, a prefeitura de Americana.

       A procuradora já identificou numa primeira avaliação que o número de alunos cadastrados não estava de acordo com os participantes realmente ativos. Além disso, ainda segundo o jornal, “a alimentação para as crianças não era nutritiva, os espaços para a prática esportiva eram  inapropriados. O material usado tinha má qualidade e nem todos os professores estavam habilitados à pratica de suas atividades.

      “Em seu relatório, a procuradora questiona o motivo pelo qual uma federação, com sede em São Paulo, fechou convênio com o Ministério do Esporte para atividades em Americana.”

Por José da Cruz às 16h37

Corinthians perde dupla fenomenal!

Por José da Cruz às 11h52

05/04/2011

Copa 2014: Estádio Nacional de Brasília ou “o circo dos horrores”?

      Os gravíssimos problemas que rondam a construção do Estádio Nacional de Brasília não se esgotam nas informações de irregularidades que o companheiro Filipe Coutinho publicou na edição de ontem da Folha de S.Paulo.  A situação é pior, bem além do contrato de R$ 696.648.486,09 que o Governo do Distrito Federal firmou com o Consórcio Brasília 2014 – o grupo de construtoras – sem ter esse dinheiro disponível.

Por exemplo:

        Sabem quanto vai custar o novo Estádio?  Ninguém sabe. Nem o governo do Distrito Federal, pois não há planilha detalhando a composição unitária de todos os elementos que compõem a obra.

        Isso é ousadia ou irresponsabilidade do governador Agnelo, que completou 100 dias de mandato sem ter dito a que veio.

E tem mais:

        O custo de R$ 696,6 milhões divulgados serão enterrados APENAS na construção do  esqueleto do estádio. Nesse marzão de dinheiro NÃO ESTÃO INCLUÍDOS os seguintes itens:

        Cobertura

        Gramado

        Iluminação

        Placar eletrônico

        Tecnologia da informação

        75 mil cadeiras

        Instalações sanitárias

        Etacionamentos

        Etc, etc, etc.          

Pior:

        A cobertura do gigante Mané será importada. A informação que obtive é que somente na Alemanha será possível contratar o serviço. Coisa de R$ 100 milhões.

Capacidade

        E qual vai ser a capacidade do Estádio Nacional de Brasília? 70 mil lugares? Nada disso!!! É mais uma conta de mentirinha. Brincadeirinha de políticos que fazem jogo bilionário com o dinheiro público.

        Serão 75 MIL lugares!!!

        Encerrada a Copa do Mundo, o Estádio Nacional de  Brasília ganhará cinco mil lugares, espaço destinado à imprensa durante os jogos de 2014.

        Ou seja, o novo Mané Garrincha terá  75 MIL LUGARES para receber os espetaculares jogos do Campeonato Candango, com média de 600 testemunhas por jogo. Que tal?

Lei? Pra quê?

        Conversei com o promotor de Justiça da Defesa do Patrimônio Público do Distrito Federal, Ivaldo Lemos Júnior. Jovem torcedor flamenguista, apaixonado por futebol, ele é, antes, rigoroso fiscalizador dos gastos públicos.

        Em sua mesa de trabalho, ao lado do processo sobre o estádio de Brasília – que já tem dois volumes – um livro famoso se destaca: é o que detalha a Lei nº 8.666, de 1993, sobre licitações, o pavor dos políticos e empreiteiras. Porque, se essa lei for levada a sério muita gente deixará de ganhar dinheiro fácil.

        E a forma como o GDF está tocando a obra é justamente para passar por cima da legislação. Como disse o vice-governador, Tadeu Filippelli, referindo-se à capacidade monstruosa do estádio, “depois a gente vê como é que fica”. É por manifestações desse tipo que Brasília se tornou um caos. E Filippelli ainda ri ...

        Porque, sob o legal, a obra o estádio de Brasília é de uma ilegalidade só. O orçamento é frágil, não há detalhamentos em planilhas , o orçamento é ilusório, não esclarece, não se enquadra nos requisitos legais de um empreendimento deste tamanho.

        Ou seja, não houve estudo de viabilidade econômica do governo que saiu, atolado em corrupção, e não há interesse do atual governante dar  rumo legal à obra.

Por José da Cruz às 22h28

Isso é coisa que se faça?

Vejam o que recebi de meu amigo James Lewis, secretário da Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados.

Bem para não perder o amigo, aí vai a publicação.

Mas é a primeira e última vez, pois aqui não é espaço para propaganda enganosa.

Por José da Cruz às 21h14

Deputados reclamam das isenções fiscais à Fifa. Agora é tarde

Aproveitando os seus três minutos de visibilidade na TV Câmara, hoje à tarde, o deputado Anthony Garotinho afirmou que o Brasil perderá mais de R$ 1 bilhão em impostos, com as isenções que o governo garantiu à Fifa e a todos os seus parceiros, durante o Mundial de Futebol, em 2014. A renúncia fiscal está garantida através de Lei federal, nº 12.350/2010.

        A manifestação do deputado do Rio de Janeiro foi durante a exposição do ministro Orlando Silva, hoje à tarde, na Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados, quando apresentou os rumos do setor para os próximos anos.

Reclamações inúteis

        Houve indignações limitadas de alguns parlamentares, como se o a informação de Garotinho fosse uma grande novidade.

O assunto é velho, de 2010, e o próprio ministro encarregou-se de silenciar os indignados lembrando que as isenções foram garantidas pelos próprios parlamentares, com votações na Câmara e no Senado.

Logo, não há o que reclamar.

        Mesmo porque, quando o Brasil se candidatou à sede da Copa 2014, o governo federal já sabia que teria de cumprir uma série de exigências da poderosíssima Fifa, entre elas a de abrir mão de vários impostos, federais, estaduais e municipais.

CPI do nada

        Ao final de três horas de reunião, 19 deputados se manifestaram e a todos o ministro Orlando respondeu com informações de assuntos polêmicos, como o local do jogo de abertura da Copa do Mundo. “A Fifa decidirá”, resumiu.

        Garotinho até que tentou esquentar o diálogo pacífico entre a autoridade do Executivo e parlamentares, quando perguntou o motivo de nenhum deputado do PCdoB, partido de Orlando Silva, ter assinado o pedido de CPI da CBF.

        Relembrando, o PCdoB teve participação ativa na CPI da CBF Nike, em 2001, quando o presidente da comissão foi o deputado Aldo Rebelo, com desempenho exemplar.

        Agora, nenhum dos 12 deputados comunistas ousou assinar o pedido da CPI para investigar as contas da CBF.

E até o ministro silenciou diante da pergunta, quem sabe, fora do script de um encontro tão amigável.

Por José da Cruz às 18h29

Vem aí a Lei Geral da Copa

       O Congresso Nacional votará ainda este ano a Lei Geral da Copa. Trata-se da legislação que envolverá todos os assuntos do Mundial de Futebol, elaborada  a partir das 11 garantias que o governo federal ofereceu à Fifa, atendendo exigências dessa entidade internacional.

       A  informação é do ministro do Esporte, Orlando Silva, em depoimento à Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados, hoje à tarde. A Lei Geral da Copa está sendo elaborada já há dois anos por uma comissão com representantes de vários ministérios.

       Na mesma reunião, Orlando Silva afirmou que a partir deste mês haverá balanços mensais públicos de todos os projetos que atenderão à Copa do Mundo, por determinação da presidente Dilma Rousseff.

Legado

       O encontro do ministro Orlando Silva com parlamentares serviu para mostrar como o Congresso Nacional está distante da realidade do esporte nacional.

       Quatro anos depois da realização dos Pan-Americano do Rio de Janeiro, Executivo e Legislativo debateram sobre “legados de 2007”, “projetos integrados entre os ministérios do Esporte e o da Educação”, e ainda se questiona sobre as exigências da Fifa, justamente  medidas indispensáveis para que a Copa aqui se realize e que colocaram Governo e Congresso de joelhos diante da entidade internacional.

       Os atrasos, como se vê, não são só nas obras dos estádios e infraestrutura, mas no diálogo das principais autoridades do país. Sinceramente, é de doer!

Por José da Cruz às 16h33

Com R$ 13 milhões, vôlei se torna o novo alvo de Eike

Na Folha de S.Paulo, hoje

Empresário funda seu próprio time, o RJX, e contrata Dante
SÉRGIO RANGEL

DO RIO 
        Oitavo homem mais rico do mundo no ranking da revista "Forbes", Eike Batista anunciou que vai investir pela primeira vez em um time.
        Com uma fortuna avaliada em US$ 30 bilhões, o empresário gastará cerca de R$ 13 milhões em uma equipe masculina de vôlei, o RJX.
        O ponta campeão olímpico e mundial Dante, que jogava no Dínamo de Moscou, é o primeiro contratado.
O meio de rede Rodrigão, do Ziraat Bankasia, da Turquia, está na mira do empresário. O levantador Bruno e o líbero Alan também interessam ao novo time.
        "Vamos patrocinar iniciativas voltadas à prática do voleibol no Estado do Rio! O patrocínio prevê a criação, a partir de abril, de um time de vôlei masculino estadual, o RJX, a formação de jovens jogadores e a ampliação da Escola de Vôlei Bernardinho em comunidades ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs)", escreveu o empresário em seu site.
        O futebol continua fora dos planos. Torcedor do Botafogo, o empresário nunca investiu oficialmente no futebol do clube. Botafoguenses fazem campanha em redes sociais para Eike ajudar financeiramente o time.
        O RJX treinará e jogará no Maracanãzinho, que será palco das competições de vôlei na Olimpíada de 2016.
        No comando do projeto estão Radamés Lattari, ex-técnico da seleção, e José Inácio Sales Neto, preparador físico da seleção masculina, treinada por Bernardinho. Não foram anunciados os cargos que ocuparão no novo time.
        Lattari e José Inácio foram indicados por Bernardinho, que também treina o time feminino de vôlei do Rio.
Em nota, o técnico campeão olímpico e mundial disse que participou "da elaboração do projeto como consultor voluntário" e negou relação com o time de Eike.
        "Por ser o treinador da equipe Unilever [Rio] e pelo conflito de interesses que existiria por ser o treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, não terei nenhum envolvimento com a equipe RJX", afirmou.
        Em novembro, o grupo EBX, de Eike, associou-se à IMG Worldwide, empresa global de esportes e entretenimento, com o intuito de desenvolver negócios no Brasil.
        Cada um terá participação de 50% no novo empreendimento, cujo nome é IMX.
        As empresas do grupo IMG atuam nas áreas de marketing, licenciamento e direitos de mídia, produção e distribuição independente de programação esportiva e promoção e organização de even- tos de esporte e moda.
        Entre seus clientes estão o torneio de tênis de Wimbledon e a Premier League, a primeira divisão inglesa.
        O grupo pretende investir na construção de arenas multiuso no Brasil voltadas para eventos esportivos e de entretenimento.

Por José da Cruz às 07h13

Badminton: testemunho de quem até emprestou dinheiro à confederação

        Diante do afastamento do presidente da Confederação Brasileira de Badminton apresento um depoimento que julgo oportuno para o debate que aqui se realiza.

        Por Luiz de França

        Professor de EF, técnico e jogador

        Em 2008 fui candidato a presidente da Confederação, motivado pelo pedido de amigos, jogadores e pessoas insatisfeitas com a atual administração.

        Não era uma candidatura oportunista, pois, afinal, sou treinador de badminton há 10 anos, com passagem pela Seleção Brasileira, de 2005 a 2008, quando me desliguei por não concordar com várias atitudes da diretoria agora afastada .

        A situação era tão ruim que cheguei a emprestar dinheiro do próprio bolso para cobrir rombo na prestação de contas da Confederação Brasileira de Badminton, o que a deixava sem condições legais de receber recursos da Lei Piva.  Foi neste período que, com os atletas, ganhamos a primeira medalha do badminton brasileiro em Jogos Pan-Americanos. Foi nos Jogos Rio 2007.

        No ano passado, fui reconhecido como “técnico expert” pela Confederação Pan-americana de Badminton (único do Brasil), depois que administrei cursos em países do Caribe e América Latina.
        Sou formado em Educação Física, e tenho cursos de especialista em psicologia do esporte e em ciências do treinamento esportivo. Atualmente, estou na fase final para defender tese no curso de mestrado em Ciências do Movimento Humano. Como jogador, coloquei-me em segundo lugar no ranking nacional de duplas, em 2010 com Pedro Paulo Araújo (seria bom colocar o nome do parceiro).

        Com esse currículo, o apoio de amigos e diante da possibilidade iminente de eu vencer a eleição por oito votos a cinco (são 13 federações), fui surpreendido por decisão do então presidente, que proibiu o voto de três federações que me apoiavam.  Assim, o pleito terminou empatado (5 x 5) e Celso Wolf Júnior acabou confirmado no cargo pelo critério de ser mais idoso.

        Porém, para que tivesse seus votos garantidos, o presidente Wolf pagou todas as passagens para os presidentes votarem, menos das três federações que tiveram o voto cerceado.

        E o veto ocorreu sob a alegação de as federações não terem realizados campeonatos estaduais, uma inverdade. A representação do Maranhão, inclusive, apresentou reportagem da Rede Globo comprovando a realização do evento.

        Finalmente: sugiro que as autoridades que fiscalizam o uso dos recursos públicos investiguem a denúncia que recebi de que o cunhado do presidente Celso Wolf, o Senhor Hilton Fernando, é o funcionário mais bem pago da Confederação de Badminton, recebendo R$ 3.800,00 mensais em Carteira assinada, fora encargos (vale transporte, vale refeição, FGTS, 13º Salário). Isso é vergonhoso, diante dos R$ 3.100,00 em contrato, sem as garantias da CLT, que são pagos ao atual técnico da Seleção Brasileira.

        Luiz de França

Por José da Cruz às 23h58

04/04/2011

Badminton: As explicações do Presidente afastado

       Do portal da Confederação Brasileira de Badminton

         "Foi disponibilizado, em 04 de abril de 2.011, para posterior publicação, em 05 de abril de 2.011, no Diário Oficial da União, a decisão do processo nº 114.01.2009.050721-0, em que o Sr. Luiz de França Loureiro Júnior moveu contra a Confederação Brasileira de Badminton e o presidente, Celso Wolf Júnior.

        Diante dos recentes comentários, muitos deles sem qualquer tipo de fundamento ou embasamento legal e jurídico, a Confederação Brasileira de Badminton, por meio de seu escritório jurídico, Pereira Neto & Chiminazzo Sociedades de Advogados, vem fazer os esclarecimentos necessários.

        O processo e a decisão, em momento algum, tratam do desvio de valores por parte do presidente. Não há nos autos ou em qualquer outro lugar, prova ou indício de que valores da Confederação Brasileira de Badminton tenham sido desviados. Muito pelo contrário, é incontroverso e incontestável que as contas foram prestadas e aprovadas pelo Conselho Fiscal, por uma auditoria externa terceirizada e pelo Comitê Olímpico Brasileiro! Todos os membros da Confederação Brasileira de Badminton conhecem as contas e em momento algum a questionaram.

        Portanto, não cabe nenhuma alegação de má gestão por parte do Presidente da Confederação Brasileira de Badminton, sendo que, toda e qualquer alegação dessa natureza esta tipificada como crime, devendo o responsável ser penalizado.

        Sobre a decisão da Ilustríssima Doutora Lissandra Reis Ceccon, vale frisar que a sentença não é definitiva, cabendo recurso, mesmo porque os fundamentos da decisão são fracos e a mesma apresenta uma série de irregularidades.

        A decisão nomeia como gestor provisório o Sr. José Arivaldo Scudeler, presidente da Federação Paulista de Badminton. Ocorre que a federação não existe desde fevereiro de 2.007, não podendo ocorrer a nomeação determinada na sentença.

        Há outros pontos que demonstram a fragilidade da sentença e que serão abordados nos recursos competentes e cabíveis, sendo certo que a Confederação Brasileira de Badminton acredita que justiça será aplicada ao presente caso."

Dr. João Henrique Chiminazzo
Pereira Neto & Chiminazzo
Advogados 

Por José da Cruz às 22h40

Justiça afasta presidente da Confederação de Badminton

A juíza Lissandra Reis Ceccon, de Campinas (SP), determinou o afastamento imediato de Celso Wolf Junior da presidência da Confederação Brasileira de Badminton, declarando nulos todos seus atos, desde 1º de maio de 2007.

A decisão também torna Celso Wolf inelegível por 10 anos. José Ariovaldo Scudeler, presidente da Federação Paulista de Badminton assumirá o cargo interinamente, devendo convocar eleições em 60 dias.

        O motivo do afastamento é o não cumprimento da legislação esportiva (Lei Pelé, nº 9.615/98), que determina a apresentação de balanço à assembléia geral e publicação.

        Depois do polêmico caso do afastamento da família Mamede da Confederação de Judô, nos anos 1980, da Confederação de Tênis, com Nelson Nastás, as mais recentes intervenções nas confederações de Vela e Taekwondo, esta é  a quinta decisão judicial que ocorre nos últimos anos atingindo a cúpula da gestão do esporte olímpico nacional.

        A sentença judicial está no blog de Alberto Murray Olímpico. Confira aqui .

Por José da Cruz às 17h02

Derrotado nas urnas, Wadson Ribeiro recupera espaço no Ministério do Esporte

       Depois de três meses de espera, Wadson Nathaniel Ribeiro foi nomeado pelo pela chefia da Casa Civil da Presidência da República para ser o titular da Secretaria Nacional de Esporte Educacional, do Ministério do Esporte.

Já não havia mais esperanças, e nos corredores ministeriais até se comentava que a nomeação não saia porque a permanência de Orlando Silva na pasta era uma incógnita.

Quem é?

Wadson é do grupo de ex-presidentes da UNE que assessoram o ministro Orlando Silva, dando à pasta perfil diferente do que havia sido idealizado pelo PCdoB e criando um conflito dentro do próprio partido, apesar dos desmentidos, claro.

Ex-estudante do curso de medicina, Wadson foi secretário-executivo do Ministério do Esporte – o de maior importância, depois do ministro. Foi nesse cargo que ele assinou convênio com a Federação Paulista de Xadrez, para liberar mais de R$ 5 milhões ao conturbado projeto Segundo Tempo de Americana (veja matéria abaixo).

Em abril de 2010, Wadson se afastou para concorrer a deputado federal, por Minas Gerais.

Apesar de Juiz de Fora, sua base eleitoral, ter sido turbinada com R$ 4 milhões em vários projetos do Ministério do Esporte, Wadson não se elegeu.

Com 54.494 votos, ficou na 14ª suplência. Pelo “sacrifício” foi contemplado com o retorno ao Ministério.

Missão

        A pedido de Orlando Silva, a nova missão de Wadson será unificar a secretaria de Esporte Educacional com a de Esporte e Lazer, criando a Secretaria de Esporte Educacional, Lazer e Inclusão.      Assim, sob o comando de Wadson ficarão o controle e distribuição dos recursos dos principais projetos do Ministério, os de abrangência comunitária, inclusive. Essa estratégia facilitará o desempenho político do órgão nas eleições municipais do ano que vem.

Expectativas

        A expectativa para essa mudança é sobre os rumos da turma do PT, que ocupa a secretaria de Esporte e Lazer desde a criação do Ministério do Esporte, em 2003. A atual titular, Rejane Penna Rodrigues, foi vereadora pelo PT, em Porto Alegre e, depois, secretária de Esportes da capital gaúcha.     

Porém, com a fusão das duas secretarias, Orlando Silva quer desalojar o último reduto petista no ministério, deixando-o um órgão exclusivamente do PCdoB.

A estratégia para ter comando total da pasta deverá agravar as relações político-institucionais do ministro baiano com o Palácio do Planalto.

Porque, na prática, é o troco do PCdoB às decisões do governo federal, pois o partido trabalhou muito para tentar ganhar secretarias em outros ministérios, como o da Cultura. Em vão.  Em resposta, prepara a reação para tirar os petistas do Esporte.

A briga promete, e é nesse ambiente que por lá se trabalha para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Agora vai.

Por José da Cruz às 09h59

Segundo Tempo: a corrupção em detalhes

Em dezembro de 2009 denunciei neste espaço que havia um fenomenal trambique no convênio do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, com a Federação Paulista de Xadrez, para o município de Americana, no valor de R$ 5,6 milhões.

À direção da federação desmentiu, mas a CGU avançou e confirmou os fatos: desvio de dinheiro em detrimento do atendimento de milhares de crianças.

O assunto tornou-se caso de polícia e está se revelando a mais espetacular corrupção nas dezenas de processo do gênero no Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, dirigido pelo ministro Orlando Silva.

Ontem, o jornal O Globo, publicou reportagem de Carol Knoploch – que reproduzi, abaixo – mostrando que a denúncia tinha mesmo procedência. Corrupção das grandes.

Dúvidas

Por que o Ministério do Esporte fez um convênio com a Federação Paulista de Xadrez e não diretamente com a Prefeitura de Americana?

Resposta

Um político que conhece o assunto me contou que, em agosto de 2008, o diretório regional paulista do PCdoB decidiu lançar a candidatura do ministro do Esporte, Orlando Silva, a deputado federal, na eleição de 2010, com o apoio do PPS.

O PPS é o Partido Popular Socialista, que surgiu da dissidência do Partido Comunista do Brasil.

Numa dessas reuniões, o vice-presidente da Federação Paulista de Xadrez, José Alberto Ferreira, foi designado gestor do convênio de R$ 5,6 milhões do Segundo Tempo. Coincidentemente, José Alberto Ferreira era o presidente do PPS de Americana.

Como se sabe, Orlando não saiu candidato a deputado federal. Preferiu continuar ministro do Esporte. Mas o dinheiro? Ah, esse sim, saiu para a Federação de Xadrez atender a sete mil crianças de Americana.

Convênio

        O primeiro convênio do Ministério do Esporte com a Federação Paulista de Xadrez foi o de número 702359/2008, no valor de R$ 5,6 milhões, para criar 70 núcleos do Segundo Tempo.

        O extrato do convênio foi publicado no Diário Oficial da União de 31 de dezembro de 2008 e quem assinou pelo Ministério do Esporte foi o então secretário-executivo, Wadson Nathaniel Ribeiro.

        Wadson também se candidatou a deputado federal, por Minas Gerais. Ele não se elegeu, mas está voltando ao Ministério do Esporte. E foi Wadson que assinou o convênio com a Federação de Xadrez.

Estranho

        O que estranhei, quando fiz essa denúncia, é que, para  um projeto de R$ 5,6 milhões, não havia uma só referência na página da Federação Paulista de Xadrez. Nem a marca do Governo Federal nem a do Ministério do Esporte. Nada. Não seria o caso de fazer um estardalhaço, de se orgulhar em desenvolver projeto social tão importante? Mas não! Silêncio total!

 

Investigação

        Entre abril e a última semana de agosto o repórter Gustavo Atoniassi, do jornal O Liberal, de Americana, visitou os núcleos do Segundo Tempo da cidade. E o que encontrou? Crianças em menor número do que as registradas, alimentação sem nutrição exigida pelo Ministério do Esporte, espaços inadequados para a prática esportiva, alguns professores sem habilitação a função e material esportivo de péssima qualidade. Essas informações já estão na Polícia Federal.

        Consultas que realizei, indicaram que o Ministério do Esporte nunca realizou auditoria no Segundo Temo de Americana no local de execução do projeto. Portanto, há dúvidas, até, que o programa tenha sido desenvolvido.

         Suspeitas

        As investigações apontam para a suspeita de que o dinheiro tenha turbinado campanhas políticas do PCdoB e do PPS.

        Na reportagem de Carol Knoploch, o vice-presidente da Federação Paulista de Xadrez, José Alberto Ferreira – que também coordenou o Segundo Tempo, afirmou que o programa foi suspenso. E que devolverá R$ 1,8 milhão não gastos.

Como se suspeitava, a Federação Paulista de Xadrez era incompetente para comandar um projeto para sete mil crianças. Não tinha experiência nem estrutura. Só amizade com o ministro Orlando Silva.

        A Polícia Federal, a CGU e o TCU, com pessoal experiente que têm, desvendarão com facilidade este esquema, para tentar provar o desvio de dinheiro público.

        E lembrar que Agnelo Queiroz falava que o “Segundo Tempo era o maior programa social do mundo...”. Bobagem que Orlando Silva repete. Na China, qualquer programinha de bairro é superior a isso. E sem a corrupção daqui.

Por José da Cruz às 09h29

03/04/2011

SEGUNDO TEMPO: Mais um milionário caso de Polícia

Duas entidades em xeque

Por Carol Knoploch

O Globo - hoje

Federação Paulista de Xadrez e Ministério do Esporte outra vez serão investigados por indícios de mau uso de verbas do programa Segundo Tempo

     Assim como ocorreu com o primeiro convênio entre a Federação Paulista de Xadrez e o Ministério do Esporte, as duas entidades voltarão a ser investigadas pela Polícia Federal. A procuradora federal Heloisa Maria Fontes Barreto, de Piracicaba, pedirá abertura de inquérito para investigar o programa Segundo Tempo por irregularidades no uso de verba pública. O programa recebeu mais de R$5 milhões do Ministério do Esporte, para oferecer, por meio da Federação Paulista de Xadrez, aulas de esportes, como futebol, vôlei e atletismo, além do xadrez, para sete mil crianças na cidade de Americana (SP).
    - Nas pesquisas de campo, encontramos vários problemas e suspeitas de irregularidades. Mas só saberemos qual o prejuízo real após levantamento da CGU (Controladoria Geral da União). Se for constatado o mau uso das verbas do convênio, o dinheiro, que de fato não foi usado no projeto Segundo Tempo, deverá ser devolvido aos cofres públicos - explicou a procuradora.
Inquérito do 1º convênio
     Em seu relatório, a procuradora questiona o motivo pelo qual uma federação, com sede em São Paulo, fechou convênio com o Ministério do Esporte para atividades em Americana. Ela observa que a municipalidade já havia firmado três convênios anteriores ao Segundo Tempo, de forma direta.
     O primeiro convênio do Segundo Tempo, de cerca de R$1,5 milhão, já virou inquérito policial (25-0193/2010), apesar de o Ministério do Esporte ter aprovado prestação de contas da Federação Paulista de Xadrez. De acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, a Federação recebeu mais dinheiro do que todas as federações e confederações esportivas em 2010 e em 2009, via Ministério do Esporte. O estudo não leva em consideração os valores da Lei Piva, patrocínios e a arrecadação via lei de incentivo fiscal, as maiores fontes das entidades.
     Com base apenas nos dados do Ministério do Esporte, em 2010, a Federação Paulista de Xadrez só recebeu menos do que a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (R$6.037.584,90) e a Confederação Brasileira do Desporto Escolar (R$5.018.703,62). Em 2010, a Federação Paulista levou R$2.377.725. Em 2009, a entidade embolsou R$2.683.725, à frente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (R$2.301.338,53) e perto do que a Confederação Brasileira do Desporto Universitário ganhou (R$2.791.076,72). O Segundo Tempo não é um projeto de detecção de talentos, mas apenas social.
     O investimento menor em esportes olímpicos é mais um indício de que o país patina no desenvolvimento de novos talentos. Esta constatação fez parte de auditoria recente do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2009, 33% dos beneficiários praticavam esportes que não são olímpicos, como kung fu, kickboxing, bocha, luta de braço e até punhobol. Projeção do TCU mostra que, no ritmo de concessões, em 2014, o número de auxílios a atletas não olímpicos vai se equiparar ao dos olímpicos.
     O Segundo Tempo em Americana, cujo convênio acabou no fim de 2010, é cercado de suspeitas de irregularidades. Segundo a procuradora Heloisa Maria, há problemas com a merenda (não nutritiva), na compra exagerada de instrumentos, materiais esportivos de péssima qualidade, além de locais inapropriados para a prática esportiva, contratação de professores sem habilidade, quantidade irreal de alunos beneficiados, prestação de contas com equívocos, entre outras. As investigações começaram em 2009, após denúncia de má aplicação de recursos públicos e de instrumento financeiro do Partido Comunista do Brasil (PC do B), legenda do ministro do Esporte, Orlando Silva.
     Segundo relatório da Procuradoria da República no Município de Piracicaba, do Ministério Público Federal, na época do primeiro convênio, apenas três das 35 unidades ofereciam xadrez como atividade. A procuradora contou ainda que os tabuleiros eram de má qualidade. Pelo plano apresentado, o maior volume de recursos foi destinado à aquisição de lanches (R$1.260.000).
     Com a condição de não serem identificados, dez ex-monitores confirmaram os dados do Ministério Público Federal. Segundo um ex-funcionário, os monitores "batiam cartão, quando iam". Muitos faltavam e eram acobertados pelos colegas porque não havia fiscalização. Amanda Simone Tempo, de 31 anos, ex-monitora, diz que a ideia do programa era boa e que atendia de forma satisfatória aos alunos. Ela era monitora nas unidades de Jardim São Pedro e Sobrado Velho. 
     - A qualidade de merenda deixava a desejar, sim. Mas num núcleo mais humilde, por exemplo, as crianças gostavam - disse Amanda, confirmando que a coordenação havia garantido ter apenas R$1 por lanche. - Mas gente da prefeitura chegou a dizer que o valor pago por lanche era dez vezes maior. Vi pão duro sim, duro mesmo. Que se jogasse na cabeça de alguém faria estrago. Mas, nas férias, as crianças tiveram achocolatado, iogurte e pão com recheio.

Coordenador promete devolução de R$1,8 milhão

O Globo – hoje

Por Carol Knoploch

 Dirigente reconhece evasão de crianças. Ministério diz não ter sido notificado sobre o primeiro convênio
        SÃO PAULO. José Alberto Ferreira, coordenador técnico do Segundo Tempo e vice-presidente da Federação Paulista de Xadrez, diz que o programa foi suspenso por um pedido da própria entidade. Garantiu também que a federação devolverá R$1,8 milhão não gastos com o segundo convênio.
        Pedimos ao Ministério uma readequação porque houve evasão de crianças e eu não conseguia atingir a meta. De 7 mil crianças, passaríamos a atender 4 mil ou 4.500 crianças. Isso foi em agosto de 2010. Como demorou muito para o retorno e pela situação que estava se criando, inclusive com essa insistência da procuradora, resolvemos encerrar o convênio e devolver os recursos remanescentes, de cerca de R$1,8 milhão, que está em poupança. Rescindi o convênio espontaneamente e por isso vamos devolver o dinheiro de forma espontânea...
        O dirigente afirma que não houve má administração do dinheiro público e explica que a Federação Paulista de Xadrez tinha condições de realizar o Segundo Tempo. Também afirmou que em todos os núcleos "seus monitores tinham condições de ensinar xadrez".
        José Alberto disse que entregou em março a prestação de contas do segundo convênio, ainda a ser avaliada pelo ministério. Ele assegurou que os lanches oferecidos para as crianças eram bons e que 90% do material esportivo foram oferecidos pelo ministério.
        O Segundo Tempo, principal bandeira do Ministério do Esporte, será monitorado pelo Tribunal de Contas da União. Há vários processos no TCU que apontam problemas em licitações, execuções dos convênios com prefeituras e no repasse de contrapartidas.
        O Ministério do Esporte, por meio de sua assessoria de imprensa, informou não ter sido notificado sobre a investigação do primeiro convênio com a Federação Paulista de Xadrez. Assim, não comentou sobre a prestação de contas, aprovada pela entidade. Em relação às perguntas sobre a investigação da procuradora da República no município de Piracicaba, Heloísa Maria Fontes Barreto, o órgão se recusou a responder. Mas esclareceu que o convênio com a Federação Paulista de Xadrez era o único firmado entre o ministério e uma federação/confederação e fez questão de frisar que esta parceria está encerrada.
        Informou ainda que o Segundo Tempo beneficia 1.180.789 crianças, adolescentes e jovens por meio de 249 parcerias. O valor do repasse financeiro de 2011 ainda está em estudo, mas o de 2010 foi de R$99.202.865,85.

Por José da Cruz às 20h28

Lars Grael conquista o tri sul-americano da classe Star

Por Murillo Novaes

http://murillonovaes.wordpress.com/

 

         Mar del Plata, Argentina - A dupla brasileira formada por Lars Grael e Rony Seifert, com dois segundos lugares nas duas regatas disputadas hoje, venceu o Campeonato Sul-Americano da olímpica classe Star.

        Com o feito, Lars Grael se torna tricampeão sul-americano de Star (2005,2008 e 2011), o primeiro com o proeiro Rony Seifert, e acumula seu oitavo título continental em classes olímpicas uma vez que já possuía cinco vitórias na classe Tornado.

 

        “Para mim é sempre uma grande alegria poder continuar velejando em alto nível e conquistando títulos importantes. A raia aqui em Mar del Plata é muito difícil, com muita correnteza e mar grande, mas no final conseguimos manter uma boa média e garantir o troféu. Ganhar mais esta estrela de prata no ano do centenário da classe Star é uma honra. Gostaria de agradecer ao Rony pela sua dedicação e aos organizadores pelo belíssimo campeonato que nos proporcionaram”, disse o vencedor.

        No total, foram corridas oito regatas com bons ventos, muito sol e ondas grandes na orla de Mar del Plata e além da dupla campeã, os outros brasileiros dominaram o pódio na Argentina.

        Alessandro ‘Dino’ Pascolato e Henry ‘Maguila’ Boening foram vice-campeões e Gastão Brun e Gustavo Kunze ficaram com o bronze. Lars Grael e Rony Seifert têm o patrocínio da Light Serviços de Eletricidade S/A, da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro e o apoio da Land Rover.

 

Por José da Cruz às 16h12

02/04/2011

Ministro respira por aparelhos...

              Jorge Bastos Moreno, um dos mais respeitados colunistas de política do país, escreveu em sua coluna, em O Globo, neste sábado:

              " Orlando Silva, aos poucos, vai saindo da UTI da demissão. Mas acho que ainda respira por aparelhos.
              Não me atende!
              Se atendesse, saberia antes o que vai ler agora, de Dilma para uma ex-namorada minha que a visitou:
              — Eu não frito ministro!
              Ela demite."

              Meu comentário:

              Das duas uma: ou Orlando Silva se sente poderoso ou sua assessoria é muito ruim mesmo.

Por José da Cruz às 19h13

Bábby usa experiência da NBA para implantar escolinhas no Brasil

        Com a experiência de quem se fornou profissional no valorizado basquete norte-americano, o paranaense Rafael Araújo tornou-se conhecido mais por sua atuação nas competições da NBA, depois de se projetar nos disputados campeonatos universitários daquele país.

        Desde 2009, porém, o pivô está de volta ao Brasil, repatriado pelo Flamengo. E, aos 30 anos, inicia nova experiência, criando escolinhas de basquete, inclusive para deficientes físicos.

        Atualmente já são três Centros de Treinamentos, todos em áreas de carência de estrutura para a prática do esporte, mas com grande número de interessados em desenvolver o basquete.

        O melhor dessa iniciativa é que Bábby – como é grafado corretamente – instalou o primeiro CT na Associação Niteroiense de Deficientes Físicos, Andef, ou seja, abrindo espaço para os cadeirantes também se projetarem.

        Madureira, no Rio de Janeiro e Pelotas, no Rio Grande do Sul são os outros dois polos desta primeira fase. Na prática, Bábby quer transmitir aos garotos os ensinamentos de sua formação nos Estados Unidos, isto é, aliar estudos à prática esportiva. Confira a entrevista.

Qual a principal experiência que trazes dos EUA para aplicar aqui, nos CTs?

Bábby – Meu interesse é podermos envolver mais o esporte com os estudos, da mesma maneira feita nos Estados Unidos. Assim, atletas que tiverem a carreira rompida não têm que se preocupar intensamente com seu futuro, pois receberam uma estrutura de como fazer com o dinheiro que recebeu durante o período que jogou. Com isso, eles poderão ter escolhas e uma aposentadoria saudável. Afinal, o atleta se dedica 1000% durante sua vida de atleta. Isso é uma coisa que me surpreendeu lá e que seria muito bom pra nossa cultura a adaptar isso.

O Brasil tem um bom potencial no basquete, assim como no futebol, vôlei e handebol, modalidades que exportam talentos?

Bábby – Acredito sim, inclusive temos vários jogadores brasileiros na maior liga mundial, a NBA. Comparado com outros países estamos bem alavancados no ranking mundial. Acredito que possamos melhorar na qualidade para a formação de mais talentos, pois nossos talentos são natos, já é do sangue. Acredito que com mais estrutura e investimentos iríamos disparar.

A propósito de estrutura, qual a principal deficiência no Brasil para ter um basquete mais competitivo?

Bábby – Como disse, uma melhor estrutura e mais investimentos. Mas para tudo isso acontecer precisaríamos de mais divulgação, publicidade e marketing da modalidade. Acho que uma coisa puxa a outra.

Quantos CTs vais criar no Brasil

Bábby – No momento temos três centros. Quero que todos sejam de ótima qualidade, que um dia possam se tornar um exemplo de formação de atletas profissionais. Escolhemos Pelotas porque acreditamos na vontade do Carlos Alex em seguir esta mentalidade e no amor que existe pelo basquete. Estou muito feliz com esta parceria e a primeira coisa que irei fazer nas férias é ir a Pelotas conhecer a todos.

Para saber mais: http://babby66.com/nucleos

Por José da Cruz às 18h53

Basquete no interior: rotina de dificuldades é a síntese do desleixo com o esporte de base

             A reportagem a seguir é a síntese do que ocorre com o nosso esporte, Brasil afora, no espaço em que alguém se anima a investir. Quem narra é um abnegado e teimoso técnico – e há centenas deles pelo país –, revelando as dificuldades de todo tipo para desenvolver uma atividade elementar e que é, constitucionalmente, direito de todos: praticar esporte.      

            Professor de educação física e técnico de baquete, o gaúcho, de Bagé (mas bah, tchê!), Carlos Alex Soares se enquadra no perfil daqueles que fazem o impossível para dar rumo aos “guris”  e, quem sabe, revelar expoentes.

Antes de começar um treino para os "guris", lá pelas 11 da noite, Carlos Alex já circulou por gabinetes, empresas, casa de amigos de Pelotas, onde mora, recebendo incentivos de uns e promessas de outros para pagar o aluguel da quadra, inscrever-se numa competição, garantir uma viagem da equipe.

Essa realidade resume o problema que neste espaço tanto debatemos: há muito dinheiro para o esporte de rendimento, que é significativamente financiado pelo Estado. Mas falta o elementar, projeto de governo para a base, para um trabalho integrado entre os órgãos federais, estaduais e municipais e, principalmente, escolas, para que o esporte seja uma atividade normal na rotina dos brasileiros.

Com esta entrevista apresento outra, em que o pivô Bábby, do Flamengo – com experiência na poderosa NBA –, fala sobre os centros de treinamentos que está criando no país. Pelotas, de Carlos Alex, foi contemplada. O gaúcho está de parabéns.

 Qual a tua avaliação sobre a prática do basquete para o desenvolvimento do esporte comunitário?

Carlos Alex - É praticamente inexistente. A maioria dos municípios não possui quadras públicas para a prática do basquete, enquanto vôlei, futebol podem ser praticados ao ar livre, no mesmo campo ou areião. Futsal é uma febre nacional. E o basquete, onde pode ser jogado? Não há quadra pública. O guri, desiludido, acaba indo para o futsal, futebol, vôlei. Em algumas cidades do Paraná, como Londrina, eles têm quatro campos de beisebol. Quatro campos! Mas isso é da comunidade, da cultura local...  Por outro lado, os governos deveriam desenvolver políticas públicas que atendessem todas as modalidades, especialmente as olímpicas. Mas no RS não ocorrem Jogos Intermunicipais há quatro anos. Em Pelotas, também não temos jogos municipais organizados pela prefeitura há quatro anos e nos anteriores eram bancados pelo Clube de Diretores Lojistas, com mão de obra da prefeitura. Aqui falo de várias modalidades, não apenas do basquete. Os jogos que temos aqui são da Liga e da RBS TV. Adivinha de quê? Futsal! Portanto, são escassas, ineficazes e, agora com as denúncias do Segundo Tempo, politicamente dirigidas as ações dos governos para o desenvolvimento do esporte na comunidade. Já os políticos quando estendem a mão querem algo na outra. É uma classe que, com raras exceções, só busca vantagem e esquecem que está em uma democracia representativa. Tudo isso me leva a compreender os motivos que nos tornam um país de obesos...

 

A cidade já foi mais ativa na prática do basquete?

Carlos Alex – Moro aqui há 22 anos e sempre foi essa meia boca, quase parando e, agora, parado. Em 1990 um grupo de amigos (Ricardo Moreno, Luciano Chequini, Espirito Santo e eu) realizou um torneio de trio na AABB, pois queríamos espaço para montar um time. Depois do torneio, mobilizamos uma equipe, mas o nível era inferior ao de Rio Grande (cidade vizinha a Pelotas) e nosso primeiro amistoso foi com eles. Foi um massacre. Aí, não acreditaram que poderíamos evoluir e nos deram horários “muito bons” para treinar,  das 23h as 1h. Mas persistimos. Mesmo assim, durou muito pouco. 

Há muitos interessados em praticar basquete em tua escola?

Carlos Alex – Na escola da rede pública estadual, com 1.300 alunos, tive 137 inscritos em 2009, ou seja, 10%. Se tivéssemos projetos esportivos nas escolas, os alunos participariam. Eu vou pro embate com a direção, com a Coordenadoria Regional de Educação para ter horas dedicadas ao esporte. No RS, o Governo não oferece carga horária para os professores trabalharem com as modalidades esportivas. Mas, mesmo assim, querem que as escolas participem com desempenho nos Jogos Escolares do RS. Em nível competitivo, no Pelotas Basketball Clube sempre tenho boa procura. Mas a mensalidade afasta a maioria dos adolescentes. Hoje, ao contrário dos tempos da ditadura, quando tínhamos esporte para todos os lados, temos um esporte mais elitizado do que nos anos 1970, 1980, e um contingente de jovens menos favorecidos economicamente sem acesso ao esporte competitivo. Essa é uma realidade que sempre quis alterar e que agora parece que vou começar a concretizar. Sempre quis trabalhar com o basquete e poder oportunizar aos jovens o mesmo que tive nos anos 80: participação em treinos, campeonatos estaduais, viagens, conhecer meu estado sem ter despesas.  Não que o esporte seja a solução para todas as mazelas de nossa sociedade, mas é uma opção que surge na vida do jovem que leva o foco dele para outro caminho e o deixa apto a fazer a coisa certa.

Como mantinhas a escola de basquete, antes da parceria com Bábby (pivô do Flamengo)?
Carlos Alex
– Antes, era uma equipe e se mantinha com "pai-trocínios". No primeiro ano trabalhei de graça. No segundo, implantei a mensalidade que deveria ser para compensar o meu trabalho e com um patrocínio que cobriria as despesas. Infelizmente perdi o patrocínio e eu arquei com quase R$ 15 mil de prejuízo. De 2007 a 2009 não participamos de campeonato estadual, fazíamos torneios, campeonatos, fundamos a Associação Gaúcha de Basketball (AGABAS) e reduzimos custos para podermos jogar com os grandes clubes do estado, interessados em mais jogos para suas equipes. Em 2009 entramos no Campeonato estadual Adulto com as despesas pagas pelo Gabinete do Vice-Prefeito. Em 2010 tentamos expandir o projeto com várias categorias, mas abortamos o processo pela falta de patrocínio. Só participamos do adulto, com uma pequena ajuda do Gabinete do Vice-Prefeito e com recursos próprios. Novamente paguei alguns valores. Entretanto, o mais importante é que esses auxílios esporádicos da prefeitura de Pelotas (apenas em 2009), patrocínios pequenos, doações, apoio da FGB em alguns momentos e a parceria de algumas instituições de Pelotas que cederam seus ginásios em determinados períodos, permitiram chegar até aqui. Se me permites, agradeço à Universidade Católica, à Escola de EF da Universidade Federal (especialmente, o doutor José Schild e a professora Luciana Peil), e os comandantes do 9º Batalhão de Infantaria Motorizada. Depois, os atletas passaram a ratear as despesas com o aluguel de quadras e aí tivemos que reduzir mais o nosso ímpeto pelo crescimento e o espaço que temos para isso. Eu creio que essa realidade vai mudar, pois a parceria com o Instituto Bábby e a disposição dele em contribuir com a doação de sua imagem, tem facilitado negociações locais.

Que resultados tens nestes seis anos de trabalho com o basquete?

Carlos Alex – Trabalho com o basquete desde a adolescência. Já fui árbitro, técnico de equipes universitárias, inclusive uma seleção gaúcha. Mas esses últimos anos - quando concluí que eu tinha que ser o ator da reconstrução do basquete em Pelotas e deixar de esperar que o poder público cumprisse com seu papel - me deixaram felizes pelas conquistas de alguns atletas no âmbito esportivo e pelas vitórias de todos no campo pessoal, tanto na postura como na educação. Aprendi bastante com eles. Me orgulho de ter resgatado um dos talentos de Pelotas (ainda acredito que será um destaque nacional) que estava largando o basquete, com 17 anos, quando o trouxe para jogar no Pelotas Basketball Clube. Trata-se de Douglas T. Kurtz. Tive que convencê-lo e mostrar para seus pais que seria tratado diferente das experiências anteriores. Depois disso o encaminhei para Joinville (SC), onde jogou por duas temporadas o Campeonato Brasileiro, antes da LNB/NBB. Em março de 2007 me procurou para que o encaminhasse para os EUA. Treinou comigo, sozinho na quadra, naqueles dias de outono e início da primavera. Nesse semestre ele esta concluindo a faculdade na Universidade do Hawaii, tendo jogado por quatro anos no melhor basquete universitário do mundo. Nesse período foi convocado para a Seleção Brasileira Universitária de 2009 e deve integrar o grupo na Universíade desse ano. Para finalizar: nossa ambição é fortalecer a prática do basquete e poder manter esses jovens estudando e disputando competições em alto nível, até iniciarem a faculdade e, quiçá, jogarem em nossa equipe adulta com boas chances de serem campeões.

Na próxima mensagem: entrevista com o pivô Bábby, do Flamengo, sobre os centros de treinamento de basquete que está criando no país.

Para saber mais: http://maisbasquete.blogspot.com/

Blog do Cruz, no twitter: http://twitter.com/#!/blogdojosecruz

Por José da Cruz às 08h13

Rio 2016 inicia seleção internacional de produtora para cerimônias e megaeventos ao vivo

Da Assessoria de Imprensa Rio 2016

http://www.rio2016.org.br/ 

  Aspectos criativos serão objeto de futura fase de seleção de direção artística, que será restrita a brasileiros

        O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 lançou nesta segunda-feira, dia 28 de março, o processo seletivo internacional para produtora executiva de megaeventos. A empresa ou consórcio vencedor será responsável pela produção e gestão executiva de cerimônias e grandes eventos ao vivo para os Jogos Rio 2016.

        Os aspectos criativos dos grandes eventos e cerimônias serão objeto de futura fase de seleção de direção artística, que será restrita a talentos brasileiros.

        Os participantes devem se cadastrar no site oficial dos Jogos (http://www.rio2016.com/bens-e-servicos/bens-e-servicos) e precisarão comprovar prévia experiência na organização de grandes cerimônias de eventos olímpicos. O vencedor será escolhido por uma Comissão Julgadora composta por membros do Comitê Rio 2016, do Comitê Olímpico Internacional (COI) e por outros integrantes a serem anunciados.

        A primeira grande apresentação a ser realizada pelo Comitê Organizador, daqui a pouco mais de um ano, será um show de cerca de oito minutos durante a Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos Londres 2012, quando a Bandeira Olímpica será entregue ao prefeito do Rio de Janeiro.

        Outros projetos de porte em que a produtora executiva estará envolvida são as Cerimônias de Abertura e Encerramento dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016; a Cerimônia da Entrega da Bandeira Paraolímpica durante o show do Rio 2016 na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Paraolímpicos Londres 2012; os Live Sites no Brasil e em 15 localizações internacionais em 2016; o Tour das Bandeiras Olímpica e Paraolímpica; o Revezamento das Tochas Olímpica e Paraolímpica; as Cerimônias de Entrega de Medalhas e de Recepção das Delegações na Vila Olímpica e Paraolímpica e as apresentações dos esportes durante os Jogos Rio 2016.

        Megaeventos ao vivo de Jogos Olímpicos e Paraolímpicos são superproduções que atraem a atenção de bilhões de pessoas em todo o mundo. A Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Pequim 2008 envolveu 20.000 profissionais, 30.000 fogos de artifício, 300.000 toneladas de iluminação e atraiu uma audiência global estimada em cerca de dois bilhões de telespectadores.

        “Os eventos e cerimônias serão parte fundamental da experiência dos espectadores e uma ferramenta essencial para envolver o maior número de pessoas com os Jogos Rio 2016 por meio de projetos como o Tour das Bandeiras Olímpica e Paraolímpica e o Revezamento das Tochas Olímpica e Paraolímpica. As cerimônias também deixarão imagens que marcarão os Jogos na memória do mundo inteiro e é fundamental que tenham o nível mais elevado de organização. Para isso, esperamos selecionar fornecedores de alta capacitação e trabalhar com os melhores profissionais do Brasil e do mundo”, disse o Diretor-Geral do Comitê Organizador Rio 2016, Leonardo Gryner.

        A avaliação das propostas apresentadas levará em conta o entendimento e a integração com a estratégia Rio 2016; o entendimento do escopo do projeto; a metodologia de planejamento, controle e governança; o comprometimento com as políticas de inclusão e sustentabilidade do Rio 2016; a equipe de produção proposta; a solução para assegurar cumprimento de prazos e continuidade dos serviços em qualquer circunstância; e a proposta comercial.

Etapas do processo seletivo

28 de março a 27 de abril de 2011–  Fase de habilitação

Os proponentes devem se cadastrar no site oficial dos Jogos (http://www.rio2016.com/bens-e-servicos/bens-e-servicos) para ter acesso ao regulamento e apresentar documentação de habilitação jurídica, econômico-financeira, tributária e trabalhista e de habilitação técnica, incluindo portfólioe estudo de caso.

5 de maio de 2011- Divulgação

Divulgação das empresas/consórcios aprovados na primeira etapa (empresas e consórcios habilitados), que serão convidados a participar da Reunião de Instruções/Briefing acerca das demandas do Rio 2016.

11 de maio de 2011–  Reunião de Instruções/Briefing, no Rio de Janeiro

Nessa reunião, serão apresentadas a empresas e consórcios habilitados todasas especificações e informações técnicas exigidas pelo Rio 2016, necessárias ao desenvolvimento de Proposta de Produção e Gestão Executiva e de Proposta Comercial para a próxima etapa.

13 de junho de 2011– Entrega das propostas

Entrega das Propostas de Produção e Gestão Executiva e das Propostas Comerciais por empresas e consórcios habilitados.

13 a 16 de junho de 2011– Apresentações e entrevistas

Entrevistas com as empresas e consórcios habilitados, momento em que também lhes será dada a oportunidade de realizar apresentações de suas propostas, com base nas demandas apresentadas na Reunião de Instruções/Briefing.

Até 30 de junho de 2011 –  Anúncio de finalistas

Anúncio de empresas/consórcios finalistas.

Por José da Cruz às 00h10

01/04/2011

Caso Geisa: Agência Nacional Antidoping apresenta recurso ao STJD

Da Assessoria de Imprensa da Confederação Brasileira de Atletismo

Manaus – Com a publicação do acórdão do julgamento da atleta Geisa Arcanjo pela Comissão Disciplinar Nacional (CDN), a Agência Nacional Antidoping (ANAD/CBAt) confirmou a decisão de recorrer da sentença junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

No julgamento da CND, no último dia 22 de abril, a atleta foi punida com advertência por ter apresentado resultado positivo para a substância proibida Hidroclorotiazida, em controle realizado em 20 de julho de 2010 na cidade de Moncton, no Canadá, durante o Mundial de Juvenis.

“Aguardávamos a publicação do acórdão para recorrer da decisão junto ao pleno do STJD, com o pedido de agravamento da punição”, explicou o advogado Thomaz Mattos de Paiva, presidente da ANAD.

Por sinal, a decisão de CDN se deu por 4 a 1: o voto discordante foi do presidente da Comissão, Affimar Cabo Verde Filho, que pediu um período de suspensão para a atleta.

Por José da Cruz às 18h56

Governo e empresários salvam CT de Ginástica no Paraná

Depois de perder o patrocínio da Confederação Brasileira de Ginástica e da Caixa Econômica Federal, o Centro de Excelência de Ginástia (Cegin), de Curitiba, teve confirmada a participação do governo do Estado do Paraná e do grupo empresarial Live Wright, para manter a atividade dos atletas. A notícia foi divulgada pelo jornal A Gazeta do Povo, de Curitiba, em sua edição de hoje.

            Pelo acordo, serão criados 30 centros de treinamentos no Estado. O investimento, cujo valor não foi revelado, envolve gente de peso na economia nacional: João Paulo Diniz, do grupo Pão de Açúcar, e Roberto Klabin, do grupo Klabin.

            Ao governo do Paraná caberá incrementar a estrutura do Centro de Treinamento, implantação de sistema de calefação e construção de piscina térmica.

           Os empresários, por sua vez, pagarão os profissionais e financiarão os centros que serão criados para a descoberta de talentos. No mesmo acordo, outras duas modalidades foram incluídas: ciclismo e canoagem.

O projeto final do investimento será anunciado em maio. “Certamente será algo melhor do que o patrocínio da Caixa”, afirma com a diretora técnica da Federação Paranaense de Ginástia, Eliane Martins.

Até o ano passado, a Caixa repassava R$ 467 mil/ano ao Cegin, via Confederação Brasileira de Ginástica. O dinheiro foi cortado este ano e os projetos estavam ameaçados de sucumbir. 

Por José da Cruz às 17h42

Copa do Mundo e os jogos de abertura nas capitais

Por Walter Guimarães

Na última terça-feira tivemos a oportunidade de escutar o entusiasmo dos políticos brasilienses sobre a possibilidade do jogo de abertura da Copa 2014 ser em Brasília. Todos que estavam no auditório da CREA-DF ouviram o tom de confiança na fala do vice governador, Tadeu Filippelli.

O problema é saber se realmente as afirmações passadas por Filippelli são verídicas ou não, e algumas delas são totalmente mentirosas. Fico assustado quando as pessoas começam a defender seus objetivos com frases jogadas, como se fossem verdades e pensando que todos acreditarão.

Em determinado momento, Filippeli afirmou:

“A única Copa que não teve a abertura feita na capital do país foi a dos EUA (1994), porque Washington não tinha realmente estrutura. Mas nós temos”.

Sobre essa afirmação, vale a pena dar uma olhada no local de abertura das última 10 Copas do Mundo:

2010 - Johannesburg - África do Sul

2006 - Munique - Alemanha

2002 - Seul - Coréia do Sul (Copa dividida com o Japão)

1998 - Saint Denis /  Paris - França

1994 - Chicago - Estados Unidos

1990 - Milão - Itália

1986 - Cidade do México - México

1982 - Barcelona - Espanha

1978 - Buenos Aires - Argentina

1974 - Frankfurt - Alemanha

 Destaques

As cidades destacadas, acima, não são as capitais dos respectivos países.

Aqui vale a explicação que a África do Sul tem três capitais, Cidade do Cabo (legislativo), Bloemfontein (judiciário) e Pretória (executivo).

Já Saint Denis é um subúrbio de Paris, mas como o estádio está a menos de 8km do centro Paris, considero como um jogo de abertura em capital.

Sendo assim, em apenas quatro Copas das últimas 10 tiveram a abertura na respectiva capital.

Estrutura

        Outro questionamento na frase do vice-governador é sobre a estrutura de Washington DC, capital norte-americana, que não sediou a abertura da Copa de 1994.

Na defesa de Filippelli, Brasília tem estrutura hoteleira e as “embaixadas de todos os países”. Washington também dispunha disso tudo.

Em 1994 foi utilizado o RFK Stadium, que na Copa tinha capacidade para 56.700 torcedores, reduzida para 46 mil depois de três anos, quando foi inaugurado o FedexField para 91.700 torcedores. Detalhe, os estádios norte-amerianos não foram construídos com dinheiro público.

Então, só pode ser brincadeira do vice-governador afirmar que Washington não sediou a abertura por falta de estrutura que Brasília tem.

No mesmo encontro de terça-feira, o projetista do Estádio Nacional de Brasília, Eduardo Castro Mello, passou a informação que já está acertado que a Copa das Confederações terá a abertura e encerramento em Brasília. Sinceramente? acho difícil...

Por José da Cruz às 12h41

Sobre o autor

José Cruz cobre há mais de 20 anos os bastidores da política e economia do esporte, acompanhando a execução orçamentária do governo, a produção de leis e o uso de verbas estatais na área esportiva. Esteve nas Olimpíadas de Seul-1988 e Sydney-2000 e trabalhou no Correio Braziliense, onde foi subeditor de Esporte, e no Jornal de Brasília.

Sobre o blog

Fora das quatro linhas, das raias da natação ou atletismo, das quadras, há outro universo de emoções. São as milionárias fontes de financiamento do esporte, a maioria de origem governamental, de aplicações nem sempre claras, e, por isso, de difícil investigação. É nos bastidores do Ministério do Esporte, dos comitês Olímpico e Paraolímpico, do Tribunal de Contas da União e no Congresso que buscamos informações de interesse público. Nesse trabalho jornalístico a cobertura é sistemática. O debate também. Participe.

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