Blog do José Cruz

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30/09/2010

Sobre craques e gestores

            Para refletir:

            Zico no Flamengo e a situação do clube piora no Brasileirão.

            Roberto Dinamite no Vasco; herdou o passado de Eurico Miranda, mas há dois anos e tanto;

            Rainha Hortência na Seleção de Basquete e veja onde estamos. E sem faltar dinheiro!

            O que há de comum entre esses três ex-excelentes craques?

            Foram excelentes em campo e quadra, mas têm obrigação de serem bons gestores?

            Repetindo Millôr Fernandes: “Na teoria a prática é outra”

Por José da Cruz às 14h58

Bolsa Atleta Pódio para parolímpicos terá investimento de R$ 43 milhões em um ano

                Sabe quanto o Ministério do Esporte vai aplicar em 2012, quando for implantada a categoria “Bolsa Atleta Pódio”?

                R$ 43.200.000,00

                Só para atletas paraolímpicos.

                São R$ 12 milhões a mais do que o governo paga hoje para o Bolsa Atleta que atende a 3 mil competidores, entre olímpicos e paraolímpicos.

                A Bolsa Atleta Pódio, no valor de R$ 15 mil mensais, será paga para quem estiver entre os 20 primeiros do ranking mundial em suas respectivas provas.

               Levantamento preliminar indicou a seguinte realidade, já que no paraolimpismo cada modalidade tem várias classificações:

MODALIDADE

BOLSISTAS

Natação

            131

Atletismo

              93

Halterofilismo

              13

Tiro Esportivo

                2

Esgrima

                1

Total

            240

                                                            R$ 43.200.000,00/ano

                Em breve vou trabalhar nos atletas olímpicos para fazer projeção preliminar.

Discussão

                Antecipo que não sou contra o Bolsa Atleta. É um assunto que rende boa discussão.

                Mas faço a colocação para lembrar que os atletas de ponta, hoje, têm recursos de várias fontes. Além das bolsas, eles são subsidiados em seus treinamentos, viagens e uniformes, tanto pelo Comitê Olímpico como Paraolímpico, pela respectiva confederação, que recebe recursos da loterias federais como dos patrocinadores, sete, no mínimo, só de estatais – Caixa, Petobras, Banco do Brasil, Infaraero, Eletronorte, Correios e Casa da Moeda.

                Insisto: não é por falta de dinheiro que faltarão resultados.

                Mas, o critério do uso dos recursos públicos, seus direcionamentos etc são os mais adequados? Vou ouvir atletas, técnicos e dirigentes do paraolimpismo, inicialmente, para tentar responder a essas perguntas.

                Voltarei ao assunto.

Por José da Cruz às 12h44

Antes que me botem para correr

          Com texto irônico e inteligente, o jornalista Bernardo Scartezini é outro mestre na crônica esportiva.

         Licença, Berna, mais uma vez, para transcrever os teus comentários publicados na edição de Esportes do Correio Braziliense, hoje. 

        Assim, com Sérgio Siqueira, abaixo, e Bernardo Scartezini abro espaço para o noticiário que é a paixão do brasileiro, sem aquela chatice de comentar se o gol foi legal ou não.

        Os direitos autorais pra vocês pago em chope, na mesa do Beirute, ok? Aí vai a filosofia Bernardiana:

Futebol é cousa de doido. Veja o Fluminense que, no Brasileiro-2009, foi dado como clinicamente morto & rebaixado à segunda divisão do futebol nacional. Agora está por aí, todo lampeiro, disputando a ponta do certame — da primeira divisão — com o Corinthians. Que, não faz muito, desabou para a segundona, lembra?

  O Flamengo, o improvável campeão nacional da última temporada, até algumas rodadas atrás confiava que repetiria este ano a arrancada que lhe valeu aquele título — mas só faz derrapar na rabeira da classificação.

 E o Andrade, treinador do time campeão brasileiro de 2009, perdeu seu cargo em abril para só conseguir arranjar outro emprego agora em setembro — e justamente no Brasiliense, que ameaça cair para a terceira divisão.

 Andrade vai ter trabalho duro, mas ele já devia saber disso. Dois jogos, duas derrotas. Apanhando do Bragantino em casa... O dono do Brasiliense não costuma ser muito misericordioso com seus treinadores. Andrade que se cuide, ou vira Silas.

  No rodamoinho do futebol profissional brasileiro, sobrou até para o Santos, do menino Neymar. Melhor time do mundo de todos os tempos, durante o primeiro semestre, o alvinegro praiano foi solenemente desmontado. A ponto de seu mentor, Dorival Júnior, dia desses celebrado e cotado para a Seleção Brasileira, ter aceitado agora segurar um rabo de foguete chamado Atlético Mineiro.

  O Atlético que, na real, ainda é um dos únicos times regulares neste Nacional: não sai jamais da zona de rebaixamento.

 E por falar em Seleção... Mano Menezes, que é sujeito esperto, soube a hora de falar grosso com Neymar, o garoto enxaqueca. Mano deixou Neymar de castigo. Guri arteiro. Nada de viajar para enfrentar o atômico Irã e a petrolífera Ucrânia. Neymar vai ficar aqui pastando neste Brasileiro-2010. Que ele aproveite as rodadas sem graça que restam ao Santos para pensar direitinho no que anda fazendo.

  Porque, em novembro, exatinho quando a Seleção enfrentará a Argentina no Catar ($), Neymar já estará de volta ao time do Brasil. Pode crer.

  Mano Menezes é disciplinador. Mas não é tolo. Pena que resolveu adotar uma psicologia dunguiana com Neymar. Numa atitude que seria mais característica de seu gentil antecessor, deu as costas ao jogador — em vez de aproveitar o longo voo até Abu Dhabi ($) para olhar na cara do rapaz e dizer logo o que pensa.

  Neymar que seja bem-vindo ao formidável mundo das celebridades. Ele faz embaixadinha no comercial de tevê. Mas tem que aturar manchetes de jornais que o tratam como se fosse fora da lei.

 Que pergunte ao amigo Robinho como funciona. Tratado com pão de ló no Santos, Robinho hoje atura vaias da torcida do Milan a cada tocar na bola.

  Como dizia o filósofo contemporâneo Keith Richards, em Can’t be seen, com aquela sua voz roufenha & malandra: They set us up so they can shoot us down/ six feet underground/ it’s just too deep for me, baby. Eles nos colocam pra cima só pra poderem nos pôr abaixo, seis pés abaixo do chão. E isso é fundo demais pra mim, neném...

Por José da Cruz às 10h22

Ainda bem que tem futebol para ajudar a esquecer os políticos

       Para amenizar um pouco o noticiário das campanhas políticas - que terminam amanhã, graças a Deus - aí vão as “Rapidinhas” elaboradas por Sérgio Siqueira, depois da rodada de ontem do Brasileirão.

       Autor do blog Sanatório da Notícia (http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/) publico sua contribuição para não dizerem que não falo nada sobre futebol.

REFORÇO - Nesta quarta-feira, contra o Botafogo, o Corinthians jogou uma vez mais reforçado pela ausência de Ronaldo Fenômeno no ataque.

NAS MALHAS - Esse goleiro Renan do Inter, já está fazendo a direção colorada pensar seriamente em contratar um bom advogado para liberar Bruno, hoje nas malhas da lei no time da cadeia.

TRATO CUIDADOSO - Aquele zagueirão do Botafogo caiu se contorcendo em dores. A equipe médica entrou em desabalada carreira em campo. A contusão era bem ali, entre as virilhas. O massagista deu água para ele beber. Médico e massagista  voltaram correndo para o banco. Não tinha como fazer massagem...

A GRANDE CHANCE - O basquete feminino do Brasil estava nas oitavas do campeonato mundial. Agora vai disputar, na melhor das hipóteses, a 9ª colocação. Tem enorme chance de conquistar o último lugar.

QUE LANCE! -O melhor lance do primeiro tempo de Palmeiras x Internacional foi o gol do Presidente Prudente contra o Guarani, mostrado pela TV.

SILÊNCIO DOS INOCENTES - É impressionante como o silêncio dos jogadores do Palmeiras não quer dizer absolutamente nada para o torcedor brasileiro.

A NOVIDADE - Todo palmeirense queria descobrir o segredo da inovação tática que Felipão vinha prometendo para o Palmeiras. Agora já sabe: Marcos Assunção.

PRECAUÇÃO - É como diz Rogério Ceni: - “Do jeito que Marcos Assunção está batendo falta, se ele for cobrar tiro de meta, quero barreira”.

MINEIRICE DEMAIS - O Atlético demitiu Vanderlei Luxemburgo quase da mesma maneira como o Real Madri o dispensou de sua primeira e única aventura no futebol estrangeiro. Só não foi igual, porque a direção do Galo foi muito mais mineira. Esperou um pouquinho mais. Ou demais...

PLÁGIO - Jonas, artilheiro do Brasileirão, deveria ser multado pela CBF por plágio. O pênalti que ele bateu no segundo tempo foi cópia fiel daquele que Rogério Ceni cobrou na primeira etapa. Advogados do goleiro tricolor paulista já pensam em uma ação de direitos autorais.

Por José da Cruz às 09h57

29/09/2010

Basquete: mesmo com dinheiro não se sai da mesmice

            Depois do time masculino,  hoje foi a vez da Seleção Feminina de basquete ser eliminada do Campeonato Mundial, na pior campanha nacional desde 1990.

   1ª fase:  2 derrotas e vitória sobre a "poderosa" seleção do Mali.

   2ª fase:  2 derrotas e vitória sobre as “gigantes” do Japão. 

   Saldo: 4 derrotas  duas vitórias, como fantástico aproveitamento de 33% 

            Na época de Amaury, Ubiratan, Magic Paula, Hortência, Marcel, havia patrocínio como o de hoje, da Eletrobrás?

            Coisa de R$ 11 milhões por ano.

            Mais: havia os fartos recursos das loterias federais, via Comitê Olímpico, em torno de R$ 2,5 milhões anuais?.

            E o que dizer do mais recente reforço de R$ 14 milhões, do Bradesco, através da Lei de Incentivo ao Esporte?

            Ou seja, num país do tamanho do Brasil e com mais de R$ 20 milhões para gastar não se tem duas seleções competitivas em nível internacional?

            Bem de qualquer, forma, esses cartolas aí embaixo devem estar satisfeitos, pois a gestão de hoje (à direita) continua como a de ontem (à esquerda): missão cumprida...

Por José da Cruz às 16h35

Ginástica: Georgette Vidor alerta para a falta de renovação na seleção

            A edição de setembro da revista Isto É 2016 publica entrevista preocupante com a técnica de ginástica, Georgette Vidor.

            Ela é a atual coordenadora  técnica da seleção feminina e trabalha na fase de renovação da equipe.

            A repórter Débora Chaves fez a seguinte pergunta para Georgette:

            Para os Jogos de Londres, em 2012, a seleção não terá novos talentos?

Georgette Vidor

             “Temos apenas duas novas revelações, a Harumi de Freitas e a Letícia Costa. Imagine ter apenas duas revelações em uma geração. É nada. Temos 12 vagas e não formamos atletas em número suficiente par montar a seleção. Mas e conseguirmos resguardar as veteranas e controlar o número de grau de lesão delas, vamos ter condições de nos classificar entre os 12 países olímpicos.”

Observem:

             A Confederação Brasileira de Ginástica recebe recursos das loterias federais, via COB, desde 2001.

            Em 2006, a Caixa passou a patrocinar a modalidade e abriu 18 centros de excelência, Brasil afora, para descoberta de talentos.

            Ou seja, com esses investimentos em quatro anos descobrimos apenas duas revelações. Vejam como é difícil identificar e formar atleta olímpico. E estamos a seis anos dos Jogos Rio 2016.

            A ginástica, com essa realidade, alerta que o caminho está curto, curtíssimo, para formar equipes competitivas na maioria das modalidades.

            E não é por falta de dinheiro, insisto.

Por José da Cruz às 11h12

Eleição em Brasília: uma coisa pavorosa

                Abro espaço no comentário esportivo. Afinal, também sou eleitor.

                Acompanhei ontem o debate dos candidatos ao Governo do Distrito Federal.

                Foi uma das reuniões mais tristes que presenciei na política local,  nos meus 30 anos de Brasília.

                As críticas se concentraram em Weslian Roriz, a candidata laranja do marido. A pobre mulher não sabia onde estava.

                Mas o nível do debate, as perguntas e o despreparado para as respostas dos demais candidatos foram uma coisa pavorosa. Ninguém consegue concluir um pensamento ou desenvolver um raciocínio. De arrepiar o eleitor.

                Pior: não vi nenhum candidato preparado principalmente para tentar tirar Brasília do lamaçal da corrupção em que está afundada.

                A propósito, lembro Millôr Fernandes: 

               “Esse negócio de político preparado é relativo, porque creolina também é preparado e serve para limpar latrinas”.

Por José da Cruz às 09h56

Acredite: há fichas limpas no Ministério do Esporte

O Tribunal de Contas da União terminou em 2010 a análise da Tomada de Contas de 2005, no Ministério do Esporte.

E entre dezenas de irregularidades houve outro tanto de regularidades.

Para se fazer justiça, publico o nome dos servidores que tiveram suas gestões analisadas e aprovadas pelo TCU.

Cumpriram, claro, com suas obrigações.

Mas num país onde a corrupção está institucionalizada, os que agem com ética tornam-se notícia.

Ainda há uma esperança. Eis os nomes-limpos do Ministério do Esporte nas contas de 2005:

André Almeida Cunha Arantes
Cassia Damiani
Cézar Augusto da Silva Castro
Edivan Ferreira Gomes
GerêncioNelcyr de Bem
Heloisa Barbosa Cabilo de Santana
Jorge Adalberto Abdala
José Trindade Neto
José Ribamar Miranda da Silva
Lilian Cristina Cavallare Vieira
Lino Castellani Filho
Luciana MarottoHomrich
Marco Aurélio de Alencar Lima
Maria da Conceição Menezes Simões
Maurício Borges Guimarães
Raimundo Ferreira de Miranda
Ricardo Garcia Cappelli
Ricardo Leyser Gonçalves
Sérgio Cruz
Sidney Anuar Attié

 

Por José da Cruz às 23h23

28/09/2010

Assessor de Orlando Silva e candidato a deputado é investigado por irregularidades no Segundo Tempo

             O paranaense Ricardo Gomyde, assessor especial do ministro do Esporte, Orlando Silva, candidato a deputado federal pelo PC do B, está sendo investigado em inquérito civil por supostas irregularidades nos convênios que firmou com o Ministério do Esporte, quando dirigia a Paraná Esporte, autarquia estadual da área esportiva naquele estado do Sul.

            Tema da investigação: Segundo tempo, claro.

            A decisão é do Ministério Público Federal, por intermédio da Procuradoria da República do Paraná.

Por José da Cruz às 20h49

Pra não dizer que não falei de humor...

Caro Leitor

        Quando o noticiário deste blog estiver pesado – como sempre – alivie um pouco o estresse e a indignação visitando o blog “Sanatório da Notícia", do jornalista Sérgio Siqueira.

        Também poeta e escritor, Sérgio sabe usar os fatos reais para fazer humor de boa qualidade.

        Peguei algumas notas de seu blog para aliviar o noticiário daqui.

        Quem desejar ler mais visite: http://sanatoriodanoticia.blogspot.com/

TUDO A VER
        Joaquim Roriz e Lula da Silva tem tudo a ver. Lula lançou Dilma, Roriz lançou a Weslian. Dilma é a laranja de Lula; Weslian, a laranja de Roriz. As duas estão caindo de maduras.

O QUE É, O QUE É?
        A propósito, você sabe para o quê é mesmo que serve a Casa Civil da Presidência da República? Então, você também é um Tiririca.

CUECA
        Quando sacou os 100 mil dólares da cueca do desavergonhado assessor do irmão do deputado José Genoíno, um dos policiais exclamou com faro aguçado:

        - Isso não tá cheirando bem!

DE FERRADURA
        Felipão diz que seu time "bate uma no cravo e outra na ferradura". 

        Faz sentido... Pela campanha do Palmeiras e pelo seu jeito de tratar a imprensa esportiva.

"JURISPRUDENTES"
        O jeitinho brasiliense de Joaquim Roriz, ao indicar sua mulher para o seu lugar nas eleições do dia 3 de outubro, vai virar "jurisprudência".   Todos os outros fichas-sujas já se preparam para fazer o mesmo pelo Brasil afora. A Lei - curta, grossa e mal-ajambrada, está tomando o maior drible. Nem poderia ser diferente, afinal isso aqui é o país do futebol.

DEU SAMBA
Corrupção dá samba: olha o ronco da cueca aí, gente!

CASA
        Casa d'Irene, Casa da Mãe Joana, Casa da Sogra & Afins, Casa Vil, Casa Covil, Casa Comigo, Casa de Israel?... Casa da Guerra Civil da Presidência da República.

LEALDADE
       O político tem dois prazeres na vida; o outro é não cumprir promessas.

Por José da Cruz às 19h54

Segundo Tempo: biscoito e refrigerante substituem lanches nutritivos, conforme o TCU

        Em 2006, o Tribunal de Contas da União fez uma avaliação sobre o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, que repassa recursos às entidades conveniadas para oferecer atividade física, lazer e alimentação para crianças carentes.

        Entre pontos positivos e negativos os auditores encontraram algumas mazelas com o dinheiro público. E escreveram:

        “Muitos núcleos (do Segundo Tempo) não têm recebido reforço alimentar adequado às necessidades dos beneficiários do programa. O Ministério do Esporte repassa recursos aos convenentes para a compra e distribuição de merenda para os núcleos. Entretanto, a pesquisa postal indicou que 28,4% dos núcleos nunca receberam o reforço alimentar (grifo meu, para chamar atenção).

        Dentre os que receberam 39,2% disseram oferecer apenas biscoito com refrigerante ou suco, o que não atende ao objetivo do Segundo Tempo de promover hábitos saudáveis de nutrição."

        A situação não é diferente nos últimos quatro anos e uma investigação rigorosa mostraria muito mais escândalos.

        A pergunta sem resposta:     

        Quem ficou com o dinheiro liberado pelo Ministério para comprar lanches nutritivos mas adquiriu apenas biscoito e refrigerante?

Perfil

        Os funcionários do Ministério do Esporte que pagarão multa de R$ 2 mil por irregularidades na gestão do Segundo Tempo – conforme publiquei ontem – têm ou tiveram o seguinte vínculo com o Ministério do Esporte.

Gianna Lepre Perin – atual diretora do Programa Segundo Tempo em nível nacional, amiga do ministro. 

Francisco Cláudio Monteiro – ex-chefe de gabinete do então ministro Agnelo Queiroz. Agnelo também foi denunciado por irregularidades no Segundo Tempo, conforme revelaram as revistas Veja e Época. 

Julio César Soares da Silva – foi diretor do Segundo Tempo na época em que Agnelo era o manda chuva no Ministério do Esporte. Atualmente, é secretario estadual de Esporte do estado do Amazonas. 

Rafael de Aguiar Babosa – médico, foi secretário nacional de Esporte Educacional na era Agnelo. Depois, virou secretario executivo do ministro Orlando Silva e, hoje, é diretor adjunto da ANVISA, onde Agnelo também marca ponto.

        Sobre Rafael Barbosa:

        Quando ele era o secretário nacional de Esporte Educacional tentei entrevistá-lo várias vezes. Nunca consegui.

        Mais tarde, soube por um funcionário do ministério que ele fugia de repórteres porque não entendia nada do assunto. Era médico nefrologista..., mas cuidava do esporte educacional no país, por indicação do amigo e colega, Agnelo Queiroz.

Por José da Cruz às 17h22

Por atraso na prestação de contas, TCU ameaça COB

NA FOLHA DE S.PAULO - HOJE

RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO

            Não foi entregue parte das prestação de contas obrigatória da campanha do Rio-2016, segundo o TCU (Tribunal de Contas da União). Por isso, uma decisão do órgão ameaça impedir o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de receber verbas públicas.
            O comitê alegou já ter enviado toda a documentação ao Ministério do Esporte -apresentou números de protocolos como prova. A pasta confirmou que recebeu os dados do COB. Mas diz que cumpre as "formalidades" na "análise" dos dados.
            Pelos protocolos apresentados pelo COB, as últimas informações foram enviadas pelo comitê em 23 de agosto ao ministério. Mas alguns dados requisitados pelo tribunal foram mandados ao governo em abril deste ano -há mais de cinco meses.
Sem receber a documentação, o TCU considera cinco convênios -que totalizam R$ 12,7 milhões- firmados entre o COB e o ministério como contas pendentes. Alguns dos programas foram concluídos no ano passado.
            Por isso, o tribunal exige que, se as informações não forem enviadas em 15 dias, o ministério torne o COB inadimplente nos convênios. O prazo começou a contar na última sexta-feira, quando foi publicada a decisão.
            Pela lei federal, isso significa que a entidade não poderá mais firmar acordos para receber repasses públicos. A maior parte do esporte olímpico nacional é sustentado pelos cofres do governo.
            Ou seja, se o ministério não entregar a documentação a tempo, todo o projeto de potência olímpica brasileira pode ser comprometido.
As despesas não explicadas pelo comitê olímpico, segundo o TCU, são: contratação de serviços de consultoria para relacionamento internacional; itens para produzir o dossiê de candidatura; apoio operacional à campanha; hospedagens e passagens para realizar a Casa Brasil (promoção do país no exterior); e gastos com tradução, correspondência, passagens e hospedagens.
            Esses não são os únicos questionamentos do TCU em relação à campanha olímpica. Outros 11 convênios firmados pelo COB com o ministério estão sob a mira do órgão. Eles totalizam R$ 44,7 milhões em recursos públicos dados à entidade.
            O tribunal exige que a pasta do governo "pronuncie-se conclusivamente quanto aos aspectos técnicos e financeiros" desses programas. O prazo é de 60 dias.
            O TCU ainda pediu que o ministério explique se funcionários do comitê organizador, pagos por dinheiro público, estavam atuando somente na campanha olímpica, sem outras funções.

Por José da Cruz às 10h00

Segundo Tempo: desperdício de R$ R$ 14 milhões provoca multa do TCU de apenas R$ 2.000 para gestores do Ministério do Esporte

         O Tribunal de Contas da União rejeitou os argumentos de defesa e condenou quatro funcionários do Ministério do Esporte a pagarem multa R$ 2 mil cada um.

        Saiu barato para quem foi irresponsável pela liberação de cerca de R$ 14 milhões do programa Segundo Tempo, para nada.

        Os condenados a pagar multa são Giana Lepre Perim, Francisco Cláudio Monteiro, Júlio César Soares da Silva e Rafael de Aguiar Barbosa.

Decisão final

        O processo é de 2005 e só para a ONG Viva Rio foram repassados R$ 6,1 milhões para inscrição e monitoramento de 50 mil crianças em apenas seis meses.

        O TCU fez auditorias, encontrou irrregularidades e fragilidade para executar o projeto e decidiu:

        “Em conclusão, as razões de justificativa apresentadas pelos gestores denunciam falhas sistêmicas nos procedimentos realizados pelo Ministério do Esporte, que consistem em indício de irregularidade grave e gestão antieconômica, pois revelam imprudência e desconsideração de riscos na formalização de convênios com ONGs no âmbito do Programa Segundo Tempo”, diz o relatório final do TCU.

        Mais:

        “Neste sentido, verificou-se gestão temerária dos recursos do programa, uma vez que a falta de avaliação da viabilidade técnica e operacional das propostas dos referidos convênios por parte do concedente (ME) determinou a não-consecução dos respectivos objetos, por parte das convenentes”.

        Para o Instituto Rumo Certo foram repassados R$ 5,4 milhões e mais R$ 2,9 milhões para a ONG Resgate e Cidadania.

        Entenderam?

Gastaram mais de R$ 6 milhões para nada. A multa até que saiu barata para tanto dinheiro no lixo.

Casos de polícia

        O Segundo Tempo, programa do Ministério do Esporte criado pelo ex-ministro Agnelo Queiroz, é a cópia de programas sociais de governos passados.

E, da mesma forma, são crivados de irregularidades. A ponto de envolver investigações até do Grupo de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal, que já levou muita gente para cadeia.

Agora, efetivadas as multas, fica a pergunta: e o dinheiro grosso, os R$ 14 milhões liberados, perderam-se pelo caminho? Ninguém responde pelo desperdício? Nada?

Por José da Cruz às 00h19

27/09/2010

Pulo do gato III - final: cargos, vagas e salários

           A Autoridade Pública Olímpica terá 484 cargos, assim distribuídos e com os seguintes salários. Entre parêntesis o número de vagas em cada cargo.

                CARGO                            VALOR R$

Cargo Direção Executiva (1)

22.100,00

Cargo Direção Executiva (1)

21.000,00

Cargo de Direção Técnica (6)

20.000,00

Cargo de Superintendência (29)

18.000,00

Cargo de Supervisão (92)

15.000,00

Cargo de Assessoria I (35)

15.000,00

Cargo de Assessoria II (20)

18.000,00

Função Téc. Gratificada I (100)

  1.000,00

Função Téc.Gratificada II (100)

  3.000,00

Função Téc. Gratificada III (100)

  5.000,00

 

Por José da Cruz às 17h13

Pulo do gato II – Autoridade Pública Olímpica cria 484 cargos. Salários variam de R$ 1.000 a R$ 22.000

        Com a edição irregular da Medida Provisória 503, criando a Autoridade Pública Olímpica, o governo não interrompe os trabalhos que já vinham sendo realizados.

        Isso porque uma MP começa a vigorar assim que o presidente assina e o Congresso tem 120 dias para votar.

        Logo, a APO volta a existir de fato. Irregular, ilegal, inconstitucional, mas existe.

         E por quê?

        Para que os dirigentes do Ministério do Esporte de hoje possam garantir espaço no governo de amanhã.

     bastidoressf.wordpress.com

           Aprenderam com os cartolas, que não desgrudam o traseiro da cadeira. Não querem dar chance à novas idéias, novas mentalidades. Nada! Querem ser os mesmos. Sempre. Perpétuos.

        Mais: assim agindo, garantem os 484 cabides de empregos criados pela MP, com salários que variam de R$ 1 mil a R$ 22 mil.

       Na próxima nota publicarei os cargos, o número de cabides de empregos criados e os valores dos salários. 

Por José da Cruz às 16h27

O pulo do gato I

             A reedição inconstitucional da Medida Provisória que cria a Autoridade Pública (APO), divulgada em primeira mão no blog de Juca Kfouri, tem um pulo do gato e a chance de muitos gatos se beneficiarem.

            Gato, no bom sentido, claro, mas também copiando o jargão futebolístico, que significa fraudar a idade de um jogador.  Como o recurso do governo é uma fraude, logo é um gato do Executivo, enquanto o Legislativo está totalmente ausente, omisso, ineficaz.

            Para tentar ludibriar o Congresso Nacional, que não pode receber a mesma proposta de criação da APO este ano, o presidente Lula usou como artifício – o tal pulo do gato: “ratificar o protocolo de intenções entre a União e o Estado do Rio de Janeiro com a finalidade de constituir consórcio público denominado Autoridade Pública Olímpica”.

            Entenderam: querem dar validade oficial a um protocolo de intenções e, assim, criar, por tabela, a autoridade olímpica.  Mais do que uma autoridade é puro autoritarismo.

            E conseguirão, não tenham dúvidas, porque depois da eleição de domingo o Congresso estará de joelhos diante do novo governo, de olho nos cargos do poder.

            Assim, o emprego do ministro Orlando Silva estará garantido.

            Continuarei no assunto.

Por José da Cruz às 16h16

Abuso de poder: Ministério do Esporte pagará conta do futebol profissional

             Volto a um assunto aqui já comentado, mas com novas informações.

            É do orçamento do Ministério do Esporte que sairão R$ 52 milhões pra “Implantação de Controle de Acesso e Monitoramento nos Estádios de Futebol para Segurança do Torcedor”.

            É um gasto desnecessário, pois o Estatuto do Torcedor é claro em seu artigo 18:

            “Os estádios com capacidade superior a 10.000 (dez) mil pessoas deverão manter central técnica de informações, com infraestrutura suficiene para viabilizar o monitoramento por imagem do público presente”.

            Ou seja, a Lei 12.299, de 27 de julho de 2010, determina a exigência para que cada estádio garanta a segurança dos torcedores.

            Então, como o governo federal vai se envolver e gastar dinheiro com uma atividade particular, profissional e altamente rentável?

            Não basta o governo já ter criado a vergonhosa Timemania, para que o apostador pague o roubo que cartolas praticaram ao não recolherem os impostos?

Enquanto isso...

            O último balanço da CBF indica que a renda com patrocínios e jogos da Seleção Brasileira cresceu de R$ 104 milhões em 2008 para R$ 164 milhões em 2009.

            O aumento é de 57%, liderados pela poderosa Nike (R$ 59 milhões), Itaú, AmBev, TAM, Pão de Açúcar, e por aí vai, até os direitos de TV, que a Rede Globo paga R$ 11,3 milhões para ter exclusividade.

            Como se vê, o futebol profissional no Brasil é lucrativo, basta ver os contratos de jogadores feitos pelos principais clubes para o Brasileirão.

            Mas, aqui, o lucro fica com os cartolas e as despesas são divididas entre o povão pagador de impostos.

Espaço

            Com certeza, Senhor Ministro Orlando Silva, o Senhor nunca precisou de um hospital público, o mesmo onde dezenas de torcedores são atendidos, Brasil afora, e lá morrem por falta de assistência ou equipamentos.

            Enquanto isso, o ministério que o Senhor dirige (?) vai pagar a compra e instalação de equipamentos de quem está lucrando com o futebol?

            O espaço está disponível para o Senhor se manifestar. Mas não me venha com a história de que compete à União dar garantias ao torcedor. Se for assim, os carvalescos vão querer essa “intromissão salutar” do governo nos sambódromos do país.

Por José da Cruz às 11h10

26/09/2010

Olimpismo, história, política, dinheiro e falta de educação no processo

              Se você, caro Leitor, quiser conhecer um pouco mais sobre a história e os bastidores olímpicos, sobre as disputas políticas e a ausência do processo esportivo na educação nacional, leia a entrevista do advogado, gestor e maratonista paulista Alberto Murray Neto, no seguinte endereço: www.esportesocial.com  ou no site do próprio Alberto: http://albertomurray.wordpress.com 

            Critico, sem ser agressivo, Alberto, ex-membro do COB, está envolvido com a prática esportiva desde criança, influenciado por seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, que também foi atleta e, mais tarde, presidiu o Comitê Olímpico Brasileiro.

            Palavra de quem conhece o assunto e tem convívio próximo com os bastidores.

           

Por José da Cruz às 14h07

Os megaeventos esportivos e a socialização do conhecimento

                Que ensinamentos ficam no Brasil  com a realização de grandes eventos esportivos?

                Que legado o esporte nacional herdou com os Jogos Pan-Americanos de 2007, além de contas , estádios e ginásios fechados?

                Os especialistas em organização de competições esportivas em todos os seus segmentos, contratados no exterior pelo COB – e pagos com dinheiro público – deixaram herança que nos capacite a enfrentar os próximos megaeventos?

                Para o professor Lino Castellani, da Unicamp, professor, pesquisador, autor de vários livros, “o legado do conhecimento não está sendo socializado no setor público”.

                A manifestação do experiente profissional foi durante um debate que participei, na sexta-feira, em Brasília, no IV Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte, no UniCeub. Com a participação de alunos, professores, pesquisadores e profissionais do setor, o tema central foi “Megaeventos esportivos: impactos para a educação física, esporte e lazer”.

                Minha satisfação foi dupla: reencontrei o professor Lino Castellani, ex-presidente do Colégio Brasileiro de ciências do Esporte. Sua palestra foi mais uma aula de valioso aprendizado.

                Em segundo lugar: enfim, os debates sobre os grandes eventos  no Brasil chegam à área acadêmica, à universidade, instituição que não está sendo valorizada pelos Ministérios do Esporte e da Educação, principalmente, para recebermos Copa do Mundo e Olimpíada.

                Além disso, o próprio Comitê Olímpico (COB) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não se aproximam da universidade para ter nesses centros de ensino e pesquisa uma das referências de intercâmbio do conhecimento esportivo.  É um desperdício.

                Se a Copa do Mundo e as Olimpíadas fossem promoções individuais, tudo bem. Mas são altamente financiadas pelo Estado, dinheiro público. Logo, é preciso compartilhar e disseminar os conhecimentos importados para que não fiquemos eternamente dependentes do exterior.

                Os tais “legados”, tão divulgados pelo COB, não são apenas as obras esportivas e de melhorias na cidade. O conhecimento técnico e científico, intimamente vinculados aos megaeventos, têm valor enorme para a cultura nacional.

                Assim, na falta de ação do governo, seria oportuno que o Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte liderasse essa aproximação, a fim de que as técnicas e ensinamentos que vamos importar não fiquem restritas à elite do olimpismo.

Por José da Cruz às 12h52

25/09/2010

Segundo Tempo: ONG fundada pelo candidato Netinho, do PC do B, não presta contas

Reportagem publicada pelo O Estado de S.Paulo

Dos repórteres  André Mascarenhas e Julia Dualibi

ONG DEVE MAIS DE R$ 790 MIL PARA A UNIÃO

            O Instituto Casa da Gente, ONG fundada pelo músico e candidato ao Senado por São Paulo Netinho de Paula (PCdoB), está sendo cobrado a ressarcir mais de R$ 790 mil aos cofres públicos por inadimplência em convênios firmados com o governo federal, a partir de 2003. O dinheiro foi liberado após parcerias firmadas por Netinho com o Ministério do Esporte, dirigido pelo seu próprio partido, e o Ministério da Cultura

            Um terceiro convênio, também inadimplente, foi assinado por outro integrante do Instituto Casa da Gente, José Eduardo de Paula Júnior, com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), cuja responsável à época da liberação dos recursos era Matilde Ribeiro, hoje segunda suplente na chapa de Netinho.

            Os repasses serviram para turbinar a inauguração da nova sede da entidade, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, inaugurada em novembro de 2004. Os recursos deveriam ser utilizados em projetos sociais na região, reduto eleitoral do candidato ao Senado. De acordo com os ministérios, até hoje o instituto não prestou contas sobre a utilização do dinheiro. No caso do Esporte e da Cultura, a entidade está sendo cobrada a devolver os valores. Em relação à Seppir, a pasta informou que o instituto pode ressarcir os cofres públicos “com prestação de serviços”.

Segundo Tempo

            Em 2003, Netinho conseguiu assinar um convênio com o Ministério do Esporte que previa o repasse de R$ 354.653,92 para a entidade fundada por ele. O objetivo era desenvolver o projeto Segundo Tempo, por meio do atendimento de 1.350 crianças e adolescentes da região de Carapicuíba e do Parque Ipê.

            De acordo com informações do Portal da Transparência, do próprio governo federal, o valor foi liberado integralmente, sendo a última parcela de R$ 75.393,04  liberada em abril de 2004.

            Apesar de ter recebido o dinheiro, a entidade não prestou informações completas sobre a aplicação dos recursos. Apenas dois anos após a liberação da última parcela, em agosto de 2006, o Ministério concluiu pela aprovação do convênio, “com ressalva”. Havia dúvidas a respeito do número de alunos atendidos e o período de execução do programa.

            Em fevereiro de 2008, o Ministério do Esporte resolveu abrir diligência para a entidade apresentar documentação complementar. Como não houve resposta, a entidade foi inscrita no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) como inadimplente.

            O processo voltou a se arrastar e, em junho de 2009, foi expedida notificação ao Instituto Casa da Gente reiterando a solicitação de apresentação da documentação complementar ou a restituição ao Tesouro de R$ 640.076,83 – R$ 289.741,85, relativos a despesas não comprovadas, com os acréscimos de juros de mora.

            Em agosto do mesmo ano, a entidade solicitou mais prazo para o envio da documentação solicitada. Mais uma vez foi concedida a prorrogação do prazo. A resposta ainda não chegou. Procurado pelo Estado, o Ministério do Esporte disse que “será instaurada” agora uma Tomada de Contas Especial.

Cultura

            O Instituto Casa da Gente também está inadimplente em outro convênio firmado por Netinho em 2005, desta vez com o Ministério da Cultura, que visava a capacitação de 500 adolescentes em áreas culturais. Ainda segundo informações do Portal da Transparência, foram liberados R$ 85 mil, de um convênio de R$ 150 mil.

            A entidade também não prestou contas dos recursos recebidos em 2005. O ministério disse ter cumprido a legislação ao “solicitar, ao longo do tempo, a prestação de contas, por meio de correspondências oficiais e visita técnica”.

            Apenas em dezembro do ano passado, o Ministério da Cultura instaurou a Tomada de Contas Especial, que se encontra no Ministério da Fazenda. Cobra agora o ressarcimento de R$ 150.892,87, mas disse “não ter encontrado indício de má-fé” por parte da entidade.

Igualdade Racial

            Um terceiro convênio, no valor de R$ 150 mil, foi firmado em novembro de 2005 com a Seppir, secretaria dirigida à época por Matilde Ribeiro.  De acordo com a pasta, embora a entidade tenha sido inscrita como “inadimplente” no Portal da Transparência, a tomada de prestação de contas ainda está em andamento.

            A secretaria informou, por meio de sua assessoria, que “os procedimentos seguem os trâmites legais, já que o instituto enviou documentação informando que sua sede foi furtada, necessitando de prazo para regularização da situação”. Requisitados pelo Estado na noite de quinta-feira, 23, os dcumentos que comprovariam o roubo não haviam sido encaminhados para a reportagem até o início da noite desta sexta, 24.

            Contatada pela reportagem nesta sexta, a atual presidente do Instituto Casa da Gente, Márcia Hipólide, alegou que a entidade esta “em processo de prestação de contas” e justificou não ter regularizado a situação perante aos ministérios devido a um roubo em sua sede. Segundo Márcia, o incidente teria impossibilitado a apresentação dos documentos necessários.

            Fundado em 2001 por Netinho, o instituto vive hoje de doações de empresas e artistas, entre eles o próprio candidato ao Senado. Na tarde desta sexta-feira, em visita ao local, a reportagem do estadão.com.br constatou não haver nenhum funcionário ligado à ONG trabalhando nas dependências. Todas as pessoas abordadas afirmaram trabalhar para a prefeitura de Carapicuíba. Contatada, a administração da cidade explicou funcionar em espaço cedido pela ONG uma Escola Municipal de Educação Infantil.


 

Por José da Cruz às 16h01

Fato raro: Federação Aquática Paulista compra sede

            Quase oito décadas depois de sua fundação, em 1932, a  Federação Aquática Paulista compra sua sede-própria, na região de Vila Mariana. A chave do imóvel já está com o presidente da entidade, Miguel Carlos Cagnoni.

            A Federação Paulista congrega 160 associações e a notícia da aquisição desse patrimônio é fato raro - mas bom sinal -  em se tratando de federações esportivas.

            "A aquisição deste imóvel é um marco desta gestão. Foram anos de economia, esforço e planejamento", disse Miguel Carlos, no cargo desde 1994, conforme comunicado da assessoria de imprensa da entidade.

             Faço esse registro porque a boa gestão do esporte depende, também, de estrutura administrativa para o desenvolvimento do setor.

            Houve época no início desta década, que confederações não tinham nem sequer uma sede. Funcionava tudo na casa do presidente. Ou no porta malas de um carro.

            Os recursos das loterias repassados ao COB, a partir de 2001, e daí às confederações contribuiu para que o panorama começasse a mudar. Isso mostra que os gestores estão buscando a modernidade, em tempos olímpicos no país.

            Em Brasília, ao contrário, as sedes de nossas federações, em geral, é de uma precariedade impressionante. São dependentes do Governo do Distrito Federal para terem uma sala onde possam guardar seus arquivos e fazer suas reuniões.

            E não é por desleixo dos dirigentes. Ao contrário, conheço bem a realidade que eles enfrentam.

            É que a etrutura do esporte não permite que essas entidades tenham ganhos, porque os clubes, seus filiados, estão mais para o social do que para o esportivo. 

           Com isso, as federações ficam cada vez mais dependentes do dinheiro das respectivas confederações, que só abrem os cofres em época de reeleição do cartola-mor. É uma espécie de "cala a boca" que dura quatro anos...

Por José da Cruz às 15h36

Brasilia 2014: mais uma ação do Ministério Público

            Depois que os seus governantes se envolveram no maior escândalo político da Capital da República, com recebimento explícito de propinas, culminando com a benéfica queda do ex-governador Roberto Arruda, Brasília está cada vez mais fragilizada na preparação para a Copa do Mundo 2014.

            Na ausência de responsáveis para melhor administrar os recursos financeiros, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios está agindo com presteza, a fim de evitar nova tragédia no orçamento local.

            A mais recente intervenção do Ministério Público pediu a suspensão das obras do metrô de superfície, conhecido como Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, que ligaria o Aeroporto ao Setor Hoteleiro de Brasília.

 

VLT invenção de Arruda, que já saiu dos trilhos

            Na semana passada, as obras de R$ 750 milhões no Estádio Mané Garrincha já foram motivo de ação do MP, que não vê motivos para um gigante de 70 mil lugares numa cidade sem futebol.

            Agora, um parecer conjunto da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural e a Promotoria de Justiça da Ordem Urbanística apontaram diversas irregularidades nos estudos de impacto de vizinhança e impacto ambiental na obra do VLT, já iniciada.

            Resumindo: tudo feito às pressas, sem levar em conta as conseqüências para uma das mais tradicionais vias do Distrito Federal, a Avenida W3 Sul, já totalmente desfigurada pela desordem urbana e descuido dos governantes com o passar dos anos.

 A histórica Avenida W3 Sul

            Assim, sem o planejamento devido, fica o escape para que daqui a cinco anos um novo governante veja a necessidade de “atualizar o projeto”. E que venham as novas despesas, o povo paga.

            Valor atual da obra: R$ 364 milhões.

Por José da Cruz às 10h51

Lars Grael recebe homenagem inédita na Itália

       Do blog de Murillo Novaes (http://murillonovaes.wordpress.com) 

Velejador brasileiro é o primeiro não-italiano a receber a honraria que reproduz moeda medieval que circulava no Mediterrâneo.

            O iatista brasileiro, Lars Grael, recebeu na última quinta-feira, das mãos do vice-prefeito de Gaeta, na Itália,  a moeda Follaro d’Oro (acima), honraria que reconhece a contribuição do atleta para o esporte em geral e a região italiana em particular.

             O prestigioso prêmio é uma reprodução fiel das moedas de ouro que eram o dinheiro legal em Gaeta, na Idade Média e circulavam por todo o Mediterrâneo.

            O premio Follaro d’Oro já foi entregue a cinco pessoas (Sandro Cuomo, Daniele Masala, Agostino Abbagnale, Patrizio Oliva e Antonio Rossi ) e Lars é o primeiro não Italiano a receber a homenagem que destaca aqueles que, por meio do esporte, são exemplos de vida. Não apenas por resultados, mas principalmente pela conduta ética e exemplo de superação, garra e dedicação.

            Em cerimônia que contou com banda de Jazz tocando músicas brasileiras, muita comida, como é típico dos italianos, e até queima de fogos, o velejador brasileiro agradeceu a homenagem.

            “Para mim é uma honra muito grande receber este moeda que simboliza tanto para a região de Gaeta, para a história da navegação e do comércio no mar mediterrâneo e para o esporte italiano. Há muitos anos, seja por meio da classe Star ou do desafio Idea Argo, de bandeira italiana, eu tenho frequentado estas águas. Particularmente para mim, e para o esporte brasileiro de modo geral, hoje é uma noite de muita alegria e orgulho. Muitíssimo obrigado!”

Por José da Cruz às 10h01

24/09/2010

O gigante Mané e a esperteza dos políticos

A esperteza política para gastar dinheiro público sem necessidade foi barrada pela ação do promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Ivaldo Lemos Júnior.

            A notícia já foi divulgada neste espaço, quando Ivaldo Júnior recomendou a suspensão do contrato com o consórcio de empreiteiras que fazem a reforma no Estádio Mané Garrincha, ampliando sua capacidade para 70 mil pessoas. O documento está em análise no GDF que deverá se manifestar nos próximos dias.

            Conversei com o Promotor Ivaldo e ele me contou em detalhes os motivos que o levaram à sugestão, que poderá evoluir para decisão judicial.

            E se fixou no que prevê o contrato firmado entre a empresa pública Novacap e o Consórcio Brasília 2014, para a reforma do Estádio Mané Garrincha, agora Estádio Nacional de Brasília.

            Diz o seguinte:

            “... contrato de obras e serviços visando às exigências da Fifa para reforma e ampliação da capacidade de público do Estádio Nacional de Brasília...”

            Ivaldo quis saber que “exigências” são essas da Fifa. E foi ao manual de recomendações técnicas da entidade onde encontrou, entre outras a seguinte preciosidade:

            “A capacidade de cada estádio dependerá das peculiaridades locais, mas se houver expectativa de realização de eventuais  jogos internacionais maiores, será necessária uma capacidade mínima de 30.000. Para abrigar jogos internacionais de maior porte, como as finais da Copa das Confederações, por exemplo, 50.000 ou mais assentos podem ser necessários, e a final da Copa do Mundo requer mais de 60.000 assentos.”

            Entenderam? 30.000 mil lugares satisfaz à Fifa, a não ser que a cidade vá receber, de fato, o jogo de abertura ou o de encerramento.

            E quem dá essa garantia? Por enquanto, ninguém.

            Logo, o GDF está construindo ume estádio para 70 mil pessoas sem ainda se saber o que pensam Fifa e CBF sobre os locais de abertura e final.

            Diz mais o documento da Fifa:

            “É claro que não há fórmulas certas para determinar a capacidade ideal de um estádio. Trata-se de uma decisão dos responsáveis pelo empreendimento”.

            “E depois da Copa”, indaga o Promotor. “Que utilidade terá aquele espaço?

            A resposta está no documento enviado ao GDF, por ele assinado:

            “Há um enorme risco de ficar ocioso – conforme também pontuado pela própria ? Fifa – porque  a qualidade do futebol local não e expressiva no cenário nacional (e muito menos mundial) e não há times nem campeonatos fortes e atraentes”.

            E par acabar com qualquer argumento contrário, Dr. Ivaldo citou o público do Campeonato Brasileiro da Série B, de 2009, com participação do Brasiliense:

            - média de público do campeonato: 6.621 pessoas

            - média de público do Brasiliense: 4.306 expectatores

            - o Brasiliense figura duas vezes entre os 10 piores públicos:

            a) Contra o Duque de Caxias, 22 pessoas, renda de R$ 210,00

            b) Contra o São Caetano, renda de R$ 547,00

            Mesmo diante dessas evidências as autoridades do GDF insistem em um estádio para 70.000 pessoas.

            Que interesse tem tais “autoridades” em gasto supérfluo tão gigantesco?

 

Por José da Cruz às 10h27

Manifesto pela democracia e liberdade de imprensa

          Íntegra do documento lançado quarta-feira, em São Paulo, reunindo intelectuais, artistas, advogados, jornalistas e populares:

    “Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

“Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

“É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

“É inaceitável que militantes partidários tenham convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

“É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

“É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em valorizar a honestidade.

“É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há ‘depois do expediente’ para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no ‘outro’ um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia, mas um inimigo que tem de ser eliminado.

“É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

“É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

“É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É deplorável que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

“Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para ignorar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

“Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

“Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.”

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Por José da Cruz às 09h17

23/09/2010

Atendendo a pedidos

Na edição de Esportes da Folha de S.Paulo, hoje

JUCA KFOURI

Baixo entendimento

      O PRESIDENTE Lula, mais perfeita fusão do Padim Ciço com Macunaíma, assinou nova medida provisória para dar recursos ao esporte. Chamada de MP do Alto Rendimento, visa dar condições para que nossos atletas não façam feio na Rio-2016. As medidas são positivas, ao sugerir, mesmo que superficialmente, algum controle do emprego do dinheiro do Estado nas confederações esportivas.
Da mesma forma, apesar de compromisso apenas simbólico, porque nada acontecerá se não for cumprido, enfim o COB foi obrigado a assumir um objetivo mínimo ao estabelecer a meta de ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas.

Mas tudo isso só faria sentido se antes, lá atrás, há 510 anos e, no que diz respeito a este governo, há oito anos, o país tivesse estabelecido uma Política Esportiva que contemplasse a massificação da prática com vistas à saúde pública, o esporte como meio de prevenção de doenças. Mas não.

Muito parecido com os métodos de países totalitários no passado, o gol é fazer bonito na Olimpíada. Mas de que vale ganhar medalhas se existe um enorme vazio entre os atletas e o povo sedentário, sem oferta para se mexer?

Carlos Nuzman tem razão ao dizer que nunca antes neste país um presidente da República deu tanto ao esporte. Se bem que ele diz também que continua a ser insuficiente, porque é insaciável, e se esquece de dizer que Lula deu aquilo que não é dele, é seu, meu, nosso suado dinheirinho, seja via loterias, seja pelas estatais.
E antes que você, raro leitor, pense que aqui está mais uma peça anti-Lula, registre-se que os tucanos fracassaram igualmente no quesito nos oito anos em que ocuparam o Palácio do Planalto.

Desnecessário dizer que a nova dinheirama que vem aí para irrigar as confederações, cujos cartolas se perpetuam no poder em reeleições intermináveis porque nada é mais confortável do que mamar nas tetas públicas sem ter de trabalhar a não ser na primeira classe dos voos internacionais, estará sempre sujeito às "taxas de sucesso", mas é claro que a possibilidade sempre presente de corrupção não deve inibir boas medidas.

E cumpre lembrar que o ingênuo autor destas linhas, pouco mais de oito anos atrás, ao lado de outros cidadãos bocós, fez e entregou, a toque de caixa, a pedido do presidente recém-eleito, uma proposta de Política Esportiva que contemplava exatamente a massificação. Que fim levou?

Ora, foi recebida com pompa e circunstância. E devidamente engavetada. Benfeito para nós.

blogdojuca@uol.com.br

Por José da Cruz às 18h49

Juca Kfouri na Folha, imperdível

         Sugiro a leitura da coluna de Juca Kfouri na Folha de S.Paulo de hoje. 

        http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2309201031.htm      

 

Por José da Cruz às 17h43

Os campeões e as dúvidas sobre a aplicação dos recursos

                Na reunião do presidente Lula com atletas, segunda-feira, no Palácio do Planalto, conversei com o remador Tiago Ribeiro Braga, 18 anos.

            Campeão brasileiro pelo Vasco no single skiff, categoria júnior, ele terminou em quinto lugar nas Olimpíadas da Juventude, realizadas no mês passado, em Cingapura. Excelente resultado internacional.

            Apesar disso, Tiago (foto abaixo) ainda não foi contemplado com a Bolsa Atleta. “Já pedi (ao Ministério do Esporte), mas responderam que não tenho direito”.

           

            Devem estar esperando que ele ganhe a medalha olímpica para, aí sim, correrem e dar o que merece desde agora.

Tênis

            O UOL Esporte divulga hoje que a tenista número um do Brasil, Ana Clara Duarte, venceu o torneio challenger de Cairns, Aberto da Austrália, e ganhou 56 posições no ranking mundial, chegando a 294ª posição.

            Para chegar a um torneio dessa grandeza e conquistar o título, Ana Clara deve ter se destacado em outros torneios internacionais. 

            Mas também não encontro o nome da tenista entre as contempladas com Bolsa Atleta. Além disso, ela se queixa, na entrevista, das dificuldades de viajar sozinha, sem o seu técnico.

            É nessas horas que insisto na perguntas:

            Onde vai parar o dinheiro do esporte, repassado pelas loterias?

            E o dos patrocinadores?

            Que critérios, enfim, tem o Ministério para distribuir a Bolsa Atleta?

            É a tal eficiência da gestão financeira, que tanto reclamo e não tenho respostas, a não ser de que "o dinheiro é fiscalizado pelo TCU".

            Por isso é que se torna necessário, mais do que nunca, que se abra o caixa do esporte olímpico brasileiro. Que se faça uma varredura na origem e na aplicação dos recursos, aí incluido o diheiro dos sete patrocinadores estatais.

            Lembram César Ciello? Quando ganhou a medalha olímpica denunciou que nunca recebera ajuda de ninguém.

            O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, correu para silenciá-lo e, só então, o nadador passou a receber bolsa da confederação.

             Tem muita coisa errada nesse processo. Não é possível que se silencie diante das omissões claras que se consatam com tanta evidência.         

           

Por José da Cruz às 13h17

Dinheiro público para a Copa 2014

                O orçamento do Ministério do Esporte para 2011 prevê repasses de R$ 80 milhões para “apoio à realização da Copa do Mundo Fifa 2014”.

                A revelação é bem diferente do discurso do presidente Lula: “Dos cofres públicos não sairá um tostão, a não ser para as obras do PAC.

                Político de palavra é isso... 

Olimpíadas 2016

                Já para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 o Ministério do Esporte destinará R$ 452 milhões de seu orçamento de 2011, assim divididos:

                “Implantação da infraestrutura aos Jogos 2016: R$ 370 milhões. 

                “Preparação e organização Rio 2016:                   R$ 82 milhões.

                Reparem bem:

                Os R$ 452 milhões agora anunciados é o valor aproximado do primeiro orçamento do Pan 2007, lembram?

                No final, a festa custou R$ 3,6 bilhões.

                E ainda faltam seis anos

               

Por José da Cruz às 00h09

22/09/2010

Empresa de Legado Esportivo e Autoridade Pública Olímpica acabam hoje

                A Empresa Brasileira de Legado Esportivo – Brasil 2016 tinha R$ 1,3 milhão para pagar salários dos cinco membros do Conselho de Administração. Média de R$ 32,6 mil para cada conselheiro, entre agosto deste ano e março de 2011.

                Porém, a assembleia da Empresa deixou a critério dos conselheiros a forma de remuneração de cada um, conforme o cargo que viesse a ocupar.

                Os dados estão na ata da assembleia geral da empresa, realizada em 13 de agosto último, no Rio de Janeiro.

Acabou

                Porém, a partir de hoje a Empresa Brasileira de Legado Esportivo deixa de existir, assim como a Autoridade Pública Olímpica, instituições que foram criadas por medidas provisórias (n.488 e 489/2010).

                Como o Congresso Nacional não votou as medidas no prazo regulamentar (quatro meses), os documentos extinguem-se automaticamente. E a mesma proposta não pode ser encaminhada este ano ao Congresso por MP, apenas por projeto de lei.

                Em resumo: o salário gordo dos conselheiros acabou.

Detalhe

                A Empresa funcionaria até 2018 podendo ser estendido até 2020, isto é, quatro anos depois de realizados os Jogos Olímpicos. Ou seja, emprego e bom salário garantidos por uma década, contribuindo para reduzir a taxa de desemprego no país...

Por José da Cruz às 16h51

Nota oficial do Comitê Olímpico Brasileiro

Comitê Olímpico Brasileiro

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2010

NOTA À IMPRENSA

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e as Confederações Brasileiras Dirigentes dos Esportes Olímpicos, após reunião realizada ontem (terça-feira, dia 21/09), data em que tomaram conhecimento do texto da Medida Provisória (MP) no 502, editada no dia 20 de setembro de 2010 e publicada no Diário Oficial do dia 21 do mesmo mês, vêm a público informar que:

1 - O COB e as Confederações Olímpicas já têm seus recursos públicos fiscalizados sistematicamente há muitos anos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério do Esporte, e também continuarão sendo fiscalizados no futuro na forma estabelecida pela MP no 502; 

2 - O COB e as Confederações Olímpicas apoiam todas as ações do Governo Federal que visem diminuir a distância orçamentária que separa o esporte brasileiro dos países mais desenvolvidos do cenário mundial, diferença esta que se reflete nos resultados técnicos do país perante as principais potências olímpicas;

3 – O COB e as Confederações Olímpicas estão de acordo com o controle de desempenho proposto pela MP no 502, em relação aos futuros recursos financeiros a serem disponibilizados pelo Governo Federal por intermédio do Ministério do Esporte. Assim, o Ministério do Esporte passará a ter também a participação direta no desempenho esportivo e nos resultados em competições tais como Campeonatos Mundiais, Jogos Sul-americanos, Jogos Pan-americanos e Jogos Olímpicos, com ênfase nos resultados dos Jogos Olímpicos Rio 2016. No caso específico do Rio 2016, o Brasil tem como meta ficar entre os dez primeiros países pelo número total de medalhas;

4 – O COB e as Confederações Brasileiras aguardam a regulamentação da MP no 502, como previsto no Artigo 56-A, bem como a divulgação do Plano Nacional de Desporto, plano este citado no Artigo 18 (inciso V) e no Artigo 56-A (parágrafo 1º) da referida MP;

5 – Outrossim, o COB e as Confederações reiteram seu agradecimento ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio irrestrito ao esporte olímpico brasileiro em seus oito anos de Governo, fato que o torna o Presidente da República que mais fez pelo esporte brasileiro na história do nosso país.

Comitê Olímpico Brasileiro

Confederações Brasileiras Dirigentes de Esportes Olímpicos

 

Por José da Cruz às 16h44

Atletas X ministros

Salário de um ministro do governo Lula:  

            R$ 11.431,88

Bolsa atleta de nível olímpico

            R$ 15.000,00

Alô ministro Orlando Silva, o Senhor está perdendo dinheiro....

 Foto: sportins.blog.uol.com.br

 

Por José da Cruz às 11h55

Ministério do Esporte 2011: gastos em comunicação social superam a Bolsa Atleta

           O Ministério do Esporte gastará R$ 45 milhões em comunicação social, no próximo ano. E R$ 40 milhões com a Bolsa Atleta.

            Os dados estão na proposta orçamentária  de 2001, que será votada no Congresso Nacional.

            Dos R$ 45 milhões destinados  à comunicação, R$ 32.100.000,00 serão só para publicidade. 

            Quantas quadras de atletismo, de estilo simples, para iniciação, poderiam ser construídas com essa fortuna? Quantas crianças seriam beneficiadas com esses espaços?

            Outro dado: a proposta orçamentária prevê apenas R$ 200 mil (isso mesmo, apenas 200 mil reais) para “capacitação de servidores públicos” .

            Está explicado o motivo de o Ministério do Esporte terceirizar a maioria de seus serviços; falta gente capacitada em seus quadros. A maioria empregada é ligada ao PC do B, cabide de emprego de luxo na Esplanada.

            Como nos demais ministérios, claro.

Por José da Cruz às 09h44

21/09/2010

É preciso abrir a caixa preta do esporte

            Li a Medida Provisória n.502, assinada ontem pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União, hoje.

            De todas as medidas nenhuma repercutirá imediata e diretamente no interesse dos atletas.

            De prático, mesmo, o governo interveio na gestão dos repasses das loterias para os Comitês Olímpico e Paraolímpico. Passará a ser, também, gestor da grana (Lei 10.264/2001).

            É um desejo antigo do ministro Orlando Silva, já que seu antecessor, Agnelo, não quis se envolver, porque é medroso e queria ser só amigo dos cartolas.

            Agora, a três meses de deixar o cargo, Orlando Silva apresenta a intervenção do Governo na gestão do dinheiro das loterias.

            Mas é uma intervenção capenga, como se a verba do esporte se esgotasse com os recursos das loterias.

            E o dinheiro das estatais? Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Infraero, Eletrobras, Petrobras, Correios e Casa da Moeda? Quem fiscaliza a destinação e aplicação desses recursos para mais de 15 modalidades?

                 Ora, se são estatais o Governo deveria incluí-las no rol das que teriam o dinheiro do esporte fiscalizado pelo Ministério. Mas se não faz isso então não é "politica de Estado", como afirmam.

            Conclusão: se o ministro Orlando Silva foi mais duro que o seu antecessor cumprindo ordens do Presidente foi frouxo, também, em limitar a intervenção da gestão do dinheiro estatal a apenas uma das fontes.

Bobagens

            Já as novas modalidades da Bolsa Atleta vão vigorar só em 2012, ou seja, quatro anos antes de 2016.  Como o Rio de Janeiro foi eleito cidade-olímpica em 2009 isso significa que teremos três anos de atraso nas novas bolsas.

            Sobre o projeto “Cidade Esportiva”:  é bobagem, não sairá do papel.  Porque o Ministério só entra com a ideia, e quem deverá financiará o projeto serão os municípios ou os estados.

            Ora, se  os governos municipais e estaduais não se interessam em elaborar  um projeto para captar recursos, DE GRAÇA, da Lei de Incentivo ao Esporte (R$ 300 milhões anuais disponíveis), vão colocar a formação de atletas olímpicos em suas prioridades, com gastos elevadíssimos? Duvido!

            Além disso, o ministro Orlando, sabe muito que um prefeito do PSDB ou outro partido jamais virá a Brasília para negociar uma Cidade do Esporte com um ministro do PC do B ou do PT. É histórico, um não ilumina o caminho do outro.

            As medidas, enfim, são irrisórias diante do gigantismo do tema e não podem ser tratadas de forma isolada, como ocorreu com a MP 502, num país que tem pela frente a preparação de equipes olímpicas fortes.

O que falta?

            Falta o de sempre: fixar prioridades. O fartíssimo dinheiro sai para o COB e para as confederações mas não chega na base, na iniciação, no desporto escolar.

             Enquanto isso, são osclubes formadores, que  continuam alijados do rateio dos recursos oficiais, são os que estão colocando atletas nos pódios internacionais. 

            Assim, não é somente a quantidade de recursos – nem a fiscalização do dinheiro – que formará o atleta, mas o critério da boa distribuição do dinheiro para garantir renovação em todas as modalidades.

            A MP fala em dinheiro, fiscalização, centros de treinamentos etc. Mas não há uma só referência aos professores de educação física que trabalham nas escolas. Os que já existem estão desmotivados pela falta de qualidade das instalações, salários defasados, desprestígio profissional que se acumularam ao longo dos anos...

Resumindo:

            1. as propostas para mudanças nos rumos do esporte não passaram de muito barulho. Carnaval em fim de governo.

            2. é preciso abrir a caixa preta do dinheiro olímpico para se conhecer onde os recursos públicos estão foram aplicados nos últimos 10 anos e com que critérios.

            3. fiscalização do TCU não vale, pois a competência dos auditores esbarra na politicagem do ministro-relator.          

 

Por José da Cruz às 19h16

Alberto Murray Neto analisa MP do Esporte, na ESPN

          O advogado paulista Alberto Murray Neto, especialista em esporte olímpico concedeu entrevista a ESPN, hoje, sobre a Medida Provisória assinada ontem pelo Presidente Lula, modificando a Lei Pelé. Confira no seguinte link:  

http://espnbrasil.terra.com.br/olimpiada/noticia/149702_VIDEO+ESPECIALISTA+CRITICA+DECISAO+DO+GOVERNO+LULA+DE+PRIORIZAR+ESPORTES+DE+ALTO+RENDIMENTO+COM+MP#video

Por José da Cruz às 16h32

Paraolímpicos: a busca pela igualdade

Andrew e Daniel (dois últimos à direita): paraolimpismo reconhecido pelo Poder. Presidente Lula e Ministro Orlando Silva   (foto:Vinicius Loures/CPB.)

               

                De fato, nunca antes na história deste país – licença, Presidente – o esporte recebeu tanto dinheiro dos cofres públicos. Sob o ponto de vista financeiro  passou a ser “questão de Estado”.

                Mas só agora, ao final de oito anos da atual gestão, é que saíram regras para que o Estado participe, também, da gestão dos recursos.  Velho chavão: antes tarde do que nunca.

                Faço também um reconhecimento, bem lembrado pelo presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, em seu discurso de ontem, e pelo nadador paraolímpico Daniel Dias:

                “Muda-se a realidade quando se consegue mudar as pessoas. E o Senhor (Presidente Lula), com certeza mudou a realidade  de mais de 24 milhões de pessoas com deficiência no País”, afirmou Andrew.

                Não tenho números específicos, mas conversando com um ou outro paraolímico sabe-se que ele chegou ao nível de atleta incentivado por um evento que assistiu na TV e observou que, pelo esporte, poderia se tornar um cidadão mais útil à sociedade. Isso é real.

Superatleta

                “Somos um país que vê os esportes paraolímpico e olímpico com igualdade. Isso me emociona e motiva a competir lá fora”, completou Daniel Dias.              

                Nesse aspecto discordo do superatleta Daniel Dias – quatro ouros, quatro pratas e um bronze na Paraolimpíada de Pequim e mais sete medalhas no recente Mundial da Holanda.

                A desigualdade, meu caro Daniel, está nos repasses do dinheiro público. Desde a criação da Lei das Loterias, n. 10.264/2001, que o COB recebe 85% e o Comitê Paraolímpico 15% dos valores que a Caixa destina.

                São atletas diferenciados na forma física, é verdade. Mas ambos, olímpicos e paraolímpicos, disputam com iguais.

                Logo, a divisão dos recursos também deveria ser equilibrada para que se pudesse afirmar que as duas modalidades “são tratadas como iguais”.

                Mesmo porque, os paraolímpicos têm um custo bem superior no deslocamento, preparação e competição.

                 Os atletas cegos por exemplo, precisam de guias nos treinos e provas oficiais; muitos cadeirantes necessitam de acompanhantes, e por aí vai, dependendo da deficiência de cada atleta.

                Em resumo: houve avanços inquestionáveis e merecidos; o paraolimpismo evoluiu e ganhou credibilidade com a chegada de Anrew Parsons à presidência do CPB; a modalidade ganhou vitrine na televisão que incentiva muitos deficientes a ingressarem no movimento de atletas. Mas ainda não há igualdade na distribuição dos recursos públicos.

                Finalmente: o poder público, municípios, estados e União, está distante – quem sabe ausente – da realidade de 25 milhões de pessoas, que enfrentam dificuldades primárias no deslocamento na rua, no uso dos transportes públicos, no acesso a um banco, a um hospital.

                Em termos de acessibilidade nas suas rotinas os deficientes, em geral, ainda estão distantes do mínimo indispensável. A igualdade entre as pessoas deve começar na sociedade em geral.  

                Mesmo porque, oferecendo oportunidades equilibradas, o Estado também incentivará o surgimento de talentos para o fortalecimento do movimento paraolímpico, mas promovendo e valorizando, antes, o ente social.

 

Por José da Cruz às 12h00

Mudanças na Lei Pelé: Governo divulga a Medida Provisória assinada ontem

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 502, DE 20 DE SETEMBRO DE 2010.

 

Dá nova redação às Leis nos 9.615, de 24 de março de 1998, que institui normas gerais sobre desporto, e 10.891, de 9 de julho de 2004, que institui a Bolsa-Atleta; cria os Programas Atleta Pódio e Cidade Esportiva, e dá outras providências.

            O texto completo está no seguinte endereço:

            https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Mpv/502.htm 

Por José da Cruz às 09h32

20/09/2010

Novas bolsas-atleta e reajustes sairão só em 2012

            As mudanças nos valores das cinco categorias da Bolsa Atleta, variando de R$ 370,00 até R$ 15.000,00 valerão somente a partir de 2012, conforme um comunicado do Ministério do Esporte.

            Ou seja, os atletas terão que se inscrever em 2011 para começar a receber só em janeiro de 2012.

            Para 2011 a previsão do Ministério do Esporte é aplicar R$ 40 milhões em quatro categorias bolsa atleta (Estudantil, Nacional, Internacional e Olímpica/Paraolímpica, conforme revela o Orçamento da União.

 

CATEGORIA   

ATUAL  

      R$

EM 2012

        R$

Atleta Base 

-----------

     370,00

Estudantil

300,00

    370,00

Nacional

750,00

     925,00

Internacional

1.500,00

  1.850,00

Olimpica/Paraol.

2.500,00

  3.100,00

Atleta Pódio

  -------

15.000,00

Fonte: Ministério do Esporte

Por José da Cruz às 17h44

Governo intervém na gestão do dinheiro das loterias para os comitês Olímpico e Paraolímpico

            A anunciada medida provisória assinada hoje de manhã no Palácio do Planalto pelo presidente Lula continua um mistério. A íntegra do documento não foi divulgada e nem mesmo o alto escalão do Ministério do Esporte disse conhecer o texto final das medidas.

            O único documento que se conhece é a minuta que divulguei há alguns meses, para desespero da cúpula do Ministério do Esporte, que tratava do assunto com muita reserva. Mas o documento conquistei por meios legais.

Desagrado

            Certo é que a cúpula do Comitê Olímpico Brasileiro leu a medida provisória e não gostou.

            No domingo à noite, o presidente do COB, Carlos Nuzman, reuniu em Brasília os principais presidentes de confederações – entre eles do Atletismo (Roberto Gesta), da natação (Coaracy Nunes), do vôlei (Ary da Graça) – para analisar as mudanças nos repasses das loterias (Lei Piva) para os comitês Olímpico e Paraolímpico.

            A repercussão das novas exigências não foi boa entre os cartolas, mas como se tratava de medida presidencial aguentaram em silêncio..

            COB e CPB recebem, desde 2001, 2% das arrecadações das loterias federais. O dinheiro é repassado diretamente da Caixa Econômica para as contas das duas entidades, que fazem a gestão individualmente.

            No ano passado o COB recebeu R$ 119,8 milhões das loterias, e o Comitê Paraolímpico R$ 21,2 milhões

            Agora, pela Medida Provisória – conforme a minuta que tive acesso e divulguei – os dois comitês, Olímpico e Paraolímpico, receberão os recursos mediante a assinatura de um “Contrato Gerencial com metas a serem cumpridas pelas confederações”.

Prioridades

            Além das metas, o contrato “definirá as prioridades de investimentos dos recursos públicos com  o objetivo de desenvolver planos de trabalho para cada modalidade olímpica”, diz um comunicado do Ministério do Esporte.

            “A idéia é que o governo federal participe da aplicação destes recursos no esporte olímpico e paraolímpico”, conclui o comunicado.

            Sobre isso, farei comentário específico, mais tarde.

Metas

            Em seu discurso, o presidente do COB, Carlos Nuzman, anunciou que a meta do Brasil é se colocar entre os 10 primeiros nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. O objetivo é ampliar conquistas de oito para 13 modalidades.

            Em Pequim 2008, a 10º colocada no quadro de medalhas foi a Ucrânia, com 27 conquistas. O Brasil terminou em 17º lugar, com 15 medalhas.

            O anúncio público de Nuzman ocorreu depois de muita pressão do Palácio do Planalto e do próprio Ministério do Esporte, para que o Comitê Olímpico fixasse metas, já que as modalidades são totalmente financiadas com recursos públicos.

            Coincidência ou não, a meta do COB é a mesma da III Conferência Nacional do Esporte, realizada em julho último, quando o COB não participou dos debates.

Por José da Cruz às 16h34

Blog do Perrone: Presidente do Clube dos 13 ganha R$ 70 mil mensais

         Está no Blog do Perrone (http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/) informação oficial de que o presidente do Clube dos  13, Fábio Koff, ganha perto de R$ 70 mil por mês.

          Talvez por isso falte dinheiro aos clubes de futebol, para pagarem o calote que deram no INSS, Imposto de Renda e Fundo de Garantia, miséria, em torno de R$ 2 bilhões...

          Aí vem o governo, bonzinho, e cria a Timemania para o torcedor-apostador pagar o rombo da cartolagem.

          Já havia falado sobre isso, mas é preciso insistir, vez por outra, para mostrar que se tem memória.

 

Por José da Cruz às 09h55

Dinheiro e fracassos no esporte

                Na semana passada, foi a vez de a Seleção Brasileira de Basquete masculino perder e continuar fora da elite olímpica, há 16 anos...

                Ontem, a equipe de tênis perdeu, de virada para a Índia (2 x 3) e continua fora da elite da Copa Davis.

                Mas o problema para o esport evoluir não era a falta de dinheiro?

                Há quantos anos basquete e tênis são sustentados pelas loterias federais e estatais como Eletrobrás e Correios?

                Se não falta dinheiro, falta o quê?

                Espaço reservado para os dirigentes explicarem.

                Já no futebol...

                O Gama, aqui do Distrito Federal, que há anos é patrocinado com dinheiro público do Banco de Brasília, caiu para a quarta divisão do futebol brasileiro.

                Façanha dos cartolas Wagner Marques e Paulo Goiás.

                Mas a cidade terá estádio de R$ 750 milhões, para 70 mil pessoas na Copa de 2014. Depois, receberá os jogos do Gama pela quarta divisão...

                Insisto: não falta dinheiro para o esporte.

                Ou "o dinheiro ainda é pouco", como diz o presidente do COB, Carlos Nuzman.

Por José da Cruz às 08h44

19/09/2010

Lula anunciará amanhã mais dinheiro para o esporte

             O pacote de medidas para o esporte que o presidente Lula lançará amanhã, no Palácio do Planalto, às 11h, deverá ter uma cláusula destinando mais dinheiro para o esporte.

            Desta vez os beneficiados serão os clubes sociais formadores de atletas olímpicos – Minas Tênis, Pinheiros, Sogipa, Flamengo etc –, que poderão ser atendidos por duas fontes.

            A primeira, confirmada, é dinheiro do orçamento da União, que prevê R$ 1,3 milhões a título de “Transferência para clubes sociais”.  (o orçamento ainda será votado no Congresso Nacional).

            Em números redondos serão R$ 1.392.758,00.

Loterias

            A outra fonte poderá vir das loterias federais.

            Atualmente, a Caixa Econômica repassa 2% do que as loterias arrecadam para os Comitês Olímpico e Paraolímpico. No ano passado, só o Comitê Olímpico foi beneficado com R$ 120 milhões.

            A Medida Provisória que será assinada amanhã deverá aumentar esse percentual para 2,5%.

            A informação não é oficial, mas de uma fonte do governo federal.

            O 0,5% de aumento seria destinado o Conselho Nacional dos Clubes Formadores de Atletas Olímpicos (Confao), que apresentou a reivindicação ao governo em fevereiro de 2009.

            O percentual pode parecer pequeno, mas representaria algo em torno de R$ 40 milhões anuais para os clubes.

            Com isso, o COB e o CPB não perderiam os seus ganhos, como temia o presidente do Comitê Olímpico, Carlos Arthur Nuzman, de quem partiu a proposta para aumentar os repasses para 2,5%.

            O assunto foi tratado em sigilo na área econômica do governo e a eficácia dessa negociação se conhecerá amanhã. Isto é, se o governo topou aumentar o percentual das loterias para o esporte.

            Sobre tudo isso farei análise após conhecer o teor da medida provisória.

Perigo

            Antecipo, porém, que pelo o que já li e divulguei neste espaço, em dezembro, haverá forte intervenção do Estado nas instituições particulares do esporte.

            Em resumo, será assim: “O Estado entra com o dinheiro, mas será  gestor, também”.

            Não é aí que mora o perigo.

            Ao contrário, o perigo ficará bem maior.

            Afinal, estamos no país em que o pagamento de propina se institucionalizou e tem nome chic: "taxa de sucesso".

            E as partes discutem o percentual do "sucesso" - lobby, picaretagem, coisas assim - na Casa Civil, no andar de baixo do gabinete do Presidente da República.

            A Folha de S.Paulo e a revista Veja deste domingo têm detalhes imperdíveis sobre o mais recente escândalo da corte. E outros virão no país da Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

            Agora vai. 

Por José da Cruz às 11h07

18/09/2010

O futuro milionário do futebol do Distrito Federal

               

                A elite dos clubes do futebol de Brasília, onde se constrói estádio para 70 mil pessoas, está na seguinte situação:

                Brasiliense:

                Disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. Está em 14º lugar entre 20 clubes, a três pontos da zona de rebaixamento. Em 22 jogos venceu apenas seis e tem saldo negativo de oito gols.

                Gama:

                É o último colocado do Grupo C da Série C. Não venceu um só jogo. Está praticamente rebaixado para a Série D, em 2011. E de futebol por aqui é só isso.

                Mas o Estádio Nacional de Brasília, Mané Garrincha custará R$ 750 milhões.

                A criativa e bem desenhada lustração do elefantinho-torcedor, aí em cima, obtive no Blog Torcida (www.blogtorcida.com.br), dirigido pelos jornalista Beto Lago e marqueteiro Kleber Medeiros, também editores da Revista Torcida. 

Por José da Cruz às 17h36

A nova geração do atletismo: agora vai

                       A vencedora dos 400 metros rasos do Troféu Brasil de Atletismo, que termina amanhã, em São Paulo, foi a carioca Geisa Coutinho.

                Seu tempo na pista do Centro Olímpico Ibirapuera: 51s93.

                Com essa marca ela se coloca em 103º do mundo na temporada.

                Geisa tem 30 anos – isso mesmo – trinta anos.

                Medalha de ouro que ganhou na prova, Geisa integra a nova geração do atletismo brasileiro para Londres 2012. Agora levo fé.

               

Por José da Cruz às 17h11

17/09/2010

Gesta de Melo recua e detona processo de sua sucessão na CBAt

         Depois de ter iniciado contatos para se afastar da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o presidente da entidade, Roberto Gesta de Melo recuou.

         Ele continuará no cargo até 2012, quando completará 25 anos no poder, triste recorde nacional de falta de renovação no comando de uma instituição esportiva.

 Gesta: tá difícil desgrudar da cadeira presidencial

         Quando publiquei a notícia sobre eleições na CBAt, em agosto passado, o presidente da Federação Paulista de Atletismo, José Antônio Fernandes, confirmou que o processo de mudança estava na rua, mas faltavam detalhes:

         “Sobre a composição da chapa afirmo que como pivô do processo ainda faltam vários detalhes para confirmar.  Ainda não sentei com o Presidente Gesta, para formalizar nenhuma questão em definitivo”, disse José Antônio, em mensagem que me enviou.

         Agora, qual o motivo da reviravolta?

         Gesta de Melo queria impor Warlindo Carneiro da Silva Filho, da Federação Pernambucana, na cabeça de chapa.

         E imaginou que não haveria oposição para fazer o seu sucessor.

         Porém, o presidente da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Lancetta, entrou na disputa e começou a preparar uma chapa.

         A situação ficou difícil, pois Lancetta agregaria muitos dirigentes estaduais e ameaçaria a vitória do candidato de Gesta.

         A disputa de bastidores cresceu e Gesta topou enfrentar a oposição, mas com uma condição: que a eleição fosse aberta, como prevê o estatuto.

         Lancetta ainda argumentou que uma eleição secreta seria possível, além de mais democrática, pois não inibiria ninguém de expressar seu voto como é norma mundial.

         Ocorre que, com eleição secreta e candidato de oposição na disputa, Gesta de Melo sentiu o risco claro de perder. E voltou atrás em sua decisão para não sofrer derrota que desprestigiaria sua longa carreira de cartola.

         Na votação aberta Gesta saberá claramente quem está ao seu lado. E, de acordo com o voto, saberá agir, depois, nas relações entre a CBAt e a federação opositora. Isso é muito claro e próprio das ditaduras.

         Assim, a prática da democracia que renova poderes institucionais é mais uma vez adiada na Confederação Brasileira de Atletismo.

         E Gesta continuará no comando de um orçamento de R$ 15 milhões para este ano, sendo R$ 13,5 da patrocinadora, Caixa Econômica, e R$ 2,5 milhões da Lei Piva.

         Mais detalhes sobre este assunto na edição de Esportes da Folha de S.Paulo, deste sábado, com reportagem de Daniel Brito

Por José da Cruz às 18h54

Concorrência para área de Comunicação do Ministério do Esporte ainda não tem data para acabar

             Oito empresas estão habilitadas na disputa do milionário contrato de R$15 milhões, para prestar serviços de comunicação para o Ministério do Esporte, no Brasil e no exterior.

            As empresas que entregaram as propostas, na quinta-feira, não abriram mão de recorrer à Justiça, caso necessário.

            A próxima etapa da concorrência será a análise das propostas, cuja data ainda será divulgada no Diário Oficial da União.

            As concorrentes:

1.        FSB Comunicação e Planejamento Estratégico Ltda.

2.       CDN Comunicação Corporativa Ltda.

3.       Andreoli/Manning, Selvage & Lee Ltda.

4.       In Press Assessoria de Imprensa e Promoções Ltda

5.       Informe – RRN Comunicação e Marketing S/S Ltda

6.       Hill and Knowlton Brasil Ltda

7.       Approach Press Divulgação

8.       Entrelinhas Comunicação Ltda

Pela quantidade de trabalho que a vencedora terá pela frente e o volume de recursos ao seu dispor espera-se que o mercado para jornalistas seja movimentado e valorizado,  a partir de 2011.

 

O texto completo da ata da reunião de quinta-feira está no seguinte endereço:

http://www.esporte.gov.br/licitacao/licitacaoConsulta.do?acao=Arquivo&nomeArquivo=ATA%20DA%20REUNI%C3O%20DE%20ABERTURA%2016-09201009163457.pdf

 

Leia a seguir: detalhes do orçamento do Ministério do Esporte para 2011.

 

Por José da Cruz às 16h20

TCU vê irregularidades em contratos para os Jogos Mundiais Militares, no Rio

           O mascote dos Jogos Mundiais Militarres

        Nem os Jogos Mundiais Militares, que serão realizados no Rio de Janeiro de 16 a 24 de julho de 2011, escapam de suspeitas de irregularidades na sua preparação.

        O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou graves falhas em contratos sem licitação com três empresas.

        A informação é dos repórteres Luiz Ernesto Magalhães e Vera Araújo, de O Globo.

        Segundo reportagem da dupla, o TCU detonou contratos firmados sem licitações, no total de R$ 27,3 milhões, entre o Ministério da Defesa – organizadora do evento – e as fundações Ricardo Franco, de Apoio Roberto Trampowsky Leitão de Almeida e o Instituto Fomento e Inovação do Exército Brasileiro.

        Também estão sendo levantadas as possíveis ligações com o esquema de fraudes montado por militares e civis no Instituto Militar de Engenharia (IME).

        O Ministério Público Militar entrou na parada e está investigando os convênios assinados entre as instituições.

Está no O Globo de hoje:

        “Um dos principais elos entre as fraudes cometidas pelo cartel montado no Instituto Militar de Engenharia e as irregularidades encontradas nos convênios para os Jogos Militares é a Fundação Ricardo Franco.”

        “A instituição foi criada para apoiar s atividades do ensino e pesquisa do IME. O próprio TCU questionou isso no acórdão da semana passada. Além da falta de licitação, o TCU apontou irregularidades para a prestação de serviços para a implantação de toda a tecnologia a ser utilizada no evento, como a falta de especificação das quantidades dos aparelhos e seus preços.”

        Algo semelhante com o que ocorreu nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Naquela ocasião o governo pagou por obras não realizadas e, em algumas compras, se descuidou e pagou notas fiscais em dobro.

        Coisas bobas, sem importância, claro.

Os Jogos

        Os V Jogos Mundiais Militares é um grande evento que reunirá seis mil atletas no Rio de Janeiro.

        Representando mais de 100 países, os competidores estão inscritos em 20 modalidades. O Brasil participará com uma delegação de 250 atletas, muitos de nível olímpico, contratados especificamente para que o país não faça vexame no certame.

        Os Jogos Mundiais Militares é um tradicional evento do Conselho Internacional do Esporte Militar. No Brasil, tem o apoio do governo federal e a coordenação do Ministério da Defesa.  

      Saiba mais sobre o orçamento dos Jogos Mundiais Militares no site da ONG Contas Abertas:

     http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=147

Por José da Cruz às 10h52

Ministério do Esporte: área de Comunicação já é conhecida do TCU

         O Ministério do Esporte – que agora realiza concorrência para contratar por R$ 15 milhões anuais uma empresa de comunicação – teve um processo anulado pelo TCU no ano passado, sobre o mesmo assunto.

        Em 8 de julho de 2009, o Tribunal de Contas da União anulou uma concorrência da pasta do ministro Orlando Silva (foto), vencida pela IW Comunicação – iniciais de Iris Walquíria, dona da empresa

        À época a notícia foi divulga pelo jornalista Cláudio Humberto, lembrando que Iris tinha ligações com o partido do ministro Orlando, o PC do B.

        O julgamento do TCU está no Acórdão n. 1.488/2008-TCU.

        Mas tudo isso é fichinha, comparado com o esquemão que Erenice Guerra e família dirigiam no Palácio do Planalto, sala ao lado do presidente Lula.

        Que tal?

Por José da Cruz às 09h51

16/09/2010

FSB nega favoritismo em licitação no Ministério do Esporte

        Há pouco, recebi ligação do jornalista Gustavo Krieger, diretor executivo do escritório de Brasília da FSB Comunicações.

       A empresa concorre a um contrato de R$ 15 milhões anuais para prestar assessoria de comunicação ao Ministério do Esporte, conforme a notícia anterior, aí embaixo.

        Ex-colega de redação do Correio Braziliense, onde seguidamente conversávamos – na maioria das vezes aflitos – sobre os rumos de nosso Grêmio, Gustavo é profissional reconhecido por sua experiência de repórter e capacidade de gerenciamento na área de comunicação.

        Gustavo esta “preocupado” com a notícia que publiquei sobre a denúncia de “concorrência com carta marcada”, no Ministério do Esporte, referindo-me ao possível favoritismo da FSB, por interesse ministerial. 

        Ele me garantiu que a FSB nunca fez qualquer trabalho para a pasta do ministro Orlando Silva e, por isso, não entendia o motivo de ser favorita na concorrência para assumir a área de comunicação do ME.

        Mais: argumentou que assim como sua empresa, outras também questionaram o setor de licitações do Ministério do Esporte, para esclarecer dúvidas sobre o processo, o que não justificaria alterar as normas do processo, como analisei.

        “Somos uma empresa reconhecida no mercado e estamos participando de uma licitação transparente, sem favoritismo” resumiu, em bom tom de conversa entre amigos que somos.

Caro companheiro Gustavo

        Já estivemos no mesmo lado da trincheira, a reportagem investigativa, que tem caminhos difíceis. Por vezes, até nos coloca em situação desconfortável, como a que enfrento no Ministério do Esporte, onde não sou atendido e há controle sobre as pessoas que acessam o meu blog. Isso é muito triste para um governo que diz defender a liberdade de imprensa.

        Por teu talento e capacidade ocupas hoje posição de destaque numa das maiores empresas de comunicação do país.

        Eu, amante sem limites da reportagem, continuo na rotina de investigar o uso do dinheiro público, do esporte, especificamente.

        Estamos em lados opostos, pois; cada um defendendo a sua matéria prima de trabalho diário, mas nem por isso desafetos.

        Temos idoneidade e éticas profissionais em comum para continuarmos amigos.

        Porém, do lado de cá da investigação, posso te garantir que a informação que publiquei tem fonte fiel – sabes bem o que isso significa. Daí o crédito que dei ao assunto.

        Conheces bem esses bastidores, Amigo. Já passastes por situações semelhantes em tuas coberturas de repórter.

        Mas também estás certo – e respeito – em contradizer o que publiquei.

        Isso mostra o teu grau de comprometimento profissional em defender a idoneidade da empresa em que trabalhas. Continuas o mesmo: fiel cumpridor da missão que te é confiada.

        Bueno, Amigo Gustavo, obrigado por telefonares para colocar a posição da FSB, que aqui registro.

        E que continues tendo sucesso em teus investimentos profissionais, sem esquecer que aqui tens um admirador e um espaço sempre à disposição.

        Grande abraço e saúde.

       Cruz

PS: e o nosso Grêmio, heim? Tá feia a coisa, Companheiro!

Por José da Cruz às 20h26

Ministério do Esporte: suspeita de carta marcada em licitação milionária

Enquanto não há decisão sobre a criação da Autoridade Pública Olímpica (APO) e Empresa Brasileira de Legado Esportivo – Brasil 2016, o Ministério do Esporte decidiu contratar uma megaasessoria de comunicação.

O argumento é a necessidade de o Brasil divulgar sua política esportiva, já que teremos uma Copa e uma Olimpíada. Para isso, vai pagar R$ 15 milhões por ano para a empresa vencedora.

Na prática, a assessoria irá trabalhar no Brasil e em mais 33 países para convencer jornalistas e editorialistas a  divulgarem notícias favoráveis ao ministro e à capacidade de o Ministério do Esporte de gerenciar os grandes eventos.

Depois do vexame financeiro do Pan-2007 a turma quer evitar novos erros.

Suspeitas

A abertura dos envelopes da licitação está marcada para às 10h30 de hoje, no próprio Ministério do Esporte.

Mas, em Brasília, há rumores de que a FSB Comunicação é a agência favorita do ministro Orlando Silva para ganhar o contrato de R$15 milhões por ano, podendo ser estendido por mais quatro anos.

As suspeitas de que poderá haver favorecimento na concorrência aumentaram desde terça-feira.

Por quê?

Porque, dois dias antes da licitação,ou seja, dia 14 de setembro, o Ministério do Esporte aboliu a exigência, feita no edital, de tradução juramentada de todos os documentos produzidos em língua estrangeira.

Tais documentos devem ser juntados à proposta técnica pelas empresas interessadas em realizar o serviço.

Foi uma mudança de 180 graus.

Até a véspera, a comissão de licitação afirmava exatamente o contrário em página específica do site do Ministério do Esporte. Ou seja, que não abriria mão das traduções, exigências que eram encaradas como um estorvo pelas empresas interessadas no contrato.

       O curioso  – e justamente o fato que levantou minha suspeita – é que a retificação que acabava com a obrigatoriedade das traduções só ocorreu após uma consulta da empresa FSB, uma das que disputa a concorrência, a favorita do ministro, entenderam?

       Aí, surgiu a nova regra, exatamente contrária do que pedia edital e que havia sido confirmada pelo ministério, quatro dias antes.

        Estranha mudança em cima da hora, muito estranha e suspeita.

         

Por José da Cruz às 23h14

15/09/2010

Lula lançará pacote para 2016 criando mais dois níveis de bolsistas.

O presidente Lula assinará segunda-fira, no Palácio do Planalto, medidas provisórias mudando a Lei Pelé (9.615/98) e a Lei da Bolsa Atleta  (10.891/2004) “para tornar o Brasil potência esportiva”.

        Além das quatro categorias em vigor desde 2004, estão previstas a criação de mais duas categorias: Atleta de Base e Atleta de Ouro.

        Outra novidade é que técnicos dos atletas de nível olímpico e paraolímpico também serão remunerados como bolsistas.

        O orçamento do Ministério do Esporte para 2011 - que ainda não foi votado no Congresso Nacional -  prevê investimentos de R$ 40 milhões em bolsa-atleta.

            É o que estava previsto na medida provisória que tive acesso e até já comentei nest espaço.    

Devem ter ocorrido várias mudanças na proposta original, mas em resumo será o seguinte:

Atleta Ouro – R$ 15 mil

        Destina-se a competidores olímpicos e paraolímpicos de modalidades individuais que ocuparem até o 10º lugar do ranking mundial em suas respectivas modalidades.

          Os técnicos dos atletas contemplados receberão “ajuda de custo”, cujo valor ainda não consegui apurar.

Atleta de Base - R$ 371,04 (mensais)

        Atletas a partir de 10 anos que tendo obtido até a terceira colocação nas modalidades individuais de categorias em eventos previamente indicados pela respectiva confederação ou que tenham sido eleitos entre os 10 melhores atletas do ano anterior em cada modalidade coletivas. Devem estar treinando para futuras competições nacionais.

 Estudantil - R$ 371,04

        Para atletas de 12 a 20 anos que tenham participado de eventos nacionais estudantis reconhecidos pelo Ministério do Esporte, tendo obtido até a terceira colocação nas modalidades individuais ou que tenham sido secionados entre os 24 melhores atletas das modalidades coletivas dos referidos eventos.

 Nacional - R$ 927,60

        Atletas que tenham participado do evento máximo da temporada nacional e/ou que integrem o ranking nacional da modalidade, e que em ambas as situações tenham obtido até a terceira colocação, e que continuem a treinar para futuras competições nacionais.

 Internacional - R$ 1.855,20

        Atletas que tenham integrado a seleção nacional de sua modalidade representando o Brasil em campeonatos sul-americanos, pan-americanos ou mundiais, obtendo até a terceira colocação, e que continuem a treinar para futuras competições internacionais.

Olímpico e Paraolímpico - R$ 3.092,00

        Atletas que tenham integrado as delegações olímpica e paraolímpica de sua modalidade esportiva e que continuem treinando para futuras competições internacionais.

        O pacote a ser assinado pelo Presidente Lula, às 11h de segunda-feira, inclui outras medidas, como contemplar clubes formadores de atletas.

        Sobre isso comentarei na próxima mensagem.

Por José da Cruz às 16h55

Camaradas, companheiros e desafetos

         Nos últimos oito anos, o ministro do Esporte, Orlando Silva, ignorou solenemente seu antecessor, Agnelo Queiroz.

         O desencontro político afetivo – afinal, eram camaradas do mesmo partido – foi tão grande  Agnelo ficou sem espaço no PC do B e se bandeou para o PT, com apoio de padrinho poderoso, Luiz Inácio Lula da Silva.

        Agora, com Dilma fortalecida nas pesquisas e Agnelo também na frente para governar Brasília – fazendo a alegria de uns e tristeza de muitos outros – Orlando Silva corre atrás do ex-companheiro e camarada.

        Orlando quer almoçar, jantar, tomar café, se encontrar com Agnelo, seja lá o que for, a qualquer custo – no bom sentido, claro, pois sabe-se que nas relações políticas dinheiro não é moeda de troca. Quando muito paga-se um almoço, um lanche, por aí.

        Chegou a vez de o ex-ministro dar o troco. E ignora os convites de Orlando.

E qual o motivo?

        Em 22 de setembro – próxima quarta-feira – as Medidas Provisórias 488  e 489/2010 deixarão de vigorar, cresce o pavor e a tristeza nos corredores do Ministério do Esporte. Sem terem sido votadas no Congresso Nacional, elas perdem a validade. Não existirá mais nada.

        As medidas criaram, respectivamente a Empresa Brasileira de Legado Esportivo e a Autoridade Pública Olímpica.

        Orlando era o candidato de Lula para ser a tal Autoridade Pública Olímpica, mas com a eleição se aproximando, mudará todo o quadro no Congresso Nacional.

        Novas forças partidárias se formarão já para a posse do novo presidente, em 1º de janeiro.

         Com o poder na mão, Orlando poderia nomear quem bem entendesse para os mais de 400 cargos que terá á disposição no escritório do Rio de Janeiro. E seria o gestor de muito dinheiro, R$ 10 milhões só para começar a brincadeira.

        Daí a importância de Orlando se reaproximar de quem hoje desponta como futuro governador do Distrito Federal – Agnelo Queiroz. E com que tristeza vejo tudo isso...

        Agnelo, pela proximidade que terá com a companheira Dilma, se eleita, poderia apoiar Orlando para Autoridade Olímpica,  que deverá ser criada por projeto de lei.

Entraves maiores

        Com Dilma no poder, seu vice será Michel Temer, do PMDB, mesmo partido do governador do Rio Sérgio Cabral, local do escritório da Autoridade Pública Olímpica. Eles deixarão escapar a ocasião de indicar o manda-chuva para o cargo?

        Então, além de conquistar Agnelo Orlando terá que enfrentrar o PMDB.

        Vem briga boa por aí.

        Mas, repito: nessa disputa por órgãos e cargos não entra dinheiro, pois isso é proibido por lei. Dinheiro saindo de malas, pastas, envelopes enormes não pode. Será tudo resolvido no diálogo, no entendimento e no melhor estilo da ética política.

        Ainda bem, pois isso aumenta minha profunda confiança na seriedade da gestão política e no futuro esportivo do país e do Distrito Federal...

Por José da Cruz às 09h34

14/09/2010

Mané Garrincha: a ressurreição

         A decisão do Ministério Público do Distrito Federal de reduzir de 70 mil para 30 mil a capacidade do Estádio Mané Garrincha implicará na elaboração de um terceiro projeto arquitetônico.

        A medida é necessária e oportuna. Mas quanto essas mudanças custam aos cofres do GDF?

        Enquanto faço a pesquisa, reativo a memória do torcedor-pagador.

        Abaixo as versões do Estádio Mané Garrincha - nosso inesquecível ídolo - que está sendo ressuscitado,tirando a sua tranquilidade do descanso eterno.

   Mané Garrincha original

 Mané Garrincha: A ressurreição I

Mané Garrincha: A ressurreição II

Mané Garrincha IV 

Espaço reservado para o próximo projeto.

E que Mané, enfim, descanse em paz

 Questões políticas

        Quando a primeira reforma foi projetada, o então governador, José Roberto Arruda – aquele que ganhava horas extras fora do gabinete – era amicíssimo de Ricardo Teixeira.

        O poder do então único governador do DEM colocava Brasília com força para receber a abertura da Copa 2014.

        Mas Arruda cavou a própria cova. Veio a tragédia, a casa caiu e expôs ao mundo a corrupção que por aqui se fortalece no poder distrital e federal.

        Brasília, claro, perdeu força política e não há quem vá conseguir trazer essa abertura para cá, principalmente agora, com um estádio de 30 mil lugares, que justificam  até além das necessidades do futebol local, mas são insuficientes para a solenidade do jogo inaugural de 2014.

 

Por José da Cruz às 10h40

13/09/2010

Um elefante branco na mira do Ministério Público

      Manchete do UOL Esporte neste início de noite:

    “O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou na última semana a rescisão de contratos e convênios firmados para a construção do estádio Nacional de Brasília, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Dois contratos e um convênio entraram na mira."

      O Ministério Público do DF quer reduzir de 68 mil para 30 mil lugares a capacidade do novo estádio.

        Análise da notícia

        Enfim, manifestam-se as autoridades que têm a obrigação de zelar pelo uso do dinheiro público.

        O Estádio Mané Garrincha – elegantemente rebatizado de “Nacional de Brasília” – era um dos quatro elefantes brancos a que me referi na semana passada.

        Manaus, Natal e Cuiabá são os outros fantasmas que nos assustam por suas dimensões e escasso prestígio no futebol nacional.

        O jornalista Walter Guimarães me enviou uma análise sobre o novo Mané Garrincha, mostrando que não será com jogos de futebol que as obras do estádio serão pagas.

        A freqüência de torcedores no Distrito Federal é um fracasso. Em três anos, tivemos 29 partidas no Estádio Bezerrão (Gama).

        A média total de torcedores das 29 partias é de 3.976, mas se for separada por temporada a queda dos números assusta:

        2009: 4.900 pagantes

        2010: 2.840 pagantes

        Val destacar um outro número, o de convidados, levados em consideração como “pagantes”.

        Em alguns jogos são denominados “sócio-torcedor”, em outros são “VIPs”. Para a análise feia, foram considerados como convidados todos os ingressos contabilizados nos borderôs com o preço simbólico de R$ 1,00, isto mesmo, um real.

        "E não foram poucos. Dos 115.317 torcedores que assistiram jogos de times locais, 26.915 (23,3%) não pagaram ingresso”, diz Walter em sua análise.

            Assim, as autoridades do Ministério Público têm argumentos de sobra para reduzir à metade a capacidade do Mané Garrincha, cujos políticos queriam um monstro com 70 mil lugares.

 

Por José da Cruz às 19h28

Copa 2014: isenções fiscais para a Fifa devem chegar a R$ 500 milhões

         Em sua coluna de domingo na Folha de S.Paulo – “A família real voltou” – Juca Kfouri escreveu: “O representante da Fifa passa pelo Brasil e veta e aprova o que bem entende. E devemos festejar!

        Permita pegar carona no teu artigo, Juca, e lembrar que pouco se discute - e até o Congresso Nacional se omitiu - sobre os compromissos assumidos pelo Brasil, que implicará numa renúncia fiscal estimada pelo governo em R$ 500 milhões.

    

        Vejam alguns dos principais itens que o governo é obrigado a obedecer para não irritar a “família real”.

        A legislação vai vigorar de 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2015, ou seja, inclui a Copa das Confederações.

1.   Taxas e impostos alfandegários – isenção de impostos e outros encargos de importação e exportação para bens e mercadorias relacionados com as atividades das competições, incluindo  equipamento técnico das seleções de cada país e às redes jornalísticas de comunicação bem como equipamentos para escritórios, cuidados médicos e para marketing esportivo, entre outras atividades.

2.   – Isenção tributária – de taxas, impostos ou tributos concedida a estrangeiros para o exercício de atividades relacionadas às competições e desempenhadas pela Fifa, entidades associadas, times, equipes de arbitragem, redes jornalísticas de comunicação e comercialização de ingressos entre outras.

3.   Indenização  à Fifa e seus empregados, representantes, empregados e conselheiros em caso de danos, processos e reclamações que possam sofrer em atividades relacionadas às competições.

4.   Lei complementar – o Governo Federal apresentará ainda projeto de lei complementar isentando a Fifa do recolhimento do Imposto Sobre Serviços de qualquer Natureza (ISS), em níveis federal, estadual e municipal.

          Pronto, com tudo isso acertado e os estádios construídos com dinheiro público a bola já pode rolar. A Fifa festeja e o torcedor baterá palmas.

          Leia mais na coluna de Juca Kfouri:

          http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1209201013.htm

 

Por José da Cruz às 12h47

12/09/2010

O dinheiro da natação e a ditadura olímpica

Eduardo Fischer

Tu não és “louco”, como sugeres nas últimas linhas de tua mensagem.

E não és o único a enxergar o lado perverso do esporte.

É que poucos se animam a enfrentar a ditadura da cartolagem que se perpetua no poder.

Cartolas que usam o dinheiro do governo para cumprir suas agendas, mas se negam prestar contas públicas aos que sustentam o sistema, todos nós. 

Patrocínios da CBDA:

            R$ 10,0 milhões em 2010, segundo a acessoria da ECT

            R$   2,5 milhões – das loterias, repassados pelo COB

            R$   6,4 milhões – Lei de Incentivo ao Esporte (2008/2010)*        

*Desse total a CBDA já captou R$ 2,7 milhões.

Total disponível em 2010: R$ 15,2 milhões,

Mais o patrocínio da Gol Linhas Aéreas, que deve pagar com passagens, ou seja economizando no orçamento da CBDA.

Democracia

            Como um atleta de nível internacional tem negado o direito de conhecer os critérios que a sua confederação aplica para financiar os competidores?

            Ora, é próprio do esporte o diálogo em todos os níveis.

           Principalmente porque os dirigentes, em geral, difundem a idéia de que “esporte é eficiente ferramenta para a educação”... ou “contribui para fortalecer a democracia”.

            Temos isso?

            Citando Millôr Fernandes: "Na teoria a prática é outra"

Mandatos

            Coaracy Nunes está no poder há 22 anos. É o segundo na hierarquia dos cartolas, atrás de Roberto Gesta de Melo, 23 anos no comando do atletismo.

            Até Ricardo Teixeira, do Futebol, está abaixo da dupla, 21 anos à frente da CBF.

Eu acreditei

            Em 2000, entrevistei o presidente Coaracy Nunes em Camberra, onde a delegação brasileira fazia adaptação para os Jogos de Sydney.

            Ele declarou que em 2004 se afastaria do comando da CBDA. E apresentou seu sucessor, Gustavo Borges, olho no olho, pois o nadador estava ao seu lado.

            Uma década depois, continuamos na mesma, sem renovação no comando da CBDA. Gustavo Borges tomou outros rumos.

            Essas perpetuações são péssimas para o esporte.

            Por melhor que seja um dirigente, é próprio da democracia a renovação periódica em todos os cargos. 

            É um ato saudável que oxigena gestões viciadas.

 Puxão de orelhas

            O Presidente Lula, inclusive, já deu um puxão de orelhas na cartolagem sugerindo que sigam o exemplo do Executivo, onde é permitida apenas uma reeleição.

            Há um projeto de lei na Câmara dos Deputados que institui esses oito anos de mandato para entidades que recebam verbas públicas. É o caso de todo o esporte olímpico e paraolímpico.

Finalmente

            Nossos atletas ignoram o poder que têm, pois são  indispensáveis em qualquer modalidade. Sem eles não há competição e sem competição não teremos dirigentes.

            Logo, a cartolagem deve, sim, explicações, e muito claras, sobre os seus atos critérios no uso dos recursos públicos.

            Nos anos 90, tivemos o Conselho Nacional de Esportes, liderado por Lars Grael. O grupo se reunia em Brasília, com passagens e alimentações pagas pelo Ministério do Esporte.

            Lars sugeriu uma, duas, três vezes que o Conselho se emancipasse do poder ministerial. Com isso, teria mais liberdade e isenção para apresentar suas críticas e propostas.

O grupo recuou, perdeu a força, silenciou, acabou.

Sobraram vozes isoladas, como a de Eduardo Fischer.

Continue,Eduardo, pois estás defendo o teu direito como cidadão, inicialmente, e como atleta, em geral.

O espaço, aqui, está disponível para divulgar o seu trabalho pela democratização do esporte.

 

Por José da Cruz às 00h52

11/09/2010

A CBDA e seus "critérios"...

            Tomo a liberdade de publicar a mensagem que o nadador Eduardo Fischer escreveu em seu blog. É um dos exemplos para mostrar a que ponto chegou o autoritarismo do esporte nacional. Confiram:

            Não sei se de conhecimento de todos que aqui visitam (http://www.eduardofischer.com.br), que a CBDA (Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos) tem um grande patrocinador: A EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS, que doravante chamaremos apenas por CORREIOS. Esse patrocínio é mantido de há muito tempo e, representa a principal fonte de arrecadação da entidade em apreço.
Essa “parceria” vem ocorrendo mediante a renovação anual, quando os CORREIOS repassam à CBDA uma quantia importante para o custeio dos esportes aquáticos em vários aspectos, incluindo competições e treinamentos.
            Esse ano, segundo fontes dignas de crédito, o patrocínio foi da ordem de 5 (cinco) milhões de reais. Uma quantia bastante interessante e importante.
            Esse valor é utilizado também, para o pagamento de uma ajuda de custo mensal aos atletas da seleção principal. Ajuda essa, que já recebi algumas vezes, tendo em vista minha convocação para a seleção principal do Brasil.
            O que ocorre é o seguinte: Antes, o critério era esse: TODOS os atletas convocados para a seleção da principal competição do ano, recebiam o incentivo. Aliás, uma idéia inteligente, afinal, tanto se batalha para alcançar a convocação, que nada mais justo do que “dar uma mãozinha” ao atleta.
            Para esse ano de 2010, a competição alvo era o Pan-Pacífico. Competição essa que fui convocado e nadei no mês passado.
            O problema é que fiquei sabendo que alguns atletas já receberam seus contratos e suas ajudas de custo (6 atletas apenas), mas nada havia chegado até mim. Então resolvi questionar o presidente da CBDA sobre o assunto. E a resposta foi essa: “ - Quem tinha que ganhar já ganhou. Você não vai ganhar nada. O critério que nós nos baseamos não inclui você e alguns outros atletas”.
            Questionei sobre o critério convocação e ele disse que não era mais esse. Questionei sobre onde estavam detalhados os critério, e ele me disse que foi uma decisão interna da CBDA sobre o índice técnico.
            Ora, será que dos 24 convocados para o Pan-Pacífico, apenas “meia-dúzia” merece a ajuda de custo?! Quando ele diz que eu e alguns outros não se encaixam nos “critérios” ele refere-se a grande MAIORIA da seleção, que era de 24 membros. Será que os 5 milhões não são suficientes para ajudar a todos?! Será que o presidente dos Correios sabe que apenas “meia-duzia” recebe essa ajuda?!
            Que critérios são esses???
            Depois de eu ter servido meu País e a minha Confederação (CBDA) em 2 olimpíadas, 6 campeonatos mundial, mais de 20 Copas do Mundo, 5 campeonatos Sul-Americanos, ser tratado assim com essa indiferença e descaso me deixa profundamente indignado e desamparado. Queria poder disputar uma vaga em Londres 2012, mas terei condições?!
             Será que somente eu penso que isso está errado?! 
             Em 2006 me machuquei. Venci uma lesão séria, e depois de 2 anos fora da seleção principal, retorno para a mesma em um ano que a natação está em alta e mesmo assim sou ignorado pela minha confederação e deixado de lado!           

             Assim como muitos outros companheiros, somos deixados de lado pois não nos encaixamos nos critérios por eles definidos... Isso está correto?!
            Essa é a postura de um país que vai sediar um Jogos Olímpicos deve tomar?!
            Na mesma posição que a minha, existem outros. Mais jovens. Com 21 ou 22 anos. Que em 2016 estarão com 26 ou 27, prontos para disputar uma final... Mas com essa “política” será que eles obterão êxito???
            Fica aqui o meu alerta sobre quem está com as rédeas da natação no nosso país. Onde o melhor nadador brasileiro chegou a um pódio olímpico sem a ajuda de sua confederação. E não sou eu quem diz isso... Ele mesmo disse ao voltar de Pequim 2008.

            Está na hora de mudar! Está na hora de uma intervenção... Mas parece que sou louco, pois às vezes acho que só eu enxergo isso.
 
UM ABRAÇO!

FISCHER.

Por José da Cruz às 15h43

Complicação Olímpica na Esplanada dos Ministérios

            Usando a expressão da novela do momento, “tá o maior ti ti ti” lá pras bandas no Ministério do Esporte.

            E quanto mais os repórteres da rádio corredor se aproximam do gabinete ministerial mais ouvem o som do pavor que atingiu as autoridades nos últimos dias, a partir do ministro Orlando Silva.

            Dizem, até, que há ranger de dentes. Não sei, pois há muito não vou ao Ministério do Esporte, porque ninguém me atende por lá.       

         Seguinte:

            Dia 22 próximo, as medidas provisórias 488 e 489/2010 perdem a validade.

            Assinadas pelo presidente Lula, essas MPs criaram a Empresa Brasileira de Legado Esportivo – Brasil 2016 e a Autoridade Pública Olímpica, respectivamente.

         São instituições para representar o governo federal e atuar nas ações que preparam o Rio de janeiro aos Jogos de 2016.

Boquinha

            Acontece que se essas medidas deverão mesmo perder a validade, pois o Congresso Nacional está em recesso branco, já que as excelências fazem campanha eleitoral em suas respectivas bases.

            Assim, sem aprovação das medidas, o governo não poderá nomear o ministro Orlando Silva para o cargo de Autoridade Pública Olímpica.

            Logo ele, o bom baiano, que deixou de ser candidato a deputado federal por São Paulo para não perder essa boquinha que deverá render por volta de R$ 20 mil por mês, por aí...

Alternativa

            Como o governo não pode reeditar as medidas provisórias, pois isso só ocorre uma vez, deverá mandar para o Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência e, assim, resolverá o problema.

Problema?

            E que problema!!!

            Acontece que a partir do dia 3 de outubro, após a eleição presidencial teremos uma nova composição e forças partidárias no Congresso Nacional. Daí o pavor que se abate no Ministério do Esporte.

            Os parlamentares eleitos ou reeleitos assumirão só em 1º de janeiro, mas o peso dos partidos deverá mudar. 

            Ou seja, o diálogo com o governo, independentemente de quem vier a ser eleito presidente da República, será bem diferente do que ocorre hoje, quando há articulação perfeita entre Lula, Orlando Silva e seu partido,o PC do B.

Cargos valiosos

            E isso ocorrerá porque o PMDB, principalmente, está de olho nos cargos da Autoridade Pública Olímpica e na Empresa Brasileira de Legado Esportivo.

            E nessa nova composição do Legislativo, deve-se levar em conta o peso da reeleição do governador Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

            Do PMDB, ele terá participação decisiva para negociar com o futuro presidente (ou presidenta), o cargo da Autoridade Pública Olímpica.

            Gulosos, como se sabe, políticos não perdem tempo. Principalmente porque na Empresa de Legado Esportivo terão à disposição 450 cargos.

            Imagine a festa do cabide. Cabide de emprego, tudo com vaga garantida até 2018, isto é, dois anos depois da realização dos Jogos Olímpicos.

            Além dos cargos, os candidatos às novas instituições ficaram atentos à dinheirama que rolou no Pan 2007, e sabem que poderão ser gestores de valores bilionários para os eventos internacionais de 2014 e 2016. Que tal?

            Da mesma forma, o PT quer entrar nessa boquinha e tem muita gente de olho na cadeira de Orlando Silva.

         Daí o pavor ministerial e o de tantos outros que o assessoram, pois estão na iminência de perder a boca rica, os cargos para seus apadrinhados, mordomias etc.

Não é de duvidar que haja, mesmo, ranger de dentes, intranqüilidade, insônia, gritos aflitivos etc.

Haja Lexotan, Gardenal, Rivotril etc etc etc...

           

 

Por José da Cruz às 10h06

09/09/2010

Segundo Tempo: mais um inquérito do Ministério Público apura desvio de verbas

      O programa Segundo Tempo, que o ministro do Esporte, Orlando Silva, tanto se orgulha de dizer que atende a mais de um milhão de crianças, está no banco dos réus, outra vez.

      São dezenas de processos do mesmo tipo apurando denúncias sobre dinheiro que deveria ir para o lanche das crianças mas acabou desviado por gananciosos políticos, imorais em seus atos.

Ministério Público Federal

Portaria n. 72 de 20 de agosto de 2010

       Instaura Inquérito Civil Público visando a apurar denúncia de possíveis irregularidades na execução de convênio firmado pelo município de Tapiramutá com o Ministério dos Esportes Autos n.º 1.14.004.000117/2010-92

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela procuradora da República signatária,

CONSIDERANDO que foi instaurado, em 10/03/2010, nesta procuradoria da República do Estado da Bahia, procedimento administrativo afeto à 5º Câmara de Coordenação e Revisão, no qual o município de Tapiramutá (Bahia) informou irregularidades na aplicação de recursos federais repassados pelo Ministério dos Esportes, por força do convênio nº 047/2006, firmado na gestão do ex-Prefeito Antônio Carlos Gomes.

CONSIDERANDO a necessidade de apuração dos fatos e, nos termos da legislação que regulamenta a atividade deste Órgão Ministerial, mister que seja este convertido em Inquérito Civil Público;

CONSIDERANDO a necessidade de regularização dos feitos em trâmite nesta unidade e que pende, para o devido encerramento do feito, diligências imprescindíveis; resolve:

Instaurar Inquérito Civil Público, para apurar a questões mencionadas, determinando:

1.Comunique-se à 5º CCR para conhecimento com cópia desta portaria, solicitando que seja providenciada a devida publicação, além de afixação desta na sede desta Procuradoria da República;

2.Oficie-se ao Ministério dos Esportes para que informe a situação da prestação de contas do convênio nº 047/2006, firmado com o município de Tapiramutá/BA, com o objetivo de implantar quatro núcleos de esporte do Programa Segundo Tempo, para o atendimento de 800 (oitocentas) crianças e jovens, matriculados no ensino fundamental e médio da rede pública de ensino.

3.Oficie-se o TCU, com cópia da representação para que tome e adote as medidas que julgar pertinentes.

 

Por José da Cruz às 18h23

O dinheiro do esporte: há fartura, mas falta gestão

       De nada vale ter recursos orçamentários se o gestor não é competente. Exemplo? Vejam aí abaixo, com dados oficiais:

 

        O Ministério do Esporte tem R$ 1,6 bilhão para gastar este ano. Até agora, setembro, conseguiu executar apenas R$ 485 milhões, isto é, gastou míseros 30% do dinheiro disponível.

        Pior: se voltarmos no tempo vamos constatar que o mesmo Ministério é muito irresponsável – é o termo correto – para cuidar do dinheiro público.

        No ano passado, a pasta do ministro Orlando Silva, teve R$ 1,5 bilhão disponível, mas aplicou somente R$ 485 milhões, ou seja, executou 37% de seu orçamento.

        Reparem bem, 30%. Não teve projetos ou executores capazes de chegar à metade do dinheiro que estava disponível. Inacreditável!

        Faço esta análise a partir da reportagem de Leandro Kleber publicado no site da ONG Contas Abertas (www.contasabertas.com.br) , para a qual fiz chamada preliminar na mensagem anterior.

  Aumento

        As questões orçamentárias são complexas e sempre peço socorre ao pessoal do Contas Abertas para tornar mais fácil o entendimento, meu e do leitor.

Então, vamos lá:

        No ano passado estavam previstos  R$ 407 milhões para o Esporte, mas com as emendas dos parlamentares chegou a R$ 1,6 bilhão, quatro vezes mais. O mesmo deverá ocorrer este ano com vistas a 2011.

        Emendas é o dinheiro que os parlamentares federais pegam dos cofres públicos para construir uma quadra de basquete, um ginásio, uma sala atrás da igreja etc, em suas respectivas regiões.

        E o governo libera esse dinheiro em tempos de votação de seus projetos em plenário. Se votar a favor, leva o dinheiro da emenda. É assim que funciona, toma lá dá cá. Ou é dando que se recebe.

          

Ilustração: fulaninha.entretenimentos.blogspot.com

               É assim que funciona a independência dos poderes, trocando dinheiro público por votos. Bah, que democracia!!!

Segue o baile

        Bueno, mas vamos aos gastos para 2011, quando o orçamento do Ministério do Esporte crescerá  três vezes.

        R$ 1,3 bilhão vai para pagamento de pessoal, água, luz, telefone, pessoal terceirizado etc.

        Quer dizer, o Ministério não executa quase nada, mas paga muita gente e contrata outro tanto. Como se trata de esportes, é um saudável cabide de empregos.

Bolsa Atleta

        Este ano o governo gastará (espera-se) R$ 67,7 milhões.

        Em 2001 serão R$ 843 milhões, 12 vezes mais.

        E tem outros R$ 40 milhões para pagar mais três mil bolsas do projeto Brasil Campeão.

 Seguinte:

        Dia 20 ou 21, o governo federal lançará um pacote para incentivar o desenvolvimento do esporte. Estou preparando reportagem sobre o assunto.

        E lançará novas bolsas  além das três mil que já paga anualmente.

Se destinarão a atletas com potencial para estar nas Olimpíadas de 2012, em Londres, e 2016, no Rio de Janeiro.

Quer dizer se o Ministério conseguir  executar o seu orçamento e o dinheiro chegar de fato aos atletas, teremos um time de primeira.

Ah sim! E ainda há recursos das sete estatais injetando grana no esporte olímpico e paraolímpico – Banco do Brasil, Correios, Caixa, Petrobras, Infraero, Casa da Moeda e Eletrobrás .

E mais dinheiro da Lei das Loterias (10.264/2001),  que em 2009 rendeu R$ 120 milhões ao COB.

Ah! Já estava me esquecendo dos R$ 300 milhões anuais dda Lei de Incentivo ao Esporte.

Brasil, potência olímpica!

Dinheiro não falta para tanto.

Agora vai?

Bem, depende do gestor, dos programas, dos projetos, das prioridades, dos entendimentos entre os órgãos que recebem a grana.

Depende de muita coisa, Gente.

 Não adianta dinheiro farto se nos faltam metas, prioridades e, principalmente, gestor competente.

Nisso, estamos longe do pódio.

 

 

 

         

 

Por José da Cruz às 08h35

08/09/2010

Contas Abertas: orçamento do Ministério do Esporte triplicará este ano

Enquanto o país se prepara para a Copa do Mundo de 2014 - já com atraso na avaliação da Fifa -, o orçamento da União de 2011 prevê montante recorde de recursos ao Ministério do Esporte, informa o site da ONG Contas Abertas.

De acordo com a proposta encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional, a última elaborada pela equipe do presidente Lula, a pasta terá quase R$ 1,3 bilhão para pagar pessoal, despesas correntes (contratações de terceirizados, água, luz, telefone) e investimentos (execução de obras e compra de equipamentos) no próximo ano.

O valor, que será ampliado depois de receber emendas parlamentares, é o triplo do previsto inicialmente pelo governo para 2010 e o maior já projetado durante a era Lula.

Leia a reportagem completa de Leandro Kleber  em www.contasabertas.com.br

 

Por José da Cruz às 18h58

07/09/2010

Os quatro elefantes brancos para 2014

               Imagem: polislivre.blogspot.com

           

            O repórter Sérgio Rangel publica reportagem na Folha de S.Paulo de hoje sobre assunto que tem sido debatido com freqüência neste blog.

            Há mais de um mês alertamos sobre o risco de quatro estádios, no mínimo, ficarem abandonados depois da Copa 2014: Manaus, Natal, Cuiabá e Distrito Federal.

            Há poucos dias, o Tribunal de Contas da União elegeu exatamente estes quatro estádios como “elefantes brancos”, isto é, “fadados ao prejuízo” pós-Copa.

            E daí?

Que medidas nossas autoridades tomarão diante desse alerta oficial que significa, no mínimo, jogar dinheiro pelo ralo?

            Reparem: as quatro cidades citadas não têm times na primeira divisão do futebol brasileiro.

Logo,para que servirá um estádio com mais de 40 mil lugares cada um?

Portanto, repete-se o Pan 2007: se os governos federal e estaduais insistirem nas construções de tais obras, para receberem  apenas quatro jogos é sinal de que o dinheiro  tem destino suspeito. Suspeitíssimo.

Depois da tragédia, voltará o TCU com seus relatórios... "Em 2010 alertamos..."

E daí?

 

            Leiam a reportagem de Rangel:

Pelo menos quatro dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 correm risco de virar "elefantes brancos", segundo avaliação do TCU (Tribunal de Contas da União).

O Vivaldão, estádio do Amazonas, o Mané Garrincha (em Brasília), o Verdão (em Mato Grosso) e a Arena das Dunas (no Rio Grande do Norte) são citados no relatório do TCU como obras que dificilmente cobrirão os custos de manutenção depois da realização do segundo Mundial de futebol no Brasil.
As quatro obras somadas chegam a R$ 1,94 bilhão.

No documento de 28 páginas, técnicos do tribunal de contas fazem o alerta ao declarar que "o risco associado à construção de "elefantes brancos" nas quatro cidades pode ser considerado alto".

Eles alegam que o quadro se agrava nessas obras ""não somente em virtude de serem locais com pouca tradição no futebol mas também pela relação histórica entre público pagante e valor do ingresso".

Os clubes dos três Estados citados e também os do Distrito Federal estão fora da primeira divisão do Brasileiro de 2010 e raramente chegam à elite do futebol nacional.

No relatório elaborado para avaliar os riscos envolvendo as obras do Mundial, o TCU também dividiu as futuras arenas em três grupos. Rio, Belo Horizonte e São Paulo, que ainda não tem estádio aprovado pela Fifa, e Rio Grande do Sul estão fora do grupo tido como de risco. Paraná, Ceará, Pernambuco e Bahia vêm a seguir, listados num nível intermediário.

SEM QUALIFICAÇÃO

Funcionários do tribunal ainda censuram a qualidade dos projetos apresentados, além de afirmarem que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não tem "pessoal qualificado para análise técnica de engenharia dos projetos dos estádios".

O BNDES é a principal fonte financeira para os governos estaduais construírem as arenas para a competição.

Na terça-feira passada, em votação, o Senado abriu caminho para o banco aprovar durante o período eleitoral os financiamentos que vão ajudar os Estados a erguer seus estádios. Até então, o BNDES poderia repassar a verba somente até o último dia 2.

 



 

Por José da Cruz às 11h43

"A corrupção é irmã da burocracia"

Aconselho a leitura do artigo “Eles se divertem com nossa indignação”, publicado no Blog do Paulinho.

http://www.midiasemmedia.com.br/paulinho/?p=21151

Entre outras verdades, o autor comenta sobre a afirmação do ministro do Esporte, Orlando Silva, em entrevista à Folha de S.Paulo: “A corrupção é irmã da burocracia”

Com o aval do Tribunal de Contas da União, que admitiu serem necessárias as falcatruas com os gastos do Pan-2007, não se poderia esperar outra manifestação dessa autoridade ministerial.

Hoje é 7 de Setembro.

Viva a Pátria!

Agora vai.

 

Por José da Cruz às 09h17

05/09/2010

Dois centésimos de segundo, a boa e a má notícias

           O recorde sul-americano feminino dos 100m foi batido ontem,  durante competição no Centro Olímpico de São Paulo.

          O feito foi de Ana Cláudia Lemos da Silva que correu a distância em 11s15, melhorando em fenomenais dois centésimos de segundo a marca que pertencia a Lucimar Moura, registrada em 1999 (11s17).

          foto: Marcelo Ferrelli\CBAt

          A má notícia

          O recorde de Ana Cláudia não significa nada no contexto da evolução do  atletismo diante do quadro internacional dos tempos nesta distância.

          São 20 velocistas no mundo que já correm a distância abaixo de 11 segundos.

          Para um recorde mundial de 10s78, da jamaicana (só podia ser) Verônica Campell, os 11s17 da brasileira situam-se em 55º lugar no top 100 do mundo.

          Ou seja, o Brasil com sua estupenda extensão territorial e população de mais de 180 milhões de habitantes precisou de uma década para ver uma atleta evoluir dois centésimos de segundos nos 100 metros. Média de um centésimo a cada cinco anos.

          Das pistas para a gestão do esporte, o tempo deve significar uma tristeza imensa para o presidente da Confederação de Atletismo, Roberto Gesta de Melo – que está para sair.

          Há 23 anos no poder, ele viu o recorde feminino dos 100m ser quebrado apenas duas vezes. Um por década. Fenomenal!

          Pior:

É possível que gesta deixe a presidência da CBAt sem ver a marca de Robson Caetano da Silva ser superada, também nos 100m (10s), registrada no longíquo 1988, ou 22 anos, tempo que dura a gestão do cartola.

Está aí um bom tema para o professor Fernando Franco, do Centro de Estudos de Atletismo, analisar.

Bom domingo para todos

Por José da Cruz às 12h44

04/09/2010

Copa 2014: impactos socioeconômicos com produção de R$ 142 bilhões adicionais

Em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, a Ernest & Young – uma das lideres mundiais em auditorias, finanças e economia –, foi produzida uma das mais completas e bem documentadas análises sobre os resultados da Copa 2014 no Brasil.

Tema de sucessivos debates neste espaço, aconselho esta leitura, cujo endereço está abaixo, a fim de que se tenha melhor embasamento nas colocações, críticas e divergências sobre o assunto.

A introdução do trabalho dos especialistas diz o seguinte

“Em 2014, teremos uma competição de grande porte, cuja realização vai requerer extensos processos de preparação e complexas operações.

Por um lado, o Campeonato Mundial gerará reflexos e benefícios em diversos setores da economia e da sociedade, sejam temporários ou duradouros, diretos ou indiretos.

Por outro, também apresenta vários riscos, necessitando de processos de gestão eficientes no setor público e privado para que possa proporcionar plenamente esses benefícios à sociedade.

O cenário de referência adotado neste estudo aponta que a Copa do Mundo de 2014 vai produzir um efeito cascata surpreendente nos investimentos realizados no País.

          A economia deslanchará como uma bola de neve, sendo capaz de quintuplicar o total de aportes aplicados diretamente na concretização do evento e impactar diversos setores.

          Além dos gastos de R$ 22,46 bilhões no Brasil relacionados à Copa para garantir a infraestrutura, e a organização (veja quadro nesta página), a competição deverá injetar, adicionalmente, R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos indiretos e induzidos.

No total, o País movimentará R$ 142,39 bilhões adicionais no período 2010-2014, gerando 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, o que vai impactar, inevitavelmente, o mercado de consumo interno, como é possível notar na tabela da página 6.”

 

O trabalho completo está no seguinte endereço:

 

http://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/Brasil_Sustentavel_-_Copa_2014/$FILE/Brasil_Sustentavel_Copa_do_Mundo_2014.pdf

Por José da Cruz às 18h16

03/09/2010

Copa 2014: festa na Esplanada dos Ministérios. Dinheiro sai à vontade

            Depois de os Ministérios do Esporte e Turismo gastarem R$11 milhões – por enquanto – em bobagens burocráticas, a pretexto de “preparação do país para a Copa do Mundo...”, agora é a vez de o Ministério da Ciência e Tecnologia entrar no modismo de jogar dinheiro pela janela.

            E lá se vão mais R$ 8,6 milhões para os técnicos da “Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) desenvolver o que o pessoal do Ministério deveria estar capacitado.

            O dinheiro pagou, pasmem, “Desenvolvimento e Implantação do Espaço da Seleção de Inovações Brasileiras para a Copa de 2010 em Joanesburgo.” – R$ 3.4 milhões.

            Outros R$ 5,2 milhões, com contrapartida do ministério de R$ 2 milhões, será aplicado num projeto de “Desenvolvimento de um conjunto de atividades, projetos e ações mobilizadoras visando proporcionar à sociedade e visitantes estrangeiros e espectadores do evento Copa 2014, uma visão de modernidade, criatividade, inovação, cultura e sustentabilidade do Brasil”

            Haja “criatividade” dessa turma!!!

Assim como os outros dois ministérios, também o da Ciência e Tecnologia dá clara demonstração de sua incompetência, pois não tem pessoal capacitado para esses projetos?

            Em resumo, já estou pensando em largar essa bobagem de reportagem, fiscalização do dinheiro público e abrir uma empresa de “promoção e valorização do orçamento governamental”.

            Funcionaria assim: o governo aprova o Orçamento da União e entrega para os meus técnicos fazerem a execução financeira. Que tal?

            Aí os ministros não terão trabalho algum, não vão se preocupar com nada, poderão cuidar de suas andanças políticas calmamente. Minha empresa fará tudo direitinho. Inclusive com prestação de contas que vou entregar ao TCU, pois lá a coisa é muito séria, sabemos bem.

            Não faço questão nem de dar entrevistas.  Entregarei os releases prontinhos para os ministros se apresentarem frente às luzes das câmeras de TV que oferecem a eles luminosidade, inteligência e esperteza sem igual.

Por José da Cruz às 08h17

02/09/2010

Por que? Por que? Por que?.....

           

                     

            Por que, três anos depois do Pan 2007 nenhuma autoridade (Comitê Organizador, Ministério do Esporte ou TCU) apresentou publicamente a prestação de contas que consumiu R$ 3,5 bilhões?

            Por que não se tem respostas às denúncias de pagamento em dobro de serviços realizados uma única vez?

            Por que não respondem sobre os pagamentos feitos a empresas que não entregaram o serviço?

            Por que ninguém explica onde foi parar o dinheiro de obras e equipamentos superfaturados?

            Por que foram comprados 800 aparelhos de ar condicionado que nem sequer saíram da embalagem?

            Quem ganhou com tal operação escandalosa?

            Que destino teve o dinheiro do superfaturamento de 16.000% nos equipamentos de segurança?

            Quem se beneficiou dessa negociata?

            Onde foram parar os milhares de equipamentos usados no Pan, como computadores, escrivaninhas, impressoras, cadeiras etc?

            Quem guarda este inventário a sete chaves?

            Por que o Ministério do Esporte e o Comitê Organizador do Pan 2007 escondem as informações que prestaram ao TCU sobre estas questões que constam dos 35 processos de auditorias e Tomadas de Contas Especiais?

            O que há de tão sigiloso nestas e em tantas outras questões que o povão, que pagou a conta bilionária, não pode saber?

            É processo em segredo de Justiça? Qual o motivo do esconde-esconde?

            Ou é censura para que jornalista não cumpra a sua função de bem informar?

            Finalmente: o que o ministro Orlando Silva e o presidente do Comitê Olímpico, Carlos Nuzman, entendem por “transparência” e “legado esportivo”?

            Há três anos espero por tais respostas.

            Enquanto elas não chegam crescem as minhas suspeitas de que estão escondendo uma espetacular maracutaia na história do olimpismo brasileiro. Pior: com o aval do Tribunal de Contas da União.

            Caso contrário, darei todo o espaço necessário para as respostas que, um dia espero receber.

             

           

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,o Senhor que foi o avalista maior do Pan não tem curiosidade em saber o que os gestores do Pan 2007 fizeram com  dinheiro que liberou? Ou é coisa menor, que  náo vale a pena esquentar a cabeça com tão pouco?

          Estou viajando hoje para cumprir uma pauta.

          Continuarei atualizando o blog, mas aproveito para relaxar um pouco.

          Entre leituras e músicas estou ouvindo uma coleção de Noel Rosa.

          Ele era ótimo.

          Principalmente na música em que questiona a lisura da sociedade em que vivia:

                    "E o povo,

                      Já pergunta com maldade,

                         Onde está a honestidade...

                            Onde está a honestidade?"

         

 

 

Por José da Cruz às 01h17

01/09/2010

Copa 2014 e Olimpíadas terão R$ 1,5 bilhão no orçamento do Governo em 2011

                 O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2011, contemplando ações para a Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. A distribuição da grana está assim prevista:

                              JOGOS OLÍMPICOS E PARAOLÍMPICOS – RIO 2016

                          P R O J E T O S

R$ (milhões)

Bolsa Olimpíada

Implantação Infraestrutura

Administração Autoridade Pública Olímpica

Preparação e Organização Rio 2016

    500,0

    370,0

    123,6

    112,0

                        T O T A L

1.105,6

                                           COPA DO MUNDO FIFA  -- 2014

                          P R O J E T O S

R$ (milhões)

Prevenção área de segurança pública

Apoio à realização da Copa do Mundo

Acesso/monitoramento em estádios de futebol

    280,0

    112,1

      52,0

                        T O T A L

    444,1

 Análise da notícia

                Quando o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa 2014 as autoridades do governo fizeram o discurso de ocasião: “Não haverá dinheiro público, a não ser os previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), para obras de infraestrutura nas cidades-sedes.

                O orçamento para 2011 desmente – como é comum em se tratando de discurso de políticos – a versão oficial. Está no item segundo, “apoio à Realização da Copa do Mundo”: R$ 112 milhões.

                Vou buscar com os técnicos da ONG Contas Abertas (www.contasabertas.com.br) se é possível detalhar esse dinheiro para melhor se entender onde ele será aplicado.

                Volto a chamar atenção para o que entendo como “intromissão do Estado em assuntos particulares e altamente rentáveis”.

                Trata-se da aplicação de R$ 52 milhões em “controle de acesso e monitoramento nos estádios de futebol". É inacreditável que o dinheiro público seja destinado para uma atividade altamente lucrativa.

                O Ministério do Esporte deveria exigir que a cartolagem cumprisse as determinações oficiais, como o Estatuto do Torcedor. A CBF e o Clube dos 13 também deveriam ser cobrados no mesmo sentido.

                Os clubes e os organizadores dos campeonatos oficiais devem, sim, oferecer segurança aos torcedores. Isso não é competência do Estado nem o dinheiro público deve se destinar a tais fins. 

                Voltarei ao assunto “orçamento”, com mais detalhes, oportunamente.

               Alerto para um detalhe no orçamento para Olimpíadas e Paraolímpicas: a previsão de R$ 1,1 bilhão é quase três vezes ao orçamento para a Copa 2014.

                Em segundo lugar: R$ 500 milhões para a “Bolsa Olimpíada”. É um novo programa que o governo lançará este mês, um pacote de medidas que inclui recursos para atletas com potencial olímpico. Trarei detalhes, também.

 

               

 

 

Por José da Cruz às 12h27

Sobre o autor

José Cruz cobre há mais de 20 anos os bastidores da política e economia do esporte, acompanhando a execução orçamentária do governo, a produção de leis e o uso de verbas estatais na área esportiva. Esteve nas Olimpíadas de Seul-1988 e Sydney-2000 e trabalhou no Correio Braziliense, onde foi subeditor de Esporte, e no Jornal de Brasília.

Sobre o blog

Fora das quatro linhas, das raias da natação ou atletismo, das quadras, há outro universo de emoções. São as milionárias fontes de financiamento do esporte, a maioria de origem governamental, de aplicações nem sempre claras, e, por isso, de difícil investigação. É nos bastidores do Ministério do Esporte, dos comitês Olímpico e Paraolímpico, do Tribunal de Contas da União e no Congresso que buscamos informações de interesse público. Nesse trabalho jornalístico a cobertura é sistemática. O debate também. Participe.

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