Blog do José Cruz

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31/10/2009

Doping e as muitas faces da injustiça

O caso Daiane dos Santos sugere novas reflexões, não sobre o uso da droga, que a própria atleta admitiu, mas sobre como o assunto é conduzido pelas autoridades do esporte.

Qual o motivo de uma atleta fora de competição e sem inscrição em evento próximo ser testada?

E, se Daiane informou o uso do tal diurético (furosemida) na ocasião da coleta de material, não escondeu o fato, como é comum ocorrer com atleta flagrado no antidoping. Logo, ela tinha consciência de que usava a droga de forma legal.

Segundo Daiane, em nota oficial do Clube Pinheiros, a Confederação Brasileira de Ginástica foi informada sobre o tratamento. Sabia que era um período que a ginasta reservou para se cuidar, livre, pois, para ser medicada. Ou atleta não pode passar por situações como esta?

Recordo o caso de Jade Barbosa, que fez rifas para pagar uma cirurgia no pulso, referindo-se à falta de apoio da CBG. Em um ano, a mesma confederação envolveu-se em dois episódios muito graves. Um, omitindo apoio, revelado pela própria Jade; outro, de não comunicar à Federação Internacional de Ginástica que um destaque nacional estava em tratamento de saúde, fora de competições, pois.

Será que apenas o atleta é o “irrresponsável”?

Será que os atletas precisam confiar, sempre, nas suas instituições, como se fossem isentas de falhas ou omissões?

Ou confiar no destino do material que é colhido de seus corpos, que passa a ser manipulado por várias pessoas com a ausência dos interessados? Quem garante seriedade neste processo?

         Faço essas colocações não em forma de defesa, mas para reflexões.

         E sugiro a leitura de um excelente livro:

Doping e as muitas faces da injustiça”, lançado este ano pelo médico gaúcho Sabino Vieira Loguercio, com prefácio de Juca Kfouri.

         Com autoridade e dezenas de exemplos, o autor escreve sobre o “processo inquisitorial iníquo e violento do sistema de controle vigente”.

         E, lembrando exemplos ainda muito recentes, destroi teses que a imprensa ajudou a consagrar como “fato consumado” sobre o doping. As teses de Sabino Loguércio mostram exatamente o contrário.

         O livro é da Editora AGE Ltda (www.editoraage.com.br)

        

Por José da Cruz às 07h53

30/10/2009

Desabafos revelam a desordem no esporte

      “Ainda não caí na real. Depois de uma medalha de ouro olímpica fiquei desempregada e estou procurando emprego.”

De Maurren Maggi, lamentando a limitação das atividades profissionais da Rede de Atletismo, seu ex-clube, depois do escândalo do doping.

 

     “Nem sei se vale a pena tanto sacrifício. Às vezes não tenho nem dinheiro do ônibus para ela ir treinar.”

De Patrícia Costa, sobre a filha, Letícia, destaque da ginástica do Flamengo, em entrevista a SporTV.

 

         Consagrada com o ouro olímpico, Maurren está sem clube , porque temos só dois ou três grandes agremiações de atletismo no país.

         Letícia, por sua vez, é uma atleta carioca em formação, com potencial para estar nas Olimpíadas de 2016.

         Mas, quem lhe oferece apoio? o município? o estado? o Ministério do Esporte? da Educação? Bolsa Atleta? Lei de Incentivo? O dinheiro das loterias federais? a  Confederação Brasileira de Ginástica?...

         Temos os talentos, falta-nos estrutura para desenvolvê-los.

         Não estrutura física, mas organizacional, que dê sequência à descoberta dos atletas, que os acolha e tenha condições de atendê-los nas necessidades mínimas, como se deslocar de casa para o clube.

Falta o elementar: a integração de clubes, federações e confederações. Falta a tal política de esportes, que, no discurso, o ministro Orlando Silva garante que tem, mas os fatos mostram exatamente o contrário.

         Estamos nos preparando para 2016 com muito dinheiro, mas sem rumo definido, que desenvolva de forma integrada todo o potencial que se dispõe, físico e humano.

         Sob este aspecto temos, sem exagero, uma desordem no esporte.

 

 

 

Por José da Cruz às 11h03

Orçamento Rio 2016 será debatido na Câmara

A Comissão de Turismo e Esporte da Câmara dos Deputados quer conhecer o planejamento do Comitê Olímpico Brasileiro para as Olimpíadas de 2016.

A audiência pública, em 18 de novembro, terá o presidente do COB , Carlos Arthur Nuzman, falando sobre as necessidades de recursos e providências que os governos, nos três níveis, deverão tomar.

Como a maior parte do dinheiro para os Jogos sairá dos cofres públicos e o orçamento federal é votado no Congresso,  a audiência é uma ótima oportunidade para se conhecer os valores oficiais e a previsão de quanto o governo terá que desembolsar para a empreitada.

Conforme o dossiê de candidatura Rio-2016, o orçamento com o evento prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões (valores de 2008) e R$ 7,5 bilhões (projetados para 2016).

Em outro orçamento, que exigirá investimentos dos governos federal, estadual e municipal para obras na cidade, os valores são os seguintes:

2008 – R$ 23,2 bilhões

2016 – R$ 31,1 bilhões

Vamos observar se, após a vitória do Rio, essas previsões sofreram alterações.

Política de esporte

         A Câmara dos Deputados voltará a discutir um tema que está em sua agenda há três décadas: política de esporte.

         A Comissão de Turismo e Esporte aprovou proposta dos deputados Silvio Torres e Fernando Gabeira para uma audiência pública sobre o assunto. A data ainda não está definida.

         Com certeza o ministro do Esporte, Orlando Silva, apresentará um já desgastado vídeo, exibindo os projetos que desenvolve, como se tal fosse uma “política”.

         O que os deputados querem saber é sobre uma proposta de Governo, integrada com as pastas afins.

         O país carece de uma proposta que defina as participações dos governos federal, estaduais e municipais; que fixe prioridades para o uso das verbas públicas, hoje fartamente distribuídas sem qualquer meta e limitadíssima fiscalização. O desperdício é real.

Projeto eleitoreiro

         O projeto de lei que transforma em débitos fiscais as despesas que os clubes realizarem nas reformas de seus estádios continua parado. Ainda bem.

         Trata-se de um recurso oportunista e eleitoreiro do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que beneficia Internacional, São Paulo e Atlético-PR, clubes que receberão jogos na Copa do Mundo de 2014.

         O deputado quer que as despesas realizadas pelos clubes sejam abatidas nos compromissos fiscais (INSS, Imposto de Renda etc) dos três clubes, inclusive nas obrigações já vencidas.

         Ou seja, menos dinheiro para o governo aplicar nas frentes públicas que atendem aos contribuintes em geral.

 

Por José da Cruz às 08h01

29/10/2009

Estados Unidos escondem seus dopados

A surpreendente revelação do tenista Andre Agassi é mais uma prova de como as federações esportivas norte-americanas escondem os seus dopados, há muitos anos.

Lembram o caso dos velocistas campeões olímpicos do revezaqmento 4x100m, em 2000?

Lembram o que disse, oito anos depois, Tim Montgomery, que estava naquele quarteto do atletismo, quando o Brasil foi medalha de prata?

“Tenho uma medalha de ouro que não foi obtida com meu talento. Devo pedir desculpas aos meus colegas do time de revezamento pelo que ocorreu”.

A questão é que, a medalha de ouro que o Brasil pretendia herdar, depois da revelação de Tim, não é mais possível, pois seria um ato constrangedor.

Nós também temos telhado de vidro, diante do escândalo no atletismo envolvendo o técnico Jaime Neto e vários atletas.

A questão norte-americana de não revelar os testes positivos tornou-se tão grave que o COI apoiou a criação da Agência Mundial Antidoping (Wada), em 2004, tirando a autonomia dos países sobre os exames de seus atletas.

Do Blog do Fininho

“Eu como tenista espero que a ATP venha e coloque a cara na frente da telinha e tente explicar o inexplicável. Pouco me importa se o Federer, Nadal, Agassi ou Zé das Coves se dopa, tem que ser punido. Ou se faz isso ou se deixa fazer o que quiser e tomar o que quiser. Quanto maior o cara maior o exemplo. Eles vão embora e o esporte fica. Com essa atitude a entidade machuca o esporte e isso ela não pode fazer.”

Não só a ATP, Fininho, a Federação Internacional de Tênis também precisa se explicar. E os casos que não são revelados com a mesma clareza de Agassi e Tim Montgomery?

Casos brasileiros

         Com o recente anúncio de mais um caso no atletismo (William Gomes Amorim) e quatro no ciclismo, o esporte brasileiro chega a 21 casos de atletas dopados em 2009.

Modalidades e atletas reprovados em 2009:

ATLETISMO

Bruno Lins (200 e 4 x 100 m)  

Evelyn Santos (4 x 100 m)

Fernanda Gonçalves (salto em distância)

Jenifer do Nascimento Silva (3.000 c/ obstáculos)

João Gabriel Santos Souza (salto com vara)

Jorge Célio (200 e 4 x 100 m)

Josiane Tito (4 x 400 m)

Leonardo Elisário dos Santos (salto triplo)

Luciana França (400 m c/ barreira)

Lucimar Teodoro (400 m c/ barreira)

Lucimara Silvestre (heptatlo)

Marcelo Moreira (arremesso de peso)

Rodrigo Bargas (400 m)

Hamilton Castilho (arremesso de peso)

William Gomes Amorim (10 Km)

CICLISMO

Alex Diniz

Cleberson Weber

Alex Arsenio

Alcides Vilela
NATAÇÃO
Lorena Rezena
TRIATHLON
Mariana Ohata

 

 

Por José da Cruz às 11h59

28/10/2009

Dezembro poderá turbinar Lei de Incentivo

 

         É em dezembro, quando as empresas começam a conhecer os seus resultados anuais, o melhor momento para que os clubes tentem captar recursos da Lei de Incentivo ao Esporte.

         A previsão é de um especialista no assunto, o paulista José Ricardo Rezende, autor do “Manual Completo da Lei de Incentivo ao Esporte”, já na segunda edição (www.incentiveprojetos.com.br)

         Nesta entrevista, José Ricardo avalia os dois primeiros anos de execução da Lei 11.438/2006. Confiram:

José Cruz – Captar apenas R$ 156 milhões, de R$ 491 milhões autorizados pelo Ministério do Esporte, é um desempenho fraco para dois anos da Lei de Incentivo?

José Ricardo – O aporte de R$ 156 milhões não pode ser considerado fraco, ainda que o valor autorizado tenha chegado próximo de R$ 500 milhões. Da mesma forma a cultura, em seus primeiros anos de benefício através da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), tinha um grande distanciamento entre os valores autorizados e os efetivamente captados.

José Cruz – A que se deve tão pouca captação?

José Ricardo – Penso que as grandes empresas (principais utilizadores das Lei de Incentivo), de um modo geral, ainda não acreditam plenamente na capacidade de execução de projetos pelas entidades desportivas, à exceção daquelas com grande estrutura organizacional e ampla visibilidade, como clubes sociais tradicionais e entidades representativas de destaque no cenário nacional.

José Cruz – O esporte concorre com a Lei Rouanet, limitando a aplicação de recursos?

José RicardoNão há concorrência em nível fiscal, posto que o incentivo à cultura não é cumulativo com o incentivo ao esporte, ou seja, as empresas podem fazer destinação de 4% de incentivo à cultura e mais 1% de incentivo ao esporte. Porém, a atuação de captadores especializados no setor cultural é extremamente mais ampla e efetiva do que no setor esportivo, especialmente pelo fato da Lei de Incentivo à Cultura já estar em vigor há mais de 15 anos, sendo, portanto, um segmento consolidado.

José Cruz – As exigências para apresentar um projeto seria motivo para desestimular muitas instituições?

José Ricardo – Certamente, mas não há outro caminho. Por mais boa vontade que tenham os gestores das entidades desportivas, se não houver o destacamento de profissionais para atuarem especificamente na elaboração de projetos e captação de recursos, muitos deles ficarão pelo caminho.

José Cruz – Quais as suas expectativas sobre a realidade atual?

José Ricardo – É preciso destacar que o período mais oportuno de captação de recursos é no final de cada exercício fiscal, ou seja, é bem provável que haja um salto de captação no mês de dezembro, quando as empresas possuem maior segurança na definição dos valores que efetivamente podem ser destinados em benefício dos projetos esportivos aprovados (1% do imposto de renda devido no respectivo período de apuração). Enfim, podemos ter uma agradável surpresa no montante da captação de 2009, quem sabe até superando os R$ 80 milhões de 2008.

Por José da Cruz às 22h34

Hipismo, de zero a mil

Dos R$ 7,7 milhões que o hipismo captou da Lei de Incentivo ao Esporte R$ 6,2 milhões foram obtidos pela Federação Paulista da modalidade, que aprovou dois projetos, ambos para “fortalecimento do hipismo”.

O interessante é que o primeiro projeto, de R$ 3.085 milhões, foi aprovado com estimativa “zero” de público.

O outro, de R$ 3.197 milhões, a expectativa é abranger mil pessoas. Deve ser uma grande peneira para formar seleção. Na prática, o hipismo dará um salto do zero a mil.

Empresas de ponta contribuíram com o hipismo: Companhia Siderúrgica Nacional, Chocolates Garoto, Aços Villares.

Atletismo

          Já o atletismo aprovou projetos num total de R$ 7,3 milhões.

         A maior parte do dinheiro se destinará à reforma de duas pistas:

         R$ 5,6 milhões – Circulo Vila Militar, do Rio de Janeiro, que também usará o recurso na construção de alojamento;

         R$ 1 milhão – Universidade de São Paulo.

Órgãos públicos

         Em dois anos de vigência da Lei de Incentivo ao Esporte fica evidente o desinteresse dos órgãos públicos, Brasil afora, para usar os recursos oferecidos pelo governo federal.

         No levantamento realizado, identifiquei apenas duas prefeituras que captaram projetos esportivos: Sumaré-SP, com R$ 10 mil, e Santa Luzia (MG), R$ 60 mil.

         Além das prefeituras, duas secretarias de Esporte se valeram da lei para suas propostas: a de Minas Gerais, com R$ 2,2 milhões, e a Fundação Esporte e Lazer de Itajaí (SC), com R$ 133 mil.

Projeto Piloto

         Um dos projetos aprovados que chama atenção é o da Fundação Canal 20, que tem sede em Cascavel, no Paraná.

          A Fundação captou R$ 9,1 milhões para desenvolver um "projeto piloto".

          Não há detalhes na página do Ministério sobre o projeto, que deverá abranger um público de 2.300 pessoas.

 

Por José da Cruz às 15h34

27/10/2009

S.Paulo FC, o maior beneficiado da Lei de Incentivo

            Dois anos depois da aprovação do primeiro projeto, em 19 de dezembro de 2007, o São Paulo Futebol Clube aparece como a instituição que mais se beneficia da Lei de Incentivo ao Esporte.

         Dos R$ 30,6 milhões que os clubes de futebol profissional – modalidade mais atendida – já conseguiram captar, só o São Paulo é responsável por R$ 19 milhões.

         No total, o tricolor paulista aprovou seis projetos (dois a mais que o COB) para a formação de atletas, construção de vestiários, arquibancadas, estacionamento etc.

          Entre os doadores ao clube destacam-se o Bradesco, Atlântica Seguros, Banco Boavista, Banco Alvorada, Finasa e Nestlé.

         Outros 13 clubes de futebol também tiveram sucesso na empreitada, como o Clube Atlético Mineiro  (R$ 5 milhões, vindos da Cemig e da Fiat) e o América FC, também de Minas (R$ 2,6 milhões).

 Clubes sociais

         Os clubes sociais-esportivos aparecem em segundo lugar entre as arrecadadoras de incentivos fiscais, com R$ 30,5 milhões.

         Porém, apenas dois grandes formadores de atletas estão no ranking, o Minas Tênis, de Belo Horizonte (R$ 17,5 milhões) e o E.C.Pinheiros, de S.Paulo (R$ 13 milhões).

COB

         Em dezembro de 2007, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) aprovou projeto de R$ 25,8 milhões. O dinheiro foi usado na preparação da equipe para os Jogos de Pequim.

         Em outra proposta conseguiu captar apenas R$ 180 mil para o projeto Rumo ao Ouro Olímpico no Iatismo.

         Mais duas propostas estão em fase de captação:

         R$ 22,5 milhões – preparação da equipe aos Jogos de 2012

         R$ 11,4 milhões – Operação do Centro Olímpico de Talentos, no Rio.

Ranking do milhão

         Para realizar o ranking, agrupei por modalidade os projetos que já arrecadaram (os valores foram arredondados).

         No ranking, abaixo, estão apenas as modalidades e/ou instituições que ultrapassaram R$ 1 milhão.

As informações gerais sobre a Lei de Incentivo estão na página do Ministério do Esporte – www.esporte.gov.br .

Campeões de captações

  1. Futebol                           R$ 30.619.243,00
  2. Clubes sociais-esportivos      28.930.151,00
  3. Comitê Olímpico                   25.900.000,00
  4. Hipismo                                  7.765.725,00
  5. Atletismo                                7.306.314,00
  6. Golfe                                      4.239.768,00
  7. Vela                                        4.094.835,00
  8. Esportes radicais                     2.766.489,00
  9. Desporto universitário             2.740.700,00
  10. Secretarias de  Esporte           2.351.847,00
  11. Comitê Paraolímpico               1.940.000,00
  12. Tênis                                      1.908.532,00
  13. Judô                                       1.728.781,00
  14. Vôlei                                       1.118.272,00
  15. Natação                                  1.075.060,00
  16. Basquete                                 1.041.318,00

Por José da Cruz às 17h57

Parlamentares que fiscalizam 2014 se explicam à Justiça

Direto do site Congresso em Foco apresento a abertura da notícia, que pode ser lida na íntegra no www.congressoemfoco.com.br

Thomaz Pires

Os deputados e senadores indicados para as duas subcomissões de Acompanhamento Fiscalização e Controle dos Recursos Públicos da Copa em 2014, a ser sediada no Brasil, são nomes conhecidos da Justiça. Levantamento feito pelo Congresso em Foco revela que quatro entre os 18 titulares escalados para acompanhar o assunto no Congresso respondem a processos no Supremo Tribunal Federal (STF), um quarto do grupo de trabalho formado.

Entre os 36 membros, incluídos os titulares e suplentes, há seis acusados. Ao todo, são 12 denúncias em andamento oferecidas pela Procuradoria Geral da República (PGR). Nove delas referem-se a fraudes financeiras, como sonegação previdenciária, crime contra a ordem tributária, contra a Lei de licitações e o sistema financeiro nacional.

Parlamentares que respondem a processos:

DEPUTADOS

Rômulo Gouveia (PSDB-PB)
Ação Penal 492 – Crime eleitoral, captação ilícita de votos e corrupção eleitoral

Ademir Camilo (PDT-MG)
Ação Penal 404 – Falsificação de documento público

Wellington Roberto (PR/PB)
Inquérito 2612 – Crime contra o sistema financeiro nacional

 SENADORES

Cícero Lucena (PSDB-PB)
Ação Penal 493 – Crime contra a Lei de licitações
Inquérito 2527 – Crime contra a Lei de licitações
Inquérito 2535 –  Crime contra a Lei de licitações

Wellington Salgado (PMDB-MG)
Inquérito 2628 – Crime contra a ordem tributária e apropriação indébita
Inquérito 2634 –  Crime contra a ordem tributária e apropriação indébita.
Inquérito 2800 – Sonegação de contribuição previdenciária

Valdir Raupp (PMDB-RO)
Inquérito 2442 – Crime contra a administração em geral
Ação Penal 358 – Peculato
Ação Penal 383 - Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional

 

 

Por José da Cruz às 10h15

Dinastia Paraolímpica

            Faço uma pausa nos debates sobre a Lei de Incentivo ao Esporte – que voltam ainda hoje – para anunciar o lançamento do livro “Dinastia Paraolimpica – a inserção social em movimento”

         Eu já havia comentado sobre este livro, cujo lançamento será hoje às 19h30, no Café Cultura da Caixa Econômica, em Brasília.

         Trata-se de uma bem produzida publicação em que as imagens – de Mike Ronchi e Graziella Miletti – são um show, complementadas com criativo texto do jornalista Sérgio Siqueira.

As fotos foram captadas durante o desempenho dos brasileiros nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, no ano passado.

Naquele evento, a delegação nacional classificou-se em nono lugar, com 47 medalhas, sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze.

A propósito, o assunto “paraolimpismo” está na pauta e será aqui debatido, brevemente.

Por José da Cruz às 00h35

26/10/2009

Lei de Incentivo tem pífio desempenho

        A dois meses de completar o terceiro aniversário, a Lei de Incentivo ao Esporte (n.11.438/2006), que dispõe de R$ 300 milhões anuais, demonstra um desempenho ainda fraquíssimo diante das expectativas logo na sua aprovação, em dezembro de 2006.

         Em 22 meses, o Ministério do Esporte aprovou 359 projetos para captar recursos. Desses, apenas 149 tiveram sucesso.

Ou seja, 40% de resultado positivo em dois anos do programa.

A expectativa fica por conta dos 210 projetos restantes, que têm até o final do ano para tentar obter recursos junto ao empresariado.

Recursos

         Em dinheiro, os 359 projetos aprovados totalizam R$ 491 milhões. Porém, somente R$ 156 milhões foram captados, ou seja, pouco mais de 30%.     

         Voltarei ao assunto com detalhes sobre os segmentos mais beneficiados e análises desses números, que são oficiais.

Por José da Cruz às 14h47

Sobre o autor

José Cruz cobre há mais de 20 anos os bastidores da política e economia do esporte, acompanhando a execução orçamentária do governo, a produção de leis e o uso de verbas estatais na área esportiva. Esteve nas Olimpíadas de Seul-1988 e Sydney-2000 e trabalhou no Correio Braziliense, onde foi subeditor de Esporte, e no Jornal de Brasília.

Sobre o blog

Fora das quatro linhas, das raias da natação ou atletismo, das quadras, há outro universo de emoções. São as milionárias fontes de financiamento do esporte, a maioria de origem governamental, de aplicações nem sempre claras, e, por isso, de difícil investigação. É nos bastidores do Ministério do Esporte, dos comitês Olímpico e Paraolímpico, do Tribunal de Contas da União e no Congresso que buscamos informações de interesse público. Nesse trabalho jornalístico a cobertura é sistemática. O debate também. Participe.

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