Blog do José Cruz

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30/11/2010

O lado oculto e suspeito do futebol

“Comitê Olímpico Internacional (COI) examinará qualquer prova de suposta corrupção de um de seus membros, após uma reportagem da BBC sobre os casos de ilegalidades na Fifa”, informa o UOL Esporte.

 "O COI tem 'tolerância zero' com a corrupção e levará o tema a seu comitê de ética", completa o texto.

 Análise da notícia

            Se o COI levar mesmo o caso ao seu comitê de ética, seria oportuno não se ater às questões de momento, mas retroceder aos relatórios das CPIs da CBF Nike, na Câmara dos Deputados, e do Futebol, no Sendo Federal.

              São os mais completos documentos sobre os bastidores da CBF e do senhor Ricardo Teixeira, produzidos a partir da quebra de sigilos bancários e fiscais da confederação.

         

Capa do livro que Ricardo Teixeira proibiu de circular

            Assim, a reportagem da BBC é mais um capítulo de uma prática que se tornou comum no futebol brasileiro.

            A pretexto de ser a instituição legalmente constituída e reconhecida internacionalmente que coordena o futebol brasileiro, a CBF tornou-se um órgão suspeito de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito de muitos.

Memória

            Está na página 36 do relatório da CPI da CBF Nike:

            “A CBF efetuou transferências para o exterior no mercado flutuante, de novembro de 1995 a março de 2001, o valor de 9,7 milhões de dólares, sendo 2,1 milhões de dólares a título de capital brasileiro de curto prazo – operações com ouro, representando 21,81% no mercado flutuante.”

            O que isso significa?

            “Essas operações trazem informações incompletas, pois não indicam qual o país de destino nem o nome do recebedor no exterior.”

            O dinheiro, claro, foi obtido através dos contratos que a CBF assina com seus vários patrocinadores. Mas são usados em favor de quem? Do fortalecimento interno do futebol? Do uso de novas tecnologias para acabar com a violência nos estádios?

            Não! O dinheiro vai para o exterior, mas não se sabem quem é o beneficiado...

            Enquanto isso, quem cuida da segurança dos estádios é  o Ministério do Esporte, que implantará sistema caríssimo a ser pago com o dinheiro do torcedor-sofredor.  

Estarrecedor

            Observem o seguinte capítulo:

            “Ricardo Teixeira, ao depor na CPI da CBF Nike, não soube explicar o motivo dessas transferências em dólar-ouro para o exterior”.

Que tal? Quanta falta de memória!!

Fonte milionária

            O que o jornalista inglês Andrew Jennings tem feito nas últimas décadas é mostrar que o esporte de rendimento tornou-se fonte milionária de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção e incentivo ao consumo de drogas.

            Drogas? Claro! Porque, como dizem os especialistas, “esportes provocam emoções e emoções vendem”.

Assim, quando um atleta vai ao pódio, lindo e sadio, exibindo a marca de seu patrocinador para milhões de pessoas mundo afora, aquela imagem é multiplicadora de um faturamento sem fim.

            Estão aí os velocistas norte-americanos – e brasileiros, inclusive – que aos poucos foram se revelando dopados para se tornarem mais fortes, vencedores e, assim, mais ricos, por conta de seus patrocinadores. A cadeia fecha-se nesse círculo.

Seleção

Aqui, como a CBF é responsável pela Seleção Brasileira, tudo é feito de forma nacionalmente legal, inclusive os 11 patrocínios milionários que sustentam a estrutura.

A partir daí, usa-se o Hino Nacional, a Bandeira Nacional e as cores – verde e amarelo – para identificar que essa instituição – a Seleção Canarinho – representa o nosso país.

Ou seja, a Seleção que provoca emoções – e vende, muito – é validada pelo torcedor e tem a chancela governamental, enquanto no outro extremo o cartola esperto envia o dinheiro para o exterior, mas não sabe para onde nem para quem...

Entenderam?

Por José da Cruz às 13h29

Jornalista que denuncia Ricardo Teixeira promete apresentar "documentos surpreendentes"

            A reportagem que a BBC exibiu na noite desta segunda-feira, acusando o presidente da CBF de receber US$ 9,5 milhões – cerca de R$ 16 milhões – da falida ISL, conforme divulgou o UOL, foi produzida por um experiente jornalista investigativo, Andrew Jennings.

            A notícia completa está no http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/11/29/imprensa-inglesa-acusa-ricardo-teixeira-de-receber-propina-de-r-16-mi.jhtm

            E quem desejar conhecer o site do jornalista Jennings aí vai a dica:  http://www.transparencyinsport.org/

            Em email que distribuiu, Jennings anuncia que vai "descansar por uns dias, fazer a revisão do texto e apresenar documentos surpreendentes", sobre sua denúncia envolvendo Ricardo Teixeira.

            Seu mais recente livro sobre futebol é "Foul" ("Falta"), ainda sem tradução para o português, contando sobre "o mundo secreto e os escândalos na Fifa".

      

O início

           O livro de ferência de Andrew Jennings é "Os Senhores dos Aneis - Poder, dinheiro e drogas nas Olimpíadas modernas", lançado em 1992 em parceria com Vyv Simson, também inglês.       

       

        Em 2000 ele lançou en Sydney "A grande farsa olímpica", já com revelações até os Jogos de 1996.

               Em setembro, Jennings esteve no Rio de Janeiro. Assisti a uma de suas aulas sobre jornalismo investigativo. Inesquecível. 

    

   O veterano jornalista insiste:"Repórter tem que perguntar, perguntar, perguntar"

 Realidade

             Em "Os Senhores dos Aneis",assim Jennings resumiu o movimento olímpico, isso em 1992:

            “Trata-se de um domínio secreto, elitista, onde as decisões sobre esporte, o nosso esporte, são tomadas a portas fechadas, onde se gasta rios de dinheiro para criar um estilo de vida fabuloso para um círculo restrito de dirigentes em vez de providenciar melhores condições para os atletas, onde o dinheiro destinado ao esporte acaba desviado para contas bancárias no exterior e onde os dirigentes se perpetuam no poder, sem se perturbar com eleições”.

Por José da Cruz às 00h23

29/11/2010

COPA 2014: obras em aeroportos não consomem nem 1% da verba disponível

Enquanto passageiros encontram dificuldades para embarcar na manhã de hoje por conta de atrasos e cancelamentos, sobretudo em voos da companhia aérea TAM, dados do Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União, indicam a execução de apenas 0,9% dos valores disponíveis para os contratos em aeroportos das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, até setembro.

A reportagem que produzi está no site da ONG Contas Abertas: www.contasabertas.com.br

Por José da Cruz às 15h17

Cúpula do PC do B quer continuidade de Orlando Silva no Esporte

 Contrariando o desejo da presidente eleita, Dilma Rousseff, de ter Manuela D´Ávila no Ministério do Esporte, a alta cúpula do PC do B fechou com o nome de Orlando Silva para continuar no cargo. A decisão ocorreu durante reunião no fim de semana, em São Paulo.

Os comunistas tentarão emplacar Manuela D´Ávila na Secretaria Nacional de Juventude, segundo o presidente do partido, Renato Rabelo.

Resistência de Orlando em dar adeus ao cargo deixa Manuela tristinha

Análise da notícia

            Apesar dos argumentos da direção do PC do B, manter Orlando Silva no Ministério do Esporte dará ao futuro governo de Dilma Rousseff um perfil de continuísmo.

            Hoje mesmo o nome de Nelson Jobim foi confirmado para continuar no Ministério da Defesa, além de outros da área econômica, como o de Guido Mantega, todos por indicação de Lula.

            Além disso, Dilma já havia anunciado que gostaria de ter mais mulheres na sua equipe, e a deputada Manuela D´Ávila tem o perfil dessa proposta, pois se reelegeu como a mais votada no Rio Grande do Sul (485 mil votos).

            Dar a Manuela uma outra pasta, como a da Juventude, desejo da direção do PC do B, pode ser inviável.

            Neste caso, o partido, ainda de pequena representação no Congresso Nacional, ficará com três frentes, Esporte, Juventude e Autoridade Pública Olímpica. Com certeza, tanta ganância comunista provocará protestos dos demais partidos.

Além de ministro, Orlando também quer ser nomeado o cargo de Autoridade Pública Olímpica (APO).

Por José da Cruz às 12h52

Copa 2014: números do futebol brasiliense demonstram o despropósito de se ter estádio para 72 mil torcedores

        O jornalista Walter Guimarães me envia o resumo das participações dos quatro times de Brasília nos campeonatos brasileiros das Séries B, C e D de 2010.São argumentos para confrontar com o estádio que vão construir, para 72 mil pessoas, numa cidade onde há outras urgências de interesse da população. Confiram:

Série B – Brasiliense

        Público total: 63.432

        Média/jogo:  3.339

Série C – Gama

        Público total: 8.234

        Média/jogo:   2.059

Série D – Brasília

        Público total: 551

        Média/jogo: 110

Série D – Ceilândia

        Público total: 344

        Média/jogo:   115

        Somando todos os torcedores que foram aos jogos dos times do Distrito Federal, séries B, C e D teremos exatas 72.561 pessoas, média de 2.341 por jogo. Qual é mesmo a capacidade do novo Mané Garrincha?? Os mesmos 72 mil !!! Incrível coincidência.

        Quem sabe não são organizados Festivais de Verão, Outono, Inverno e Primavera de Música. Ou melhor, a cada 15dias show de Madona, Paul McCartney, U2... Mas espera aí, o Black Eyed Peas não estava tão cheio assim.

Ingressos

          Nas 31 partidas válidas pelas séries B, C e D as rendas totais foram as seguintes:

Brasiliense:   R$ 179.296,00

Gama:           R$  45.861,00

Brasília:        R$     3.795,00

Ceilândia:     R$    2.252,00

Total:          R$ 231.204,00

          Isso é menos do que o Santa Cruz arrecadou no empate de 0x0 contra o Confiança-SE, válida pela 3ª rodada da sérieD.

          Quanto vai custar, oficialmente,  a reforma do novo Mané Garrincha?? R$ 750 milhões, e todos os times juntos arrecadaram R$ 231 mil??? Não tem como qualquer empresa achar esse negócio viável, mesmo como arena multiuso.

           Aliás, adoro esse termo "multiuso".

          Quem entrar no site do Stade deFrance, em Saint-Denis, verá que eles anunciam a superprodução de Excalibur,para os dias 23 e 24 de Setembro de 2011. Também terá no dia 5 de março uma corrida de carros na neve artificial.     

          Ademais, cinco jogos de rugby e três de futebol, entre eles França x Brasil, no dia 9 de fevereiro.Se até lá o elefante está branco, imagine o que ocorrerá por aqui.

Por José da Cruz às 08h23

27/11/2010

Com futebol medíocre Brasília não merece estádio para 72 mil torcedores

       Brasiliense na Terceira e Gama na Quarta Divisões do Campeonato Brasileiro de 2011 são os melhores resultados que o Distrito Federal apresenta no futebol profissional.

       E é para uma cidade com esse desempenho medíocre no futebol, que afunda ano a ano, com um passado comprovadamente corrupto de seus gestores, como demonstram processos no Ministério Público, que o governador eleito, Agnelo Queiroz, defende a construção de um estádio para 72 mil lugares.

       O investimento oficial será de R$ 750 milhões, mas o real deverá passar de R$ 1 bilhão. Anotem este número. Políticos, empreiteiras e futebol sabem muito bem como fazer a conta subir.

       Pois se Brasília vier a ser escolhida para o jogo de abertura da Copa do mundo terá, depois, mais quatro ou cinco jogos. E o estádio voltará a ficar vazio, sem utilidade alguma, como já ocorria com o antigo Mané Garrincha, sempre isolado, abandonado. E o contribuinte pagará a conta da manutenção.

Ratos e gatos

       Bem em frente ao Mané Garrincha tem um ginásio, Cláudio Coutinho, que era uma piscina coberta. Há 20 anos o poço da piscina é um depósito de entulhos, uma gigante lixeira, reduto de ratos e gatos que proliferam à vontade em Brasília.

       O Distrito Federal é um caso à parte na história do futebol brasileiro. Por conta de patrocínios do Banco de Brasília muita gente enriqueceu, enquanto a estrutura dos clubes tornava-se cada vez mais precária.

       Aqui, até o primeiro estádio, Pelezão, inaugurado nos anos 70 pelo Rei do Futebol, foi vendido, com o dinheiro do negócio indo para o bolso dos cartolas.

       Numa articulação feita na madrugada, a Federação Brasiliense de Futebol entregou a valorizada área do Pelezão ao empresário Paulo Octávio, que pagou com uma parte em dinheiro e outro tanto em imóveis, pois é um sujeito riquíssimo.

       Está certo que o estádio pertencia à Federação de Futebol, mas o terreno foi doado para a construção específica de um estádio de e não para um investimento imobiliário milionário que enriqueceu cartolas de ocasião com a venda de área pública.

Que cabeça!

       Pois agora vem o Senhor Agnelo – aquele que já foi ministro, mas não deixou saudades – defender o espetacular gasto de R$ 750 milhões num estádio de futebol, enquanto na rede hospitalar da Capital da República crianças morrem em série, como ocorreu este mês no Hospital da Asa Sul: 11 recém-nascidos vítimas de infecção hospitalar.

       A situação nessa área é tão degradante que os enfermeiros usavam o mesmo cateter, agulhas e sondas de respiração em vários bebês, o que facilitava a contaminação. Na ocasião deste “assassinato em série”, 40 bebês estavam internados na UTI, onde havia capacidade para apenas 30 pacientes.

       Mas o governador sorri ao falar que teremos um estádio para 72 mil pessoas.

       Que bela opção, Agnelo. Quanta inteligência exibes antes mesmo de assumir o governo distrital!

Por José da Cruz às 19h29

Lei de Incentivo ao Esporte financia enriquecimento de clubes de futebol

          Uma recente análise sobre as receitas do futebol brasileiro coloca três clubes paulistas entre os cinco primeiros em arrecadações, em 2009: Corinthians é o líder, São Paulo em terceiro e Palmeiras em quarto lugar. Completam o pódio o Internacional, segundo, e o Cruzeiro, quinto.

        Os dados são da Crowe Horwat RCS, empresa de marketing esportivo, que apresentou os números na Soccerex, feira de negócios no futebol, encerrada quinta-feira, no Rio.

        Segundo Amir Sommogi, da Crowe Horwat, no Brasil, o Corinthians liderou as arrecadações de 2009 com R$ 177 milhões, pouco mais que o Internacional, com R$ 173 milhões, e o São Paulo R$ 172 milhões. O último colocado no ranking dos 10 mais, o Atlético-MG, teve receita de 67 milhões, em 2009. São seis as fontes de receitas, confira:

             

      R E C E I T A S  

Direitos de TV

28%

Venda / jogadores

19%

Patrocínio/publicidade

14%

Sócios

14%

Ingressos

13%

Outras rendas

12%

 

 

 

 

 

 

 

 

 Lei de Incentivo ao Esporte

      A partir dos dados da Crowe, faço uma análise para mostrar como o dinheiro público financia o enriquecimento dos clubes profissionais. Observem: a venda de jogadores para o exterior é o segundo item nas receitas (19%) dos principais clubes.

      Paralelamente, o São Paulo é o clube que mais se beneficiou da Lei de Incentivo ao Esporte, com R$ 19 milhões até agora, para formar jogadores, que vende e enriquece seu patrimônio, prática que ocorre com o Grêmio, Santos, Atlético-MG etc. 

      Ou seja, esse capital tem origem nos cofres públicos, cujo dinheiro deveria reverter em favor da população. É o Estado financiando a lucrativa iniciativa privada, em detrimento de necessidades urgentes da população, como a falida rede hospitalar.

Por José da Cruz às 10h40

Orlando se gruda à cadeira ministerial

        Orlando Silva se desinteressou de ser  Autoridade Pública Olímpica. Quer continuar ministro e até já colocou a cúpula do partido para convencer Dilma Rousseff a mantê-lo no cargo.

        E por que essa mudança? Porque a Medida Provisória que cria a tal Autoridade ainda não foi votada. Depois, precisará vir a indicação para que ele seja sabatinado pelo Senado  e, finalmente, a nomeação. E só teremos mais duas semanas de atividades legislativas.

        Até se concluir esse processo, Lula já deverá estar fora do Palácio e a força de Orlando não será a mesma com Dilma. Portanto, é melhor garantir a vaga que pertence ao PC do B do que arriscar perder outra mais valiosa. Ou, como diz o ditado:  “mais vale um bife no prato do que duas vacas voando...”

        Mas, como já comentei, Dilma quer Manuela D´Avila no comando do Esporte, confidenciou-me gente próxima dessa negociação.

        Por enquanto, a presidente eleita está preocupada mesmo é com a formação do primeiro time, que envolve a área econômica, planejamento, seu gabinete etc. Depois é que virá o entendimento com os partidos aliados para as composições, e aí dependerá ds relações com os governos estaduais, número de parlamentares na bancada, alianças confiáveis e, principalmente, da pressão do PT, que já dá sinais que quer mais pastas. 

        Enquanto isso, a turma do lado de fora fica fazendo conjecturas, acordos,  reunindo forças de autoridades, pedindo apoio para nomes famosos, fazendo promessas, muitas promessas e, claro, detonando os adversários, como faz Orlando Silva.

        Recentemente, ele disse a um repórter que gostaria de ver Manuela como governadora do Rio Grande do Sul a ser ministra do Esporte. Foi mais ou menos um recado: “Saia do meu caminho, pois já estou aqui”.  

        Foi assim que Orlando detonou Agnelo Queiroz do Ministério do Esporte. Ambicioso, há quatro anos Agnelo deixou a pasta para se candidatar ao governo do Distrito Federal, com a promessa de que retornaria à Esplanada, caso perdesse a eleição para o corrupto Roberto Arruda (argh!)

        Derrotado, o ex-ministro foi ao Palácio do Planalto buscar a vaga, mas Lula já tinha efetivado o ministro interino, Orlando, e mandou o titular passear.

        Política é isso, sorrisos, promessas, acordos e abraços...  e outro tanto de traição

Por José da Cruz às 01h55

26/11/2010

Parada dura para Geraldo Alckmin

        O advogado paulista Alberto Murray Neto, foi sondado para ocupar a Secretaria de Esporte do governo do Estado de São Paulo. A notícia de Juca Kfouri está em seu blog, comentando “Entre a loucura e a ousadia” ( http://blogdojuca.uol.com.br/2010/11/ ):

        “Murray é um apóstolo da democratização do acesso ao esporte e defensor ferrenho da prática esportiva nas escolas, além de poder dar a São Paulo uma visibilidade como jamais o estado teve perante ao COI.”

        “Outro nome seria o do deputado federal Sílvio Torres, que ficou como primeiro suplente da bancada tucana paulista na Câmara.”

        Conheço Alberto Murray Neto há pouco tempo, mas o suficiente para observar que segue a escola criada por seu avô, o ex-atleta Sylvio de Magalhães Padilha, e no esporte formar o seu caráter, se mantendo, também, entre atletas até hoje, como corredor de maratonas.

        Já com Silvio Torres convivo desde 2001, quando cobri a CPI da CBF Nike, na Câmara dos Deputados, da qual ele foi relator.

        O relatório final da CPI transformou-se em livro raro, pois a CBF foi à Justiça para tirá-lo de circulação. É um documento com informações preciosas sobre os desmandos da cartolagem no futebol brasileiro.

        Está aí uma parada dura para o governador Geraldo Alckmin decidir; são dois excelentes nomes e de prestígio na comunidade esportiva nacional. O esporte de São Paulo ganhará muito com um ou outro indicado, a começar pela ação ética e transparência de seus atos.

Por José da Cruz às 21h45

A tecnologia evoluiu, mas as emoções permanecem

        A imagem que a televisão mostrou na quarta-feira, do garotinho palmeirense chorando na derrota de seu time para o Goiás, ganhou espaço na imprensa brasileira. Merecido espaço para exibir um espetacular momento de jornalismo instantâneo. Um “furo” de imagem.

       

        Longe das “armações” que a televisão costuma preparar em reportagens produzidas, muitas vezes pouco criativas, aquela era a cena espontânea, de momento. Notícia pura.

        Feliz o câmera que viajou com sua poderosa lente pelo estádio para captar a imagem do garoto, consolado pela mãe, e que o jornal Lance exibiu ontem em sua primeira página de ontem, quinta-feira.

28 anos depois

        Isso me lembra a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, quando a Seleção Brasileira de Falcão, Zico, Sócrates, Júnior e outros craques foi derrotada pela Itália (2 x 3).

        Naquela ocasião, com tecnologia bem menor do que as poderosas máquinas de hoje, o fotógrafo Reginaldo Manente também viajou pelo estádio e captou uma imagem que se compara a de quarta-feira, 28 anos depois.  

 

        São dois belos exemplos de jornalismo de emoção, feito com alma profissional.

        Confiram a preciosidade da imagem e a criatividade da capa. Apenas a data sob a foto e não precisava dizer mais nada sobre aquele jogo que ficou conhecido por “A tragédia de Sarriá”. O choro contido do garoto, a camisa da Seleção e a data resumiam a notícia.

        Para que escrever mais?

        A imagem, de fato, vale mais que mil palavras, e o futebol, ontem como hoje, provoca lágrimas e apertos no coração.

        Parabéns aos companheiros que nos brindam com essas preciosidades.

Por José da Cruz às 11h26

Futebol e segurança: só mesmo rindo

Por Sérgio Siqueira, do http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/

CLÁSSICO DA PAZ

No domingo, o Fluminense enfrentará o Palmeiras. O clima de guerra é só fora do estádio. Torcedor flagrado portando fogos de artifício será imediatamente mandado para os presídios de Rondônia e de Catanduva, no Paraná. Os paulistas querem mostrar que, por mais que se atravesse o túnel Rebouças, jamais se chegará ao Canecão.

 NO CLIMA

Repórteres esportivos cariocas garantem que Muricy Ramalho pensa em trocar a sua dupla de ataque para liquidar o Palmeiras. Verdadeiros correspondentes de guerra no Rio, os repórteres acham que ele gostaria de escalar Beira-Mar e Elias Maluco. (Reprodução charge/Diogo)

AMEAÇA VAZIA

Dirigente do Palmeiras fala em W.O. para o jogo de domingo contra o Fluminense. Grandes coisas, pelo que anda jogando esse time do Felipão, ninguém notaria qualquer diferença.

SEGURANÇA

Já está tudo decidido para o jogo Flamengo x Cruzeiro, no Maracanã: local, horário, equipes, árbitros... Apenas não se sabe ainda quem vai fazer o policiamento no estádio.

 TRANSPORTE URBANO

O governo do Rio decidiu, em nome da paz no futebol. O transporte dos torcedores para os estádios João Havelange e Maracanã será feito em tanques e caveirões. Será o primeiro teste do novo sistema para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016

AS FAIXAS

Domingo, as equipes do Botafogo e do Gremio Prudente, entrarão em campo no João Havelange com faixas de fairplay promovendo a paz no esporte. Quero ver fazerem isso no lado de fora do estádio.

AS MALAS

Andrés Sanches, presidente do Corinthians declarou ontem, para quem quisesse ouvir, que não está nem um pouquinho preocupado com essa onda de mala preta e mala branca que tomou conta do Brasileirão. Faz sentido. Ele tem que se preocupar é com a mala verde no jogo Fluminense x Palmeiras, nesse domingo no Palestra Itália.

Por José da Cruz às 10h24

Lei de Incentivo ao Esporte está elitizada: 73% dos recursos vão para apenas quatro estados da Federação

         Em quatro anos, a Lei de Incentivo ao Esporte destinou 73,75% dos recursos captados (R$266,9 milhões) para projetos de apenas quatro estados: São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul – os que mais contribuem com atletas olímpicos. 

         Criada em 2007 para financiar prioritariamente projetos de base, a lei beneficia hoje grandes instituições, como o COB e clubes de futebol: São Paulo FC, Grêmio, Cruzeiro etc, que já têm polpudas verbas de várias fontes. Enquanto isso, Maranhão, Pernambuco e Bahia não aprovaram um só projeto este ano, caracterizando que os estados mais ricos são os principais beneficiados. Mais: de sua origem até hoje a a execução da lei mudou totalmente o objetivo para a qual foi criada.

         Entre 2007 e 2010, R$ 1.095.154.028,00 esteve disponível em projetos, mas somente 24,37% (R$ 266,9 milhões) foram arrecadados de patrocinadores. Um espetacular desperdício de mais de R$ 700 milhões. Que tal?

         “A Lei Rouanet de apoio à cultura também teve esse desempenho nos seus primeiros anos”, explicou o advogado José Ricardo Rezende, especialista no assunto e autor do Manual sobre Lei de Incentivo, já na terceira edição. Além disso, muitos projetos são apresentados ao Ministério do Esporte sem que os possíveis patrocinadores tenham sido consultados, disse Rezende. "Ainda há inexperiência de muitos na venda dos projetos", disse ele.

         Confira, abaixo, o desempenho da Lei de Incentivo ao Esporte. Observe como os projetos educacionais-esportivos são os de menor interesse, enquanto os de rendimento, que atendem a atletas de alto rendimento são os mais valorizados.      

  TOTAIS 2007/2010 ( R$ milhões)

CATEGORIA

APROVADO

CAPTADO

Participação

     168,0

   32,0

Rendimento

     775,5

 200,5

Educacional

    151,7 

   34,3

     TOTAL

1.095,2

266,8

  

Por José da Cruz às 00h00

25/11/2010

O xadrez político da sucessão esportiva

         De um político que circula próximo do gabinete de transição da Presidente Dilma Rousseff, onde ela constroi seu gabinete com discrição impressionante: Dilma quer Manuela D´Ávila no Ministério do Esporte. É da sua cota feminina e ponto final.

        O ministro Orlando Silva tentou colocar a liderança do PC do B para pressionar Dilma. Quer permanecer ministro, pois sua meta de se  tornar  Autoridade Pública Olímpica também está ameaçada, como já se previa nos gabinetes ministeriais, ontem.

        O PC do B, porém, dá sinais de que é a vez de Manuela, mas tenta segurar outra vaga no governo, com Orlando cuidando dos assuntos olímpicos.

Problema

        Porém, as relações Orlando/Carlos Nuzman azedaram há bom tempo, desde a edição da Medida Provisória 502/2010, conforme comentei em agosto. (link abaixo)

        E pioraram, em setembro, com o apoio ministerial à parceria da Petrobras com o projeto de Magic Paula, desafeto de Nuzmam, envolvendo cinco confederações filiadas ao COB.

        A Medida Provisória 502 que desagrada a Nunzman está para ser votada na Câmara e no Senado.

        Além de criar novas categorias de Bolsa Atleta, coloca o Ministério do Esporte como fiscalizador direto dos recursos das loterias federais (Lei Agnelo Piva) que vão para o COB e Comitê Paraolímpico.

        Ou seja, o dinheiro que hoje sai direto da Caixa Econômica para a conta corrente dos dois comitês, deverá ter o aval do Ministério do Esporte antes de ser aplicado. Isso tira a autonomia de Nuzman de distribuir os recursos entre as confederações, como faz desde 2001.

        Sobre essa MP farei comentário específico.

Xadrez político

        Para reagir, constrói-se o seguinte quadro: Nuzman é amigo do governador do Rio, Sérgio Cabral, que é do PMDB, mesmo partido de Michel Temer, vice-presidente de Dilma.

        Entenderam? Não fica tudo mais claro?

        Ou seja, por influência de Cabral Orlando poderá perder também o cargo que mais desejava, o de se tornar Autoridade Pública Olímpica, com emprego garantido de R$ 25 mil mensais, até 2018...

Alternativa         .

        Se esse jogo funcionar, o  que restará?

        Bem, para que o fiel ministro amigo de Lula não tenha que voltar à faculdade para acabar seu curso de Direito, Orlando poderá ser representante do governo no Escritório do Ministério do Esporte, no Rio, para cuidar da Copa 2014.

        Amigo dos cartolas, aí deverá se relacionar muito bem.

        Esse é o quadro da madrugada passada até agora. Como estamos falando de políticos e interesses partidários é possível que até à noite tudo esteja mudado.

        É preciso aguardar. 

        Link da MP 502/2010: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Mpv/502.htm

 

Por José da Cruz às 12h25

Legado da segurança: isso é coisa séria mesmo?

                Torço para que o governo do Rio de Janeiro consiga desmanchar o bem articulado esquema do crime organizado.

        O confronto ameaçador está na rua, dia e noite, comandado por quem já está no presídio. Bota organização nisso!

        A questão é: que outras providências o governo tomou  para evitar que, uma vez derrotado, os criminosos não retornem?

        A ampliação da educação infantil,promoção de professores, cursos de atualização para os policiais, valorização desses homens com bons salários, principalmente, estão na agenda para salvar o Rio?

        Caso contrário, de nada valerá o combate de agora e tanto a Copa do Mundo como as Olimpíadas estarão ameaçadas por criminosos que, hoje, ainda são crianças, adolescentes.

        E a proposta da segurança como legado será apenas frase de efeito de políticos para projetos de ocasião.

        É bom lembrar que no Pan 2007 já se falava nisso: “legado da segurança”. Os investimentos chegaram a R$ 500 milhões. Olha o que deu...

Por José da Cruz às 12h10

24/11/2010

O governo é bonzinho

        Depois da Câmara, agora foi a vez do Senado aprovar o projeto do Governo Federal criando isenções fiscais para empreendimentos da Copa do Mundo, Olimpíada e Paraolimpíada.

        No mesmo documento, as excelências permitem que estados e municípios se endividem além dos limites legais. Tudo para que as obras urbanas e estádios estejam de acordo com os projetos de candidaturas aos megaeventos.

        Acabaram os benefícios? Nada disso. O governo é bonzinho!

        Na Câmara dos Deputados, um projeto será votado na próxima semana concedendo à Fifa isenção da taxa de Serviços de Qualquer Natureza (ISS). 

        Mais: todas as entidades envolvidas na organização da Copa também serão beneficiadas pela medida, uma das 12 exigências do “Pacote de Garantias Governamentais”.

        Ricardo Teixeira, sócio em dobro do Comitê Organizador Local, deve estar feliz da vida com a benevolência do Planalto, que ajudará, em muito, a aumentar o seu lucro não recolhendo impostos. Fato comum no futebol, claro.

        O relator desse projeto, deputado Carlos Eduardo Cadoca, não cita em quanto as isenções do ISS repercutirão na economia nacional. Extra-oficialmente, estima-se que o país deixará de arrecadar em torno de R$ 1 bilhão.

        Nada de surpresas.  Quando o presidente Lula assinou as cartas de candidatura à Copa, Olimpíada e Paraolímpiada sabia sobre essas exigências.

        Mas tudo isso ocorre num momento em que o ministro Guido Mantega, que continuará no próximo governo, já prepara o cinto do arrocho: 2011 será de aperto financeiro e de redução expressiva dos gastos públicos e, consequentemente, de cortes orçamentários.

        Porém, o poder do futebol é maior que a emoção dos nossos problemas. O torcedor, mesmo no sufoco financeiro, fará sacrifício para que a festa da bola seja completa em 2014.

Veja o parecer do projeto 579/2010, que beneficia a Fifa e aliadas.

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/789719.pdf

Por José da Cruz às 23h24

Em oito anos, 2.802 servidores foram expulsos do serviço público por corrupção

        A Controladoria Geral da União (CGU) anuncia que em oito anos do governo Lula da Silva foram expulsos 2.802 funcionários  públicos de 13 ministérios, acusados de recebimento de propina,improbidade administrativa e uso indevido do cargo, principalmente.

        O  Ministério do Esporte – quem diria! – foi um dos órgãos que ganhou medalha de ouro, apesar das dezenas denúncias de corrupção em vários programas, como o Segundo Tempo, que levou à prisão corruptos que usaram o dinheiro para enriquecer seus patrimônios.

        O pódio da vergonha é liderado pela Previdência Social, que teve 720 servidores expulsos, seguidos pela Educação, 456 e Justiça, com 370 demissões. 

Por José da Cruz às 18h10

Copa 2014: Comitê Organizador que beneficia Ricardo Teixeira estará isento de impostos federais, estaduais e municipais

        O diário Lance divulgou há poucos dias que o Comitê Organizador Local da Copa das Confederações, em 2013, e Copa de 2014 tem o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como duplo sócio e beneficiário único dos lucros dos eventos, quer como cartola, quer como pessoa física.

        Pois é essa entidade que será beneficiada pelo Projeto de Lei Complementar 579/2010, que autoriza estados e municípios a concederem isenção sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) à Fifa e a “outras pessoas” envolvidas com as duas competições.

        Hoje, esse projeto será votado na Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados e é uma das 12 exigência do “pacote da Fifa  de garantias governamentais”.

        Essa garantia de isenção geral de impostos à FIFA abrange também suas subsidiárias (Comitê Organizador Local), as delegações, equipes, dirigentes dos jogos, confederações de futebol (no caso a CBF), associações membros, associações de membros participantes e transmissor local, bem como os membros, pessoal e empregados dessas entidades.

        O relator do Projeto de Lei Complementar, Carlos Eduardo Cadoca, não cita quanto essas isenções repercutirão na economia nacional.

        Tal cálculo não fará qualquer diferença, claro, pois é uma exigência que o governo brasileiro sabia, com boa antecedência, que teria de atender à poderosa Fifa.

        O parecer do relator ao Projeto de Lei Complementar está no seguinte endereço: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/789719.pdf

Por José da Cruz às 08h58

23/11/2010

Manuela D´Ávila está mais perto de ser ministra do Esporte

                     Um interlocutor da presidente eleita, Dilma Rousseff, informou  nesta terça-feira que a deputada gaúcha, Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), teria sido sondada para assumir o Ministério dos Esportes.

        A notícia foi divulgada hoje à noite pelo portal www.estadao.com.br

        A conversa preliminar foi na segunda-feira à noite, durante solenidade do site Congresso em Foco, em Brasília, quando o deputado José Eduardo Cardozo, que deverá ser o novo ministro da Justiça, sondou a parlamentar gaúcha.

        Assim, se confirmará a previsão de a pasta do Esporte permanecer com o PC do B, ao mesmo tempo em que a futura presidente da República fortalecerá a atuação feminina em seu governo.

Copa 2014

        Ainda segundo a mesma fonte, Orlando Silva assumiria a coordenação do Comitê Gestor de Ações do Governo para a Copa do Mundo de 2014, cargo que já ocupa como ministro.

        Se essa for mesmo a decisão da presidente eleita, ficará em aberto o cargo de Autoridade Pública Olímpica, que tratará das ações governamentais para os Jogos Rio 2016.

        Inicialmente, Orlando Silva estava cotado para esse cargo.

Discrição

       Com 482.590 votos – a deputada de melhor desempenho no Rio Grande do Sul – Manuela D´Ávila confirmou a conversa com Cardoso, mas sobre outros assuntos que não o da investidura ministerial.

        Desde 2007, Manuela lidera a Frente Parlamentar do Esporte, no Congresso Nacional, movimento apartidário de apoio no Legislativo às iniciativas do governo no setor.  

Por José da Cruz às 23h59

Transição no Ministério do Esporte poderá ser mais ampla, via Rio de Janeiro

        O Ministro do Esporte, Orlando Silva, escalou o time que promoverá o “diálogo da transição” com o próximo governo.

        Eis os escolhidos:

        Alcino Reis Rocha - Secretário de Futebol

        Cássia Damiani - Coordenou a 3ª Conferência do Esporte

        Ricardo Leyser Gonçalves

       Secretário de Alto Rendimento, experiente em processos de grandes eventos, como o Pan 2007.

Expectativa

        Será que, enquanto a presidente Dilma promove as mudanças na Esplanada dos Ministérios, assistiremos a outra transição? Como a desse time de confiança ministerial, de Brasília para o Rio de Janeiro, onde será instalada a sede da Autoridade Pública Olímpica?

        A propósito, desde 2006 o Ministério do Esporte mantém um escritório na Cidade Maravilhosa, que serviu de apoio ao Pan 2007, mas desde então não serve para nada.

        É lá que estão lotados 11 funcionários devidamente pendurados num cabide público à beira mar.     

Por José da Cruz às 23h23

Basquete: a entrevista emperrou?

Presidente Carlos Nunes

        Lembro nosso primeiro e único encontro, quando o Senhor lançou sua candidatura, em Brasília.

        A partir de então, nunca mais obtive uma só resposta às minhas indagações. Claro, os comromissos de um dirigente são enormes,mas a imprensa faz o meio campo com o leitor-torcedor.

        Depois, o companheiro Alcir, que diariamente nos brinda com o Clipping do basquete, também passou a ser ignorado em suas dúvidas sobre sua gestão e os rumos do nosso basquete.

        Agora, Presidente, para minha surpresa, o Senhor também ignora outro jornalista, Fábio Balassiano, do blog

http://balanacesta.blogspot.com/

        É possível que eu esteja exagerando. Quem sabe o Senhor não teve tempo de ler as perguntas que Fábio encaminhou?

        Bueno, Presidente Carlinhos, na dúvida, e com licença de Fábio, tomo a liberdade de encaminhá-las novamente, pois eu também gostaria de conhecer as respostas.

         

Bala na Cesta – A nova gestão da CBB completa mais de 17 meses e muita gente do basquete ainda se pergunta qual é o projeto que está sendo implantado para a modalidade crescer? Poderia nos falar detalhadamente como está sendo implantado o famoso “projeto”?


Bala na Cesta – Um ponto importante: somando as verbas da Eletrobrás (R$ 11 milhões anuais), Bradesco (R$ 7 milhões), COB, Nike e TV Globo, a CBB recebe cerca de R$ 20 milhões por temporada. Como este dinheiro tem sido investido?

 

Bala na Cesta – Além disso, por ser uma entidade que se mantém em grande parte com dinheiro público, a CBB não deveria divulgar os seus balanços financeiros? Por que isso não aconteceu com o de 2009, até agora?

 

Bala na Cesta – Falando em dinheiro público: não deveria haver divulgação mais clara de como a entidade utiliza os seus recursos, por exemplo na distribuição das viagens em competições internacionais (no Mundial masculino, quatro presidentes de federações viajaram com a delegação)?

 

Bala na Cesta – Uma das promessas de campanha de Carlos Nunes foi a venda de produtos esportivos da Seleção e a reformulação do site. Ainda não ocorreu nenhuma nem outra. Por quê? Há alguma previsão?

 

Bala na Cesta – Como um projeto de reestruturação do basquete pode dar certo se a ênfase que está sendo dada é de cima para baixo (seleção trazer resultados para estimular a prática do jogo) e não de baixo para cima (massificar o esporte com destaque para a formação de praticantes e não de atletas) para que, a partir disso, os com talento sejam apresentados ao alto rendimento e os não talentosos se tornem “consumidores do basquete” (expressão minha)?

 

Bala na Cesta – Sobre as divisões de base, muito se tem falado sobre a escassez de talentos que há no país, apesar de a última geração da Sub-19 masculina ser talentosa. Duas seleções já viajaram para os EUA para treinar, é verdade, mas o que a CBB tem feito realmente para abastecer essas revelações com treinamentos adequados?

 

Bala na Cesta – Em relação aos famosos projetos de marketing da entidade, o que vem sendo feito exatamente? O que já deu resultado na administração Brunoro e o que podemos esperar para que a CBB volte a massificar a modalidade no país?

Por José da Cruz às 17h30

Copa 2014: Medidas Provisórias trancam pauta no Senado

         Apesar de ter maioria no Senado Federal,  o Governo deverá ver aprovadas as medidas provisórias (496 e 497/2010), que permitem aumentar o endividamento dos estados e municípios visando a investimentos para a Copa do Mundo de 2014.

Porém, a oposição, liderada pelo senador paranaense Álvaro Dias, deverá dificultar a tramitação das medidas, depois que o diário Lance divulgou a composição do Comitê Organizador Local da Copa 2014, com visíveis benefícios para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Para entender melhor sobre as referidas Medidas Provisórias transcrevo a notícia que o Jornal do Senado publica na sua edição de hoje:

    

 "Chegaram ontem ao Plenário as medidas provisórias 496/10 e 497/10, que permitem aumentar o endividamento dos estados e municípios visando a investimentos para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. As duas MPs foram transformadas pela Câmara nos projetos de lei de conversão (PLV) 11/10 e 12/10.

Publicadas em 20 de julho, as duas medidas provisórias já trancam a pauta do Senado. O relator-revisor do PLV 11/10 é o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), e o do PLV 12/10, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

A MP 496/10 possibilita que municípios-sede da Copa do Mundo tomem novos empréstimos mesmo se a sua dívida total estiver acima da receita líquida real. Pela medida, os novos financiamentos seriam destinados somente a obras relacionadas ao campeonato mundial de futebol. Mas os deputados aprovaram emenda do relator, Carlos Abicalil (PT-MT), que permite aos municípios que sediarão jogos realizarem também empréstimos para obras de saneamento básico e de transporte urbano. Atualmente os municípios que têm dívida superior à receita líquida real somente podem contrair novos empréstimos para financiar programas de modernização da máquina pública, projetos internacionais bem avaliados ou programas de iluminação.

Isenção fiscal

Já a MP 497/10 concede isenção fiscal para a construção, ampliação ou modernização de estádios nas cidades que receberão os jogos. Essas obras serão incluídas no regime tributário especial chamado Recopa, que dá isenção dos tributos cobrados sobre materiais e serviços para empresas com projetos aprovados até 31 de dezembro de 2012 pelo Ministério do Esporte.

Os deputados aprovaram uma emenda que estende os benefícios do Recopa aos estádios que serão usados em treinos das seleções participantes das copas.

Os deputados aprovaram ainda emenda do relator na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que obriga o governo federal a encaminhar ao Congresso e publicar, até 1º de agosto de 2016, uma prestação de contas da renúncia fiscal. Esse relatório deverá ter informações sobre o valor total da renúncia, o aumento de arrecadação, os empregos gerados, o número de estrangeiros que vieram ao Brasil assistir aos jogos e o custo total das obras feitas com o incentivo fiscal."

Por José da Cruz às 11h04

22/11/2010

Carlos Nuzman, os desafetos e o silêncio

       O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, “não teve conhecimento” - como afirmou, hoje - sobre o projeto da Petrobras com cinco modalidades olímpicas, em parceria com o Instituto Passe de Mágica. E mais não disse.

       A informação, do companheiro Ricardo Franceschini, está no site do UOL Esporte.

       Listei nove questões que envolvem o silêncio presidencial:

 

a)    claro que Nuzman teve conhecimento sobre o assunto. Apesar de estar no exterior na ocasião do anúncio da parceria Petrobras/Magic Paula – 21 de outubro último – o COB tem uma eficiente assessoria de imprensa, que não o deixaria sem informação tão valiosa e de grande repercussão no noticiário.

 

b)   O presidente não quis se manifestar e tem lá os seus motivos. Imagino que esteja incomodado, pois o COB aprovou projeto de R$ 13 milhões, via Lei de Incentivo ao Esporte, e ficou sem o apoio da Petrobras, sua primeira parceira, em 2007, quando destinou R$ 25 milhões ao Comitê Olímpico. A preferência, agora, foi para Paula.

 

c)    A gestora do novo projeto Petrobras, Magic Paula, não esconde, há bom tempo, suas críticas ao presidente do COB. Na rotina de disputas por verbas públicas não há como negar que Nuzman, com o poder de liderar um projeto olímpico, sofreu uma dura derrota para Paula neste episódio.

 

d)   O problema maior, porém, é ver a estrutura olímpica abalada, com cinco confederações – remo, taekwondo, levantamento de peso, esgrima e remo – alinhadas a um projeto liderado por Paula, desafeto de Nuzman.

 

e)    Isso reforça o que já se comentava: Nuzman não tem mais unanimidade da assembléia do Comitê Olímpico Brasileiro. As novas fontes de recursos financeiros surgidas nos últimos anos, liberando os cartolas do uso exclusivo dos dinheiro das loterias, reduziu a influência do presidente, o que não ameaça, nem um pouco, seu poder de mando.

 

f)      O Brasil esportivo vive um visível momento de medições de forças politico-esportivas. Por falta de definições na hierarquia do esporte – e aí o Ministério do Esporte é o principal responsável – o diálogo entre o COB e o próprio Ministério não têm o mesmo nível. Os gravíssimos problemas por ocasião do Pan 2007 e as críticas de Orlando Silva ao “amadorismo do planejamento” daquele evento levaram a autoridade ministerial a tomar medidas que podem ser um desastre para a economia olímpica.

 

g)   Sobre isso – Medida Provisória que está no Congresso para ser votada – já escrevi há alguns meses, mas voltarei ao assunto depois que me atualizar sobre a tramitação desse documento na Câmara e no Senado.

 

h)   Seria oportuno que o presidente Nuzman não silenciasse num momento desses. Mesmo que para discordar e se posicionar. Mas é próprio do dirigente, quando contrariado. Já fez isso na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, quando não ficou para um importante debate, porque na mesa estava um desafeto, o advogado paulista Alberto Murray Netto.  Se o Ministério do Esporte não incentiva o diálogo, fugir dele, quando se apresenta oportuno, também é uma grosseria.

 

i)      O Brasil esportivo se prepara para receber os Jogos Olímpicos de 2016. E, repito, é péssimo essa falta de diálogo e entendimento entre as autoridades do setor. A mudança de governo com novos dirigentes assumindo em 1º de janeiro poderá contribuir para apaziguar um momento de turbulência nessas relações institucionais. Ou não.

Por José da Cruz às 19h26

Segundo Tempo: mais uma denúncia de fraude. A vez de Juazeiro se explicar

        Seis anos depois de o Ministério do Esporte ter assinado um convênio com a Prefeitura de Juazeiro, no interior da Bahia, para desenvolver uma etapa do projeto Segundo Tempo, o Ministério Público daquele estado quer saber sobre o verdadeiro destino do dinheiro.

Conforme representações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, há suspeitas de licitações fraudulentas e emprego irregular de verbas públicas na prefeitura de Juazeiro, como o pagamento de salários a pessoas sem qualquer vínculo com o Segundo Tempo.

O Convênio – 130/ 2004 – no valor de R$ 672 mil foi assinado na gestão do então prefeito Joseph Wallace Faria Bandeira.

Rara é a semana que não nos deparemos com uma ação judicial sobre o Segundo Tempo. Tornou-se rotina, pois quem deveria estar de olho no uso do dinheiro, o Ministério do Esporte, não o faz.

A fiscalização não existe e, assim, tornam-se suspeitos qualquer valor, números ou estatísticas que o Ministério divulgue para destacar essa ação social, cuja execução financeira é tão mal conduzida.

Por José da Cruz às 17h42

21/11/2010

Cesta perigosa

Do blog Bala na Cesta

HTTP://balanacesta.blogspot.com

Do jornalista Fábio Balassiano, que cobre a modalidades desde 1992:

        Querendo saber um pouco mais sobre o “Método Hortência” de ensino de basquete, fiquei sabendo um pouco mais do fato.

        Reproduzo abaixo  o email recebido (a fonte é mais do que confiável – e há provas):

        - A Brunoro Sport Business (BSB), empresa de José Carlos Brunoro, diretor de marketing da Confederação Brasileira de Basketball, é sócia da empresa de Hortência, diretora do departamento feminino, e a CBB apenas chancela o modelo. Ou seja, o projeto é uma sociedade entre a BSB e Hortência.

        Algumas coisinhas:

1)   Até quando a CBB vai se calar em relação ao tema?

2)    Bem interessantes as posturas de Brunoro (e sua empresa) e Hortência, não?

3)   Não há conflito ético entre a empresa que faz o marketing da CBB vender um produto com a chancela da mesma?

4)    E mais: este mesmo conflito não existe com Hortência, que acaba legislando em causa própria ao ver a sua empregadora chancelando um produto seu?

5)   Ainda existe ética no basquete?

 

Minha avaliação:

        Inicialmente, parabéns ao jornalista Fábio por divulgar este assunto que sugere, de fato, a pergunta: até que ponto os interesses da Confederação de Basquete se conflitam com os de seus diretores.

        Quando Hortência chega à sede da CBB e em sua mesa começa o expediente do dia, quem, de fato, ela está representando naquele momento?

        Que interesses defenderá naquela posição de diretora?

        Da Confederação, que a ela confiou cargo importante?

        Da mesma forma, nesses momentos, quem José Carlos Brunoro representa: a sua empresa ou a diretoria de Marketing da CBB, que assim como Hortência também visa lucro.

        É oportuno lembrar que o orçamento da CBB se forma com recursos de uma estatal, a Eletrobras, e das loterias federais, via Comitê olímpico.

        Ou seja, recursos públicos.

        E quem é o gestor desse dinheiro: o presidente da CBB, Carlinhos, que se elegeu prometendo transparência na gestão.

        Mas silencia, não fala. E tem a obrigação de falar, pois é gestor de um bem público. Logo, deve explicações muito clara.

        Enfim, eis a questão. Fato ou folclore?

        Mais uma vez ficamos no aguardo de sua manifestação, Presidente Carlinhhos. Ou omissão, quem sabe...

Por José da Cruz às 21h50

O pulo do gato

                Artigo do repórter Lúcio Vaz publicado hoje, no Correio Braziliense, confirma: quanto mais atrasarem as obras para preparar o Brasil à Copa de 2014 melhor.

        Com esse legítimo “pulo do gato” fica mais fácil o drible imundo dos poderosos para enriquecerem à custa do nosso dinheiro.

O artigo de Lúcio Vaz *

            Não bastasse a falta de planejamento e o atraso no início das obras, mais um aspecto da preparação para a Copa do Mundo de 2014 preocupa os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU).

        Pode parecer apenas um detalhe, que tem passado despercebido, mas há motivos para a desconfiança.

        Ocorre que quase a metade dos recursos para a construção de estádios e para mobilidade urbana será financiada pelo BNDES e pela Caixa Econômica Federal. Serão R$ 11,3 bilhões.

        Esse dinheiro sairá dos cofres do governo federal, mas será emprestado aos governos estaduais, responsáveis pelas construções.

        Assim, essas obras não serão fiscalizadas pelo TCU, mas sim pelos tribunais de contas dos estados. Com um quadro de técnicos mais experientes na investigação de empreendimentos de grande porte, o TCU vai acompanhar os projetos com recursos diretos do governo federal, no valor de R$ 6,1 bilhões, o que representa apenas 26% do total.

        O temor dos auditores é conseqüência  da promíscua relação entre os tribunais de contas dos estados e os respectivos governos. Grande parte dos conselheiros desses tribunais – cargos que equivalem aos dos ministros do TCU – é composta  por políticos indicados pelos governadores.

        Há até mesmo casos de nepotismo, com a nomeação de irmãos, filhos e mulheres de governadores ou vice-governadores.

        Outra parte das vagas é preenchida  a partir de indicações das assembléias legislativas. Os indicados são invariavelmente deputados ou ex-deputados estaduais. As nomeações políticas para os cargos de ministros e conselheiros dos tribunais de contas, sem o atendimento de exigências constitucionais, já foi denunciada até mesmo pela Associação nacional do Ministério Público  de Contas (Amcon), em representação feita à Procuradoria-Geal da República.

        É verdade que a maioria das nomeações para o TCU também são polítias. Dos atuais ministros, seis são ex-parlamentares e outro ocupou cargo de direção no Senado. Mas é reconhecida a autonomia desses ministros, tanto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus ministros têm feito pesadas críticas à corte em conseqüência da paralisação de obras do governo federal.

        Em decorrência de ilegalidades como superfaturamento, direcionamento de licitações e falhas em projetos, o tribunal tem indicado ao Congresso, ano após ano, a suspensão de dezenas de empreendimentos.  Alguns estão parados há anos.

Perda da sede

        O TCU vai fiscalizar basicamente as reformas e as ampliações dos aeroportos, projetos a cargo da Infraero.

        A Caixa vai emprestar R$ 6,2 bilhões aos estados para as obras de mobilidade urbana, como a implantação do sistema de alta capacidade de transporte, o Bus Rapid Transit (BRT). O BNDES vai fazer um aporte de mais R$ 5,1 bilhões para a construção e a reforma de estádios de futebol, além de algumas obras de transporte urbano.

        Dos cofres dos governos estaduais sairão apenas R$ 4,3 bilhões, ou 28% dos recursos para dos projetos sob a sua responsabilidade. Os municípios, fiscalizados pelos tribunais de contas locais, entrarão com R$1,5 bilhão.

        Se surgir alguma irregularidade nos empreendimentos que recebem recursos diretamente  do governo federal, a paralisação é certa, como já ocorre no aeroporto de Guarulhos.

        A dúvida  que fica é se os tribunais de contas estaduais terão peito para suspender uma obra contra a vontade do governador, principalmente porque o praz para a conclusão  de todos os projetos é muito apertado.

        A paralisação  da reforma de um estádio, por exemplo, poderia acarretar até mesmo a exclusão da cidade da Copa do Mundo, com a transferência dessa sede  a outro estado.

        O TCU está realizando seminários nas cidades-sede, com a participação de representantes dos tribunais estaduais, na tentativa  de padronizar os critérios e os métodos de fiscalização.

        Mas já há um problema: o envio de informações dos estados para abastecer o site do tribunal está atrasado.  

        Além disso, por mais que todos os órgãos de fiscalização trabalhem em conjunto, apalavra final será dos TCEs nos projetos a cargo dos estados. A pressão para que as obras na parem será transferida de Lula para os governadores.

*Lúcio Vaz é reporte investigativo. Há dois anos, ele publicou um excelente livro, “A ética da malandragem”, que conta sobre os bastidores políticos do Congresso Nacional

Por José da Cruz às 12h56

Combate ao doping: Brasil recebe puxão de orelhas da Wada

Na Folha de S.Paulo

O Brasil precisa dar exemplo na luta contra o doping

ENTREVISTA DAVID HOWMAN

DIRETOR-GERAL DA AGÊNCIA MUNDIAL ANTIDOPING DIZ QUE PAÍS CARECE DE PROGRAMA ROBUSTO E CITA INGLATERRA E AUSTRÁLIA COMO MODELOS

        A reportagem, de Daniel Brito, mostra como o Brasil está distante do combate às drogas no esporte – além das outras, fora dos frasquinhos, claro.

        “O maior problema, segundo Howman, é no Brasil, porque a ABA (Agência Brasileira Antidoping) está ligada ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

        Howman defende uma agência nacional, sem vínculos.  A proposta de um órgão independente foi feita há um ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda precisa ser aprovada no Congresso Nacional.

A reportagem:

Folha - Em uma entrevista recente na Rússia, você disse que a política antidoping do Brasil é um problema maior do que na Rússia. Por quê? David Howman - Eu sugeri que tanto o Brasil como a Rússia precisam desenvolver suas capacidades de controle antidoping, a fim de demonstrar ao resto do mundo um claro compromisso com a proteção dos atletas. Brasil e Rússia são dois países grandes, peças importantes no cenário esportivo internacional. Eles deveriam ter robustos programas antidoping.

Como país-sede da próxima Olimpíada e da Copa do Mundo, o Brasil tem a obrigação de ser um modelo na luta contra o doping?
Não tenho dúvidas. Como organizador da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e como um país grande, o Brasil tem o dever de dar exemplo na luta contra o doping. O mundo assiste à maneira como o Brasil se prepara para esses eventos. Com a história de sucessos esportivos do país, é fundamental que garanta a igualdade de condições a seus atletas. E que esses [atletas] honrem o legado do país, ao rejeitarem o doping, a fim de que nenhuma nuvem de desconfiança paire sobre suas performances.

Qual modelo o Brasil deve seguir para ser um exemplo?
O Brasil precisa criar uma agência nacional independente. Quando eu digo independente, quero dizer totalmente independente de comitê olímpico nacional, autoridades desportivas e governo. Assim, o Brasil deve decidir o quanto quer estruturar, financiar e organizar o seu corpo nacional. O Reino Unido criou uma nova agência independente com poderes consideráveis, incluindo os de compartilhamento de informações com as autoridades policiais para detectar violações da regra antidoping não diretamente relacionadas com as amostras de controle de doping. Da mesma forma, na Austrália, as leis foram promulgadas para que as informações sejam repartidas entre as agências de aplicação da lei e da agência nacional antidoping.

Custa caro para um país manter-se vigilante?
A luta contra a dopagem no esporte deve ser conduzida de forma inteligente, para ser eficaz e eficiente. É necessário um investimento financeiro para implementar os programas de antidoping. Mas este investimento é ínfimo se comparado ao dinheiro investido no desporto em geral. Assim, faço uma pergunta simples: você quer que o esporte seja uma plataforma para o desenvolvimento pessoal e uma sociedade saudável, ou que seus filhos e os seus campeões se tornem arsenais químicos?

 

Por José da Cruz às 12h03

Uma boa notícia

        Leitor me envia a notícia abaixo, que publico na íntegra para começar o domingo com uma boa notícia.

 

        Brasileira conquista medalha no Mundial de Ginástica de Trampolim
19/11/2010

A ginasta Alice Hellem Gomes tem apenas 11 anos, mas já marcou seu nome ao conseguir na última quinta-feira uma medalha de bronze para o Brasil no Campeonato Mundial de Trampolim (modalidade olímpica) , que aconteceu na cidade de Metz, na França. Alice conquistou o bronze no Duplo Mini Trampolim categoria 11-12 anos, onde também esteve na final o ginasta Leonardo Vieira.

Alice Gomes fez 60.800, ficando atrás, apenas, da russa Ksenia Naumenko (61.400), medalha de ouro, e de Ines Ribeiro Valerio, de Portugal (61.300). A ginasta brasileira comemorou o resultado.

"É muito bom ganhar uma medalha. E olha que é só o meu primeiro Mundial", brincou Alice, que é atleta do projeto Bolsa Esporte/Fundação Aleijadinho, de Minas Gerais. 

        "Antes, eu só brincava, até que um dia fui conhecer o projeto e nunca mais saí. Tenho certeza que foi uma escolha muito boa que fiz na minha vida", afirmou Alice, que treina com o técnico Estácio Fonseca da Costa.

"Para mim, é motivo de muita alegria e orgulho ver a Alice conseguindo esse grande resultado, pois me faz acreditar ainda mais que, através do esporte, podemos fazer um trabalho de inclusão social muito bom e, ainda, descobrir novos talentos", disse Estácio Costa.

No total, o Brasil foi representado por 34 atletas no Campeonato Mundial de Trampolim que aconteceu desde a última terça.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/ginastica/noticias/0,,OI4801286-EI2201,00-Brasileira+conquista+medalha+no+Mundial+de+Ginastica+de+Trampolim.html

Por José da Cruz às 08h12

20/11/2010

Para não dizer que não falo sobre futebol...

Por José da Cruz às 21h44

19/11/2010

Lei de Incentivo ao Esporte tem fraquíssimo desempenho em quatro anos

       Criada em 2007, depois de duas décadas de discussão, a Lei de Incentivo ao Esporte tem execução inexpressiva.

        Nos últimos quatro anos – até outubro de 2010 –, o  esporte de “participação”, de “rendimento” e o “educacional” tiveram R$ 1,5 bilhão disponibilizados pela Receita Federal,  para investimentos no setor.

Reparem bem:

       Em quatro anos, o  esporte – do futebol profissional ao skate – teve um bilhão e meio de reais para aplicar em vários projetos.

Porém

      Apenas R$ 266 milhões foram captados no mercado, ou seja, 24,37% do total dos projetos aprovados pelo Ministério do Esporte – R$ 1,09 bilhão.

Estranho

        Num país em que a principal reclamação é a “falta de recursos para o esporte”, causa estranheza tanto desinteresse pelo dinheiro. Onde estão os clubes, federações e associações esportivas que não saem em busca desse recurso?

Preferência

        Dos três segmentos contemplados com dinheiro da Lei de Incentivo, o esporte de “rendimento” – que abriga atletas profissionais – é o preferido, com 70,82% dos valores aprovados.

        Justifica-se por ser o setor que tem maior cobertura da mídia, expondo com maior freqüência a marca dos investidores.

O pior

        O esporte educacional é o de pior desempenho, com apenas 13,85% do total dos valores aprovados pelo Ministério do Esporte (R$ 1.09 milhão).

        Isso demonstra o desinteresse tanto dos gestores como dos investidores na área do desporto educacional.

Em resumo

       Como em quatro anos o esporte educacional aprovou R$ 151 milhões em projetos e captou apenas R$ 34 milhões, conclui-se que R$ 117 milhões em projetos foram desperdiçados, como se tivessem ido para o lixo.  

Motivos 

        Pensei entrevistar os gestores do Ministério do Esporte sobre o assunto. Mas há muito não recebo respostas de sua assessoria e já desisti de perguntar qualquer coisa para aquela turma, que só se manifesta quando as perguntas são favoráveis.

Beneficiados

      Ouvierei especialistas que tratam sobre o assunto para trazer informações atualizadas sobre os motivos desse fraco desempenho.

      Posso adiantar que os principais beneficiados são os clubes de futebol, o Comitê Olímpico Brasileiro, e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

      Já os maiores investidores nestes quatro anos foram o Bradesco, Camargo Corrêa, Mercedes Bens, Cia. Porto Seguro, Finasa, Chocolate Garoto, Nestlé, Banco Alvorada, Petrobras, Cosipa, Gerdau, Cemig, Scania do Brasil, Banco Itaú, Conexões Tigre, VolksWagen e Fiat.    

Por José da Cruz às 10h21

18/11/2010

Procurador instaura inquérito para apurar denúncia de falcatruas no Bolsa-Atleta e Lei de Incentivo ao Esporte

       A Confederação Brasileira de Esportes de Força e seu presidente, Flávio Danna, terão suas gestão e contas investigadas, a fim de se apurar denúncias de falcatruas com recursos da Bolsa-Atleta e da Lei de Incentivo ao Esporte, ambos do Ministério do Esporte.

       Flávio Danna é acusado de se beneficiar desses programas, inclusive como bolsista.

Inquéritos

       Para esclarecer, o procurador da República, Fabiano de Moraes, mandou instaurar dois inquéritos civis públicos, um para cada denúncia.

       As irregularidades, segundo o autor, seriam manipulação de resultados de competições esportivas para possibilitar a inscrição de atletas no programa Bolsa-Atleta, em benefício do próprio presidente da confederação e de terceiros, mediante pagamento de propina.

Lei de Incentivo

       Nos últimos quatro anos, a confederação obteve aprovação de cinco projetos da Lei de Incentivo, captando um total de R$ 180,6 mil. Entre os patrocinadores está o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, que destinou R$ 42.170,00, em junho último.

Realidade

       A decisão do procurador é oportuna e deveria estimular a Controladoria Geral da União ou o Tribunal de Contas da União a promover uma varredura nos convênios do Ministério do Esporte em seus diferentes programas.

       Assim como ocorreu com dezenas de projetos do  programa Segundo Tempo, em que a polícia comprovou o desvio de verbas públicas para o bolso alheio, agora é a vez de outras liberações do Ministério do Esporte passarem por suspeitas de enriquecimento ilícito de terceiros.

       Ao término de um governo e às vésperas de um novo ministro assumir, o ideal seria conhecermos sobre o verdadeiro alcance social dos programas do ME e o real  destino do dinheiro público por eles liberados.

Por José da Cruz às 16h57

A esperteza de Ricardão é de arrepiar!

        O repórter Michel Castelar assinou reportagem na edição de ontem do jornal O Lance, que é de arrepiar.

        O repórter teve acesso ao contrato social que constituiu o Comitê Organizador Brasileiro Ltda para a Copa do Mundo 2014, que tem apenas dois sócios: a CBF e Ricardo Teixeira.

        Como a CBF é presidida por Ricardo Teixeira isso significa que ele é o árbitro exclusivo da nova empresa.

        Com capital de R$ 10 mil, o Comitê tem 99,9% de cotas pertencentes à CBF e apenas 0,1% são de Ricardão.

Esperto

        Mas, conforme o esperto cartola definiu no contrato, “os resultados apurados ao final de cada exercício social  deverão ter o destino que vier a ser determinado pelos sócios.  A distribuição dos lucros poderá ser feita a critério dos sócios, sem guardar proporção com as respectivas participações no capital social”.

        Entenderam?

        É assim: quando a Copa terminar, Ricardo Teixeira reúne-se com o representante da CBF, que é ele mesmo. E os dois , sentados na mesma cadeira..., decidem dividir os lucros da festa, independentemente de quanto cada um integralizou o capital.

        Então, o que deveria ir para a CBF, que é majoritária com 99,9% do capital poderá ir para o bolso de Teixerão, pois ele vai convencer o outro sócio... que isso é correto!!!

 

      RT1 tenta convencer o presidente da CBF, RT2, que está tudo bem... 

        E as excelências no Congresso Nacional ainda aprovam projetos que endividam os estados e municípios e facilitam a vida desse tipo de gente.

        Leia a reportagem completa no seguinte endereço.

        http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Ricardo-Teixeira-lucros-COL-Copa_0_373162928.html

Acabou?

        Não, não acabou.

        Hoje, o mesmo repórter conta outra história envolvendo o cartola Teixeira.

        Como já foi condenado em primeira instância no caso do “Vôo da Muamba”, o cartola não pode assinar contratos  com o poder público, receber benefícios, incentivos fiscais etc, por três anos.

        Isso poderá comprometer sua atuação como presidente do Comitê Organizador da Copa.

        Eis a notícia:

        http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Voo-Muamba-atuacao-Teixeira-COL_0_374362566.html

        E parabéns ao repórter Michel Castelar pelo furo de reportagem, que mostra nas mãos de quem está o comando do futebol brasileiro, e o tipo de gente com quem o Poder da República se relaciona.

Por José da Cruz às 13h02

Time da Câmara para 2011 terá Danrlei no gol

               

               Danrlei foi apresentado por Manuela D´Ávila

                Ainda sem ter sido diplomado, o ex-goleiro do Grêmio, Danrlei, estreou ontem, como ouvinte, na Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputado, onde pretende atuar a partir de 2011, como representante do PTB gaúcho.

        Ele está em Brasília para se adaptar ao ambiente do legislativo e preparar sua mudança de Porto Alegre para a capital da República. É mais ume estágio nessa sua nova carreira, à qual dedica estudos, leituras e conversas para melhor entender os bastidores da política nacional.

Apresentação

        A apresentação de Danrlei aos atuais parlamentares foi feita por uma madrinha influente, que carrega o peso de 482.590 votos e a graça da mulher gaúcha, Manuela D´Ávila, do PC do B.

        Líder da Frente Parlamentar do Esporte no Congresso Nacional, a deputada figura nas listas de ministeriáveis para substituir a Orlando Silva, na pasta do Esporte.

Carreira

        Quarto deputado gaúcho mais votado, com 173.787 votos (a líder foi Manuela D´Ávila (PCdoB), com 482.590 votos), Danrlei fez a mais econômica campanha no Rio Grande do Sul, segundo o Tribunal Regional Eleitoral: R$ 196.060,00, média de R$1,12 por voto recebido.

        “Ser deputado é um projeto que surgiu há três anos. Recebi apoio de amigos, como o senador Sérgio Zambiasi.  Sempre tive alguma liderança no Grêmio – onde atuou de 1993 a 2003 – mas a minha imagem de atleta foi importante para a votação que recebi”, disse Danrlei.

        A atuação de Danrlei, na Câmara, será voltada para a aplicação do esporte em projetos sociais, atividade que conheceu ainda na infância e juventude, na cidade de Crissiumal, onde nasceu, no interior gaúcho.

        Enfim, se um bom time começa pela defesa, o goleiro já está aquecendo para entrar em campo. Falta definir o ataque e, então, o Congresso Nacional conhecerá outra movimentação, quando o atacante Romário também assumir como colega de Danrlei, em 2011.

Por José da Cruz às 11h03

Quaresma não é renascimento

         O jornalista Sérgio Siqueira, que assina o http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/ , começa o dia inspirado e me envia essa preciosidade.

Não perco a ocasião de publicar, pois sugere reflexões neste momento de encerramento de ano e das atividades políticas-jurídicas-esportivas.

 

“Ércio Quaresma, o advogado que não consegue a redenção de Bruno - o goleiro aquele que não prova o renascimento da namorada  - confessou que é viciado em crack.

Tanto é verdade que Bruno já se fumou com ele. Agora, imagine só, até onde Quaresma é capaz de ir para redimir um fornecedor de droga.

Não misture as coisas: não é só porque Quaresma defende o goleiro Bruno que ele é fanático por crack. Nem fique pensando que ele gosta de catimbar. O lance dele é cachimbar.

Para esse tipo de quaresma, toda quarta-feira é de cinzas. E a Páscoa é só uma grande e permanente aspiração. 

Por José da Cruz às 09h25

17/11/2010

Ex-craques dão força para ajudar aumentar orçamento do esporte

        Nos movimentados corredores do Congresso Nacional, o brasileiro Marcos Evangelista de Morais desfilou nesta quarta-feira sem ser muito importunado.

        Com pouca mudança na fisionomia que o consagrou ao conquistar os campeonatos mundiais de futebol, em 1994 e 2002, Cafu, já não sofre tanto assédio dos fãs como em outras épocas.

        Por afinidade com o esporte, ele chama mais a atenção dos homens. E, vez por outra, foi parado para uma foto ou um autógrafo.

Craques

        Ao lado de outros dois craques, o judoca Flávio Canto (bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004) e de Maurício, o maior levantador de vôlei do mundo, em duas temporadas, Cafu visitou parlamentares apoiando a proposta do ministro do Esporte, Orlando Silva, para aumentar o orçamento ministerial em 2011.

        Bem mais vistoso e não menos famoso, Maurício, esse sim, admirado pelas mulheres, foi mais assediado, mas com discrição e sem tietagem. A todos, assim como Cafu e Canto, atendeu com atenção e sorrisos.

Fundação

       

        Aos 40 anos,Cafu dirige a Fundação que leva o seu nome, no Jardim Irene, São Paulo.

        “Temos uma clientela de 750 crianças e adolescentes, dos 7 aos 17 anos”, disse Cafu.

        E por estranho que possa ser o objetivo da Fundação não é descobrir nem formar craques. “Lá se oferece esportes em várias modalidades e práticas culturais em geral, inclusive dança. E reforço escolar diário. A proposta de nossa Fundação é aproveitar todos os recursos possíveis para ajudar a formar o caráter da garotada”.

Por José da Cruz às 22h56

Mano a Mano

Do Sanatório da Notícia

Por Sérgio Siqueira

      Enfim, na era Mano Menezes, primeira grande vitória de Vanderlei Luxemburgo: Argentina 1 x 0 Brasil! Luxemburgo mal pode esperar a revanche contra los hermanos.

      É que, para qualquer treinador brasileiro,  Brasil x Argentina é igual a um Gre-Nal: perdeu duas seguidas, abre vaga.

     Mas nem tudo será o que parece. A orquestração é para outro maestro.

        A batuta vai para as mãos de Felipão que logo bota a Família Scolari pra dançar ao ritmo de um bom tango. De preferência, o Mano a Mano. Até 2014, a gente aprende.

http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/

 

 

Por José da Cruz às 20h50

Câmara aprova isenção fiscal de obras dos estádios da Copa-2014

FLÁVIA FOREQUE

Da Folha.com

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira medida provisória que garante isenção fiscal das obras dos estádios de futebol que sediarão a Copa-2014. O texto segue agora para o Senado Federal.

De acordo com o texto aprovado pelos deputados, a compra e importação de materiais de construção, máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos para a realização das obras não terão cobrança de PIS/Pasep, Cofins, IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e Imposto de Importação.

Notícia completa:

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/832152-camara-dos-deputados-aprova-isencao-fiscal-de-obras-dos-estadios-da-copa-2014.shtml

Por José da Cruz às 20h30

Copa 2014: estádios auxiliares terão benefícios do regime especial de tributação

Da Agência Câmara Notícia

O plenário da Câmara dos Deputados  aprovou parte de uma emenda do deputado José Rocha (PR-BA) à Medida Provisória 497/10 para estender aos estádios que serão usados em treinos das seleções na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014 os benefícios do regime especial de tributação (Recopa).

O Recopa suspende a cobrança de tributos sobre materiais que serão usados nos estádios onde ocorrerão os jogos dessas competições.

Neste momento os deputados votam o retante da MP que atende a exigências da Fifa e isenta de recolhimento de impostos as atividades desenvolvidas durante a Copa 2014.

Por José da Cruz às 19h00

Até parece o Brasil

 Ilustração original

 

Do site www.remo2016.com.br      

“Logo que o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, a confederação inglesa de remo (www.britishrowing.org) colocou no ar, em outubro de 2009, uma campanha para atrair novos talentos, capazes de estarem em condições de competir seis anos depois no Rio de Janeiro.

        Fizeram um programa de visitação em escolas universidades para os jovens e suas famílias:

“Não é necessária experiência anterior em remo! Nós estamos procurando talentos naturais esportivos com capacidade para se desenvolverem com a orientação de nossos melhores técnicos em um ambiente de treinamento de classe mundial.” - dizia uma das peças publicitárias, que contava com cartazes, vídeos e até comerciais em TV (http://www.uksport.gov.uk/pages/talent-2016-tall-and-talented/).

A campanha “Tall and Talented” da British Rowing foi dividida em duas fases. Na primeira eles pediam que todos se inscrevessem através de um sistema de avaliação que contava com apoio de equipes de “identificadores de talentos” e treinadores.

Dependendo da avaliação inicial o candidato poderia ser encaminhado para o remo ou para outros esportes como o basquete onde a altura é muito importante.

Na segunda fase os candidatos selecionados eram chamados para iniciar os treinamentos, mesmo sem qualquer experiência em remo, pois eles estavam interessados no potencial natural de cada um.

Esse programa da Confederação Inglesa de Remo contou com o apoio de profissionais espalhadas por toda a Inglaterra.

Ou seja, os ingleses em 2009 deram a largada seis anos antes das Olimpíadas recrutando jovens – sem maior experiência em remo – para lhes oferecer treinamento básico, desenvolvimento e treinamento avançado.

Se considerarmos que o Brasil possui uma população de cerca de 192 milhões de pessoas enquanto a Inglaterra possui cerca de 49 milhões podemos dizer que existe quase quatro vezes mais gente aqui do que lá. Apenas na faixa de 20 a 24 anos o Brasil possui cerca de 18 milhões (IBGE) de jovens para garimpar.

O Brasil possui a maior bacia hidrográfica do mundo. Certamente não faltaria água para remar, locais para correr, areia nas praias, retas, curvas, subidas e descidas.

Não faltariam barcos e remos que, como sabemos, passam a maior parte do tempo dormindo sobre as prateleiras nas garagens dos clubes à espera de mais remadores.

Com o auxílio dos clubes, universidades, escolas, academias de ginástica, forças armadas, ONGs etc. não é impossível imaginar um programa de recrutamento de jovens talentos parecido com o que foi feito na Inglaterra.

Enquanto os ingleses deram a largada em 2009 buscando novos talentos para o remo, um ano depois a Confederação Brasileira está praticamente parada, esperando que algum clube ou alguém faça por aqui o que a Confederação Inglesa fez por lá.”

Meu comentário

        Por aqui ainda vivemos o dilema de quem tem mais autoridade sobre o setor, o Ministério do Esporte ou o Comitê Olímpico Brasileiro?

E os teóricos se debatem sobre a importância da escola e universidade como centros de concentração de talentos, se devem ou não ir para o esporte. Discussão que começou lá por 1980...

 

Por José da Cruz às 17h51

Os pedintes chegam ao Congresso Nacional

        É na Câmara e no Senado que o ministro do Esporte, Orlando Silva, passará o dia de hoje.

        Acompanhado por atletas e ex-atletas, ele repetirá o roteiro e o discurso dos últimos oito anos: aumentar o orçamento do Ministério do Esporte para o ano seguinte.

        É o momento de pedir, pois antes de as excelências encerrarem o ano legislativo devem deixar a “peça orçamentária” devidamente encaminhada.

        Sobre essa andança ministerial-esportiva contarei mais tarde.

        Por enquanto, quero saber:  pedir para quê?

        Atualizando os dados do orçamento deste ano, temos o seguinte desempenho:

        Valor autorizado: R$ 2.209.348.031,00

        Gasto até agora:  R$     635.021.000,00

        Restos a pagar de 2009 pagos em 2010:  R$ 385.147.000,00

        Ou seja: pagamos mais as contas atrasadas do que compromissos de 2010.

        E, no total, o Ministério do Esporte aplicou em torno de 30% de seu orçamento deste ano.

        Por isso fica a pergunta: pedir mais para quê, se assim foi em 2009, 2008...

        E não custa repetir: não faltam recursos ao esporte brasileiro, mas gestão competente, projetos sérios, política de esporte com metas bem definidas.

        Temos isso?

Por José da Cruz às 10h32

TCU fará nova investigação em gastos de R$ 16 milhões do Pan 2007

          Foi retirado da pauta da reunião de hoje do Tribunal de Contas da União mais um processo dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, envolvendo Ricardo Leyser Gonçalves e a empresa Fast Engenharia e Montagens Ltda.

          Ricardo representou o Ministério do Esporte na execução dos recursos públicos do Pan 2007.

Ele já havia sido condenado, com a Fast, a devolver R$ 16.351.983,53 aos cofres públicos, mas recorreu alegando “contradição e obscuridade” em algumas decisões do TCU.

          De fato, como a maioria do bilionário Pan, a coisa é muito obscura e o ministro Walton Rodrigues decidiu tornar o processo em “Tomada de Contas Especial”. Isto é, um mergulho rigoroso, uma investigação detalhada, gasto por gasto, nota por nota, fatura por fatura para saber se, de fato, a decisão anterior do Tribunal era abusiva ou não.

O que é?

          O processo trata de superfaturamentos, de pagamentos de contas em duplicidade, serviços acrescidos ao contrato original, aquisição de 800 aparelhos de ar condicionado que nem sequer saíram da caixa, falta de notas fiscais que comprovassem despesas realizadas etc.

          Assim, a Tomada de Contas Especiais investigará sobre o destino total de R$ 16,3 milhões.

          Na prática, o TCU agiu preventivamente e impediu que o dano se consumasse em alguns desses deslizes, suspendendo o pagamento de contas. Foi essa ação que provocou a tal “obscuridade” que, agora, espera-se, seja esclarecida.

          Ou seja, com a Tomada de Contas Especiais será feito o cálculo definitivo dos pagamentos realizados e os retidos, a fim de apurar o saldo, devedor ou credor.

Memória

       Enquanto isso, no Rio, o Velódromo continua sendo usado para gravações de novelas, a piscina olímpica que não servirá para as Olimpíadas de 2016 está fechada, e nós, claro, pagando a interminável conta.

          E ainda me escrevem pedindo para parar com isso...

Por José da Cruz às 00h18

16/11/2010

Copa 2014: vale a pena ler

         O jornalista Merval Pereira escreve excelente artigo em O Globo de hoje: “A Copa e a lei”. Começa assim:

        “Na pauta da Câmara, entre as 11 medidas provisórias que estão na fila para serem votadas ainda nesta legislatura, uma das mais polêmicas aumenta o limite de financiamento para estados e municípios que terão jogos da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Outra isenta de impostos produtos e bens necessários para a construção de estádios de futebol.

A MP 496/10 permite que estados e municípios, mesmo os que tiveram débitos com a União renegociados recentemente, comprometam com dívidas o equivalente a 120% de sua receita líquida anual, em vez de 100%, como está estabelecido em lei hoje.”

Texto completo:

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/11/16/a-copa-e-a-lei

Por José da Cruz às 18h36

História do marketing esportivo vai parar na Justiça

        A fase de diálogo e tentativa de entendimento acabou. O caso, agora, está na 215ª Vara Civil da Justiça de Brasília, num processo que envolve uma interessante questão da história do marketing esportivo brasileiro.

        Ironicamente, uma das partes é o mais antigo patrocinador  do esporte nacional, o Banco do Brasil.

            

        Do outro lado, um ex-funcionário do mesmo banco, Heleno Fonseca. Ele reivindica atualizar a história do marketing esportivo da estatal, que, oficialmente, começou em 1985, com a Seleção Brasileira de Basquete.

        O Banco, apesar de não negar o patrocínio nos anos 80, quando o craque Oscar era um dos destaques, usa o ano de 1991 para “marcar a institucionalização da área esportiva do BB e a formalização do patrocínio com a criação de orçamento específico e funcionários destinados para essa área”.

Palavra de Heleno:

        “Questiono que se estabeleça a verdade no que concerne à criação e à formatação da campanha de marketing esportivo do Banco do Brasil para o conhecimento dos funcionários e de toda a população. Não se pode aceitar que uma instituição bicentenária não registre em sua história a real origem desta campanha vitoriosa, com vários prêmios alcançados, que passou a fazer parte da própria história do esporte brasileiro”.

        À época do primeiro patrocínio, Heleno era assessor do então presidente Camilo Calazans. E estava sob sua responsabilidade cuidar da divulgação da imagem do BB.

        Assim, sob a sua coordenação, o basquete foi escolhido, pois era o esporte que tinha preferência da juventude, depois do futebol.

Era época em que ídolos como Oscar, Marcel, Paula e Hortência atuavam com brilhantismo.

Oscar: patrocínio do BB

        E foi com a camisa amarela, que levava a tradicional marca do BB, que a Seleção Brasileira de Basquete masculino conquistou a histórica vitória sobre os Estados Unidos, na casa do adversário, quando ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis.

Valores

Conforme documentos que instruem o processo judicial, em 1986, a preparação da Seleção Brasileira de Basquete ao Mundial da Espanha custou R$ 2,8 milhões (valores atualizados), patrocinado pelo Banco do Brasil.

Em 2009, o patrocínio da Eletrobrás à Confederação Brasileira de Basquete foi de R$ 11 milhões.

Agenda

        Para os advogados da área de esporte, para os especialistas em marketing esportivo e até mesmo para os apaixonados pelo basquete, aí vão os dados sobre o processo, inclusive com a data da primeira audiência.

Circunscrição :1 – BRASILIA -DF
Processo :
2010.01.1.012414-4    Heleno Lima x Banco do Brasil
Assunto
: Direitos Autorais relativos  Campanha de Marketing Esportivo do Banco do Brasil.
Vara :
215ª Vara Cível
CERTIDÃO
De ordem do MM. Juiz fica designada a data para audiência de Instrução e Julgamento:

Data: 08/02/2011

Hora: 15h

Roberto Marques Fernandes
Secretário de Audiências

Por José da Cruz às 12h35

15/11/2010

No país da Copa e das Olimpíadas o "legado", triste, vem antes

Da Agência Brasil

A principal Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal pública do Distrito Federal foi atingida por um surto de três bactérias, que matou 11 bebês em 40 dias.

Por questão de segurança, a direção do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) - onde ocorreram as mortes - determinou o isolamento de seis bebês e 24 são mantidos sob observação.

De acordo com especialistas, a contaminação ocorre por meio de objetos infectados e ausência de higienização por parte dos profissionais da área de saúde.

Vergonha

        As mortes, que entristecem a todos, ocorreram na capital da República.

Na mesma Brasília, onde um governador tapa buraco – perdão, tampão de mandato – quer construir um estádio de futebol que custará R$ 750 milhões.

        Qual autoridade será responsabilizada pela morte desses bebês?

        O governador que saiu e foi preso ou o que entrou e não agiu?

No Correio Braziliense

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem uma deficiência de, pelo menos, 151 medicamentos de alto custo considerados necessários para o tratamento de doenças graves ou raras.

Os remédios ausentes das relações oficiais do SUS equivalem a 27% de todos os medicamentos ofertados pela rede pública.

Isso significa que o sistema de saúde pública não dispõe de um remédio recém-lançado pela indústria farmacêutica para quase quatro medicamentos cujo fornecimento já é obrigação do SUS.

Essas tragédias na saúde, comuns Brasil afora, ocorrem no país que tem a oitava economia do mundo...

Que progresso!

Por José da Cruz às 17h38

Copa 2014: Mesmo com recursos, obras custam a sair do papel

Texto completo no site da ONG Contas Abertas

http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/

Por José da Cruz às 11h42

De rombo em rombo, quem paga a conta?

No UOL

Rombo no banco Panamericano pode superar R$  2,4 bilhões

 

Na nossa memória

Rombo do Pan-Americano do Rio de Janeiro foi de  R$ 4 bilhões

   

Inspirado no texto do jornalista Sérgio Siqueira no:

http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/

Por José da Cruz às 09h33

14/11/2010

Mundial de Vôlei: azar ou erro na estratégia?

         O Brasil perdeu o Mundial de Vôlei desfalcado de duas atletas de importância fundamental: Mari  e Paula Pequeno.

        As duas sofreram graves lesões em jogos do Grand Prix  da China, em setembro, quando o Brasil ficou em segundo lugar, Estados Unidos em primeiro.

Mari teve ruptura total do ligamento cruzado anterior, que teve de ser reconstruído.

Paula Pequeno fraturou o tornozelo esquerdo.

O Grand Prix é um torneio caça-níqueis que  não se rivaliza em importância com o Campeonato  Mundial.

A Rússia, por sua vez, não foi ao GP, ficou em casa recuperando as jogadoras e  deu prioridade ao Mundial  - a competição mais importante do calendário do vôlei e, mais uma vez, foi o algoz das brasileiras.

Para um dirigente experiente, como Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, essa falha na fixação de prioridades  do calendário foi de amadorismo impressionante.

        Ou, de repente, ele ficou de olho na premiação do Grand Prix, que distribui mais de US$ 1,5 milhão para quem vai ao pódio.

        Isso que Ary Graça é autor de dois livros que ensinam “estratégias vitoriosas no esporte empresarial”...

             

Por José da Cruz às 12h52

O Pinóquio do esporte

Ontem, no Rio:

Por Vladimir Platonow

Da Agência Brasil

         O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou neste sábado que o desafio a partir de 2011 será ligar o esporte à educação.

O ministro também destacou que é preciso buscar novos talentos olímpicos.

“Para 2011, o desafio estratégico e central é ligar mais o esporte à educação. Nós avançamos ainda em passos tímidos e será necessário dar passos mais ousados para que se tenha um desenvolvimento esportivo sustentado. É a capilaridade. Para se ter um modelo sustentável de desenvolvimento em várias modalidades é preciso atuar em várias frentes”, afirmou Orlando Silva.

 

O mesmo Ministro

Em 18 de março de 2008

Na Folha de S.Paulo

O Ministério do Esporte já discute com o Ministério da Educação alterações no currículo da educação física escolar para promover a massificação do esporte e, assim, aumentar a base de onde saem os atletas de ponta.

"Para Londres ganhar o direito de organizar os Jogos de 2012, foi muito importante o trabalho que fez nas escolas. Esse foi um dos pilares da candidatura", declara o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.

Foi a Youth Sports Trust, instituição sem fins lucrativos formada em 1984 pela união de governo britânico, empresas privadas e setor educativo, a grande responsável pelo processo de massificação e diversificação da prática esportiva nas escolas do Reino Unido.

Segundo levantamento da entidade, há sete anos 25% das escolas proporcionavam uma hora semanal de educação física. Hoje, 86% delas proporcionam ao menos duas horas semanais da disciplina, com várias modalidades esportivas.

"O Brasil pode aprender com Londres. Não existe alternativa para massificar a prática de esporte a não ser associá-lo à educação", reconhece Silva Jr.

"Até 2016 terão se passado oito anos. O trabalho que começar agora pode ter efeito."

Análise das noticias:

        Quer dizer, ministro Orlando Silva, que em 2008 o seu ministério conversou com o da Educação para um trabalho integrado, envolvendo a escola pública?

        E, agora, dois anos depois, repete o Senhor mesmo discurso? 

Inclusive, que é preciso descobrir talentos? E nesse tempo, o que o governo implantou, efetivamente?

        Falou, também, que o esporte educacional-esportivo é a capilaridade”? é isso?

        Ou seja, da espessura de um fio de cabelo?

Sinceramente, o esporte nacional sentirá muito a sua falta.

Por José da Cruz às 12h05

13/11/2010

Futebol, políticos e empreiteiras, tudo a ver

        O Tribunal Superior Eleitoral já exibe os doadores de campanha da recente eleição.

        Dos sete estados que têm prestação de contas na rede, R$ 139 milhões das campanhas vieram de empreiteira.

Num país recheado de obras para a Copa 2014, faz sentido. A recompensa – ou recuperação da doação – vem na conta superfaturada.

A  OAS, uma das mais presentes nos estádios, Brasil afora – como a reforma do Maracanã – participou com R$ 4,5 milhões. Desse total, R$ 1 milhão foi para a reeleição do governador Sérgio Cabral.

A Camargo Corrêa, outra gigante da construção civil, doou R$ 8,6 milhões.

Empenho

        Em Brasília, o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, questionou a Fifa sobre a decisão de escolher São Paulo para o jogo de abertura da Copa do Mundo.

            Rosso, um inexperiente

        Rosso atropelou o diálogo político-esportivo e ignorou o poderoso chefão da CBF, Ricardo Teixeira. Com isso elimina, de vez, Brasília do jogo inaugural da Copa. Ainda bem.

        Mas, por que esse governador tem tanto interesse em construtir um estádio para 70 mil pessoas e aqui realizar a abertura da Copa 2014?

        A 45 dias de encerrar seu mandato tampão, o que move Rosso a uma causa que será dor de cabeça para o próximo governo?

A explicação

        Rogério Rosso, cria de Joaquim Roriz (argh!) aprendeu a lição básica: estar ao lado do futebol, dos cartolas etc rende votos. Melhor: rende dinheiro. Muito dinheiro.

        E como isso ocorre? Simples: faz o jogo das empreiteiras e fica bem na fita.

        É por isso que Rogério Rosso quer um estádio para 70 mil pessoas, numa cidade sem clube expressivo e que promove um campeonato distrital horroroso e, com licença, “pavoroso de ruim”, com 100 gatos pingados num jogo de domingo.

        Como dizia o repórter Roberto Naves, meu colega de redação nos bons tempos em que estávamos no Correio Braziliense:

“O Campeonato Candango não tem público, tem testemunhas...”

        Entenderam o motivo de tanto ardor de Rogério Rosso?

Passará a pesada conta de R$ 750 milhões da obra do Mané Garrincha para o próximo governo pagar – com nosso dinheiro, claro – e fará média com as empreiteiras para a eleição de 2014, quando ele deverá se candidatar ao GDF.

Tô nem aí

        Na sexta-feira, voltei a conversar com o promotor de Defesa do Patrimônio Público do Distrito Federal, Ivaldo Lemos Jr.

        Ele havia questionado o GDF sobre a obra do Mané Garrincha para 70 mil pessoas, sendo que o jogo de abertura da Copa será em São Paulo.

        Tratou do assunto pessoalmente, mas nunca recebeu resposta do Senhor Rosso. Pediu para que o governador designasse um representante a fim de dialogar com a Promotoria sobre o assunto. Nada. Silêncio.

        Ou seja, esse governador “ad hoc” sequer respeita os questionamentos das autoridades do estado que dirige.

“Tá nem aí”, como se diz, demonstrando que o poder que ostenta é supremo. Ainda bem que já está de saída.

E já vai tarde, pois encerrará o mais triste período da ainda recente história do Distrito Federal, que teve em José Roberto Arruda a imagem negativa de  gestor corrupto, tanto no Legislativo como no Executivo.  

Doações

"O maior partido do país foi o recordista de arrecadação para a campanha eleitoral deste ano. O PMDB conseguiu coletar a cifra de R$ 465,6 milhões. Cerca de 920 candidatos peemedebistas foram agraciados com a verba".

Leia mais: www.contasabertas.com.br

Por José da Cruz às 10h58

12/11/2010

Copa 2014: Licitação para estádio de Natal é suspenso pela segunda vez

Na edição de hoje do Novo Jornal
Por Rafael Duarte

De Natal
A DONA DA BOLA

Antes de conhecer o nome do consórcio que vai construir e gerir a Arena das Dunas, as construtoras interessadas em participar da licitação da PPP (Parceria Público Privada) do novo estádio já sabem que terão que contratar a empresa paulista Stadia, Projetos, Consultoria e Engenharia Ltda para elaborar o projeto executivo da Arena. E com um detalhe: ainda devem ressarci-la em R$ 9,6 milhões pelo serviço que, diga-se de passagem, ainda não foi feito. A forma de pagamento à empresa Stadia também já foi decidida pelo Governo do Estado: deve ser realizado em 12 parcelas.

O curioso cronograma desse ressarcimento está descrito no item 21.1 do edital de licitação da PPP e despertou a curiosidade dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, que recomendaram ontem a retirada do polêmico item do documento, a suspensão imediata da licitação que está marcada para 16 de novembro e ainda pedem ao BNDES que não aprove os financiamentos para a Arena das Dunas ou suspenda por completo a liberação de recursos para a construção do novo estádio. 

  Estádio Arena das Dunas: confusões sem fim

 O BNDES é o banco público responsável pelo financiamento de 70% da Arena, orçada hoje em R$ 420 milhões.O secretário extraordinário para assuntos relativos à Copa de 2014, Fernando Fernandes, admitiu a possibilidade de erro e informou que dará as justificativas jurídicas ainda hoje ao Ministério Público.

 Os promotores e procuradores que atuam em conjunto no caso chegaram à conclusão de que o edital induz a contratação da empresa Stadia Projetos Consultoria e Engenharia para desenvolver os projetos executivos complementares.

“A citação de uma empresa específica no edital direciona a contratação e fere a lei de licitações”, afirmou o promotor de justiça e chefe de gabinete do procurador geral do Estado, João Vicente Leite, que chamou a atenção para o fato da empresa Stadia não ter sido contratada para fazer o projeto executivo da Arena, apenas os básicos e complementares.

 Em julho deste ano, durante entrevista coletiva, o governador Iberê Ferreira de Souza anunciou o cancelamento de dois contratos com dispensa de licitação, no valor de R$ 27,5 milhões, firmados pelo Governo do Estado com a empresa norte-americana Populous Arquitetura Ltda. e o escritório paulista Stadia Projetos Consultoria e Engenharia.

 Na época, Iberê disse que a única empresa que permaneceria contratada seria a Populous. Para elaborar os projetos básicos e complementares, ela receberia R$ 4 milhões. Aos jornalistas, o governador foi claro: os projetos executivos ficariam sob a responsabilidade da empresa ou consórcio que ganhasse a licitação da PPP.

 O procurador  da República, Rodrigo Telles, questiona justamente esse tipo negociação. “Como os projetos executivos ficaram para serem feitos pela empresa vencedora da licitação, quem deve decidir quem vai contratar é a própria empresa. O Governo não pode induzir ninguém a contratar ninguém. Com a inserção dessa cláusula no edital, o Governo do Estado está contratando por via oblíqua os serviços da empresa Stadia”, afirma.

 O cronograma de pagamento à Stadia presente no artigo 21.1 do edital da PPP também surpreendeu os promotores e procuradores que assinam a recomendação. Nele, aparecem o número e os valores das parcelas que devem ser pagas ao escritório paulista e até o nome e o telefone do contato da Stadia, Daniel Carvalho.

“Outro problema é esse direcionamento, a explicitação do cronograma. Tem alguma coisa estranha”, afirmou o procurador, que aguarda uma justificativa do Governo do Estado sobre as irregularidades apontadas no edital.

“Se não justificarem o prejuízo pode ser maior, mas acredito que o Governo deve correr para analisar essa questão. Talvez essa seja a coisa mais importante que esteja ocorrendo hoje no Estado”, disse.

 Desde que Natal foi escolhida sede da Copa de 2014, essa é a segunda vez que o MP recomenda a paralisação de alguma ação em relação ao Mundial. Em 2009, o modelo econômico para a captação de recursos para a Arena das Dunas deu origem a uma ação civil pública por parte do Ministério Público Estadual.

Antes da Parceria Público Privada, o Governo do Estado optou pela Sociedade de Propósitos Específicos, que incluía parte da venda do Centro Administrativo e adjacências, além da área do estádio.   

 A ação pedia a suspensão imediata do chamamento público que constava no edital publicado no Diário Oficial do Estado em 2 de setembro de 2009.

“Na ação civil pública, o MP pretende a anulação do referido procedimento, tendo em vista que, da forma como foi concebido até o momento, o modelo adotado pelo Estado do RN, Município de Natal e Agência de Fomento do RN, viola a lei de licitações, além de não apresentar elementos técnicos concretos que revelem a viabilidade econômica e financeira da empreitada”, disseram os promotores na época. 

Por José da Cruz às 14h39

A festa continua: agora é a vez dos Jogos Militares

        Os Jogos Mundiais Militares será disputados no Rio de Janeiro em 2011 e já se veem em problemas.

        Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades e um prejuízo estimado em R$23,2 milhões, devido a “valores de aditivos [contratuais] injustificados”.

        O TCU diz que a vila olímpica da Marinha foi licitada sem licença ambiental prévia, o que é obrigatório.

        "A ausência da licença ambiental quando da licitação ocasionou uma série de problemas, como a necessidade de alteração do projeto de locação da obra, alteração nas fundações dos prédios e atraso no início das obras" diz o relatório da auditoria, segundo a Folha.

        Para conseguir cumprir os prazos, a Marinha argumentou ser necessário trocar o tipo de concreto que é usado na obra, o que gerou um custo de R$ 16,5 milhões, que não era esperado segundo o orçamento para a infraestrutura dos Jogos.

        A Aeronáutica teve o mesmo problema e teve de pagar à construtora um extra de R$ 6,7 milhões.

        No total, R$ 209,8 milhões foram fiscalizados, verba reservada para a construção das vilas olímpicas.

        Outras irregularidades foram observadas, como sobrepreço e pagamento adiantado de serviços.

        Os responsáveis terão 15 dias para apresentar as justificativas. 

Leia a notícia completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1211201019.htm

Por José da Cruz às 10h21

11/11/2010

Pan 2007: inocência ou indecência?

            O processo do Tribunal de Contas da União com resultado positivo, que livrou Ricardo Leyser Gonçalves, do Ministério do Esporte, e Carlos Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos 2007, refere-se às acomodações dos atletas na vila Pan-Americana.

            Em resumo:

            Segundo os auditores, a diária de cada atleta durante o Pan custou aos cofres públicos R$1.137,00.

            “A quantia é muito superior ao cobrado por bons hotéis do Rio, incluindo-se nos serviços pensão completa, e revela o despropósito desse gasto. Apenas como ilustração, o valor médio pago pelo Comitê Organizador Rio 2007 aos Hoteis Othon S.A, Windsor Barra e Hotel Royalty Barra, para hospedar membros dos comitês olímpicos dos países participantes, com pensão completa, foi de R$ 600/diária”.    Palavra dos auditores do TCU confirmadas pelo ex-relator Marcos Vilaça.

            É uma questão muito simples:

            Quando o empresário sabe que a conta será paga pelo governo, o preço dobra. E para o gestor público isso é muito normal... Afinal, ele está permanentemente na casa da mãe Joana!

            Agora, que ginástica deve ter feito o ministro relator do processo, Walton Alencar Rodrigues, para isentar os responsáveis e contornar a realidade evidente?

Provas

            Quando escrevi que os gestores do Pan foram irresponsáveis, foi com base numa declaração de Marcos Vilaça, em seu Acórdão 2101/2008, que transcrevo, na íntegra:

            “Neste ponto sou categórico. O Ministério do Esporte, a quem cumpria o papel de principal ator governamental na gestão dos Jogos, foi o maior responsável pelo planejamento precário que permeou o evento. O Estado, o Município e o Comitê Organizador também são responsáveis”. (grifo meu)

            Assinado: Marcos Vinícios Vilaça

Verdade

            Para um acadêmico de Direito, para um jovem repórter de esporte, para um especialista em legislação pública ou para o público, em geral, ler o Acórdão 2101/2008, do Processo 014.800/2007-3 é um exercício de paciência, mas uma aula de detalhes sobre dezenas de irregularidades e manobras praticadas com o nosso dinheiro.

            E é dessa situação que esses senhores se safam e festejam, como se ao convencerem um ministro conseguissem iludir os que constataram os fatos e as fraudes.

Credenciamento

            Por exemplo, um caso que pode ter julgamento favorável, mas que jamais será se conhecerá a realidade é o que trata do sistema de credenciamento para o Pan 2007.

            Em resumo, para não deixá-los mais indignados nesta véspera de feriadão:

            O contrato original de credenciamento estava orçado em R$ 55.595,56.

            Houve alterações no contrato e um novo sistema foi comprado. O valor final chegou a espetaculares R$ 26.700.000,00. Exatamente, 16.000% de aumento.

            Volto a Marcos Vilaça, para demonstrar que não houve ignorância do fato. Ao contrário, tudo foi muito bem reconhecido no TCU.

            Pior: os auditores visitaram 14 áreas de disputas durante o Pan onde esse milionário equipamento estava instalado. E o que constataram, segundo palavras dos seguranças que deveriam estar operando o sofisticado sistema:

            Riocentro – Os equipamentos deram muitos problemas e, por isso, não vêm sendo usados;

            Parque Aquático – Os equipamentos não estavam em uso;

            Arena do Posto 6 – Os equipamentos não estavam em uso;

            Estádio João Havelange – Os equipamentos não estavam em uso;

            Vila Pan-Americana: havia equipamentos em uso de forma eventual com, com versão antiga do aplicativo;

            Central de Transportes: equipamentos em uso, mas perdendo a configuração, forçando recarga do sistema toda manhã.

            E por aí vai a descrição de Marcos Vilaça.

            E isso é apenas um dos 35 processos que o TCU produziu.

            Mas as isenções de culpa por tantas irregularidades continuam em produção acelerada. Afinal, ai vem Rio 2016...

            Então, diante de tantos escândalos, de que riem esses senhores?

            O que festejam, se não a farsa da inocência? Ou, quem sabe, o orgulho da indecência?

Por José da Cruz às 19h53

Pan 2007: a farsa do julgamento

        Recebo com surpresa um extenso release do Ministério do Esporte.

        Nos últimos anos é a primeira vez que acionam o meu endereço de email. Ou seja, quando não respondem os meus questionamentos e por malandragem mesmo.

        Mas diz o tal release, que o Tribunal de Contas da União (TCU) isentou de irregularidades os servidores do Ministério do Esporte nas suspeitas de falcatruas nos serviços de hotelaria na Vila Pan-americana, nos Jogos de 2007.

        “Em todos os julgamentos ocorridos até o momento, o TCU acatou os argumentos do Ministério do Esporte, e isentou os seus gestores de responsabilidade,” dizem os escribas oficiais.

Atrasados

        A notícia é velha, desatualizada.

        Desde o relatório do ex-ministro Marcos Vilaça, o último que assinou antes de se aposentar, no ano passado, já se sabia que todos os indícios de irregularidades, superfaturamentos, pagamentos de contas em dobro, enfim, encontradas e comprovadas pelo corpo técnico do TCU não dariam em nada.

        É preciso explicar, exaustivamente, que uma coisa é o auditor ir ao local e identificar o fato fora das normas legais; outra é o ministro, político, apadrinhado de deputados e senadores e amigo da cúpula do Poder da República tomar a decisão que bem entende.

        No bom português, está se lixando para a seriedade do trabalho técnico, que deveria servir de exemplo ao combate da corrupção.

Festa

        Imagino que as autoridades do Ministério do Esporte estejam festejando, com nosso dinheiro, mais este “alívio” do Tribunal.

        Mas não se iludam, Senhores. Seus nomes estão manchados como  irresponsáveis e suspeitos gestores do dinheiro público.

        Talvez pela falta de vergonha que caracteriza suas passagens pelo Ministério do Esporte os senhores consigam sustentar a cabeça erguida na rua. Mas também aí, no comportamento ilusório, se revela a farsa de cada um de vocês, liderados por Orlando Silva, o ministro de ocasião.

Julgamento

        Os senhores tiveram o julgamento político que se esperava. Afinal, estamos no país dos tiriricas e das tapiocas.

        Mas para opinião pública, as autoridades do Ministério do Esporte passarão para a história como os (i)responsáveis pelo mais vergonhoso caso de corrupção no esporte brasileiro.

Por José da Cruz às 19h12

Lá e aqui...

Por Alex Pussieldi 

          Estou em Orlando (EUA), mas não é para ir na Universal ou Magic Kingdom.    

       Estou aqui para acompanhar a maior competição escolar da Flórida, o High School States Finals, reunindo 500 nadadores de altíssimo nível em três dias de provas.

        Destaque para o primeiro dia de competição, nesta quinta-feira, com a presença de três brazucas: Eduardo Santana, do Minas Tênis, e Matheus Martini, do Pinheiros, que nadam pelo Bolles; e Luke Torres, ex-nadador do Paineiras e que está voltando ao Brasil, no final da temporada. Luke nada pelo American Heritage.

         Enquanto isso...

                                                                                CIEP 045 em São Gonçalo-RJ

 

                                          Realidade das escolas no Rio Olímpico 

Por José da Cruz às 15h06

Notícia triste: morreu Alexandre Pagnani, um dos principais combatentes ao uso de doping

        É com tristeza que registro a morte do presidente da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação, professor Alexandre Pagnani, ocorrida no último sábado, em São Paulo.

        Ele era dirigente de diálogo fácil, que comentava sobre a realidade de sua área sem rodeios; não se escondia para conversar com jornalistas. Seu trabalho de combate ao uso de doping era claro, aberto, intenso.

        Pagnani, que também presidia a Associação Brasileira de Estudos e Combate ao Doping, morreu aos 42 anos. Desde maio ele fazia tratamento tentando curar um câncer no intestino.

          

        Em dezembro de 2008 conversamos longamente, durante uma de suas vindas a Brasília.

        Em meus arquivos encontrei dados daquela entrevista que  transcrevo resumidamente, em homenagem póstuma:

        “Alexandre Pagnani esteve com o ministro do Esporte, Orlando Silva (em dezembro de 2008), quando denunciou a falta de uma política efetiva de combate ao doping.

        E criticou o fato de o governo federal não se interessar por políticas para o setor, a não ser nos momentos em que as delegações esportivas eram formadas para eventos internacionais.

        No mesmo encontro com o ministro, Pagnani entregou um relatório a Orlando Silva em que demonstrava a grave situação do setor no país, com números sobre tráfico de drogas e substâncias ilegais comercializadas em academias e quantitativos sobre o uso de doping por atletas.

        Pagnani não me mostrou o relatório, alegando que se tratava de um documento que, a partir de então, caberia ao Ministério do Esporte divulgar, o que nunca ocorreu.

        O presidente também defendia a independência da Agência Nacional de Antidoping, evitando que ficasse subordinada ao Comitê Olímpico Brasileiro.

        “O ministro disse que realizará uma reunião para tratar de todos esses assuntos, pois são prioridade do governo Lula, a fim de alertar a população – os atletas, em particular – para os graves riscos sobre o uso de drogas para melhorar o desempenho no esporte”, revelou Pagnani, há dois anos.

        Depois disso, conversamos só uma vez, por telefone, e a tal reunião do Ministério do Esporte nunca foi realizada.    

Por José da Cruz às 12h08

Diálogo atrasado. Muito atrasado

            A Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados aprovou na sessão de ontem a realização de uma audiência pública para debater o seguinte assunto:

        "Implantação de Centros de Alto Rendimento Esportivo, com o objetivo de aprimorar a preparação dos atletas olímpicos e paraolímpicos brasileiros".

        A proposta demonstra como o Brasil está atrasado em termos de formação de atletas.  

        De tal forma que a cinco anos das Olimpíadas vamos começar a discutir – reparem, discutir!!! – sobre centros de treinamento.

        E se da discussão sair algum projeto, ainda vai à votação, ao Senado, emendas daqui e dali, enfim. Conversa, pura conversa.

Enquanto isso...

        ... há 20 anos se discute sobre a prática de educação física nas escolas, e a criançada está parada, contribuindo para reduzir o IDH brasileiro.

        Dá para acreditar numa preparação de atletas dessa forma?   Ora, ora, senhores parlamentares, tomem vergonha.

        Pior: Nem o COB nem o Ministério do Esporte conseguem se entender! Será no Congresso Nacional que sairá a solução?

        Conversa fiada de todos os lados, só isso.

Por José da Cruz às 10h27

10/11/2010

Lobistas fazem campanha por Lindberg Farias para o Esporte

        A 50dias de o novo governo tomar posse cresce no Congresso Nacional o loby partidário para os cargos ministeriais, principalmente.

        Com bom movimento na Câmara e no Senado, ontem, ouvi manifestações de que o ex-prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Luiz Lindbergh Farias Filho – Lindberg Farias, politicamente falando – tem pretensões de se tornar ministro do Esporte.

        Eleito para o Senado Federal, pelo PT, Lindeberg completará 41 anos em dezembro.

Currículo

        No seu currículo político tem dois mandatos de deputado federal (1994 e 2002) e dois de prefeito de Nova Iguaçu (RJ), inicialmente em 2004 e reeleito em 2008.

        Porém, é o prefeito mais processado daquele município, acusado pela oposição de recebimento de propinas.

O Ministério Público também o denunciou por superfaturamento em licitações.

UNE

        Lindberg, a exemplo do atual ministro, Orlando Silva, também foi presidente da União Nacional dos Estudantes, a histórica UNE, com sede no Rio de Janeiro, quando começou sua carreira política.  

        Assim, se o ex-prefeito vier a ser o escolhido de Dilma Rousseff, o Ministério do Esporte estará consagrado como "ninho da UNE", pois lá atualmente trabalham três ex-presidentes. E o esporte que se lixe.   

        Esse é o segundo nome que circula como balão de ensaio para o Ministério.

        O primeiro foi o da deputada gaúcha Manuela D’Ávila (PC do B), que liderou a Frente Parlamentar do Esporte, no Congresso Nacional, este ano.

        A sucessão ministerial, porém, não passa de desejos de uns e especulações de outros.

        Eu, por aqui, vou divulgando o que escuto no Congresso Nacional, casa de insaciáveis, pois outro assunto que dominava as conversas por lá, ontem, era o aumento do salário dos parlamentares.

Bastidores

        Porém, o nome do futuro ministro do Esporte passa pelo destino de Orlando Silva. Será ele consagrado como Autoridade Pública Olímpica, como tanto deseja.

        Em caso positivo, o PC do B já estará contemplado com cargo no governo Dilma, ficando o Ministério do Esporte aberto para a outro partido, quem sabe o PT de Lindberg ou o PSB, que também namora a mesma pasta.

Detalhe

        Por incrível que pareça, é possível que o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) seja ouvido por Dilma sobre o assunto, me disseram dois deputados.

        Ex-ministro do Esporte, Agnelo é desafeto de Orlando Silva, com quem já andou abraçado em tempos de cinismo mútuo.

        Hoje, não podem nem se olhar. Barbaridade!

        Poderá ser a ocasião de Agnelo dar o troco a Orlando, vetando o seu nome.

        Afinal, quando assumiu o ministério, Orlando Silva despachou a maioria dos funcionários apadrinhados do agora governador do DF.

        Foi aí que começou a encrenca, até Agnelo se mandar do PC do B, onde ficou sem espaço e amigos.

        Observem como são os bastidores para a escolha de um ministro.

        Imaginem se o candidato fosse Romário!!!!

        Ou Tiririca, o mais votado no país?

        Não, Tiririca, não. Ele ainda vai ser avaliado pela turma do ENEM.

Por José da Cruz às 23h26

Estádio Mané Garrincha terá capacidade reduzida em 50%

         O ex-ministro do Esporte e governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, determinou reduzir a capacidade do estádio Mané Garrincha, de 72 mil para 35 mi lugares.

        Antes mesmo de assumir o governo – o que ocorrerá em 1º de janeiro – Agnelo tomou a medida como uma das primeiras de contenção de despesas de seu governo e considerando que a abertura da Copa de 2014 será em São Paulo.

        A expectativa é que os custos da monumental obra, estimados em R$ 750 milhões, também caiam em 50%.

        Nesse aspecto eu duvido, pois em se tratando de obra pública, o Mané Garrincha não sairá por menos de R$ 500 milhões. Políticos e empreiteiras têm tudo a ver.

        Com a decisão o projeto passará por adaptações, sendo essa a terceira vez que o engenheiro Eduardo Castro Mello modificará a proposta original.

                 PRIMEIRO PROJETO      

       SEGUNDO PROJETO

                                                                                                         

Espaço reservado para exibir o terceiro projeto do Estádio Mané Garrincha

      

Por José da Cruz às 09h57

Bilionário brasileiro investirá na Copa 2014 e Olimpíadas 2016

Da Máquina do Esporte

        Eike Batista, de 53 anos, o  empresário mais rico do Brasil e o oitavo no ranking mundial da revista Forbes, com fortuna de US$ 27 bilhões, entrará no mundo também milionário do esporte de rendimento.

        O grupo EBX, controlado pelo bilionário Eike Batista, e a IMG Worldwide, principal agência de marketing esportivo no mundo, anunciaram nesta terça-feira a união de esforços para a formação de uma empresa de marketing esportivo e entretenimento no país”.

           Eike, empresário de visão

Notícia completa

        A informação foi divulgada pela revista “Máquina do Esporte” e a notícia completa está em http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/Marketing/18/18316/IMG-volta-ao-Brasil-em-sociedade-com-Eike-Batista/index.php

Análise

        O blog de Erich Beting tem oportuna e séria análise sobre o assunto: http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/arch2010-11-07_2010-11-13.html

Oportunidades

        Ao fazer o anúncio, o empresário declarou:

        “Juntos (empresas parceiras) podemos nos aproveitar das grandes oportunidades que o Brasil terá na área de esportes e entretenimento, especialmente considerando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016”.

        Está aí o que tenho escrito seguidamente: antes do suor dos atletas, das medalhas e do pódio, esporte de rendimento, há bom tempo, é “negócio milionário”, para muitos bilionários, mundo afora.

Parceiro

        Em 2009, Eike Batista doou R$ 10 milhões para a candidatura Rio 2016.

        Como dizem os especialistas e eu repito aqui seguidamente: “Esportes provocam emoções e emoções vendem."

Negócio é isso, e justiça seja feita: as empresas de Eike Batista empregam 19 mil pessoas no Brasil.

Por José da Cruz às 07h58

09/11/2010

FSB contesta favorecimento em licitação

        Referente à nota que publiquei sobre a licitação no Ministério do Esporte para a contratação de uma empresa de comunicação (R$ 15 milhões anuais), recebi a seguinte mensagem da direção da empresa FSB:

“Prezado Cruz,

Como sócio-diretor da FSB, responsável pelo escritório de Brasília, faço questão de esclarecer alguns pontos levantados por este blog, em texto publicado no dia 5 de novembro, sobre a concorrência pública para escolha de agência de comunicação para o Ministério do Esporte:

A nota técnica da FSB não se explica por qualquer tipo de favorecimento, mas pela competência técnica e esforço de sua equipe. É natural que, por seu porte e capacidade, a empresa esteja entre os principais concorrentes em qualquer contrato que dispute. 

A FSB Comunicações é uma agência de comunicação integrada, especializada em gerenciar a imagem e a reputação das organizações. Ao longo dos seus 30 anos de atuação, desenvolveu a capacidade de entender a necessidade do cliente e oferecer a ele soluções práticas, criativas e eficazes para que seus objetivos e metas sejam alcançados. 

Temos hoje mais de 370 colaboradores, divididos por nossos quatro escritórios: Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Minas Gerais. Atendemos mais de 140 clientes, em diversos setores da economia, além do governo federal, governos estaduais e prefeituras. 

Não é correto que a diferença de dez pontos entre a nota técnica obtida pela FSB e a segunda colocada na licitação seja algo inédito em concorrências deste tipo, como afirma a nota. Isso pode ser comprovado por uma pesquisa no resultado dos processos licitatórios mais recentes do próprio governo federal. 

Todos os produtos e propostas apresentados pela FSB respondem fielmente ao briefing  publicado nas páginas 54 e 55 do edital de licitação. Outras empresas apresentaram propostas de produtos, como projetos de revistas ou sites. 

Atenciosamente, Moisés Gomes”     

        Não questionei nem questiono a capacidade técnica e profissional da equipe em questão.

Porém, reitero as informação publicada há um mês: com base em fonte do Ministério do Esporte a licitação seria favorável à FSB.

Fiz um alerta, sem desmerecer a competência das concorrentes.

Como no esporte, que vença a melhor proposta, sem ajuda do juiz.

José Cruz

Por José da Cruz às 22h39

Universíade: Brasil não evolui apesar de aplicar mais recursos públicos

        Há poucos dias publiquei que a Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDU) recebeu R$ 12 milhões do governo Lula, nos últimos oito anos.

        O retorno desses recursos públicos pode ser analisado no quadro abaixo, elaborado pelo jornalista Walter Guimarães.

        Nele, se constata que, apesar de muito dinheiro, não houve evolução do Brasil no ranking da Universíade, o principal evento universitário mundial.

        Além disso, as medalhas conquistadas vieram por atletas olímpicos, como Daiane dos Santos e Mosiah Rodrigues, na ginástica, Fabiano Peçanha, no atletismo, Juliana Veloso, nos saltos ornamentais, Natália Falavigna no taekwondo etc.

        E qual a participação da universidade na formação desses atletas? Nenhuma.

        Portanto, trata-se, lamentavelmente, de um segmento inexpressivo no contexto do esporte brasileiro, cujo dinheiro que recebe poderia ser direcionado para setores mais necessitados, como a iniciação, a base, totalmente carente de projetos.

 O BRASIL EM UNIVERSÍADES                                              

ANOOUROPRATA BRONZERANKING
1991 0 0  0 ---
1993 0 1  0 31º
1995 2 5  2 15º
1997 3 2  1 13º
1999 2 0  5 20º
2001 2 3  2 14º
2003 1 2  8 22º
2005 4 2  9 13º
2007  1 3  6 29º
2009 2 2  2 25°

Por José da Cruz às 17h15

08/11/2010

A vergonhosa proposta de formação olímpica

         Está na revista Veja desta semana:

        O empresário Edsá Sampaio ficou conhecido como promotor de eventos e dono de casas noturnas.

        Agora, deve estrear como apresentador de um reality show protagonizado por jovens pobres que se destacam no boxe, na natação, no atletismo e no tênis.

        Em Sonho Olímpico, os garotos disputarão bolsas com as quais poderão se dedicar a seus esportes até as Olimpíadas de 2016.

        Sampaio convenceu à saltadora Maurren Maggi e o centroavante Ronaldo a abraçar o projeto.

        Depois, associou-se à empresa holandesa Endemol, dona dos direitos do Big Brother, que já negocia a venda dos direitos de programa com quatro emissoras.

        Ganhará aquela que oferecer os melhores benefícios aos bairros onde os jovens atletas moram.”

Crítica

        No Brasil milionário que ocupa a festejada oitava economia do mundo um esperto empresário vai explorar as dificuldades de jovens “pobres”. E ganhar dinheiro às custas das emoções provocadas pela miséria alheia.

        Jovens que, é possível, contribuem, pela falta de educação e saneamento dos locais onde moram, para engrossar o vergonhoso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, em 73º no ranking mundial – atrás do Chile, Argentina, Peru...

        A revoltante idéia desse espertalhão da madrugada provoca mais indignação quando anuncia que terá a adesão da medalhista olímpica Maurren Maggi e do milionário Ronaldo. Quanto suas contas váo engordar por apoio tão indigno?

Deboche

        Pessoas desse nível não têm noção do que significa o sonho de um garoto pobre se tornar atleta e famoso. 

Por tudo isso, a proposta desse programa é uma agressão à sociedade e um deboche aos nossos jovens talentos.

        Qual será a reação do Comitê Olímpico e dos presidentes das confederações de Natação, Atletismo, Boxe e tênis?

        Permitirão que seus jovens exponham suas dificuldades em telas coloridas e de alta definiçao para que possam ter alguma progressão social?

        Permitirão usar a expressão “Sonho Olímpico” de forma tão vergonhosa e marginal?

        E que medida tomará o governo federal, que concede a licença para que as televisões operem?

Ficarão nossas autoridades acompanhando a vulgar e vergonhosa valorização de um atleta que deseja se tornar olímpico?

Se tudo isso ocorrer, com certeza nos envergonharemos dos Jogos que tantos se orgulham de ter conquistado.

Por José da Cruz às 22h40

Ministério gasta apenas 10% do orçamento e em fim de mandato compra 300 notebooks

        A um mês de trocar o governo federal o Ministério do Esporte vai gastar R$ 614.700,00 com a compra de 300 notebooks portáteis e assistência técnica por 36 meses, pagos à empresa Daten Tecnologia Ltda.

        Afinal, se o Ministério do Esporte contrata consultorias para tudo o que precisa saber é sinal que por lá não há muito serviço.

        Então, o que fará com 300 notebooks?

Orçamento

        Para não ficar só na crítica, aí vai o exemplo prático da imobilidade do Ministério do Esporte.

        O orçamento do ministério para este ano foi de R$ 2,2 bilhões.

        Sabem quanto foram gastos até agora? R$ R$ 615,9 milhões! Coisa de 30% do disponível

Detalhe importante:

        Desses R$ 615,9 mil, desconte-se R$ 377,6 mil referentes às contas do ano passado pagas este ano, conhecidas por “restos a pagar”.

        Ou seja, na ponta do lápis, os investimentos efetivos do Ministério do Esporte em 2010 foram de irrisórios R$ 238 mil, isto é, 10% do que dispunha para tocar o setor. Os dados são oficiais, do SIAFI.

        Mais: nesses R$ 238 mil que foram gastos está embutido o dinheiro do Programa Segundo Tempo que, sabe-se, boa parte perde-se na corrupção.

        E tudo isso ocorre porque o governo faz cortes orçamentários e há falta de gestão profissional no Ministério, ausência de bons projetos etc.

        Então, 300 notebooks em final de mandato?

        Estranho, muito estranho.

Festa

        Paralelamene, o mesmo ministério contratou a empresa  HWC Empreendimentos Ltda para “organizar eventos”... valor da fatura: R$ 13.650,00, autorizada pelo senhor José Lincoln Daemon, subsecretário de Planejamento  do Ministério do Esporte.

        Um dos eventos deve ser para receber e distribuir os notebooks, só pode...

        Quem sabe, já estão preparando a festa de "amigo secreto" !

 

Por José da Cruz às 11h03

Começo de semana

Por Sérgio Siqueira

do blog Sanatório da Notícia

http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/

A hora é agora

        É comovente o desforço físico de Ronaldão com o Fenômeno.

 (do site www.fatioupassou.com)

Com  mais de 100 quilos de idade ele afinal chegou ao peso ideal para abandonar os gramados.

Pobre Tiririca

        Deu bode no Enem outra vez: o primeiro dia de provas foi marcado por confusão, com erros de impressão em gabaritos e provas. O teste de sábado tinha cartões de respostas com os nomes das áreas trocados, isso levou participantes do exame a preencher a folha com as questões invertidas.

        E ainda querem testar o deputado Tiririca.

Arrancada       

         A melhor arrancada no GP de Fórmula-1 em São Paulo foi a do motorista-policial que dirigia o carro particular, um Mercedes blindado, do piloto Jenson Button para escapar de seis assaltantes, na Avenida Interlagos, antes da largada oficial da prova. Ultrapassou de longe a polle position da corrida.

Vergonha

        Estou envergonhado, diz Rubinho Barrichello sobre assalto ao seu colega Jenson Button. Que susto, todo mundo pensou que ele estava envergonhado com a sua performance em Interlagos.

A troca

        A Delegacia de Repressão Contra Crimes de Propriedade Imaterial apreendeu 20 mil CDs e DVDs piratas. Foram encontradas cópias falsificadas do filme "Tropa de Elite 2”.

        Os piratas não se conformam. Chegaram a oferecer mil cópias de "Lula - O Filho Brasil" por uma de "Tropa de Elite-1" - mas os intocáveis consideraram fora de cotação. 

O Lula da ABL

Paulo Coelho é o Lula da Academia Brasileira de Letras. É o mais popular e não tem diploma.

Conselho

        De José Simão, na Band News, hoje de manhã:

        Se você receber um e-mail “Dilma de maiô” não abra. Pode ser verdade!

Por José da Cruz às 09h22

07/11/2010

Manuela D´Ávila no lugar de Orlando Silva?

  

         A deputada gaúcha Manuela D´Ávila está cotada para o ministério de Dilma Rousseff, segundo informou o site de O Globo, em matéria assinada pelos repórteres Maria Lima e Fábio Fabrini.

        Com 482.590 votos – primeira colocada no Rio Grande do Sul – a deputada, do PC do B, poderá vir para o lugar de Orlando Silva.

        Porém, a revista Veja desta semana indica que o PSB também está de olho na pasta do esporte.

        Faz sentido tanto interesse: além da fortuna que por ali vai circular devido à preparação da Copa 2014 e Olimpíadas 2016 o Ministério do Esporte será, sem dúvida, um dos de maior visibilidade nos próximos anos.

        Mas, se essa previsão de O Globo se confirmar, lamentavelmente a presidente Dilma deixará de lado a indicação de um especialista no setor para privilegiar o segmento político, o que é péssimo para um país que precisa, urgentemente, de ordem institucional no esporte.

Por José da Cruz às 19h02

Estados Unidos também querem Joaquim Cruz na sua estrutura olímpica

        Vinte e seis anos depois de ter conquistado a medalha de ouro olímpica nos 800m, nos Jogos de Los Angeles, Joaquim Cruz mantém prestígio em alta.

        Conhecido e respeitado internacionalmente, o brasiliense não limitou sua atuação pós-medalha às homenagens que lhe foram prestadas mundo afora, palestras ou conferências.

        Professor de educação física, Joaquim manteve-se atuante na linha de frente do esporte. Dirigiu atletas olímpicos norte-americanos, prestou consultorias para outros países e até 2008 dirigiu a equipe paraolímpica de atletismo dos Estados Unidos.

        Em agosto ele esteve no Brasil a convite do Comitê Olímpico Brasileiro, acertando seu possível retorno ao país, a fim de reforçar o time que prepara o Rio de Janeiro para os Jogos de 2016.

        A cultura esportiva, a experiência de ex-atleta e as relações que mantém com autoridades e instituições de outros países o tornam personagem importante nessa estrutura de gestão organizacional.

Mas...

        Há uma pedra no meio do caminho para que Joaquim retorne ao Brasil: os norte-americanos se preparam para recuperar o espaço que perderam no quadro de medalhas nos últimos jogos e convidaram o brasileiro para reforçar o time de lá.  Até proposta já lhe fizeram para que permaneça nos Estados Unidos, onde mora desde 1981.

        Observa-se nessa ação uma estratégia a longo prazo, o que pouco se vê por aqui. Os Estados Unidos disputarão Londres 2012, mas já se articulam com quem é do ramo para ter conhecer a realidade nacional que enfrentarão em 2016, ou seja, daqui a seis anos. 

        Joaquim evita falar sobre o assunto, pois o momento, como me disse, é de analisar a situação com sua família – mulher e dois filhos – que, por sinal, ficaram encantados pelo Rio de Janeiro.

        “No momento certo vou me manifestar”, resumiu, bem ao seu estilo de manter privacidade o máximo possível.

        Boa sorte, na decisão e que o Brasil seja contemplado com resposta positiva.

Por José da Cruz às 17h04

06/11/2010

TCU suspende primeiro contrato para Copa 2014 e Olimpíadas 2016

        O contrato de R$ 40 milhões para assessoria de relações públicas e para promover o Brasil no exterior por ocasião da copa 2014 e Olimpíadas 2016 foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União.

        A concorrência foi promovida pela Embratur, e a empresa Máquina da Notícia havia vencido dois lotes, sendo que outros dois foram para as agências Ogilvy e FSB.

        Essa é a primeira suspensão do TCU de uma licitação visando Copa e Olimpíadas.

        A notícia, do repórter Lúcio Vaz, está publicada na edição de hoje do Correio Braziliense.

Irrregularidades

        O motivo da suspensão, segundo o relator do processo, ministro-substituto Luís de Carvalho, é que as irregularidades encontradas poderiam resultar em prejuízos ao erário, em razão da restrição do caráter competitivo da concorrência, da insegurança jurídica pela falta de clareza do edital e da possibilidade de ineficiência em decorrência da remuneração horas/homem”.

Por José da Cruz às 15h15

Reforma do Maracanã consome R$ 750 milhões: uma história de arrepiar

         Em setembro de 1999, o Governo do Estado do Rio de Janeiro contratou a Construtora Varca Scatena Ltda, para reformas no Maracanã. Custo da obra: R$ 52.125.945,03.

         Ao final de 2004, a Varca alegou  que não tinha mais dinheiro para acabar o serviço e se mandou.

         Amigo de Lula, o Governo do Rio socorreu-se no Palácio do Planalto “para a aquisição e montagem de escadas rolantes para o Maracanã, sistema de ar-condicionado  e exaustão mecânica, assentos de arquibancadas e placas termoacústicas para o Maracanãzinho, além de placares eletrônicos para ambas as instalações esportivas”, segundo relatório de inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU).

         E lá se foram R$ 29.999.546,32

        Em junho 2005 o Governo do Estado do Rio contratou o consórcio formado pelas Construtora Norberto Odebrecht S/A, Construtora Andrade Gutierrez S/A, Construtora OAS Ltda. e Engevix S/A para acabar o serviço.

         Custo: R$ 80.937.469,56

 E VAI ROLAR A FESTA...

         Passa o tempo e, em abril de 2007 (a dois meses da abertura do Pan) o valor do novo contrato já alcançava o expressivo montante de R$ 246.154.691,30 “extrapolando em quase nove vezes o máximo limite de acréscimo contratual previsto na Lei Licitações e Contratos”.  (Informação do TCU, grifo meu)

Agravante

         Porém, uma agravante: o consórcio de empresas de engenharia contratado já contabilizava mais de R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais) em serviços executados e pendentes de pagamento.

         Naquela ocasião não havia mais amparo legal para a União repassar recursos ao governo do Estado do Rio, conforme alertou o Tribunal de Contas da União (Acórdão n. 876/2007).

         Foi aí que entrou o clássico, o providencial, o vergonhoso “jeitinho” brasileiro?

        Medida Provisória abriu “créditos orçamentários” em favor do Ministério do Esporte, a fim de socorrer o Estado do Rio e, assim, o Pan 2007 não passar por vexame internacional.

        Assim, em 25/05/2007 o Ministério do Esporte manou mais R$ 69.936.126,09 para a obra de reforma e adaptação do Complexo Esportivo do Maracanã.

         A obra de reforma, iniciada em 1999 já passava dos R$ 250 milhões.

        Até hoje o TCU aguarda as prestações de contas que cobra sistematicamente do Ministério do Esporte, que foi o órgão repassador dos recursos ao governo do Estado do Rio de Janeiro.

        Enquanto os órgãos de fiscalização questionam despesas iniciadas em 1999, ou seja, há mais de uma década, o governo do Estado do Rio inicia outra reforma no Maracanã.

       Custo da nova festa: R$ 500 milhões

 Em reumo

       Entre 1999 e hoje, mais de R$ 750 milhões para “reforma” do Maracanã...

      É o mesmo preço que o pagador de impostos arcará para a construção do Mané Garrincha, em Brasília.

O que tudo isso significa?

      A resposta está nas manchetes dos jornais desta semana:

     “Brasil é o 73º no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): educação patina e trava desenvolvimento...”

       Deve ser por falta de dinheiro, que vai para obras inacabadas.

Por José da Cruz às 12h43

05/11/2010

Pontuação já assegura vitória da FSB em contrato milionário de comunicação com Ministério do Esporte

                     O resultado final ainda não saiu, mas a etapa encerrada hoje indica que a FSB Comunicação e Planejamento Estratégico Ltda vencerá a concorrência de R$ 15 milhões/ano para prestar assessoria de comunicação ao Ministério do Esporte.

                Exatamente como antecipei no dia 16 de setembro.

 Alerta

                Naquela ocasião, alertei que a concorrência tinha “cartas marcadas”, pois a FSB é a empresa favorita do ministro Orlando Silva, conforme informações que obtive junto a fontes do próprio Ministério do Esporte.

                A direção FSB contestou minha nota, mas o Ministério do Esporte silenciou diante da notícia.

Decisão

                Hoje foi divulgada a segunda etapa da concorrência (nota técnica), e a FSB conseguiu algo inédito em concorrências que reúnem a elite das empresas do setor: abriu vantagem de mais de 10 pontos sobre a segunda colocada, a CDN.

                Com 94,67 pontos, a FSB não poderá ser alcançada na última fase, quando o preço ofertado estará em julgamento.

Diferença

                O que diferenciou a proposta da FSB das demais foi a apresentação das peças que seriam produzidas, caso viesse a vencer a licitação: site do Ministério do Esporte, projeto de revista, campanha promocional do Brasil no exterior etc.

                E porque as demais não apresentaram?

                Primeiro porque o edital não fazia essa exigência. Tratava-se de uma concorrência técnica e de preço;

                Em segundo lugar “porque só apresenta peças da campanha promocional quem tem um briefing, uma instrução exclusiva que indica o diferencial para ganhar a disputa”, me disse uma fonte também do Ministério que acompanha de longe o assunto.

                Assim, se não ocorrerem contestações, está tudo decidido. “Com favorecimento escancarado”, me contaram especialistas do setor que há muito convivem com os bastidores desse setor.                   

Por José da Cruz às 19h25

Lei de Incentivo ao Esporte ainda tem desempenho pífio junto aos clubes formadores de atletas

         Dos 13.826 clubes sociais brasileiros em atividade, menos de 10 tiveram acesso à Lei de Incentivo ao Esporte, que dispõe de R$ 400 milhões anuais para aplicar em diferentes manifestações do setor.

        Entre 2007 – quando foi criada a Lei de Incentivo – e outubro deste ano, os clubes que mais se beneficiaram foram o Minas Tênis, de Belo Horizonte (R$ 21,9 milhões), e o Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo (R$ 19,8 milhões), totalizando investimentos de R$ 41,7 milhões.

        Minas Tênis e Pinheiros, além de Sogipa e União, de Porto Alegre, são os principais formadores de atletas olímpicos brasileiros.

Confederações

        No mesmo período de três anos apenas nove das 33 confederações olímpicas foram buscar recursos na Lei de Incentivo ao Esporte: Tênis de Mesa, Badminton, Judô, Tiro Esportivo, Desportos Aquáticos, Handebol, Tênis, Hipismo e Golfe (essa última modalidade incluída em 2009 no programa olímpico).

        Dessas, a Confederação de Judô foi a que teve melhor resultado, captando R$ 4,9 milhões.

        Golfe aparece em segundo lugar, com R$ 4,1 milhões, seguido de Handebol (R$ 3,9 milhões), e Desportos Aquáticos (R$ 3,3 milhões).

        Mas, ao contrário dos clubes, as confederações têm outras fontes de recursos, como a Lei Piva, administrados pelo Comitê Olímpico Brasileiro, além de patrocínios de estatais que cobrem seus principais investimentos anuais.

        Em 2009, a Lei Agnelo Piva, por exemplo, cujos recursos vêm das loterias da Caixa, o COB foi contemplado com R$ 113,4 milhões, destinando, por força de lei, 10% para o desporto escolar (R$ 11,3 milhões) e 5% ao universitário (R$ 5,6 milhões).

Origem

        Quando foi idealizada e elaborado o projeto preliminar, ainda no governo FHC, a proposta preliminar da Lei de Incentivo ao Esporte era para atender as instituições que não eram contempladas com os recursos das loterias federais (Lei 10.264/2001) e as que não tinham patrocinadores .

        Hoje, observa-se que essas instituições continuam à margem do sistema, seja por desinformação, por falta de condições para elaborar os burocráticos projetos e até por desinteresse.

        Resultado: a elite do esporte – liderada pelo Comitê Olímpico Brasileiro –, já contemplada por outras fontes e culturalmente mais atualizada no processo de acesso aos recursos é a que mais se beneficia da nova fonte de dinheiro público.

Desperdício

        Em 2009, por exemplo, nove estados da Federação não aprovaram um só projeto da Lei de Inentivo. Naquele ano, R$ 400 milhões estavam disponíveis, mas apenas R$ 106,2 milhões foram captados.

        Ou seja, o esporte deixou de aplicar cerca de R$ 300 milhões.

        Na próxima mensagem abordarei sobre as captações gerais nos quatro anos de Lei de Incentivo e sobre o desempenho dos clubes de futebol.

Por José da Cruz às 12h26

04/11/2010

Ministério do Esporte paga R$ 5,6 milhões por assessorias

            O Portal da Transparência, órgão da Controladoria Geral da União, registra as despesas do governo. Nele, pode-se observar como é frágil – ou inexistente – a estrutura técnica do Ministério do Esporte e da máquina pública, como um todo.

        E qual a segurança para fazer a crítica?

        Pois o Portal da Transparência registra que somente neste ano de 2010 o Ministério do Esporte Gastou R$ 5.620.000,00  com “assessorias” da Fundação Getúlio Vargas.

        Consegui abrir, em parte, dois desses contratos. Os demais estão inacessíveis. Isso que o Portal é de “transparência...”

        1 - Pagamento: R$ 800.000,00

        Justificativa: “Referente à terceira parcela de prestação de serviços técnicos no âmbito de apoiar na mensuração socioeconômica e financeira do futebol profissional brasileiro”.

        2 –Pagamento: R$ 700.000,00

        Justificativa: “Referente à primeira parcela do contrato 43/2010, visando a prestação de serviços técnicos no âmbito de apoio ao planejamento orçamentário e a implantação do sistema nacional de controle de acesso e monitoramento de torcedores em estádios de futebol”.

        Entenderam? Até para o Ministério mandar instalar sistema de monitoramento – que não é da sua competência – em estádio de futebol a FGV tem que prestar assessoria.

        Com esse dinheiro não seria melhor e eficiente contratar técnicos que, como funcionários, atendessem a todas as necessidades do Ministério?

Surpresa

        Continuei a viagem pelo Portal da Transparência e observei que além do  Ministério do Esporte toda a Esplanada dos Ministérios é cliente da Fundação Getúlio Vargas: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Cultura, Minas e Energia, Fazenda, Defesa, Cidades, Agricultura, enfim.

        Resultado: só este ano a FGV recebeu R$ 26.973.240,00 por assessorias ao Governo Federal.

        Ou seja, a máquina pública do governo é inútil, não serve para nada.

 

      Esplanada dos Ministérios: beleza arquitetônica, só

 

 

Por José da Cruz às 10h49

Agnelo promete "ética", mas seu assessor de transição é ficha suja

            Depois de ter afirmado que em seu governo seria “ético” e que só teria “ficha limpa”, Agnelo Queiroz, ex- ministro do Esporte (foto), já tropeçou feio, pisou na bola, mentiu.

            O homem de confiança de Agnelo para promover a transição governamental, Raimundo Ferreira Silva Júnior, não é ficha limpa coisa nenhuma.

            Raimundo foi citado com um dos beneficiados da turma do MENSALÃO, palavra do próprio Marcos Valério, que coordenou o maior escândalo de corrupção da história recente da política nacional.

            A notícia foi divulgada hoje cedo pelo Bom Dia DF, da Rede Globo.

            Mais: Raimundo é ficha sujíssima, lambuzada de outras imoralidades que praticou em sua vida pública, a ponto de o Tribunal de Contas do Distrito Federal ter proibido que ele assuma qualquer cargo público “em comissão”.

            Agora, Raimundo não receberá comissão alguma...

            Segundo a reportagem da Globo, Raimundo já pagou multa imposta pelo Tribunal de Contas devido a irregularidades na gestão de dinheiro do Fundo de Assistência ao Trabalhador.

            E Agnelo nem assumiu... Bah, que vergonha!      

Por José da Cruz às 08h53

03/11/2010

Esporte e Mudança Social terá uma semana de debates, no Rio

            O Rio de Janeiro receberá, de 9 a 13 de novembro, a II Semana Internacional Esporte pela Mudança Social, evento que debaterá sobre os legados dos grandes eventos esportivos no país.

        O encontro começa com apresentações de  “pesos-pesados” do esporte olímpico: Joaquim Cruz, Lars Grael, Magic Paula, Flávio Canto, Ana Moser e o ex-craque do São Paulo, Raí.

        O evento é promovido pela Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), criada em 2007. Formada por entidades não governamentais, a Rede tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Nike.

        Sua missão é difundir o esporte como instrumento de fortalecimento na formação educacional integral dos jovens e o desenvolvimento de comunidades.

         O programa da II Semana abordará os seguintes temas:

        - Esporte e prevenção da violência

        - Indicadores de monitoramento de políticas esportivas e objetivos do milênio

        - Lei de Incentivo ao Esporte

        Essas apresentações serão realizadas pela manhã, sendo na parte da tarde os temas serão debatidos em outros segmentos, através de oficinas práticas.

        “O desenvolvimento econômico de esportes a partir de megaeventos esportivos” e “panorama dos profissionais do esporte no Brasil” são dois dos temas programados para as oficinas de debates.

        A programação completa e informações sobre inscrições estão no seguinte endereço: www.rems.org.br/semana

        Contatos: (21) 3545-9293 // semana@rems.org.br

Por José da Cruz às 16h23

Perdão, leitores, errei

         Sobre a informação que ontem publiquei, de que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) deve ao Ministério do Esporte prestação de contas de R$ 10,9 milhões, faço correção importante.

        Na verdade, o COB já encaminhou  ao Ministério do Esporte toda a documentação referente ao recurso recebido.

        Quem pediu a prorrogação de prazo para apresentar o processo ao Tribunal de Contas da União foi o próprio Ministério do Esporte, que é a outra parte nesse convênio.

        Assim, fica claro que o COB não deve prestações de contas referentes aos gastos realizados para a candidatura Rio 2016.

        Feita a correção, peço desculpas pela informação errada.

Por José da Cruz às 14h03

Desportos Escolar e Universitário receberam R$ 22 milhões no Governo Lula

                                                   R$ 22.067.081,00

       Exatamente, R$ 22 milhões foi quanto o Ministério do Esporte repassou às Confederações de Desporto Universitário e de Desporto Escolar, nos últimos oito anos.

CBDU

12.681.408,00

CBDE

  9.385.673,00

TOTAL

22.067.081,00

       Se fôssemos um país com tradição em eventos esportivos escolares e universitários;

       Se ao menos tivéssemos educação física regular nas escolas e universidades públicas, vá lá, o dinheiro se justificaria.

       Mas, para que serviu o milionário investimento?

       Que retorno essas entidades – CBDE e CBDU – deram ou qual contribuição para o crescimento do esporte nacional em suas respectivas áreas de atuação que justificasse tanto dinheiro recebido?

       Verdade é que R$ 2.330.000,00 a Confederação de Desporto Universitário obteve na Lei de Incentivo ao Esporte. Isto é, foi captar recursos junto à empresas particulares.

Dúvida

       Mas, lendo o resumo de uma das notas de empenhos que liberaram as verbas, fiquei com muitas dúvidas.

       Uma delas trata sobre o destino de R$ 1.175.625,00 para a CBDU. Reparem se não é para ficar com a pulga atrás dá orelha...

       “Participação do Brasil em uma competição de alto nível internacional, realizando o congraçamento dos estudantes universitários, através da prática sadia do esporte, visando, além do desenvolvimento da personalidade a promoção de intercâmbio social”.

       Opa! Não diz o nome do evento de “alto nível internacional”, a modalidade em disputa, o local, quantos atletas foram disputar, as modalidades, nada!!!

       O que diz o Ministério do Esporte sobre isso?

       Que respostas têm aos investimentos que proporcionou?

       Houve análise rigorosa nas prestações de contas dos recursos emitidos?

       O espaço está disponível para divulgar as informações necessárias.

Por José da Cruz às 11h10

02/11/2010

COB ainda deve prestação de contas de R$ 10,9 milhões referente à candidatura Rio 2016

Há poucos dias consultei o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) sobre as prestações de contas dos gastos na candidatura Rio 2016.

Segundo o COB, “todas as prestações de contas de todos os convênios firmados com o Ministério do Esporte (cerca de R$ 96 milhões) foram entregues dentro dos prazos estabelecidos”.

Não é bem assim. Um contrato permanece em aberto, no valor de R$ 10.925.284,34.

O dinheiro foi gasto em “Consultoria Internacional em Megaeventos, altamente especializada, e para a coordenação do desenvolvimento do suporte técnico relacionado à candidatura Rio 2016”.

Novo prazo

Depois de negociar com o Ministério do Esporte, a direção do COB conseguiu prorrogar até dezembro o prazo para prestar contas desse convênio, executado em 2008, há dois anos, portanto.

O TCU está colocando pressão sobre esse gasto especificamente, que envolveu muita mão de obra estrangeira e brasileira.

E até ameaça inscrever o Comitê Olímpico entre as entidades inadimplentes, isto é, que não podem receber dinheiro público enquanto não “limparem a barra”, de verbas anteriores.

Por José da Cruz às 12h13

Carrinho de compras

Por Milton Júnior
Do Contas Abertas

       As vésperas do segundo turno das eleições de 2010, o Senado Federal se mostrou ansioso para recepcionar bem os novos senadores eleitos em 3 de outubro.

       Primeiro, garantiu que R$ 181 mil fossem reservados no orçamento para renovar o carpete azul aveludado do Salão Nobre, onde são realizadas as sessões plenárias.

       Depois, emitiu documento de R$ 205 mil para a “aquisição de mobiliário destinado a diversos setores” da Casa, que também deve alugar três novos televisores de plasma de 50 polegadas, ao preço de R$ 2,8 mil.

Leia sobre as demais compras do governo no site www.contasabertas.com.br

Por José da Cruz às 11h55

Rescaldo eleitoral

Por Sérgio Siqueira

http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/

OFERECIDO

O baile mal começou e Zé Dirceu já andou desmentindo que não aceita convite para cargo no governo Dilma. Ora, ora, e quem foi que o tirou para dançar até agora?!? É melhor ele vestir as cuecas e se mandar do salão.

ELE MAIS UM

Não vale a pena querer quebrar o sigilo em torno da composição do ministério de Dilma. Basta um Antonio Palocci para cobrir todas as contas de cabeça. Palocci e um jardineiro de confiança, claro.

ESQUEMA

Eleito por Dona Weslian para o governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz se aconselhou com Joaquim Roriz e criará secretaria da transparência e 0800 anticorrupção.

Já está tudo muito bem encaminhado: vai atender uma gravação.

PARA QUÊ? 

No segundo dia depois de eleita, reuniu coordenadores para discutir agenda e transição. Para os especuladores mandou dizer que "não existe ninguém cotado nem referenciado para nada". Como assim, "para nada"?... E para tudo, tem?!?

NO MURO 

Zé Serra diz que a luta está apenas começando.

Taí ó, é por esse atraso todo que Dilma já foi eleita há muito tempo.

GAVETEIROS 

Quem tem mais parente, Lula em Garanhuns ou Dilma na Bulgária? Pouco importa, o que vale mesmo é saber se eles já tem mesa com gaveta reservada na “Minha Casa Civil, Minha Vida”.

CADÊ VOCÊ? 

Alguém viu a sombra de Franklin Martins – o Magnífico Caçador de Mídia – com Dilma, depois de eleita? Parece fotografia de goleiro em penalti cobrado por Neymar no tempo em que ainda podia dar a "paradinha": só aparecia a bola. Para quem não se lembra é Franklin é esse ai embaixo:

Por José da Cruz às 11h30

01/11/2010

TCU condena ex-cartola e Confederação de Hipismo a devolverem dinheiro aos cofres públicos

          O evento é antigo, foi realizado em 2001.

        Mas só agora, nove anos depois, o Tribunal de Contas da União apresenta a fatura: a Confederação Brasileira de Hipismo e seu ex-presidente, Camillo Ashcar Junior, terão que repor aos cofres públicos R$ 247.492,00, corrigidos desde 2001 e acrescidos de juros de mora.

        A conta vai pra lá de R$ 500 mil.

 Os cavalos escaparam das multas do TCU

        Depois de analisar a documentos e ouvir explicações o TCU não  aprovou a forma como a CBH gastou os R$ 246 mil, repassados pelo governo federal para financiar a participação do Brasil no Sul-Americano de Santos e Campeonato Mundial de Enduro, na Venezuela e Espanha, respectivamente.

        A decisão do TCU é a seguinte:

        “Julgar irregulares as contas do Sr Camilo Ashcar Junior e da Confederação Brasileira de Hipismo, condenando-os solidariamente ao pagamento da importância de R$ 247.492,50, acrescida de juros de mora, calculados a partir de 23 de agosto de 2001, até a efetiva quitação do débito.”

        Mais:

        “Aplicar ao Sr. Camilo Ashcar Junior e à CBH, individualmente, multa no valor de R$ 10.000,00, corrigidos até a data do pagamento.

        Os débitos poderão ser parcelados em até 24 meses.

Por José da Cruz às 15h41

Sobre o autor

José Cruz cobre há mais de 20 anos os bastidores da política e economia do esporte, acompanhando a execução orçamentária do governo, a produção de leis e o uso de verbas estatais na área esportiva. Esteve nas Olimpíadas de Seul-1988 e Sydney-2000 e trabalhou no Correio Braziliense, onde foi subeditor de Esporte, e no Jornal de Brasília.

Sobre o blog

Fora das quatro linhas, das raias da natação ou atletismo, das quadras, há outro universo de emoções. São as milionárias fontes de financiamento do esporte, a maioria de origem governamental, de aplicações nem sempre claras, e, por isso, de difícil investigação. É nos bastidores do Ministério do Esporte, dos comitês Olímpico e Paraolímpico, do Tribunal de Contas da União e no Congresso que buscamos informações de interesse público. Nesse trabalho jornalístico a cobertura é sistemática. O debate também. Participe.

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